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Telmo de Lima Freitas:
Ronco do Bronco, de Telmo de Lima Freitas
15a Califórnia

 

07/12/2007 11:49:26
AS IMPROPRIEDADES INFORMATIVAS DA IMPRENSA SUL-BRASILEIRA!
 
06.12.2007: o primeiro dia da 35a Califórnia da Canção Nativa do RS!
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A imprensa, embora falível, há de se preocupar com a maior fidelidade possível da informação. Como exemplo de uma falha dessa natureza citamos o artigo de Marina Lopes, correspondente do Jornal Zero Hora na cidade de Uruguaiana-RS, publicado aos 07.12.2007, intitulado “Tradicionalistas peleiam em busca da Calhandra de Ouro”. A citada matéria cometeu uma grave impropriedade ao classificar de Tradicionalistas todos os participantes e concorrentes da 35ª Edição da Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, realizada naquela cidade fronteiriça de Uruguaiana. Uma inverdade como essa, veiculada em um jornal de grande circulação, certamente que não contribui para a informação mais correta ao seu público leitor. O Tradicionalismo, por natureza, é um movimento nativista, uma vez que o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro surgiu justamente para preservar o Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, ou seja, esse nativismo definido por Sebastião Ferrando Lamberty, enquanto “tudo aquilo que é próprio do lugar de nascimento, natural, não adquirido e que conserve as características originais”. Já o que chamam de Nativismo é um Movimento essencialmente Comercialmusicista nascido com a 1ª Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, em Uruguaiana-RS, no ano de 1971. E embora ele tenha começado com o apoio estrutural do CTG Sinuelo do Pago, na verdade, desde o seu início não teve esse Movimento qualquer pretensão, em virtude dos seus interesses comerciais sem-fronteiras, de abarcar a Doutrina do MTG Brasileiro organizado e a sua Filosofia de Atuação Cultural voltada para os atos de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e a adequada divulgação dos autênticos, antigos, usos e costumes regionais da Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. O que os organizadores desse Movimento Comercial Nativista buscaram foram novos nichos de mercado para uma produção artística musical regionalista sul-rio-grandense que nem sempre pode ser classificada como gaúcha, uma vez que por vezes meramente urbana ou sem vinculação com os temas relacionados ao modo de vida dos pampeanos do interior do Estado do RS. Os interesses mercadistas é que estavam a conduzir aquele Movimento Nativista do Rio Grande do Sul. Por isso, uma outra distorção é aquela que atribui o surgimento desse festival à rebeldia dos jovens da época; e aqui mais uma das tantas explorações da juventude. Naturalmente que Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros houve entre os seus fundadores e seus participantes nas edições passadas, assim como também houve na 35ª edição do Festival. Mas não se pode, sob pena de se cometer uma séria e comprometedora distorção cultural, dizer que nativistas são TradicionalistasA maioria deles nem vinculada está ao MTG Brasileiro organizado. E muitos não são Tradicionalistas porque não se dispõem a respeitar a Filosofia de Atuação e as Diretrizes Culturais do MTG Brasileiro, em decorrência das suas naturais divergências de intere$$e$. Um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro visa preservar as Antigas Tradições Regionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, sem qualquer interesse político-eleitoreiro, econômico-financeiro, comercial, pessoal, nunca tirando proveito algum, ao contrário, mas gastando o seu dinheiro para Fazer Tradição do Rio Grande. Já aqueles que se intitulam de nativistas e que participam de Festivais assim rotulados, o que eles buscam é dar visibilidade aos seus trabalhos profissionais e o respectivo retorno financeiro, imediato ou futuro. E sendo esse o objetivo dos nativistas, muitos deles desrespeitam até o que deveriam, por uma questão de ética regionalista, observar: as coisas nativas de sua Terra, de seu pago, do seu Estado do Rio Grande do Sul. Afinal, o verdadeiro nativismo é “tudo aquilo que é próprio do lugar de nascimento, natural, não adquirido e que conserve as características originais”. Portanto, jamais poderemos classificar de Tradicionalistas quem não segue as orientações culturais da Ideologia Cultural Preservacionista do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Nunca será Tradicionalista quem altera - mediante cachês cada vez mais altos e suspeitos, financiados pelo próprio povo detentor da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira que estão a corromper - o uso da autêntica e tradicional Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, prevista na legislação estadual (Lei 8.813/89). Não pode ser Tradicionalista quem pratica ritmos e instrumentos não característicos da Tradição Regional dos Gaúchos Pampeanos Sul-brasileiros. Ou seria, por acaso, Milonga Arrabalera, Rasguido-doble, Chacarera, Tango, Maçambique, Compasso Taipero, Candombe, Quicumbi e outras criações, importações e regionalismos, ritmos e instrumentos musicais, como piano, violino, arpa, tambores, gaita de boca, etc., nativos do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado no Pampa Sul-brasileiro, local onde forjou-se a verdadeira Tradição Gaúcha que deve ser cultuada no MTG do Brasil? Assim, em sendo a Califórnia da Canção Nativa do Estado do Rio Grande do Sul um Festival Nativista que abarca todas as tendências musicais, sem qualquer compromisso com a Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, poderá ser ele considerado um Festival Regionalista Sul-rio-grandense, Nativista, Comercialista e até Modista, mas jamais como Tradicionalista. Da mesma forma seus concorrentes e participantes, especialmente aqueles que portam boinas coloridas importadas, calças justas com alças no cós e bolsos traseiros, lencitos estampados, pretos, curtos, virados, escondidos, ausentes, folclóricos, triangulares, exagerados, à meia-espalda; rastras platinas, cintas urbanas e guaiacas porchetão freio de ouro; cores pretas e fortes, contrastantes, berrantes, das grifes dos modismos comerciais crioulista-mercosurista e country-texa-sertanejoem nada nativos ou tradicionais do Pampa do Estado do Rio Grande do Sul. Dessa forma, a Califórnia continuará a ser um Patrimônio Cultural Regionalista Sul-rio-grandense. Porém, não observar as óbvias e naturais diferenças entre esses dois Movimentos Culturais do Rio Grande – o Tradicionalista e o Comercial Nativistaé cometer uma grave impropriedade informativa e uma séria distorção no trato dos Fins Culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e da Cultura Regionalista-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul!

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04/04/2008 14:00:34 Mércia de Morais - São Paulo / SP - Brasil
Gostaria, se possível que vcs me enviassem a letra da música O Ronco do Bronco de Telmo de Lima Freitas. Grata Mércia
Sítio: *****
02/01/2008 17:51:51 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Fábio Peralta. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta às oportunas ponderações, começaremos por lembrar a esse prezado visitante que no subjetivismo toda a verdade é relativa. E naturalmente que nós, do sítio Bombacha Larga, não pretendemos ser os donos de uma verdade absoluta. Contudo, com o fim de melhor esclarecer aos nossos demais visitantes, necessários se fazem os seguintes esclarecimentos: 1) como um espaço democrático, qualquer pessoa pode, a qualquer tempo, emitir comentários em qualquer das matérias publicadas neste sítio tradicionalista gaúcho; 2) não devemos esquecer que há distinção entre a Cultura Geral do Rio Grande do Sul – aquela que abrange todas as regiões do Estado Sulino e seus respetivos regionalismos – e a Cultura Tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, esta representativa dos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, formadora da Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros; 3) "cacumbi" não é só um ritmo musical, mas também uma dança de influência africana, pertencente ao chamado “Círculo do Rei do Congo”, e já conhecida no Brasil desde os idos de 1760, quando foi, com o nome de "quicumbi", apresentada no Paço do Conselho, em Salvador, à Dona Maria I e Dom Pedro III de Portugal. Dessa forma, o "quicumbi" tem origem na africanidade brasileira e é o ritmo de uma dança só de homens e com cantos de reza, portanto religiosa. A turma era comandada por um mestre e portava instrumentos como o pente, o reco-reco, a taquareira, o tamborzinho. As orações do Divino Espírito Santo eram entoadas pela noite toda. As mulheres apenas olhavam e faziam comidas. A dança, levada para o RS por escravos africanos, desenvolveu-se no litoral, na região de Palmares do Sul, Tavares e outras localidades litorâneas; 4) O "moçambique" ou "maçambique", da mesma forma, é uma manifestação afro-católica dos negros trazidos da África, estabelecidos principalmente na região de Osório. Consiste em uma representação da cerimônia de coroação do Rei Congo e da Rainha Ginga, esta com poder superior ao do rei. Ritmo e dança se valem de guisos, bastões, caixas, viola ou outros instrumentos, como pandeiro e violino; 4) Tais ritmos, "quicumbi" e "maçambique", são tão nativos do RS como também o são de Sergipe, Bahia, São Paulo e outros Estados do Brasil, onde deitaram raízes os negros africanos, especialmente os originários da região da grande Bacia do Rio Gongo, na África; 5) se os festivais “nativistas do RS” - cujos propósitos comerciais não têm fronteiras -, já executaram tango, rasguido-doble, milonga arrabalera e outras impropriedades mais, poderá levar outros ritmos de qualquer rincão do RS, como aqueles dos imigrantes alemães, italianos, japoneses, árabes e tantos outros, que trouxeram consigo músicas, ritmos, danças, religiosas ou não, e os executam nas suas festas coloniais. Mas taxar toda essa imensa gama da Cultura Geral do RS como se fosse parte da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Estado, oriunda dos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, e, portanto, como uma cultura que, em qualquer lugar do mundo, identificaria os Gaúchos do Sul do Brasil, é, além de uma inverdade, um crime cometido por aqueles que visam apenas aos seus próprios interesses pessoais, econômico-financeiros, comerciais, contra um Bem que é Público, propriedade do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. Essa Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha (que não se confunde com a ampla Cultura Geral Sul-rio-grandense!), merece a proteção e o respeito por parte de todos: músicos comercialistas, organizadores de festivais e gravadoras que estão por detrás de todos esses eventos sem-fronteiras: “nativistas", "crioulistas", "mercosuristas", realizados no RS”; 6) "campeirismo" pode haver em qualquer Estado do Brasil e em qualquer país do mundo, por ser um termo utilizado para identificar um posicionamento filosófico e científico com base no campo. E campo, para os gaúchos sul-brasileiros, é o nome dado às extensas pastagens, apropriadas à criação de gado. Daí o termo regionalista gaúcho "campeiro", substantivo que designa e adjetivo que qualifica a pessoa que executa com habilidade os serviços de campo, que monta bem a cavalo, que vive e trabalha no campo; quem entende de tudo o que se relaciona com a criação de gado e ovelhas (Minidicionário Guasca, de Zeno e Rui Cardoso Nunes). É no campo da região do Pampa Sul-rio-grandense que se assenta toda a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil; a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul; a Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros. É aí, nesse Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - o Pampa do Rio Grande do Sul - que foram forjados os usos e os costumes tradicionais dos antigos campeiros, dos antepassados interioranos, dos Pampeanos do Rio Grande do Sul, dentre estes os ritmos musicais, as danças tradicionais, o ritmo e o compasso musical regionalista-tradicional gaúcho sul-brasileiro, todos derivados dos fandangos lá de fora, da família interiorana do Pampa Sul-rio-grandense. É dessa Tradição Regional Gaúcha de que falamos, defendemos, zelamos, preservamos e adequadamente divulgamos; 7) e completando, agora, estes necessários esclarecimentos, informamos a esse prezado missivista que podemos, sim, errar – condição esta bem humana. Mas, afirmamos a todos que os nossos comentários são e serão sempre responsáveis e plenos de sentido cultural regionalista-tradicional gaúcho sul-rio-grandense. Afinal, não estamos aqui para defender posições ou interesses eleitoreiros, econômico-financeiros ou comerciais, nem pessoais nem setoriais, mas para cultuar, defender, preservar e corretamente divulgar não a Cultura Geral Sul-rio-grandense, mas a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Pampa do Rio Grande do Sul, a Identidade Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Maior do Sul do Brasil, as autênticas Tradições Regionais do Povo Gaúcho Sul-brasileiro, tão desrespeitadas e corrompidas pela lógica do lucro fácil a qualquer preço, própria de um sistema capitalista selvagem, aético e destruidor de Culturas Regionais, e que há muito vem descaracterizando a Cultura Tradicional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil; as autênticas, antigas e campeiras Tradições dos Sentinelas, dos Centauros, dos Monarcas das Coxilhas do Grande Rio Grande do Sul! Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente da fronteiriça Bagé: a Cidade Rainha da Fronteira do Rio Grande do Sul!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
01/01/2008 22:59:07 fabio peralta - Bagé / RS - Brasil
Gostaria de fazer uma breve colocação, em relação aos rítmos citados na matéria acima: MAÇAMBIQUE E QUICUMBÍ. Estes rítmos, fazem parte do estado do Rio Grande do Sul! São mais antigos aqui, do que as atuais cópias do folclóre argentino e Uruguaio, intituladas: CAMPEIRISMO. Procure se informar um pouco mais, antes de fazer comentários sem sentido! Ah e mais, que tradição é essa que voce se refere? Ficaria feliz em saber de onde vem! Obrigado!
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