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José Mendes:
Coisas do meu Rincão

 

10/01/2008 10:27:30
O FOLCLORE GAÚCHO SUL-BRASILEIRO E AS BOLEADEIRAS DE FOGO!
 
Dança dos Facões: uma Dança Folclórica Sul-rio-grandense,
cuja apresentação pode se dar com a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS!
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O Folclore de um povo encontra-se vinculado à sua Cultura Regional. Entretanto, é comum ver-se em inúmeros eventos culturais brasileiros, anunciadas como se fossem parte do Folclore ou da Tradição Regional dos Gaúchos Sul-brasileiros, as apresentações das tais Boleadeiras de Fogo, conhecidas também como Dança das Boleadeiras. Ora, se o Folclore de um povo é constituído pelo seu acervo regional; se as suas manifestações folclóricas foram aquelas repassadas de pais para filhos, geração após geração, de forma predominantemente oral; e se toda e qualquer manifestação popular, para ser considerada folclórica ou tradicional deve ser praticada por um grande número de indivíduos e transmitida no dia a dia, então como se considerar essas evoluções artísticas com boleadeiras parte do Folclore Sul-rio-grandense ou da Cultura Regional Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul? Na verdade, a referida dança não é nem do Folclore nem do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense. Manifestação artística como essa, rotulada como de projeção folclórica, é apenas mais uma das criações estilizadas de origem platina. Com passos de malambo, uma dança dos gauchos uruguaios e argentinosnão tem ela qualquer respaldo folclórico gaúcho sul-rio-grandense por lhe faltar história e regionalidade. Não passa de habilidade pessoal desenvolvida com objetivo mais econômico-financeiro e comercial do que propriamente cultural; e mais apropriada para apresentações em eventos populares, como feiras, churrascarias e outros, mas nunca no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro ou nas programações estatais do Folclore Gaúcho do Rio Grande do Sul. Por isso, causa espécie quando o IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore - uma Fundação do Estado do Rio Grande do Sul criada com o fim de zelar pela fidelidade das manifestações da Cultura Gauchesca Sul-rio-grandense –, com o apoio e a parceria do Movimento Tradicionalista Gaúcho do RS e da Comissão Estadual do Folclore, na programação do evento Uma Semana para o Folclore - homenagem ao artista regionalista gaúcho, realizado entre os dias 2 e 5 de dezembro de 2007, tenha incluído naquelas festividades a apresentação da Dança das Boleadeiras. Como bem expressou o Presidente do IGTF, Manoelito Carlos Savaris, em Editorial publicado na página da Internet daquele órgão cultural gaúcho sul-rio-grandense: Quando nos referimos à identidade gauchesca, estamos tentando dizer que a sociedade gaúcha (sul-rio-grandense) tem um jeito, um modo próprio de se vestir, expressar, falar, comer, dançar, cantar, rezar, e assim por diante. Possui “impressão digital” específica, um DNA definido. Por tal afirmação é de se concluir que essa dança, com fogo ou sem fogo, e com passos de malambro, não pode ser entendida como manifestação popular característica do Folclore Gaúcho do Sul do Brasil pelo simples fato de não conter DNA definido do Povo Gaúcho do Pampa Sul-rio-grandense. As motivações de ordem política, estética, turístico-comercial ou didática dessas projeções folclóricas não podem ser confundidas com Folclore Gaúcho do Estado do Rio Grande do Sul, pois nelas ausentes estão as características do fato folclórico regional. Neste devem estar presentes, dentre outras, a tradicionalidade, isto é, uma representação da experiência de vida dos antepassados; a espontaneidade, ou seja, o fato folclórico deve surgir livre de criações, imposições, condicionamentos, interesses comerciais; a funcionalidade, com uma clara função prática. Assim, diante da falta dos requisitos mínimos, ainda que com o argumento de que ela estaria a simbolizar a especial habilidade dos índios no uso das boleadeiras, a referida Dança das Boleadreiras nunca poderá ser classificada como Folclore Gaúcho do Rio Grande do Sul oriundo do Pampa Sul-brasileiro nem como Fato Folclórico da Cultura Regional Sul-rio-grandense ou como Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; e, menos ainda, como símbolo da Identidade Cultural do Povo Gaúcho Sul-brasileiro! (Fonte do Editorial do IGTF:  http://www.igtf.rs.gov.br/editoriais_igtf/not.php?id=5)

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