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Os Tiranos:
Chama Crioula, de Pedro Neves e
João Alberto Pretto

 

15/01/2008 16:47:17
A CHAMA DA TRADIÇÃO CRIOULA DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE!
 
Chama Crioula da Tradição do Rio Grande: Alma dos Gaúchos Brasileiros!
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A Tradição Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul é representada pela Chama Crioula criada por Paixão Côrtes, em 1947. Porém, é cediço que interesses econômicos, financeiros, comerciais e eleitoreiros estão presentes em todos os setores de qualquer sociedade. Com o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado não é diferente. Por consequência, sua Filosofia de Atuação Cultural e seus Fins Institucional-estatutários, são cada vez mais enfraquecidos, abrandados, diminuídos, flexibilizados. Turismo, política partidária, mercado fonográfico, de entretenimento e da moda cercam essa entidade cultural sem fins lucrativos, que é o MTG Brasileiro. Exploração econômica, financeira, comercial; lucros, vantagens políticas, eleitoreiras e proveitos de toda a ordem anulam o Fim Maior das Entidades Federativas do MTG Brasileiro organizado. Dir-se-á, nestes tempos de capitalismo selvagem, que a cultura há de ser explorada e mesmo esquecida ou desnaturada na sua essência. Esquecem os adeptos dessa corrente que o antigo, campeiro e regional Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul é um Bem Público pertencente a todos: o Estado Sulino, os Sul-rio-grandenses, o Brasil e todo o Povo Brasileiro. Um exemplo dessa disfarçada exploração cultural foi o concurso de escolha da cidade-sede do ato de Acendimento da Chama Crioula, atividade integrante das comemorações da Semana Farroupilha de 2008. Definida em Congresso Tradicionalista Gaúcho, São Leopoldo foi a concorrente que ofertou o melhor lance no pregão do leiloeiro MTG/RS. A velha cantilena das etnias – de manifesta obviedade em qualquer lugar do mundo – serviu mais uma vez para encobrir interesses comercialmente mais interessantes do que aqueles culturais próprios do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Como muito bem divulgou o senhor Secretário de Cultura daquela cidade, durante as atividades de Acendimento da Chama Crioula foi apresentado o conceito de Fandankerb, mistura da cultura tradicional gaúcha com a alemã. Entretanto, proposital ou não, há um flagrante erro na fundamentação exploratória desse novo nicho de mercado que surge junto ao MTG do Rio Grande do Sul. A Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense há muito que se dá no interior dos Centros de Tradições Gaúchas das respectivas regiões de colonização alemã do Estado. E o Fandankerb teria de ser desenvolvido fora das Entidades Tradicionalistas, pelo fato de a proposta ter sido apresentada como uma mistura e não como uma adesão ao sistema MTG e sua Filosofia de Preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense; da Campeira Tradição oriunda da região do Pampa do Rio Grande do Sul. E a menos que o Conselho Diretor e a Comissão de Ética do MTG/RS deixem de cumprir seus deveres estatutários, como vem fazendo em relação à atuação do MTB - Movimento Tchê Brasil, seu estilo comercial da tchê music e suas grifes dentro dos eventos do Tradicionalismo Gaúcho, é de acreditar-se que o Fandankerb, se não se adequar ao espírito do Tradicionalismo, não será permitido nos CTGs e demais Entidades filiadas àquele MTG, responsável pela preservação das genuínas e antigas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Portanto, ou o novo nicho de mercado se enquadra na Filosofia do Tradicionalismo ou não poderá estar misturado nem com a campeira Tradição Gaúcha nem com os princípios e os deveres tradicionalistas elencados na Carta de Princípios daquele Órgão Cultural. As responsabilidades tradicionalistas de culto, zelo, defesa, preservação e correta divulgação das autênticas, antigas e regionais Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense pedem mais do que uma mistura com fins comerciais; reclama responsabilidade e ética tradicionalistas, além de honestidade intelectual por parte de todos os envolvidos no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Assim, o que só poder-se-ia almejar na referida proposta é a mistura da cultura sul-rio-grandense, ampla, abrangente a todo o Estadocom a cultura alemã, o que já ocorre desde a chegada dos imigrantes alemães naquela cidade do Vale do Rio dos Sinos, em 1824. Mas o Tradicionalismo Gaúcho, diante dos seus Fins Culturais, não aceita qualquer tipo de mistura. Nota-se que as argumentações usadas para encobrir os verdadeiros interesses que estão por detrás desses eventos culturais continuam na linha dos meros equívocos ou das hipocrisias e suas inerentes falsidades. O que se espera é que o sentido do próprio evento - o significado do simbolismo da Chama Crioula e a sua importância para o espírito de preservação da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense -, não seja relegado a um segundo plano, como ocorreu em outros eventos passados. Esse procedimento não é uma exigência somente da Ética Tradicionalista. Como detentores de um Patrimônio Histórico e Cultural, deixado pelos Heróis Farroupilhas e os antepassados gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, tão esquecidos diante de tantos objetivos estranhos e presentes no atual Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, os Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos cobram de todos – políticos, empresários e tradicionalistas – o devido respeito ao sentimento regionalista resgatado pelos heróis do Grupo dos Oito, em 1947. Instituindo o Candeeiro Crioulo, Paixão Côrtes e os demais jovens tradicionalistas legaram aos sul-rio-grandenses e aos gaúchos do Brasil o sentimento de apego ao seu Chão Nativo; a valorização da História e da Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense; o Gauchismo e o orgulho pelo rico Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul. Por isso, a fibra e a raça dos Heróicos Farroupilhas, o Telurismo, os usos e costumes tradicionais e todos os esforços realizados anteriormente pelos Tradicionalistas Históricos, na manutenção da Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil, estão representados hoje na Chama Crioula da Tradição do Rio Grande. Negligenciar no ato de valorizá-la, em prol de certos interesses escusos, é um crime tão grave quanto aqueles outros que estão sendo praticados contra a Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, a Pilcha Oficial e de Honra do Estado do RS, o Rodeio Crioulo da Terra Gaúcha Sul-brasileira; as autênticas Tradições Regionais dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, em inúmeros Eventos Tradicionalistas do MTG do Brasil. Que viva, sempre, a Chama da Antiga Tradição Crioula dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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15/01/2010 12:39:33 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Para melhor esclarecer a questão ao nosso público visitante, complementamos a presente matéria com informações embasadas no trabalho O Taquariense, de Ottomar Ellwanger, e Folclore do RS, de Dante de Laytano. Conforme Ottomar Ellwanger, o Folclore, História do Povo, em alemão, tradicionalmente é cultivado, especialmente através de Centros de Tradições, como um instrumento para a demonstração material de aspectos folclóricos múltiplos, tudo constituindo um significativo aspecto que muito interessa ao Turismo Receptivo de âmbito Municipal, pois constituem os Centros de Tradições e os Grupos Folclóricos bi-nacionais (Téuto-brasileiros, Ítalo-brasileiros, etc), onde existirem, pela sua potencialidade, um vigoroso instrumento de atração de visitantes e turistas. Sabe-se, diz Ellwanger, que o KERB é a maior manifestação tradicional dos alemães. A música, o canto, a dança, a comida e a bebida, o sexo, e os três dias em que ocorre a Festança do KERB. Dante de Laytano esclarece: Fandango é um baile ruidoso de gente do campo, num ambiente familiar de muito respeito mútuo, habitualmente ao som de acordeom e violão, encontrando-se integrado em nosso folclore. No Sul do País também se fala agora em 'Fandankerb', neologismo atribuído a dois renomados e meritosos tradicionalistas gaúchos, para caracterizar a coreografia mesclada entre o Fandango e o 'Kerb', este último constituído da tradicional Festa de origem alemã, com duração de 3 dias e animada por bandas típicas. Tem-se conhecimento do seguinte panorama de Festas, Festivais e Festividades, entre outras, já realizadas em numerosos Municípios: Festa do Arroz(...), Festa do Chopp(...), Festa ou Festival do Conterrâneo Ausente ...), Festa ou Festival do Bolão(...), Festa ou Festival de Música Popular(...), Festa Regional Típica(...), Festa dos Viajantes(...). A favor de festas de significação econômica e cultural, municipal ou regional, pode ser pleiteada a assistência técnica e cooperação da Prefeitura local, do Estado e da União, existindo mesmo legislação específica regulando assunto de tal magnitude. Assim, é de concluirmmos que: 1) é falacioso o argumento de que o Fandankerb - pelo simples fato de ter sido esse neologismo criado por folcloristas sul-rio-grandenses - pode ser explorado no MTG Brasileiro; 2) o tema da Semana Farroupilha ASSIM SE FEZ O GAÚCHO foi impróprio, uma vez que não se deve confundir aquele Povo Gaúcho campeiro que forjou a Tradição Regional do Rio Grande do Sul com o Povo Sul-rio-grandense mesclado posteriormente com uma grande variedade de imigrantes; o tema ASSIM SE FEZ O POVO DO RIO GRANDE DO SUL é que seria o historicamente honesto; 3) o Tradicionalismo não fora criado para atender a interesses econômicos, financeiros, comerciais ou eleitoreiros, mas para cumprir os fins culturais de sua Doutrina Institucional, previstos na Filosofia Tradicionalista da sua Carta de Princípios; 4) os município e suas administraçoes municipais têm ao seu dispor uma Secretaria de Cultura, com orçamento (patrimônio público), para que os "nossos antepassados" não sejam "esquecidos" e os seus descendentes vítimados por não saberem mais da nossa História; ou, por acaso, esse papel cultural municipal há de ser estendido ao MTG ou ao IGTF? Ao Tradicionalismo e suas Entidades Culturais filiadas cabe a defesa do Folclore Agro-pastoril e da tradição regional dos antepassados gaúchos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, sem fins lucrativos e eleitoreiros; aos órgãos culturais municipais, com legislação nacional específica para isso, cabe a defesa dos pescadores profissionais, do folclore teuto-brasileiro e geral, enfim, o cumprimento efetivo dos seus fins culturais. Órgãos políticos não devem - ou não deveriam - explorar as estruturas físicas, institucionais e morais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, com fins econômico-financeiros, comerciais, político-eleitoreiros, pessoais, tão ao gosto de alguns mandatários públicos locais e seus ecléticos, abrangentes, misturados e politiqueiros "eventos culturais"!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
01/09/2009 08:54:44 Gilmar Goulart Pinto - São Leopoldo / RS - Brasil
Bueno! Enquanto alguns tradicionalistas e uma parte muito pequena de articulistas com espaços na mídia ficarem defendendo seu umbigo, seja por interesse pessoal, comercial ou político, (pesquise os últimos líderes do IGTF, colunistas dos maiores veículos da imprensa gaúcha), seremos culpados, nossos antepassados esquecidos e os seus descendentes vítimas, pois não saberão mais da nossa História. Gostaria de parabenizar, neste momento, o MTG, só para por mais lenha na fogueira, pelo tema de uma recente Semana Farroupilha: ASSIM SE FEZ O GAÚCHO, pois fez o resgate daqueles homens que fizeram do Rio Grande uma Grande potência. Eu não adefendo apenas os campeiros, defendo os camponeses, o homem rural, o pescador, enfim, sigo a sugestão da Carta de Princípios e auxilio o Estado na solução de seus problemas.
Sítio: *****
02/03/2009 20:40:27 José Itajaú Oleques Teixeira - Águas Claras / DF - Brasil
Prezado Gilmar Pinto. O sítio Bombacha Larga agradece a tua importante participação e as informações trazidas a este espaço cultural tradicionalista gaúcho. Certamente que elas serão bem aproveitadas pelos nossos prezados visitantes. Entretanto, esclarecemos a esse prezado Vivente que os estudos dos citados folcloristas abrangem não só as tradições de um povo, repassadas de pai para filho, de forma contínua e espontânea, pelo tempo, mas também todo o patrimônio sociológico regional não tradicional. Portanto, a Tradição Gaúcha que o Sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado cultua, preserva, defende e divulga é a baseada nos usos e nos costumes dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, e não em particularidades locais desvinculadas do Núcleo da Formação da Tradição Gaúcha Sul-brasileira. Se no Folclore Sul-rio-grandense – que engloba muito mais que a Tradição Gaúcha – houve uma influência importante dos imigrantes, dentre eles os alemães, quanto à Tradição dos Campeiros Sul-rio-grandenses foram eles, os imigrantes, que absorveram determinados usos e costumes tradicionais dos gaúchos, como o uso de trajes típicos, a dança da música regionalista gaúcha, os atos de tomar o chimarrão e de comer o churrasco, dentre outros, levados até eles, em muitos casos, pelos próprias Entidades Tradicionalistas Gaúchas fundadas na região colonial. Portanto, o fato de um folclorista pesquisar e divulgar certos acontecimentos sociológicos, ocorridos em determinadas regiões do Estado, não é o suficiente para os tornar parte da Tradição dos Gaúchos interioranos do Rio Grande do Sul, a ser cultuada, preservada e divulgada no âmbito do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. A nossa crítica, formulada na matéria acima publicada, justifica-se diante da forma midiática como foi divulgado o “conceito Fandankerb”, em evento público de Acendimento da Chama Crioula (Chama esta que é Crioula daquela Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul forjada pelos campesinos nas lidas de campo, com o gado e os cavalos, e base também dos atuais Fandangos Tradicionalistas Gaúchos de CTG, uma representação dos tradicionais Bailes de Fazenda realizados na região da campanha sul-rio-grandense, antes do séc. XX), o que supostamente estaria a revelar um interesse mais comercial do que cultural-tradicionalista, dentre outros tantos que assolam, hoje, o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, embora o seu Código de Ética, no capítulo dos Deveres dos Tradicionalistas, art. 4., estabeleça que “são deveres dos Tradicionalistas: I - observar e fazer observar a Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho;...”. E se a referida Constituição do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro orienta a todos, no seu art. 2., que é um objetivo do MTG cultuar e difundir o nosso folclore e a nossa tradição como substância basilar de nacionalidade, nas suas Entidades Tradicionalistas filiadas as Danças Folclóricas, ou seja, aquelas praticadas antes do Ciclo da Bombacha, isto é, anteriores a 1870, aproximadamente, são cultuadas, preservadas e divulgadas nos espaços próprios dos Festivais de Arte e Tradição, pelas Invernadas de Danças Folclóricas, não dançadas nos salões dos Fandangos Gaúchos Tradicionalistas, espaço este destinado à prática das atuais Danças Gaúchas de Salão, que não são mais aquelas do referido e muito antigo Fandango. Naturalmente que fora do MTG tudo é permitido. Porém, no âmbito do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, como estabelece o seu próprio Código de Ética, há uma Filosofia Tradicionalista a cumprir, a qual manda aos Órgãos, Entidades e Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos “zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais” (art. 20. da Carta de Princípios do Sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro). Dessa forma, prezado Gilmar, o nosso posicionamento relativo ao “Fandankerb” em nada o desvaloriza, assim como não desmerece qualquer outra “simbiose” ocorrida entre as demais etnias imigrantes e os sul-rio-grandenses, seja num passado distante seja em períodos mais recentes. Além disso, o fato de um alemão ter criado o primeiro museu gaúcho não o transforma nem em gaúcho e muito menos em Tradicionalista Gaúcho, a não ser que, para o primeiro caso, ele tivesse o Espírito dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, e, para o segundo, a necessária Consciência Tradicionalista Gaúcha Brasileira, a Observância Prática da Carta de Princípios do MTG e a Coerência Regional-tradicionalista Sul-rio-grandense. O nosso entendimento, portanto, continua o mesmo e nada tem de pessoal. Caso o grande projeto cultural “Fandankerb” venha a ser implementado nos Fandangos Gaúchos das Entidades Tradicionalistas filiadas ao MTG, de acordo com o que já expressamos na matéria acima publicada neste sítio, não apenas cultural, mas essencialmente tradicionalista gaúcho, é de ser o mesmo entendido como uma “mistura” de culturas não incluída na Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul nem nos objetivos culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, cujos fins revelar-se-ão mais comerciais que propriamente culturais e sintonizados com os fins daquele órgão, inadequada, portanto, aos atos de culto, preservação e adequada divulgação das autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul. No entanto, caso o referido projeto em nada tenha a ver com o Tradicionalismo, então ele toda a liberdade terá para ser desenvolvido conforme os fins que almeja o seu proponente e seus eventuais financiadores ou patrocinadores, sem qualquer tipo de objeção por parte deste espaço virtual de valorização da Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e da preservação da autenticidade tradicional dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul. Com as Saudações Tradicionalistas segue um abraço a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
02/03/2009 14:38:47 gilmar pinto - sao leopoldo / RS - Brasil
“Fandankerb" é um neologismo criado pelos pesquisadores gaúchos Paixão Côrtes e Barbosa Lessa para caracterizar a simbiose havida, no Rio Grande do Sul, entre as coreografias do folk-gaúcho (fandango) e as platt-deutsch ("kerb"). Isso se deve a mistura de culturas que vai ocorrer entre os gaúchos e colonos germânicos no período de imigração. Contam que no início os alemães imigrados para o Brasil mantinham suas festas idênticas às do seu país de origem. Os viajantes europeus em visita às colônias nada estranhavam, já que encontravam ali um espelho do que já conheciam. Danças como a Siebenschritt e a Kreuzpolka se mantiveram fiéis mesmo do outro lado do oceano. Além disso, as valsas, "rheinländer" e polcas eram alguns dos estilos predominantes. Ao mesmo tempo, na antiga parte de colonização Ibérica, os fazendeiros mantinham os hábitos das festas trazidas por açorianos e vicentistas. O Fandango era o movimento das festas gaúchas, com sapateados, danças e cantos. Com a moda vinda da Europa, além dos costumes festivos dos gaúchos e imigrantes, passa-se a observar em Porto Alegre a mescla de tendências e coreografias. O que o colono chamava de "polka" o porto-alegrense chamava de "schottisch" e vice-e-versa. Percorrendo caminhos distintos, tanto as danças dos colonos como as novidades dos bailes campeiros dentro em breve estariam se caracterizando pelos mesmos giros, passos-de-polka e valseios. "Schottisch", "Siebenschritt", "Herr Schmied" e outras passaram a ser primas do "Chote", Chote Carreirinho", "Prisioneira" e etc... Sou o proponente do FANDANKERB em São Leopoldo, filho de agricultor, Sou neto de bugre com alemão, jornalista e músico. Este texto é para auxiliar o amigo quanto a valorização deste grand eprojeto cultural. lembrando que não defendo uma pessoa em especial, nem mesmo o MTG. lembro que foi um alemão quem criou o primeiro museu gaúcho. Meu fone 98244853
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