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Pedro Ortaça:
Desde os tempos de Sepé, de Vaine Darde

 

10/11/2007 14:03:47
UM MANIFESTO MISSIONEIRO E REGIONALISTA GAÚCHO!
 
São Miguel das Missões: a Experiência do Espírito Missioneiro!
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A manifestação de pensamento, na democracia brasileira, ainda é uma garantia constitucional do cidadão, assim como é o seu livre arbítrio, sua liberdade de consciência e suas convicções filosóficas ou políticas. Mas confesso que foi com um sentimento de tristeza que li a matéria intitulada Nativismo Engajado, de autoria de Sílvio Hentschke, publicada no sítio www.coxixogaucho.com.br, na data de 01.11.2007. Parece-me que o referido articulista, embora no seu direito de manifestar-se livremente, cometeu uma série de erros culturais graves no seu artigo. O primeiro configurou-se no desconhecimento do verdadeiro autor da letra Desde os Tempos de Sepé, gravada pelo renomado artista gaúcho-missioneiro Pedro Ortaça. Assim, de nada valem suas críticas se elas nem mesmo foram corretamente dirigidas ao legítimo criador da letra comentada, o premiado poeta uruguaianense Vaine Darde. O segundo erro crasso cometido pelo citado crítico foi o de condenar as eventuais preferências políticas e ideológicas do cidadão Pedro Ortaça, como se no seu país vigorasse um regime autoritário, limitador, reacionário, ditatorial. E outros lapsos praticados pelo senhor Sílvio Hentschke constituíram-se em tentar menosprezar a figura de Leonel Brizola, como se ele não tivesse sido um dos mais dignos políticos que o Brasil já produziu nos últimos tempos; ao negar aos povos sul-americanos um dos princípios mais importantes do direito internacional público, reconhecido a todos os Estados pela Organização das Nações Unidas: o da autodeterminação dos povos, o que lhes assegura o poder de resolver os seus próprios problemas sem a interferência daqueles que se apresentam como os protetores do mundo, mas que, na verdade, apenas buscam defender, com suas pretensas e malfadadas ações, aos seus próprios interesses comerciais e culturais. Além disso, Sepé Tiaraju não é somente um herói local da Região Missioneira, mas um símbolo dos índios guaranis, já reconhecido pelo Senado Federal como um dos Heróis da Pátria Brasileira, a tal ponto de vir a ter seu nome inscrito no correspondente livro, exposto no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, na Capital Federal. E, ainda, a Região Missioneira, ao contrário do afirmado no aludido artigo, não é mais ou menos rica em História. Sem entrar no mérito das questões que envolveram a civilização missioneira, os seus 400 anos de História ensejam estudos em todo o mundo, tendo sido São Miguel reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, no ano de 1983. E se o fato de defender a cultura regional gaúcha sul-rio-grandense, diante dos crescentes interesses norte-americanos, é algo que deva ser condenável, então teríamos que também condenar todo o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, cujas bases foram protagonizadas por Paixão Côrtes e demais jovens integrantes do Grupo dos Oito, justamente no direito de resistência cultural decorrente da opressão capitaneada pelos norte-americanos no Brasil, após a Segunda Guerra Mundial. Foi com esse mesmo espírito nativista que eles reergueram o sentimento do povo sul-riograndense pelos valores culturais de seu Estado. Mas nem por isso seus feitos são hoje questionados, a não ser por aqueles que tentam tirar proveito próprio, destruindo centenárias tradições regionais e desvirtuando a História do Povo Sulista-brasileiro. Entretanto, apesar dessas frustradas e vãs tentativas de desqualificar o genuíno MTG Brasileiro, os atos heróicos daqueles guris de 47 são amplamente reconhecidos como atitudes necessárias de defesa do patrimônio cultural regionalista-tradicional gaúcho sul-rio-grandense, frente a um inimigo real e nefasto. E hoje, como naquela época, há muito que se faz necessária uma igual reação, diante das atuais aberrações ocorridas, por exemplo, nas ações atuais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, tais como a dos Grupos Musicais que tocam músicas countries e não tradicionais do RS no interior dos Centros de Tradições Gaúchas, portando pilchas e chapéus que são dos vaqueiros de lá, mas não dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. São comentários desse nível que, infelizmente, levam jovens a incorporar essas culturas alheias e seus modismos estrangeiros, o que só contribui para poluir ainda mais a cultura nativa de nossa terra gaúcha brasileira. Quero dizer, no meu igual direito de manifestação de pensamento, que prefiro muito mais a autenticidade de um Vaine Darde e a simplicidade de um Pedro Ortaça, que nunca renegaram as suas origens, do que ter de adotar ou cultivar esses costumes estrangeiros impostos aos que não valorizam a sua Identidade Cultural Regionalista de Gaúchos Brasileiros e não honram a Tradição do seu próprio e nativo chão! (Jorge Lima: Poeta Missioneiro de São Miguel das Missões/RS)

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14/05/2008 15:57:48 Ivan Rodrigues - Curitiba / PR - Brasil
Esse triste senhor chamado Sílvio Hentschke é prova de como os discursos da nossa classe média brasileira são vazios e cheios de preconceitos políticos, tapados de ignorância emotivas e sem senso cultural. Eu poderia me estender aqui nesse sítio enumerando os atos de preconceito e de analfabetismo cultural, político e principalmente musical sobre esse “discípulo” do Jornal Nacional da Rede Globo e “leitor vegetal” de Veja. Mas, só vou pedir encarecida mente que esse triste senhor não escreva mais nada com o termo Nativismo, pois Nativismo não se confunde com nazismo, narcisismo, analfabetismo e outros tantos “ismos”, Sr. Sílvio. Gracias!
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11/11/2007 22:50:55 JORGE ENIO PINTO DOS SANTOS - São Luiz Gonzaga / RS - Brasil
Dizer que lutamos pelo direito à liberdade de expressão, para assegurar a palavra aos tendenciosos, hipócritas e apedeutas. Quem conhece PEDRO ORTAÇA e sua família pode falar de cadeira a verdade existente. As Missões agradecem a obra de Pedro Ortaça e seus filhos. Um malacara como esse deve ser repudiado. Aliás, demonstra total desconhecimento da história e da música missioneira. Por favor, não escute rádio que toque música pura. Afinal, você não merece tamanha musicalidade e poesia. Nós continuamos a defender as Missões, Pedro Ortaça e família e a cultura missioneira. JORGE ENIO PINTO DOS SANTOS: poeta e advogado.
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10/11/2007 08:44:15 Leonardo - Tapejara / RS - Brasil
Bravo! Muito bom! Temos que mostrar o verdadeiro espírito tradicionalista, quem é o verdadeiro gaúcho!
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