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Jayme Caetano Braun:
Arroz Carreteiro

 

03/02/2008 21:39:43
ARROZ DE CARRETEIRO: TRADIÇÃO DOS GAÚCHOS BRASILEIROS!
 
Arroz de Carreteiro: uma iguaria campeira e tradicional
do Rio Grande do Sul!
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Os atos de Se Fazer Tradição do Rio Grande do Sul e Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro hão de passar, obrigatoriamente, pela Coerência Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense e pela Propriedade Tradicionalista Gaúcha Brasileira. Quando se ouve ou se lê a expressão Carreteiro de Charque esta poderá ser interpretada como uma redundância, pois todo o prato Carreteiro Gaúcho é preparado, necessariamente, com charque. O que não é Carreteiro é o prato comercial, mas não tradicional, Carreteiro de Carne Fresca, pois isso é Maria Rita, outro prato conhecido da Culinária Gauchesca Sul-rio-grandense. Nem é Carreteiro os anunciados Carreteiros de Linguiça, pois isso é o Arroz Carregado, também composto por charque; ou o Arroz de China Pobre, só com arroz e linguiçaTão pouco é o tradicional Carreteiro da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro o comercializado Carreteiro de Carne Assada. O Arroz de Carreteiro é o segundo prato da Culinária Regionalista-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros. Depois do churrasco é a iguaria mais conhecida dentro e fora dos limites da Região Sul do Brasil. Sua origem se dá na época em que as carretas eram o principal meio de transporte e o motor do desenvolvimento, levando e trazendo, nas distâncias das estradas, os produtos, os mantimentos, o progresso. Foi nessa lida que o gaúcho carreteiro utilizou-se, para seu sustento, de um prato simples e prático, o qual acabou batizado com o nome de seu nobre ofício. Simples porque seus ingredientes, sem correrem o risco de deterioração, consistiam apenas de arroz, charque e água. E prático porque o mesmo exigia pouco trabalho e reduzido tempo de preparo; era cortar o charque, fritá-lo, acrescentar, sem lavar, o arroz, e depois a água. E pronto! A rápida e saborosa refeição novamente alimentava as energias do gaúcho carreteiro. Alguns viajantes, certamente, levavam alguma cebola ou alho, mas a grande maioria deles se valia mesmo era dos gêneros alimentícios que se mantinham conservados nas longas jornadas, ou seja, somente o charque e o arroz. Este é o Arroz de Carreteiro da Tradição Gaúcha Brasileira; é este o segundo Prato Típico e Tradicional dos Gaúchos do Sul do Brasil; esta é a iguaria que deve ser cultuada, preservada, defendida, repassada e divulgada no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, organizado ou não. Naturalmente que hoje a esse Arroz de Carreteiro pode-se acrescentar, em benefício do paladar, a cebola, o alho, a pimenta, o tomate, e, ao final, um pouco de salsa, pois não estamos realizando nenhuma longa viagem, como o fizeram aqueles carreteiros de antanho. No entanto, o que não podemos jamais fazer é alterar a sua essência, a sua história, o seu fundamento maior, principalmente nas Entidades e nos Órgãos Tradicionalistas do MTG Brasileiro. No Tradicionalismo organizado, o ato de ensinar, demonstrar, reverenciar, retransmitir e corretamente divulgar essa comida típica e tradicional dos Gaúchos Sulistas do Brasil deve estar revestido da necessária autenticidade e do senso de preservação da culinária pertencente ao Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul, nele incluído o preparo do genuíno Arroz de Carreteiro. Por esses motivos é que consideramos um lamentável equívoco, uma incoerência cultural regionalista-tradicional sul-rio-grandense, uma impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira e um despropósito institucional grave o fato de a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha - CBTG expor no seu sítio da Internet uma receita intitulada Carreteiro na cerveja, conforme verifica-se in http://www.cbtg.com.br/_sitio/diversos/mostra.php?tipo=Receitas&cod=16. Porém, como prescreve o Regulamento Geral daquela Entidade Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, dentre seus objetivos está o de orientar as entidades confederadas no sentido de manterem a autenticidade das manifestações gauchescas e a fidelidade às suas origens (item VIII do art. 7º do RG-CBTG). E, ainda, todos os seus objetivos deverão ser cumpridos em observância aos princípios filosóficos e doutrinários definidos na Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul (parágrafo 3º do art. 7º do RG-CBTG). A Carta de Princípios - base da Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira -, nos seus artigos VI e XX, respectivamente, é categórica ao orientar a CBTG, seus MTGs filiados e todas as Entidades Tradicionalistas Gaúchas pertencentes ao Sistema MTG Brasileiro organizado, no sentido de: VI - Preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares; e, XX - Zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais. Assim, diante das orientações filosóficas do MTG, reputamos como correta e digna de figurar naquele espaço virtual da Entidade Maior do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, como receita de um tradicional Arroz de Carreteiro, a seguinte indicação de Carlos Castillo:  “Arroz de Carreteiro, para 5 (cinco) pessoas. Ingredientes: ½ kg de charque; ½ kg de arroz; 1 cebola; 3 dentes de alho. Preparação: aferventar o charque, trocando uma vez a água. Se o charque for caseiro, basta deixar 5 horas de molho. Picar o charque em guisado médio e colocar na panela para fritar. Se o charque for gordo, colocar menos gordura. Esmagar o alho e picar juntamente com a cebola. Quando o charque estiver bem dourado, colocar a cebola e o alho picados para fritarem. Juntar o arroz, (o gaúcho campeiro não gosta de lavar o arroz) e deixá-lo fritando um pouco. Colocar água fervendo até dois dedos acima do arroz. Provar o sal e cozinhar em fogo baixo (Fogão Campeiro – receitas gaúchas. Porto Alegre: Martins Livreiro Ed., 1985, p. 63). A presente crítica construtiva visa fomentar a recomendável Coerência Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense e a devida e esperada Propriedade Tradicionalista Gaúcha Brasileira, em benefício da efetiva preservação da Tradição dos Gaúchos Brasileiros; da retransmissão às novas e futuras gerações dos antigos, autênticos, usos e costumes regionalista-tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, dentre estes o regional, o verdadeiro, o autêntico Arroz de Carreteiro dos Pampeanos Campeiros do Sul do Brasil!

 

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05/09/2009 18:16:48 MARGARIDA - CAMPINAS / SP - Brasil
ÀS VEZES A GENTE NÃO CONSEGUE OS INGREDIENTES. SOU GAÚCHA, MAS NEM SEMPRE TENHO O QUE É NECESSÁRIO...
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05/09/2009 18:06:17 margarida - campinas / SP - Brasil
Amo de paixão tudo que é do R.G.S.!
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Listados 2 Comentários!
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