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Mano Lima:
Coió Desenvolvido

 

12/11/2007 12:04:27
A CORRUPÇÃO CULTURAL NO TRADICIONALISMO GAÚCHO BRASILEIRO!
 
Um folclore morto não deveria, no MTG Brasileiro, sobrepor-se à atual
Tradição Gaúcha do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul!
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Não há dúvida de que o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul é um Bem Público pertencente não só ao Estado Sulino e aos Sul-rio-grandenses, mas também ao nosso país e ao Povo Brasileiro. Entretanto, o Brasil, sabemos todos, é um país onde a corrupção é histórica e endêmica. Conforme o Relatório do Banco Mundial de 2007, o nosso país alcançou o seu pior índice de controle da corrupção nos últimos dez anos. A culpa é de todos: da estrutura do Estado Brasileiro, dos governos, dos partidos e representantes políticos e, também, de grande parte do povo brasileiro. Mas não podemos esquecer que corrupção não é tema ligado apenas ao componente monetário ou financeiro. Há outras diversas formas de corrupção, embora a quase totalidade delas tenha como motivação de fundo o almejado interesse econômico obtido por meios ilícitos. Um tipo de corrupção, por exemplo, é a cultural. Se o capitalismo selvagem faz com que sirvamos aos nossos filhos leite de vaca e carnes com hormônios que aumentam a produção e o lucro, mas que podem causar câncer no ser humano; ou o leite com soda cáustica e água oxigenada, em nome do inescrupuloso lucro pelo lucro, com a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira não é diferente. Corrupto não é só aquele que desvia e se apropria de dinheiro que não lhe pertence, mas também aquele que corrompe, por interesses pessoais, um Bem Público como é a centenária Tradição dos Gaúchos Brasileiros. Corruptos não são somente aqueles que subornam agentes públicos, que desviam verbas da merenda escolar, das obras públicas, dos programas sociais, dos medicamentos destinados às classes economicamente menos favorecidas, mas também todos aqueles que exploram Instituições Culturais sem fins lucrativos, corrompendo-as moral, filosófica, cultural e finalisticamente, levando-as a uma desnaturação criminosa em prol dos seus interesses econômico-financeiros, político-partidários e de índole meramente pessoal. Ações dessa natureza também estão a corroer as entranhas de algumas Entidades Tradicionalistas, suas Filosofias de Atuação, seus Princípios Basilares, seus altos Fins Culturais voltados para o culto, a preservação, a proteção, a correta divulgação e a devida retransmissão dos antigos e genuínos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. A Corrupção Cultural está presente no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado como está em qualquer outro segmento da sociedade brasileira, tendo como sua maior aliada a inação dos próprios integrantes de um Movimento Cultural Gauchesco e Nativo do Estado do Rio Grande do Sul. Diante do que se tem visto nos ambientes ditos tradicionalistas, é de se perguntar: não seria, por acaso, uma forma de Corrupção Cultural a exploração comercial e eleitoreira que ocorre em inúmeros Órgãos e Entidades do MTG Brasileiro? Poderíamos afirmar que são da Antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul os estilos e as grifes comerciais dos artistas e das Bandas despilchadas ou mal-pilchadas, a música sertaneja, o maxixe, os conteúdos amorais, os ritmos e os compassos não tradicionais da Tchê Music e as indumentárias nada condizentes com os Regulamentos Culturais do Tradicionalismo - como as boinas coloridas importadas, as camisas pretas, vermelhas e de outras cores fortes; os coletes texanos; as cintas urbanas, as guaiacas porchetão freio de ouro e as rastras platinas, no lugar da tradicional guaiaca sul-rio-grandense; os lencitos pretos e estampados, virados, escondidos, folclóricos, exagerados, triangulares, por fora da gola da camisa, à meia espalda; os chapéus claros, chaparral, countries, copa alta e aba frontal caída; as calças estreitas com alças no cós e bolsos traseiros; as gineteadas em gado vacum e em ovelhas, as orações do universo texa-sertanejo e outras inúmeras impropriedades praticadas e autorizadas, comercial e eleitoralmente, dentro dos recintos dessas Entidades Culturais de culto e zelo à Antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul? A Corrupção Cultural vigente no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é um crime grave e merece ser combatida por todos, especialmente os Cidadãos Tradicionalistas. Contudo, enquanto a desconhecida Carta de Princípios do MTG Brasileiro e o esquecido Código de Ética Tradicionalista forem propositadamente estranhos aos atos daqueles que dirigem e integram os quadros do próprio MTG Brasileiro, haveremos de ver, ainda, nas suas diversas instâncias, e por muito tempo, as nefastas e corruptas ações dos que deveriam, por um dever institucional-estatutário e uma obrigação moral-cultural, cuidar do rico e antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul, pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro!

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