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Os Tiranos:
Canto Aporreado, de Ângelo Marques,
Ricardo Marques e Lauro C. Simões

 

13/11/2007 10:00:05
O TRADICIONALISMO E OS MÚSICOS REGIONALISTAS GAÚCHOS!
 
ENART: Encontro de Artes e Tradição Gaúcha
do Estado do Rio Grande do Sul!
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O Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro exige apego às antigas Tradições herdadas dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, aos usos e costumes regionalista-tradicionais que nos foram repassados, de geração em geração, de pais para filhos, e que identificam os homens e as mulheres da campanha sul-rio-grandense. Foi com este sentido que as Entidades Culturais filiadas ao MTG Brasileiro organizado se formaram; e é com ele que elas devem atingir suas finalidades de entidades essencialmente culturais sem fins lucrativos, cumprindo o Fim Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e a sua relevante Função Social, a qual exige a responsabilidade tradicionalista pelas ações de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação, para o mundo, das genuínas, das antigas tradições dos Gaúchos Brasileiros. Entretanto, em muitas Entidades do Tradicionalismo os interesses econômico-financeiros estão à frente dos culturais. Deturpando o tradicional, essas Sociedades Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras o que demonstram é um total descaso à Filosofia de Atuação Tradicionalista que rege todo o sistema MTG do Brasil. É o caso, por exemplo, dos chamados show-baile, promovidos por algumas dessas intituladas Entidades Tradicionalistas Gaúchas. As Bandas Musicais e os artistas gaúchos que sobem em seus palcos podem ser regionalistas gaúchos ou mais propriamente sul-rio-grandenses, mas jamais Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. Em virtude dos contratos que assinaram com gravadoras e suas grifes, eles já não têm mais a liberdade de escolha, nem para pilcharem-se conforme as regras tradicionalistas nem para executarem ritmos gaúchos tradicionais do Rio Grande do Sul. Diante dos seus interesses comerciais de ampliação do nicho de mercado, musical e modista, qualquer orientação tradicionalista representaria uma indesejável limitação aos seus fins meramente econômico-financeiros. Contudo, apesar de não serem e de não poderem ser Tradicionalistas Gaúchos, esses artistas gaúchos - e muito mais sul-rio-grandenses do que gaúchos - e essas bandas gaúchas - que de gaúchas nada têm - continuam sendo vistos nos palcos da maioria das Entidades Tradicionalistas filiadas ao MTG Brasileiro organizado. Pergunta-se: se não são Tradicionalistas nas indumentárias que usam - camisas pretas, vermelhas e de outros coloridos fortes; chapéus claros, chaparral, country, copa alta, aba frontal caída, abas laterais levantadas, e boinas coloridas importadas; lenços de pescoço estampados ou na cor preta, virados, escondidos, ausentes, folclóricos, triangulares, exagerados, por fora da gola da camisa, à meia-espalda; calças estreitas com alças no cós e bolsos traseiros; rastras platinas, cintas urbanas e guaiacas porchetão freio de ouro; botas à meia canela, tudo a contrariar as Diretrizes para o uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, previstas no próprio órgão contratante - ou o termo seria conveniado? -, nem são Tradicionalistas nas músicas que destoam das gauchescas típicas e tradicionais do Estado Sulino, tanto no conteúdo moral como no ritmo, no compasso e nos instrumentos musicais utilizados, quais, então, seriam os motivos que os levam a ser contratados por Órgãos e Entidades Tradicionalistas? Ou, por acaso, estaria o mercado musical meramente patrocinando as suas participações e divulgando os seus trabalhos dentro do MTG? Um exemplo dessa Impropriedade Tradicionalista a ser citado é a dupla César Oliveira e Rogério Melo. Conforme a programação divulgada pela diretoria do ENART 2007 – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul -, os referidos artistas regionalistas gaúchos se apresentaram na abertura daquele Evento Tradicionalista no dia 16 de novembro de 2007, em Santa Cruz do Sul. Resta-nos perguntar: eles estiveram, pelo menos durante as suas apresentações, cumprindo as Diretrizes para o uso da Indumentária Tradicional dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, previstas nos regulamentos do MTG/RS que os contratou? Por uma simples lógica dedutiva é de se supor que se eles foram contratados pelo Tradicionalismo é porque eles são considerados Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros; ou que, no mínimo, estariam Tradicionalistas durante o citado evento. Se assim foi, outra vez perguntamos: estiveram os referidos artistas regionalistas gaúchos usando lenços de pescoço com as cores e os tamanhos de acordo com a centenária Tradição do Rio Grande do Sul; as guaiacas sul-rio-grandenses no lugar das rastras platinas e as bombachas com a largura compatível com as antigas Tradições herdadas dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, em conformidade com as Diretrizes Culturais do MTG Brasileiro que lhes deu aquela grande oportunidade de honrar as legítimas Tradições Regionais de sua Terra Gaúcha Brasileira e de provarem que são, verdadeiramente, Tradicionalistas Gaúchos do Brasil? Porém, se no Enart-2007 os citados músicos se portaram como outros inúmeros comercialistas gaúchos que se utilizam da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul com fins meramente de negócio, perguntamos outra vez: o que músicos comercialistas estariam fazendo dentro de um Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro de índole eminentemente cultural e regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense? E por que, então, não sendo Tradicionalistas, foram eles contratados para um Evento do MTG Brasileiro organizado? Naturalmente que a citada dupla, como quaisquer outros músicos regionalistas gaúchos ou sul-rio-grandenses, tem toda a liberdade de cantar, tocar e usar a indumentária que quiser, especialmente se sob as orientações de uma empresa que quer vender seus produtos na Argentina, no Uruguai, e se possível no restante do país. Porém, no momento em que recebem dinheiro - recursos, muito provavelmente públicos, oriundos dos impostos pagos pelo próprio povo sul-rio-grandense detentor da Cultura Gaúchesca Sul-brasileira, e destinados ao culto, à preservação e à correta divulgação das antigas Tradições dos Antepassados Gaúchos do Pampa Sul-rio-grandensepara se apresentarem em Eventos do MTG, deveriam se adequar aos princípios da Filosofia de Atuação Tradicionalista para o culto, a preservação e a correta divulgando dos usos e costumes genuinamente tradicionais, antigos, do Rio Grande do Sul, em respeito à Carta de Princípios do MTG Brasileiro, aos seus Estatutos Sociais, Regulamentos, Diretrizes e Fins Culturais. Afinal, isso é o mínimo que se pode exigir, tanto dos contratantes como dos contratados: que todos cumpram com seus deveres de Cidadãos Tradicionalistas, mesmo que temporariamente, nos palcos, nos salões e nos Eventos do MTG Brasileiro organizado; que todos respeitem os princípios filosóficos do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil, os quais devem estar acima de todo e qualquer interesse comercial, empresarial, econômico-financeiro, pessoal, particular; que todos, tradicionalistas contratantes e músicos regionalistas gaúchos contratados, respeitem o rico Patrimônio Sociológico-tradicional dos Gaúchos Brasileiros: as antigas, autênticas, campeiras Tradições Regionais do Rio Grande do Sul!

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