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César Passarinho:
Guri, de João Batista Machado
e Júlio M. da Silva Neto
Calhandra de Ouro
da Califórnia de 1983

 

10/12/2007 10:25:50
INFORMAÇÃO E PRESERVAÇÃO CULTURAL SÃO DIREITOS HUMANOS!
 
A Música Gaúcha Nativa do Rio Grande do Sul há de ser
a Regionalista-tradicional dos Pampeanos Sul-brasileiros!
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Comemora-se no dia 10 de dezembro o Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sessenta e cinco anos após a promulgação dessa histórica legislação internacional, pela Assembléia Geral da ONU - Organização das Nações Unidas -, no ano de 1948, não podemos esquecer da previsão contida no seu item XXVII, que assim estabelece: Toda a pessoa tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. No que se refere ao Povo Gaúcho Brasileiro, este, portanto, tem o direito às atividades culturais de sua Terra, à preservação de sua Identidade Cultural Regionalista-tradicional baseada nas origens campeiras de sua formação histórica e nas peculiaridades regionais que lhes são próprias. Essa Cultura Regional Gaúcha Sul-brasileira é um Patrimônio não só do Estado Sulino e do Povo Sul-rio-grandense, mas também do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. Por isso o Regionalismo Gaúcho não deve estar submisso aos interesses privados, político-partidários ou às parcerias comerciais baseadas na falaciosa integração cultural, enquanto fusão de culturas regionalistas distintas a serem respeitadas como diversidades culturais específicas. Apropriar-se de um Bem Público, para que o mesmo venha a ser explorado com fins político-partidários, econômico-financeiros e comerciais por setores como a classe artística, p. ex., alijando do processo os reais detentores da Cultura Gauchesca do Brasil é não respeitar os seus Direitos Humanos, garantidos desde a citada Declaração Universal de 1948. Como exemplo, podemos apontar o caso da XXXV Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, realizada na cidade de Uruguaiana. A mídia, inclusive a institucionalizada, confundiu o público e o informou mal e deficientemente. Fazendo-o crer que o Festival é exclusivo daquela fronteiriça cidade, esqueceu-se de que o próprio nome do referido acontecimento cultural está a revelar que ele abarca a Cultura Nativa de todo o Estado do Rio Grande do Sul. Mas é de se perguntar: por que, então, aquele Festival, que tantas vezes é reverenciado como o Maior Evento Cultural do RS, não tem a sua ampla divulgação em todo o Estado? Por que a imprensa sul-rio-grandense não traz, durante o evento e após o mesmo, informação alguma a respeito do resultado final daquele “importante” evento da Cultura Musical Nativa do Rio Grande do Sul? Por que é tratada a Califórnia como um evento menor, de segunda categoria? Por que os jornais, por exemplo, trazem em suas páginas notícias da cultura mundial e nenhuma informação a respeito do mais antigo Festival “Nativista” do RS? Se há leis nacionais de incentivo à cultura, por que elas não foram utilizadas na realização da edição da 35ª Califórnia, evitando-se os monopólios político-partidários regionais e comerciais do mercado musical, cujos compromissos com a divulgação desses eventos - em última análise,  financiados pelo povo do Rio Grande do Sul - dá-se, por razões óbvias, de forma limitada apenas ao público local? Com razão, portanto, a nossa visitante Vânia, de Pelotas, ao reclamar da ausência de divulgação da 22ª Edição do ENART – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha do RS, realizado na cidade de Santa Cruz do Sul no período de 16 a 18 de novembro do ano de 2007. Embora seja um evento do MTG/RS, o ENART, pela impressão que se tem, há muito que se mostrou terceirizado à Administração Regional daquela cidade. Esse fato compromete a ampla e necessária divulgação daquele Acontecimento Cultural Tradicionalista Gaúcho, ficando, igualmente, os detentores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul, os Sul-rio-grandenses e o Povo Brasileiro, totalmente alheios a tudo e a todos. Ao que tudo indica, é a política partidária e seus mercados financiadores assumindo as responsabilidades de organizador, colhendo os frutos políticos, comerciais, e instituindo monopólios, embora todos os envolvidos nessas questões culturais estejam obrigados, em observância aos dispositivos constantes na Constituição Federal, a valorizar e a difundir as manifestações culturais populares do povo brasileiro (art. 215, CF). E, ainda, conforme o Plano Nacional de Cultura, já aprovado no Congresso Nacional, o qual incorpora ao artigo citado o parágrafo 3º, com a previsão de que a respectiva lei, além de defender e valorizar o Patrimônio Cultural Brasileiro, deverá promover a difusão e a democratização aos Bens da Cultura. Assim, ao comemorarmos os sessenta e cinco anos da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos é de lembrarmos, também, que ao Povo Gaúcho Brasileiro garantido está o direito de participar dos atos que envolvam a sua Cultura Regional sem as interferências comerciais externas, seja diretamente ou por meio de uma informação plena, adequada, eficaz. Este é um direito dos proprietários do grande e antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, e um dever de todos aqueles que organizam, manipulam e exploram, com fins não só culturais, mas também econômico-financeiros, comerciais e político-partidários, os temas relativos à Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos do Brasil!

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