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Os Tiranos:
Chama Crioula, de Pedro Neves e
João Alberto Pretto

 

12/01/2008 10:42:55
OBJETIVOS DO MTG, ÉTICA E A ALMA GAÚCHA DA CHAMA CRIOULA!
 
A Pilcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul
e a Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros!
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O 55º Congresso do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, realizado na fronteiriça cidade de Sant’Ana do Livramento, nos seus trabalhos abordou os seguintes temas: a) o MTG e a educação formal; b) o Tradicionalismo como instrumento de inclusão social; e c) o fortalecimento das entidades como sustentação dos objetivos tradicionalistas. Também ali ocorreu a escolha da cidade a sediar o ato do Acendimento da Chama Crioula, no ano de 2008. Dentre as concorrentes encontravam-se as cidades do Alegrete, São Leopoldo, Rio Pardo, Rio Grande e Venâncio Aires. Quanto aos temas do Congresso, é de observar-se que as duas primeiras proposições são dependentes da terceira, uma vez que o MTG é um todo e, portanto, sem a participação de suas Entidades Culturais filiadas fortalecidas êxito algum poderá haver nas outras demais intenções. Constata-se, ainda, que para as três propostas há previsão nos documentos do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. A sua Carta de Princípios, nos seus incisos XXI e XXII, desde a sua aprovação que incumbe ao MTG/RS e demais Órgãos Tradicionalistas o dever moral de estimular e amparar as células que fazem parte de seu organismo social e de atuar nos estabelecimentos de ensino. E a Filosofia Tradicionalista contempla, ainda, outras diretrizes básicas, como as teses O Sentido e o Valor do Tradicionalismo, de Barbosa Lessa; O Sentido e o Alcance Social do Tradicionalismo, de Jarbas Lima; o Plano Vaqueano de Promoção da Cultura Regional e de Reativação da Vida Social dos Cetegês (uma metodologia operacional), de Hugo Ramires; e o Plano de Ação Social, de Alcy Cheuiche, todas elas contendo a solução para os problemas que foram discutidos como temas do 55º Congresso Tradicionalista Gaúcho do MTG/RS. Diante disso, é de se perguntar: por que o Movimento Tradicionalista Gaúcho, naqueles seus 41 anos de existência, não cumpriu ainda o estipulado nessas previsões contidas nos seus alicerces filosóficos e institucionais? Nota-se, portanto, que a crise atual do Tradicionalismo não se deve à falta de postulados básicos e de princípios filosóficos tradicionalistas, mas à ausência de aplicação prática dos mesmos. E a atual crise, vivenciada no seu âmbito, revela-se evidente na terceira proposição do 55. Congresso Tradicionalista. Se necessário é fortalecer as entidades filiadas é por que elas, reconhecidamente, estão ou sempre estiveram fracas, sem a saúde cultural, tradicionalista, regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense desejável, esperada. Os motivos dessa fraqueza institucional não são difíceis de serem apontados. Bastaria que os congressistas perguntassem ao MTG e a si próprios se as suas Entidades Tradicionalistas observam o preconizado na Carta de Princípios Tradicionalistas; se elas cumprem os objetivos estatutários do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, os seus deveres tradicionalistas regulamentares; se elas têm as suas ações institucionais pautadas no Código de Ética Tradicionalista; se elas atuam realmente como Centros das Antigas, Campeiras e Regionais Tradições dos Antepassados Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, enquanto Sociedades Culturais Regionalista-tradicionais Sul-rio-grandenses e Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras, ou como meras Sociedades Recreativas de Bailões Comerciais e palco para as gravadoras e suas empresas de entretimento intituladas Bandas, todos com fins unicamente econômico-financeiros, lucrativos, comerciais. O que não se pode olvidar é que a origem dos problemas que os Órgãos Tradicionalistas enfrentam são tão antigos quanto o próprio MTG Brasileiro. Dirigentes, congressistas e demais tradicionalistas presentes naquele 55º Congresso, todos são sabedores de que não há como desvinculá-los de uma certa leniência, deles e dos Órgãos a que pertencem, diante de alguns propósitos de índole político-partidária; e da sua passividade frente aos contundentes interesses de um poder econômico fundado no mercado, que há muito invadiu o Tradicionalismo, corrompendo seus Fins Culturais e, ao que parece, em alguns casos com a parceria de seus próprios dirigentes. As providências materiais e políticas já atenderam aos interesses privados de muitos, mas nunca fortaleceram culturalmente o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Somente a Ética Tradicionalista, aplicada conforme as previsões da Entidade Federativa MTG do Brasil, com o seu devido controle e a efetiva fiscalização, é que poderá sustentar seus objetivos culturais de preservar o Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado na região da Pampa Sul-brasileira, o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e a Filosofia de Atuação Cultural do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, decorrente da sua Carta de Princípios e expressa nas decisões dos seus Congressos Tradicionalistas (à luz do Art. 2º do Estatuto do MTG/RS). Assim, o fortalecimento mais indicado às Entidades Tradicionalistas do MTG/RS é aquele assentado na Ética Tradicionalista, conforme a previsão estatutária da instituição a que se encontram filiadas. Só dessa forma os Fins Culturais do Tradicionalismo estarão sustentados; só assim as novas gerações poderão receber, incólume, o grande Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional herdado por eles dos antepassados: os Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. É com a Ética Tradicionalista Cultural Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense que as Entidades do MTG passarão a cultuar, zelar, defender, preservar e a corretamente divulgar as autênticas Tradições e a Identidade Cultural dos Gaúchos Sul-brasileiros. É com a observância prática da Ética Tradicionalista que dirigentes, congressistas e tradicionalistas em geral poderão honrar a Chama Crioula da Antiga, Campeira e Regional Tradição do Rio Grande do Sul, esse símbolo da Alma dos Pampeanos Sul-rio-grandenses, o qual carrega consigo os cívicos sentimentos de regionalismo e de orgulho dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil!

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05/04/2008 00:45:00 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Ivan. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, o comentário postado e os elogios proferidos a este espaço cultural tradicionalista gaúcho. Quanto às críticas formuladas, como espaço democrático que é o Bombacha Larga as recebe, embora se permita de algumas delas discordar, especialmente quanto à recomendada "flexibilidade", à forma “sem didática” e às “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”, atribuídas ao trabalho desenvolvido neste sítio. Por primeiro, prezado Ivan, se o Tradicionalismo chegou ao ponto em que se encontra foi justamente pela prática da tal “flexibilidade” que os comercialistas e os políticos almejam impor, em benefício próprio, ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado; por segundo, didática há que terem os Posteiros Culturais, as Primeiras Prendas, os senhores "Tradicionalistas" das Patronagens, os quais têm o dever institucional-estatutário e a obrigação moral de formar as consciências culturais regionalista-tradicionais e tradicionalistas entre os jovens e os adultos chegados ao Tradicionalismo, e não o fazem; por terceiro, se cobrar a devida coerência entre as ações “tradicionalistas” e os ditames morais, culturais, sociais e filosóficos da Carta de Princípios do MTG - a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira - é para esse xiru velho “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”, podemos considerar que aí, sim, há uma grave contradição. Perguntamos-te: como poderemos evitar que a Chama da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense venha a se apagar, definitivamente, se não cobrarmos de todos os que integram o MTG Brasileiro organizado as suas responsabilidades para com os fins do Movimento Cultural a que pertencem? Consentir e compactuar com as ações dos "Calaveiras da Tradição", que há muito exploram o Tradicionalismo com fins politiqueiros, econômico-financeiros e comerciais, flexibilizando tudo em prol dos votos e do mercado e seus lucros, seria bom para a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul ou para os interesses daqueles que manipulam e alteram o Patrimônio Sociológico-tradicional dos Sul-brasileiros em prol dos seus mercantilismos sem escrúpulos e sem fronteiras? Infelizmente, não podemos concordar com esse prezado visitante. Podes chamar do que for, até de “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”. Porém, no confronto com um poder econômico e politiqueiro que corrompe a Riqueza Regional Gaúcha Sul-rio-grandense os verdadeiros Tradicionalistas não devem ou não deveriam se achicar, mas lutar com as armas da verdade, nua e crua. Pelo menos aqui estamos informando e conscientizando aos atuais e futuros Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, algo que, naturalmente, não interessa a um grande número de "Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul"; desses que se agarram aos cargos do Tradicionalismo organizado para se locupletarem, contribuindo apenas para a desnaturação dos usos e dos costumes gaúchos tradicionais e a corrupção dos valores morais dos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Se há quem permita, incentive e compactue com a Corrupção Cultural da Pilcha Gaúcha de Honra e Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, com o maxixe, a "tchê music", a montaria em bois, as touradas, as mesas da amargura, o futboi, as gineteadas e provas comerciais importadas de outras plagas e outros assassinatos culturais, regionalista-tradicionais gaúchos brasileiros, que contrariam aos próprios fins do Tradicionalismo, essas atitudes certamente que não podem ser tratadas como “ações tradicionalistas" de Instituições e indivíduos “Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros”! Não, pois isso é um crime praticado contra um Bem Público pertencente a todo o Povo Brasileiro; um crime cultural bárbaro; uma grave violação à Constituição do Estado do RS, à Constituição Federal do Brasil e a todos os documentos básicos do Sistema Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Por isso, Ivan, acreditamos que “choques de ego” são próprios daqueles que juraram perante a Bandeira Farrapa do Rio Grande do Sul cuidar, zelar, preservar e corretamente divulgar as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e depois cederam aos interesses econômico-financeiros dos mercados - musical e modista, "Country-texa-sertanejo", "Mercosurista-crioulista" e "Nativista", todos motivados sabemos muito bem por qual "$entimento cultural". Esses, sim, estão a massagear seus egos com o produto criminoso de suas ações lesa-cultura regional gaúcha sul-brasileira; esses não querem educação tradicionalista dentro dos CTGs, já que fantasiados de tradicionalistas estão a agir como raposas a cuidar de um galinheiro que, na verdade, diante das incoerências praticadas - culturais, regionalista-tradicionais e tradicionalistas - pode estar repleto de "modistas", mas não de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. E o Tradicionalismo, por não visar lucro e perseguir fins essencialmente culturais, não é palco para os alegados "profissionalismos", mas para ações desvinculadas dos objetivos econômico-financeiros daqueles que dele se utilizam para auferir vantagens ilícitas, de ordem mafiosa, setorial ou particular. Portanto, agradecemos as palavras elogiosas proferidas a este espaço cultural tradicionalista gaúcho, recebemos as tuas críticas e as respeitamos. No entanto, com o mesmo direito democrático, não podemos concordar com elas, pelos motivos acima expostos. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
04/04/2008 18:09:08 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Saudações a todos do Site Bombacha Larga e seus freqüentadores. Todas as matérias noticiadas (com muitas verdades que incomodam), suas críticas e elogios há todas as formas e entidades Tradicionalistas, são um alento para quem estava cansado de ver, ouvir e engulir verdadeiras ofensas a Tradição e Memória dos Antepassados do nosso povo Gaúcho. O melhor é que vocês abriram espaço para uma discussão que a muito já deveria de existir. Que rumo vai tomar nossas tradições? Como resgatar a essência já perdida? Como apresentar as novas gerações a expressão correta da nossa cultura? Como unir todas as entidades Tradicionalistas numa sólida e coerente e principalmente competente Forma Cultural? Se muitos erros são cometidos ou negligenciados no âmago do Coração das Tradições (C.T.Gs do Rio Grande do Sul) o que se esperar de outras entidades no País afora? Essas e outras perguntas pulsão no peito daqueles que viveram com muita emoção tempos de glória dos C.T.Gs, quando pediram com lágrimas de orgulho; “Não deixem a chama apagar gurizada! ’’ Elogio vocês pela idéia inovadora de utilizar essa ferramenta de comunicação, mas também tenho minhas críticas. Não podemos somente levantar bandeiras e montar vigilância contra tudo aquilo que julgamos depreciador e incoerente com os ensinamentos passados da Tradição Sul Rio Grandense. A cobrança e os apontamentos deve existir sim! Mas sem deixar de ser flexíveis quando necessitar e não ser de forma disciplinadora sem didática. Sempre achei que objetivo do rapasse das Tradições era despertar todos (Gaúchos ou não) para as coisas que realmente brotam da origem e fazem sentido a nossa vida. E não fazer nossas mentes e corações viverem sempre uma eterna contradição. Nisso vocês pecam e muito ao usarem do conhecimento que possuem, em pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego. Isso é muito pequeno diante dos desafios que surgem nessa evolução sem abrir mão da Tradição. Agradeço muito o espaço aqui nesse florão de tradição e espero sinceramente que se atinja o objetivo que vocês traçaram com essa rica idéia. E que todos aqueles que se sintam donos do que nas chamamos de Centros de Tradição Gaúchas, saibam: não existe mais espaço para amadorismo! Um forte abraço a todos.
Sítio: *****
12/01/2008 12:22:55 celso meireles do couto - pelotas / RS - Brasil
Buenas, meus amigos. Eu sou de Santana do Livramento e tenho orgulho da minha terra. Tomara que neste Congresso façam alguma coisa por nosso Tradicionalismo, que já anda caindo pelas caronas. Mas não podemos se entregar pros home, de jeito nenhum! Um abraço, xiruzada!
Sítio: *****
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