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César Passarinho:
Mocito, de Ubirajara Raffo Constant

 

18/01/2007 00:29:31
HISTÓRIA E TRADIÇÃO DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE! - II
 
Tradicionalistas Gaúchos do MTG Brasileiro:
a paz montada a cavalo, de bandeira e sem armas na mão,
sem afrouxar o garrão pelas antigas Tradições dos Gaúchos do Rio Grande!
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(...) Quando os Federalistas levaram uruguaios maragatos do Departamento de San José para o Rio Grande do Sul, no início de fevereiro de 1893, estes usavam como símbolo a cor vermelha - em bandeiras, na fita dos chapéus, nos lenços de bolso e, sobretudo, nos lenços de pescoço. Por esse motivo os integrantes do Partido Federalista passaram a ser, pejorativamente, designados pelos oposicionistas republicanos de maragatos, conforme observa Antônio Augusto Fagundes (Cartilha da História do Rio Grande do Sul: uma nova visão da formação da Terra e do Povo Gaúcho. Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 1986, p. 98). O lenço tradicional dos Republicanos era o de cor branca, usado desde os primórdios do partido pela maioria de seus integrantes. Assim, os Republicanos e partidários do governo, na Revolução Federalista, eram chamados de pica-paus ou de chimangos e usavam lenços de cor verde uns e de cor branca outros. (Mariante; 1987:53). Buscando as razões que levaram os Republicanos a usarem lenços de cores diferentesverde ou branca -, Helio Moro Mariante concluiu que a primeira cor – a verde – começou a ser usada pelos Positivistas mais exaltados, uma vez que a cor verde identificava os seguidores da Doutrina Contista. E lembra, ainda, que o Governador do Estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros, era conhecido também como o Papa-verde, por ser um seguidor do Positivismo. De acordo com Antonio Augusto Fagundes, o governo castilhista, em resposta aos Federalistas, chamou o Exército Brasileiro, a Guarda Nacional e a Brigada Militar do Estado em seu auxílio e criou Corpos de Patriotas, paisanada clientela de antigos coronéis e caudilhos da campanha, seduzidos pelas promessas do poder. Como os partidários do governo usavam a farda azul e um gorro da mesma cor com uma borda escarlate em cima, passaram a ser chamados, pelos Maragatos, de picapaus. O Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) ainda tentou impor aos governistas a cor verde, do Positivismo, mas esses preferiram mesmo a cor branca nas fitas dos chapéus e no lenço de pescoço. Dessa forma, pica-paus ou chimangos, os Republicanos ostentaram os seus lenços verdes ou brancos durante a revolução de 93. Só mais tarde, em 1908, com a fundação do Partido Republicano Democrático (PRD), por Assis Brasil e Fernando Abott, que o lenço branco ou chimango veio a ser adotado como um símbolo do novo partido político, vindo firmar-se, também, a figura do gavião chimango, comedor de carniças, a partir do poemeto campestre Antônio Chimango, de Ramiro Barcelos (Lamberty, 1989), em substituição ao pica-pau comedor de larvas e insetos, na provocação dos Maragatos. Assim, desde 1892, com a eleição de Júlio de Castilhos, até 1937, quando do exílio de José Antônio Flores da Cunha, no exercício da Governadoria do Rio Grande do Sul, que o Partido Republicano Rio-grandense manteve-se no poder, por cerca de 45 anos ininterruptos, seja por meio eleitoral seja por ação ditatorial. Nesse período os Chimangos assistiram ao amanhecer e ao ocaso da chamada Primeira República, passando por revoluções como as de 1893, 1923, 1924, 1926, 1930 e 1932. E entre outros chimangos, ilustres políticos republicanos, estão Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado, Getúlio Vargas, José Antônio Flores da Cunha e Osvaldo Aranha. Aspectos políticos, históricos e culturais do Rio Grande do Sul, como os verificados naqueles referidos períodos conturbados da vida sul-rio-grandense, são essenciais para a Formação Tradicionalista. É esse conhecimento básico que embasa a Consciência Tradicionalista Gaúcha Sul-rio-grandense e constrói um Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro consistente e pleno. Pois ser Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é, antes de tudo, conhecer o Patrimônio Cultural antigo que se cultua, se preserva, se divulga e se retransmite para as novas e futuras gerações; é privilegiar a coerência entre o propósito filosófico e a atuação prática, concretizando a necessária preservação cultural regionalista-tradicional dos Gaúchos do Sul do Brasil; é não esquecer a História, os usos e os costumes repassados, por Tradição, de pais para filhos, pelas gerações e pelo tempo, para os novos e futuros Herdeiros da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul: um Patrimônio Sociologico-tradicional pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro!

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