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Jayme Caetano Braun:
Galpão Nativo

 

23/07/2007 08:13:32
UMA CARTA A JAYME CAETANO BRAUN!
 
CTG Jayme Caetano Braun, de Brasília-DF!
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Carta enviada a Jayme Caetano Braun, aos 7 de outubro de 1992: "Estimado Caetano Braun. A tardinha traz sentimentos de nostalgia. Talvez porque significa a morte do dia, de mais um dia da nossa vida de teatino neste mundão velho de Deus, que já está ficando pequeno. Há cada vez mais porteiras e menos espaço neste "formigueiro grande, onde costumes malditos tentam matar aos pouquitos as tradições do Rio Grande!". Por conta do entardecer, quando "a tarde recolhe o manto", hoje a depressão pousou de vagar, como cerração fechada de inverno, amortalhando paisagens. Parece garça pousando na beira da lagoa parada, sobre uma só perna, apoiada, aguardando o entardecer. O mundo silencia em respeito à noite que vem, carregada de mistérios. Não há sinos tocando "Ângelus", nem sabiás floreando últimos cantos no alto de corticeiras... Mas a tristeza foi logo embora ao ouvir, na rádio local, a voz do amigo declamando "Galpão Nativo". Como é bonito! Rima e métrica casadas com o sentimento, tudo perfeito como jóia irretocável, brotando da alma ao natural, como vertente de manancial fluindo fresca e cristalina de dentro do capão de mato nativo. E como água boa, foi refrescando a alma cansada, lavando as feridas doridas, dando ânimo, otimismo e alegria de viver. Depois de morto o Caetano Braun, não faltarão "miles" de vozes deste Brasil imenso preiteando tão grande poeta, chorando tão grande perda. Mas, eu quero em vida enaltecer a sua arte, indissociável da sua essência, pois Caetano e Poesia são a mesma coisa. Estou certo, amigo Braun, que não tens nem um segundo de descanso. Dia e noite, noite e dia, deve haver um demônio dentro da tua cabeça martelando rimas, medindo versos, recolhendo – como quem recolhe cavalhada xucra esparramada pelos fundos perdidos de campos, pelos brejais imensos – a beleza que há na alma gaúcha e na vida singela vivida dentro dos galpões de estâncias deste Rio Grande imenso. E que te obriga a ir embrulhando tudo em versos limpos, que ficarão eternamente vivos nas páginas dos teus livros. Assim, serás sempre lembrado. Serás sempre lembrado enquanto houver botas, esporas, galpões, fogões, galos de rinhas, potros, ponchos, panelas de ferro. Enquanto houver admiração à arte da "payada" carregada de sentido e sentimento e, principalmente, enquanto houver respeito às tradições e um amor imensurável à terra em que se nasceu. Ao ouvir-te, me veio à mente as palavras do teu amigo Aureliano: "– Se não me falha a memória eu conheci este cantor..." (Festugato,  Eduardo. Jayme Caetano Braun, in Flores da Corticeira. Fonte: www.riogrande.com.br)

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26/02/2010 17:42:48 caroline - manaus / AM - Brasil
Admiro muito a tradição de vocês; gosto muito da tradição gaúcha. Beijos! By: Carol
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24/07/2007 09:15:52 Euraclides Gonçalves da Silva - Brasilia-DF / DF - Brasil
Olha! Eu li dita missiva, enviada ao Jayme Caetano Braun, e senti que é a mais pura das verdades ali declarada. E é por isso que continuo bradando ao som dos ventos: alerta Povo Gaúcho!!! Sejamos mais conscientes! Vamos preservar a nossa cultura, pois um povo sem cultura é nação inexistente!
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