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Mano Lima:
Carniça

 

18/02/2008 08:01:14
PARA SER TRADICIONALISTA NÃO PRECISA SER GAÚCHO PURA CEPA!
 
Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul ou a Corrupção Cultural,
a carniça da campeira Tradição dos Antepassados Gaúchos da Pampa Sul-brasileira?
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Para empunhar a bandeira do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado e pelear pela preservação da antiga Tradição herdada dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul o vivente, com algum poder de gestão no meio tradicionalista, não precisa ser um gaúcho de pura cepa, basta ter hombridade, honrar o fio de bigode da palavra empenhada e respeitar o juramento feito no momento da posse do cargo, coisa que os homens de boa índole ainda o fazem, como faziam os gaúchos de antigamente. E quando falamos em gaúchos não nos referimos aos sul-rio-grandenses ou apenas aos nativos do Rio Grande do Sul, mas aos milhares de gaúchos de espírito, dentre eles os que integram o Tradicionalismo Gaúcho, organizado ou não, pelo Brasil e pelo mundo. No entanto, o que mais se tem visto hoje, infelizmente, são homens que, perante testemunhas e a Carta de Princípios do MTG, assumiram o compromisso de preservar os usos e os costumes tradicionais, antigos, do Povo Gaúcho Sul-brasileiro e de honrar os antepassados que nos legaram essa essência cultural, comportando-se como verdadeiros exploradores e desprezíveis politiqueiros. Como tais, estão eles sempre a procura de mecanismos que os beneficiem e a usar das imoralidades praticadas em nome de um Tradicionalismo que deveriam promover e respeitar. Alguns dos seus procedimentos, inclusive, só podem ser interpretados como atos de má-fé, oriundos de gente de má índole, sem palavra, os quais contrariam seriamente seus compromissos assumidos perante a instituição e os integrantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. E assim, à frente das Entidades Tradicionalistas, esses Picaretas da Tradição do Rio Grande seguem mostrando e demonstrando, com atitudes ativas e passivas, que não estão a merecer dos Tradicionalistas confiança alguma. E nem alegar inocência eles podem, quando acusados das falcatruas que estão a implementar, já que as inúmeras regras tradicionalistas por eles violadas estão, para quem quiser ver, nos Estatutos da CBTG – Órgão Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro - e de seus Órgãos Tradicionalistas filiados, os MTGs. Embora muito já tenha sido criminosamente alterado nesses regulamentos, com o fim de atender aos interesses de seus conveniados mercados. Mas, mesmo assim, ao agirem como o fazem alguns políticos sem vergonhas, esperam ficar acima das críticas e tentam, ainda, justificar as suas desmoralizadas ações com argumentos falhos, insustentáveis e suspeitos. Ao contratarem ou aceitarem, por exemplo, os grupos musicais da tchê music explicam, descaradamente, que assim o fazem porque o público pede!  Pergunta-se: qual público? Se for o público tradicionalista o que fica provado é apenas o desvio de finalidade das Entidades da Antiga Tradição do RS, pois nos CTGs deveriam ser cultuados os usos e os costumes autênticos dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Se nos Rodeios Crioulos permitem que peões gaúchos realizem provas campeiras usando calças estreitas, cintas e rastras, lencinhos minúsculos, pretos, estampados, feitos com sobras de tecidos de cuecas; boinas castelhanas ou australianas, chapéus texanos, camisas com cores pretas e berrantes, peças estas totalmente contrárias às regras tradicionalistas do MTG, o que eles fazem é envergonhar e desrespeitar a Antiga Tradição e aqueles peões que portam a correta, típica e oficial Pilcha Gaúcha de Honra do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Se deixam o Rodeio Crioulo a mercê de qualquer moda e cada vez mais parecido com os Rodeos norte-americanos, como não aceitarem as críticas? Se cometem a barbaridade de anunciar eventos alienígenas ao Tradicionalismo, como no caso das montarias em touros, touradas, vacas mecânicas, futboi, mesa da margura, orações de Barretos à Nossa Senhora Aparecida, o que eles ainda pretenderiam? Aplausos? Preocupando-se em integrar Tradicionalismo com Carnaval, botando, literalmente, o bloco do CTG na rua, ainda acham que estariam certos? Se institucionalizam melodias estranhas, com músicos que são de outras plagas, cantando músicas que não se identificam nem com o solo brasileiro - embora os mesmos se utilizem da pecha de música sertaneja brasileira -, dentro dos Rodeios Crioulos Gaúchosnão querem ouvir, ainda, os protestos legítimos dos verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros? Se permitem, dentro dos CTGs, prendas com barrigas de fora, decotes que muitas vezes mostram o umbigo, e usando calças leggue tão justas que aparece até a divisa das duas fronteirasBrasil e Argentina -, ainda acham que preservam a Antiga Tradição Gaúcha dos Gaúchos Brasileiros? Se permitem que suas Invernadas de Danças Folclóricas Sul-rio-grandenses façam Rodas de Samba, forró, maxixe, funk ou batuque dentro do CTG, querem ser, ainda, respeitados como Tradicionalistas Gaúchos? Se tudo isso é permitido a qualquer vivente, pois conforme o gosto é o regalo da vida, essas ações não devem e não deveriam, de maneira alguma, ser admitidas dentro dos sagrados ambientes culturais dos Centros de Tradições Gaúchas do MTG Brasileiro! Portanto, para ser um Tradicionalista não precisa ser Gaúcho Pura Cepa, basta ter a honra e o orgulho de ser gaúcho brasileiro e, principalmente, honrar a sua palavra empenhada, o seu fio-de-bigode! (do colaborador e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil, Ademir Canabarro: um Missioneiro!) 

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02/05/2008 23:49:13 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezada Prenda Simone. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Quanto ao teu entendimento em relação ao uso da bombacha feminina pela Prenda Tradicionalista Gaúcha - na verdade, uma calça -, logicamente que o respeitamos. Porém, dele não podemos compactuar. Em sendo a bombacha uma peça do vestuário masculino, o uso dela por uma Prenda Gaúcha só se justificaria na prática de alguma prova campeira, jamais para dançar nos Centros de Tradições Gaúchas do MTG Brasileiro. Essa nunca foi, não é e, de acordo com a antiga Tradição do Rio Grande do Sul, jamais poderá ser tida como uma vestimenta tradicional das antigas Mulheres Gaúchas do Pampa Sul-brasileiro: as donas de casa, as mães e esposas da época da afirmação da bombacha no final do séc. XIX. O Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro fora criado para cultuar, zelar e divulgar a antiga Tradição do RS, a qual não se confunde com as criações e as importações do séc XX, menos ainda daquelas implementadas no Estado Sulino pelos texanos a partir de 1993, por intermédios dos comerciantes de cavalos e seus estilos e produtos comerciais. O uso da bombacha por mulheres em Bailes de CTG - as quais não são Prendas Gaúchas, mas tão-somente cavaleiras sul-rio-grandenses ou brasileiras, pois só é Prenda da Tradição do Rio Grande as mulheres que portam o Traje Feminino Oficial e de Honra do Estado, o Vestido de Prenda -, pode ser muito interessante para os mercados que corrompem a verdadeira Tradição Sul-rio-grandense e os regulamentos do MTG em prol dos seus interesses mercantilistas, comerciais, pessoais. Além da bombacha eles também estão a vender a cinta urbana, a bota curta, o lencito virado, as camisas pretas e de coloridos fortes, as boinas coloridas importadas, os chapéus “countries”, claros, chaparral, os coletes e outras modas texanas. No entanto, isso tudo é só mais um atentado praticado contra os verdadeiros Fins Culturais do MTG Brasileiro e a sua Carta de Princípios, que dentre outros objetivos visa preservar a autenticidade dos antigos, tradicionais, usos e costumes regionalista-tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Evidentemente que o uso da bombacha não fora retransmitido de mães para filhas, de forma geral, desde a Era da Bombacha até os dias de hoje, na região do Pampa Sul-rio-grandense. E se não é Tradição do RS, essa e outras práticas comercialemnte importadas e inventadas não devem - ou não deveriam! - integrar o Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil. Assim, essa deturpação (exploração comercial) contraria os Fins Institucional-estatutários de qualquer Entidade Tradicionalista filiada ao MTG Brasileiro organizado. É claro que cada um usa o que quer, como quer, quando e onde e aonde quiser. Entretanto, para quem se diz Tradicionalista Gaúcho Brasileiro há de conhecer, aceitar e praticar a Filosofia Tradicionalista de culto, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação da antiga, da autêntica Tradição Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul. Caso contrário teremos "modistas", não Tradicionalistas; "Centros de Transfiguração Gaúcha", não CTGs - Centros das Antigas Tradições herdadas dos Antepassados Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro; "Movimento de Modificação Gaúcha", não MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul. É claro, também, que não a culpamos por isso, mas aos que não a formaram uma Tradicionalista Gaúcha Brasileira, embora tenham essa incumbência cultural; aos que apenas visaram um eventual retorno econômico-financeiro, comercial ou eleitoreiro, derivado da tua presença em alguma dessas Entidades "Tradicionalistas" do MTG do Brasil; àqueles que se vestem, se mostram e se dizem “Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros”, mas que na realidade não passam de Calaveiras da Antiga e Regional Tradição do Rio Grande do Sul e de Picaretas do MTG Brasileiro. Certo é que esses nem gaúchos nem tradicionalistas são ou serão. Sugerimos a essa prezada visitante, por oportuno, que leias o Estatuto Social do CTG, do MTG correspondente e a Carta de Princípios que embasa todo o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, e depois respondas a seguinte pergunta: será que poderia a Mulher Tradicionalista Gaúcha dançar em um CTG trajando uma bombacha? Caso encontres alguma previsão que autorize esse ato, estejas certa de que ela é indevida, incoerente e ofensiva aos Postulados Filosóficos do verdadeiro Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. E com o fim de esclarecer aos nossos demais visitantes, enfatizamos a todos que os integrantes do Tradicionalismo devem honrar a antiga Tradição Regional Gaúcha Brasileira em sintonia com os Fins Institucionais do Movimento Cultural ao qual pertencem ou frequentam, jamais com o jeito particular ou o gosto pessoal de cada um de seus integrantes, o que só poderia justificar-se nas Entidades Comercias ou meramente Recreativas. O antigo Patrimônio Sociológio-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, por ser um Bem Público, está acima das preferências pessoais ou dos interesses mercadistas, eleitoreiros, comerciais; e das modas importadas e criações urbanas dos mercados. Por isso, essa rica Herança Cultural Gaúcha Sul-brasileira deve ser preservada, cultuada, retransmitida e corretamente divulgada, para o mundo, com o devido respeito aos seus demais donos, sob pena de se estar cometendo um grave crime de lesa-cultura regionalista-tradicional sul-rio-grandense, o que, naturalmente, caracteriza uma lesão aos direitos de todos os seus demais detentores: o Estado do RS, os Sul-rio-grandenses, o Brasil e todo o Povo Brasileiro. Muito obrigado pela importante participação neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro! Saudações Tradicionalistas e um respeitoso quebracostelas a essa prezada Prenda Gaúcha do Estado do Paraná!
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02/05/2008 16:58:36 simone - curitiba / PR - Brasil
Bom o site e um dos melhores que eu já visitei, mas não concordo com vocês que prenda tem que andar só de vestido, para honrar a tradição. Eu ando de bombacha feminina que é que nem uma calça e qquando usei vestido não me senti bem. Vou pra baile pra dançar e faço a maior bagunça e uso calça jeans, bota campeira e blusinha, mas não mostrando a bariga. Sou de CTG e laço. Nós honramos A TRADIÇÃO SIM, mas do nosso jeito.
Sítio: *****
11/03/2008 20:17:51 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Wilson Conde. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Permita-nos, apenas, fazer uma correção: podes te considerar gaúcho, sim, e mais gaúcho que muitos que nasceram nos pagos do nosso Rio Grande do Sul, meros sul-rio-grandenses que não honram a cultura regional de sua Terra! E mais gaúcho que muito "tradicionalista" que vive dentro do Tradicionalismo, mas que, por voto e dinheiro, desvirtua aquilo que deveria preservar, dignificar, retransmitir e corretamente divulgar! Gaúcho, prezado Wilson, não é aquele que nasce no Rio Grande do Sul, mas quem tem esse espírito gauchesco e essa identificação com o jeito gaúcho de viver dos antigos campeiros sulistas do Pampa Sul-brasileiro. Parabéns pela valorização das autênticas e antigas Tradições Gaúchas dos Sulistas do Brasil! Saudações Tradicionalistas e um quebra costelas cinchado!
Sítio: http://bombachalarga.com.br
11/03/2008 18:54:25 WILSON CONDE - VARZEA GRANDE / MT - Brasil
Não sou gaúcho nato, mas cultuo a tradição gaúcha. Tenho várias bombachas (pilcha completa). Minha esposa tem vários vestidos de prenda. Dançamos quase todos os rítmos gaúchos. Gosto de um churrasco de escorrer graxa pelos beiços. Tenho verdadeira paixão pelos costumes gaúchos, e me orgulho muito disto!
Sítio: *****
26/02/2008 18:17:36 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Juarez. Estamos certos de que esse colaborador entende que este espaço cultural tradicionalista gaúcho tem a grande responsabilidade de levar a seus visitantes as informações mais coerentes possíveis com as propostas iniciais do Heróico Grupo dos Oito Tradicionalistas Gaúchos Sul-rio-grandenses, de 1947. Aqueles jovens que resgataram e organizaram o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro com o fim de cultuar, preservar, retransmitir, defender e corretamente divulgar as antigas e autênticas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Entre eles está o grande Glaucus Saraiva, autor da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, com o fim de manter o mais fiel possível, pelo tempo, esse antigo Patrimônio Sociológico-tradicional Regionalista Gaúcho Sul-brasileiro. Por isso que o MTG do Brasil não pode estar a mercê dos interesses político-partidários e comerciais nem ficar acolherado com qualquer poder público, pois é por aí que a coisa começou a desandar e é por aí que o Tradicionalismo está se indo "a la" chirca. Naturalmente que continuaremos com as nossas diferenças, como, p. ex., quanto ao uso da "rastra" platina, peça não tradicional do Rio Grande do Sul. Porém, o importante é que a Consciência Tradicionalista esteja sempre no rumo de toda e qualquer ação a ser empreendida no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Agradecendo a relevante participação desse Patrão, aproveitamos o ensejo para enviar a esse Xiru as nossas Saudações Tradicionalistas Gaúchas Sul-rio-grandenses e o nosso cinchado quebracostelas, extensivo a todos os integrantes do Centro de Tradições Gaúchas Parceiros da Ilha, da antiga Nossa Senhora do Desterro, capital da linda e Santa Catarina: a Ilha de Florianópolis!
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26/02/2008 16:23:51 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ilmo. Sr. José Itajaú Oleques Teixeira, respeitosamente me despeço deste ilustre debate chegando ao nível maior de compeensão e respeito de seu ponto de vista; como já o fiz anteriormente irei focar alguns pontos; históricamente falando aprendi a respeitar os mais vivenciados e principalmente pessoas que tem em sua vida alto grau cultural, sendo assim volto a lhe informar que em 1845 na antiga São José da Terra Firme realizou-se o Primeiro Rodeio Crioulo com fontes históricas, assim quando me refiro a Movimento Tradicionalista organizado deixei bem claro desde o princípio que estou me dirigindo a "todo e qualquer" espécie de tradição gaúcha, desde o churrasco no galpão crioulo de 1979 até a roda de chimarrão, hoje a tarde. Em momento algum pretendi comparar ou "integrar" de forma definitiva nenhum costume regional aos valores tradicionais; contudo acredito sim que não existe totalidade de certo ou errado no que diz respeito ao regionalismo; que as diretrizes da tradição sejam cada vez mais estreitas e firmes, que os aproveitadores sejam banidos e que os falsos tradicionalistas desapareçam; seja no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná ou qualquer outro lugar que existam individuos gaúchos. Apresento aqui meus mais profundos agradecimentos por ter podido participar deste espaço democrático e levarei comigo e para os meus a certeza que existem "gaúchos pura cepa" seja de "rastra ou guaiaca" e estes irão sempre manter acesa a chama crioula, para que as futuras gerações possam conhecer a verdadeira Tradição Gaúcha". Atenciosamente Juarez Mombelli Patrão do C.T.G. Parceiros da Ilha, Florianópolis, Santa Catarina.
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26/02/2008 15:02:49 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Juarez. Novamente agradecemos a tua importante participação neste sítio. Ela é muito importante para este espaço cultural tradicionalista gaúcho. E é com o compromisso de bem elucidar aos nossos futuros visitantes que, mais uma vez, respeitando o teu entendimento pessoal, iremos refutar alguns pontos do teu mais recente comentário: 1) antes de 1947 não havia Tradicionalismo Gaúcho organizado, mas tão-somente algumas ações esporádicas, mais literárias do que propriamente práticas. Ações organizadas no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro só vieram a ser concretizadas com a fundação do referido Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Júlio de Castilhos, o “Julinho”, de Porto Alegre-RS, criado por Paixão Côrtes, Barbosa Lessa e outros, cuja destinação era a de “estimular o desenvolvimento, por meio de reuniões culturais, sociais e recreativas, da belíssima tradição de nossos heróis do passado, incentivando a nossa juventude a que eleve sempre, e cada vez mais alto, a chama do amor à pátria”. Iniciava-se, assim, no mês de agosto de 1947, o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, redundando, no ano seguinte, na fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o 35 CTG, naquela Capital dos Gaúchos Brasileiros; e a fundação de muitos outros CTGs resultou no maior Movimento Cultural Regionalista-tradicional das Américas, o atual MTG Brasileiro. Portanto, em 1848 não existiam Tradicionalistas Gaúchos organizados da forma como se deu a partir de 1947; 2) tens toda a razão; por não seguirem a Filosofia Tradicionalista – com algum intere$$e, naturalmente – é que os responsáveis pela concretização dos Fins Culturais do Tradicionalismo organizado cedem aos capitalistas destruidores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense. E não estamos dizendo que eles não o possam fazê-lo, apenas que dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho não deveriam, por ser este um Movimento Cultural Regionalista, Conservadorista, com objetivos e fins institucional-estatutários voltados para a preservação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul; 3) discordamos do prezado colaborador no que se refere à proposta de fechamento do galpão Recanto Gaúcho, inaugurado no mês de novembro de 2001 no interior da sede da Assembleia Legislativa do RS. Não é um pequeno galpão, de 36m2, supostamente levantado em nome dos interesses culturais do MTG Brasileiro, mas com fortes suspeitas de uso político-partidário e também comercial pelo mercado musical, dentro de um poder eminentemente político – o que vem a contrariar a própria Carta de Princípios do MTG – que irá se igualar ao feito histórico dos Heróis de 47. Se o tal Recanto Gaúcho era assim tão “tradicionalista”, por que então aquele espaço servia para divulgar, por meio do Projeto Mateadas, na TV Assembleia, artistas que nunca foram, não são e jamais serão Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros - despilchados, mal-pilchados, em desacordo com as Diretrizes do MTG Brasileiro, e executando ritmos não tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande e não contemplados no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, como a "music" das Bandas "Tchês", por exemplo? Perguntamos, ainda: isso é fazer Tradição? Aquele espaço físico era, verdadeiramente, um representante do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, ou seria apenas um reduto para as ações oportunistas de determinados políticos e outros mercadistas do meio musical, que corrompem na mídia a verdadeira e antiga Tradição Regional do Rio Grande do Sul? 4) os Tradicionalistas que deveriam orientar, conduzir e fiscalizar as ações em nada tradicionalistas de suas Entidades Culturais filiadas continuam aonde sempre estiveram: no cargos da CBTG e nas suas Entidades Federativas, nos diversos MTGs regionais do Brasil. O que podemos nos perguntar é: será que eles estão cumprindo com suas altas responsabilidades diante da Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul? Ou podem ser, também, classificados de “Assassinos da Cultura Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande", quando permitem maxixe, tchê “music”, montaria em touros; quando estimulam Prendas Gaúchas ao uso da bombacha, peça essencialmente masculina, e ao uso de chapéus claros, chaparral, “countries’; “rastras” platinas, cintas urbanas; botinhas texanas; lencitos pretos, estampados, virados, em atendimento aos grandes interesses comerciais de alguns amigos de dentro e de fora do "ambiente tradicionalista gaúcho"? Será que podem ser considerados Tradicionalistas aqueles que estão no MTG Brasileiro atrás de voto e de “oportunidade$” outras? Ou seriam esses apenas e tão-somente “Calaveiras da Tradição do Rio Grande” e “Picaretas do MTG Brasileiro”? Até quando a Identidade Cultural dos Gaúchos Sul-brasileiros aguentará essa exploração, essa Corrupção Cultural generalizada em um Movimento Regional destinado à preservação do rico e antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul? Poderíamos dizer que há Ética Tradicionalista nessas ações vivenciadas no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro? Enfim, é como diz o ditado: "a má ovelha deita o rebanho a perder...". Saudações Tradicionalistas e um forte quebracostelas a esse prezado Xiru!
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26/02/2008 11:33:34 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ps: quando me refiro MTG "qualquer" estou dizendo MTG/RS, MTG/SC, MTG/MT e ou qualquer MTG desde mundão a fora.
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26/02/2008 11:30:26 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Caro Sr. José Itajaú Oleques Teixeira, realmente estamos promovendo direta ou indiretamente momentos de reflexão ao defender-mos nossos pontos de vista, agradeço desde já tal situação de crescimento pessoal e incluo os que por ventura um dia se interessarem pelo assunto, muito embora ao aprofundar meus conhecimentos hostóricos fico cada vez mais convencido de que estamos falando a mesma coisa contudo utilizando de vocabulário distinto. 1)Em 1947 surgindo o "Departamento Tradicionalista" formatado por um grupo de estudantes Rio Grandenses iniciou-se históricamente uma fase em que atradição gaúcha passaria da clandestinidade e ou submissão para um movimento regidos por estatutos. Fatos históricos de grande valia, mas vou aprofundar um pouco, quando me refiro a tradição busco o início, quem sabe sobre aquele velhinho que estava acompanhando a beira da cerca as atividades desenvolvidas lá por volta de 1845 na cidade de São José/SC onde foram apresantados ao nosso regente Dom Pedro II hábitos e costumes tradicionais gaúchos. Agora imagina só, se em 1845 já existiam tais tradicionalistas organizados creio eu que a tradição de dança, vestuário, lida campeira e gastrônomia deva ser muito, mas muito antigo, então para resumir meu comentário. Quando estou falando de tradição vou muito mais além de uma CBTG ou MTG qualquer, agradeço por existirem e mais, graças a estas pessoas interessadas em preservar a tradição é que até hoje possuímos cultura, mas não deixo de cobrar aqui o fato de que os "capitalistas" somente fazem o que fazem por conivência dos orgãos responsáveis. 2) O Rio Grande do Sul está passando por uma fase onde seus representantes no poder público estão envergonhando a cultura, tanto que mandam demolir um espaço que no futuro deverá ser lembrado com tanto apreço quanto a data de 1947, o "Recanto Gaúcho" daqui a muitos anos terá se permanecer em pé valor cultural impagável. 3)O Rodeio Crioulo de Vacaria só está como está por que alguém deixou, pois existem regras para a realização destes eventos, pergunto, "onde estão os tradicionalistas de pura cepa" que permitiram tais absurdos? - - - Agradeço novamente por existir este espaço democrático e poder-mos nos expressar.
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26/02/2008 10:08:05 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Juarez. Por mais estranho que possa parecer, para alguns de nossos visitantes, esse debate democrático, aonde cada uma das partes defende o seu posicionamento pessoal, é extremamente salutar e importante, pois ele é a essência da proposta deste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. A Cidadania Tradicionalista, como qualquer outra, envolve necessariamente essa e outras discussões. O resultado das naturais divergências sempre haverá de orientar muitos de nossos futuros visitantes. Quanto ao teor do teu novo comentário, respondemos-te o seguinte: 1) não há Tradicionalismo extremado, o que há é Tradicionalismo efetivo, real, prático, factível; dessa forma, pode haver o não-tradicionalista, o meio-tradicionalista e o Tradicionalista Gaúcho pleno. Este último concorda e, por isso mesmo, pratica a Doutrina Tradicionalista que a Filosofia de Atuação do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, oriundo do Estado do Rio Grande do Sul a partir do ano de 1947, prega, ou seja, exercita as ações de culto, zelo, preservação, retransmissão e coerente difusão da antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, observando os postulados contidos na Carta de Princípios do MTG Brasileiro; 2) a questão não é de radicalismo, mas de coerência cultural regionalista-tradicional sul-rio-grandense e de propriedade tradicionalista gaúcha brasileira; o Movimento Cultural Tradicionalista, de resgate das antigas Tradições dos Gaúchos Pampeanos Sul-rio-grandenses, promovido pelos jovens gaúchos de 1947, preocupou-se com o culto e a preservação dos usos e costumes deles próprios e de seus pais, seus avós, bisavós, todos gaúchos do interior do Pampa do Rio Grande do Sul; e todos sabemos que algumas peculiaridades regionais da Serra e da Fronteira do Rio Grande do Sul não são verdadeiramente da Tradição dos Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro, Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense; e se aqueles regionalismos já são diferentes entre si, imagine, então, se não haveria diferença alguma entre muitos dos usos e costumes dos Gaúchos do Rio Grande e dos “gauchos” platinos do Uruguai e da Argentina; por isso não devem ser misturados, fundidos numa coisa só, “integrados”, em respeito às antigas tradições regionais, locais, próprias, singulares de cada uma dessas regiões e desses povos; portanto, o Tradicionalismo Gaúcho é um Movimento Cultural Sul-rio-grandense e Brasileiro; isso encontra-se claramente exposto no parágrafo único do art. 2º do Estatuto da CBTG - Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, que assim informa: “A sede simbólica do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é na cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul”; 3) o Rodeio de Vacaria não é referência nacional de Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro; pode até ser do “Mercadismo”, do “Politicalismo Regional”, do “Modismo Comercial” ou coisa que o valha; mas tens toda a razão ao dizer que aquele Rodeio “Crioulo” do Rio Grande longe está de ser um exemplo de Evento Tradicionalista Gaúcho Crioulo da Tradição Regional do RS; e não o é porque os "Tradicionalistas" dirigentes da Entidade Cultural organizadora e do MTG/RS não estão a cumprir a Filosofia Tradicionalista do MTG Brasileiro; eles estão é a descumprir a Carta de Princípios de “seu” Tradicionalismo; e todos sabemos os motivos: a ação de politiqueiros encostados no Tradicionalismo Gaúcho organizado, com o objetivo de explorá-lo com fins eleitoreiros, geram as permissividades criminosas, aonde tudo pode, tudo é flexibilizado, tudo é permitido em favor do voto e dos mercados que os financiam; a ação do poder econômico do mercado musical e de suas Bandas do MTB - Movimento Tchê Brasil e sua Tchê “Music”; dos comercial-nativistas, crioulistas do mercado de cavalos e "country-sertanejistas" das Companhias de "Rodeos" de Barretos; enfim, em função dos objetivos financeiro$ de certos “Tradicionalistas de Ocasião”, “Calaveiras da Tradição do Rio Grande”, "Picaretas do MTG Brasileiro”, “Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense”, “Assassinos Culturais da Tradição dos Gaúchos Brasileiros”, é que resulta a Corrupção Cultural que assola, há muito, um Movimento que deveria estar preservando a Identidade Cultural dos Gaúchos do Sul do Brasil, mantendo a Tradição Gaúcha Sul-brasileira (retransmissão de pais para filhos, espontânea e contínua, ao longo do tempo, dos usos e costumes antigos, tradicionais, do Pampa do Rio Grande do Sul); 4) desnaturar para ampliar só interessa a quem quer auferir lucro ou voto; a CBTG – Entidade Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro – “cuja essencialidade é valorizar, organizar, defender, promover e representar as tradições e a cultura gaúcha (do RS!!!), caracterizando-se como uma sociedade civil, sem fins lucrativos” (art. 1º do Estatuto da CBTG), não tem esse fim, embora estejamos a ver inúmeras Entidades Tradicionalistas filiadas ao Tradicionalismo organizado atendendo aos interesses econômico-financeiros e comerciais de setores como o musical e o da promoção de eventos cujos fins não são nada culturais, mas meramente lucrativos; e dos politiqueiros, que pelo voto integram, englobam, fundem e juntam tudo, em detrimento do devido cuidado para com um Patrimônio Cultural Público: do Estado do Rio Grande, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro; 5) um órgão cultural sem Norte, sem Filosofia de Atuação, não é um órgão, mas uma bagunça, aonde qualquer um, por motivos individuais, passa a fazer valer suas preferências pessoais, seus conceitos, suas tendências (como se estas não fossem imposições externas!!!), quando o que deve estar acima destes são os objetivos e os fins institucional-estatutários; isto é, o interesse maior de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação, para o mundo, de um Patrimônio Público recebido por herança por todos: o Estado do Rio Grande do Sul, os Sul-rio-grandenses, o Brasil e todo o Povo Brasileiro; e que, por isso mesmo, a ninguém é dado o poder de modificar, seja por interesses político-partidários, comerciais ou financeiros; 6) é por tudo isso que, se a Carta de Princípios orienta a todos os integrantes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro a, p. ex., “zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais” (XX), essa previsão deve ou deveria ser posta em prática, protegendo, defendendo, preservando, evitando a desnaturação da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do RS; cultuando e divulgando os referidos usos e costumes antigos, locais, sul-rio-grandenses, tradicionais, conforme foram eles recebidos dos antepassados Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro, nos termos da História Regional do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense; 7) portanto, prezado Juarez, aquele que concorda com eles e observa tais Princípios Filosóficos será um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro; os que não concordam e não os praticam, poderão ser Não-Tradicionalistas, Meio-Tradicionalistas ou meros Gaúchos (muitos destes apenas sul-rio-grandenses ou brasileiros), por estarem em desacordo com a preservação da genuína Identidade Cultural e a defesa da autenticidade dos antigos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Antepassados Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro; mas, a continuar a deseducação tradicionalista e a generalizada exploração mercadista e eleitoreira do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil pelos interesses da Nova Ordem Mundial, cada vez mais difícil será encontrar no atual "Meio Tradicionalista" a figura dos verdadeiros Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, conscientes da importância de se preservar, para as gerações novas e futuras, essa Riqueza Tradicional herdada dos antigos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, os quais a forjaram e nos legaram como uma Herança Cultural a ser retransmitida, por Tradição, de pais para filhos, de forma espontânea, contínua e preservada, pelo tempo, em prol da conservação desse antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul! Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente!
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25/02/2008 22:43:43 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Caro Sr. José Itajaú Oleques Teixeira, demorou um pouco mas finalmente percebi que você está se referindo ao extremo do tradicionalismo gaúcho, onde as bases são do povo Rio Grandense, pois é, novamente vou colaborar com este espaço e perguntar, "será?" que devemos ser tão radicais ao pondo de dizer que é no Rio Grande do Sul que está esta base cultural, deixo bem claro que sou Rio Grandense de nascimento mas vivo em Santa Catarina a mais de 20 anos, vejo aqui exemplos de tradicionalistas ao extremo, verdadeiros defensores da tradição, da mais pura cepa, no entanto no Rodeio de Vacaria que é ponto de referência nacional fazem muito anos que está "longe" de ser conciderado exêmplo, então e agora? Façamos o seguinte, sobre a "Carta de Princípios" eu deixo aqui meu apoio integral, contudo quando me refiro a "integração" não estou me referindo ao desvirtuamento da tradição, muito pelo contrário, estou me referindo a trazer para perto de nós "todos" aqueles que se identificarem com o tradicionalismo. Bem, acredito que agora estamos enriquecidos, após um debate saudável e contrutivo, espero que outras pessoas parem e participem com suas opiniões para que o crescimento do tradicionalismo gaúcho de "todas" as partes deste imenso mundo seja beneficiado. Forte abraço desde jovem tradicionalista gaúcho catarinense.
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25/02/2008 20:34:01 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Vivente Juarez. Agradecemos o teu novo comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. E como tradicionalista que é não poderia o sítio Bombacha Larga defender em suas matérias e notícias qualquer proposta que pudesse vir a comprometer o Fim Cultural Maior do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, que é o de cultuar, preservar, manter incólume, para as novas e futuras gerações de Gaúchos Brasileiros, os antigos e autênticos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Caso contrário, poderíamos ser taxados de incoerentes, modistas, mas não de Tradicionalistas Gaúchos. O simples fato de querer "integrar", fundir usos e costumes de outras culturas com a Cultura Gaúcha do Rio Grande do Sul, já compromete todo o Fim Cultural do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil, o qual é o de cultuar, zelar, cultivar, preservar, defender, corretamente divulgar, para o mundo, e transmitir às novas gerações o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Se os tecidos dos quimonos e dos “kilts” não são os mesmos, porque houve evolução industrial, p. ex., aqueles trajes tradicionais continuam a manter a essência cultural que carregam há séculos; e o seu povo continua a repassá-los, preservados, para as suas novas e futuras gerações. Se os dogmas são falta de bom senso ou não, só o fato de serem considerados dogmas já os impede de serem facilmente modificados. Eu posso não concordar com eles, mas a força que carregam está acima das opiniões individuais ou alheias, pois atendem a interesses institucionais antigos, milenares, sedimentados. Corretos ou não, eles são princípios. E princípios não são colocados em discussão, pois são alicerces a sustentar uma construção institucional. Apenas com o fim de bem esclarecer a questão debatida, queremos dizer que poucos, inclusive no próprio Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, podem ser considerados Tradicionalistas Gaúchos. Não se pode classificar como Tradicionalista quem não segue os Princípios, a Doutrina, a Filosofia de Atuação, os Regulamentos, as Diretrizes Culturais internas, orientadoras, e a Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Por isso, continuo a afirmar que não pode haver preservação na citada e pretendida "integração cultural", enquanto fusão de culturas regionais diversas de povos com formação diferente, pois esta corresponde a um crime cometido contra o direito que o Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e o Povo Brasileiro tem de cultuar e manter, pelo tempo, seu antigo Patrimônio Sociológico-tradicional Regionalista recebido, por herança, dos antepassados locais. O discurso da propagada "integração cultural" está a atender aos interesses comerciais, não ao interesse cultural regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros, à preservação da sua diversidade cultural regionalista, Direito Humano garantido em todos os ordenamentos jurídicos, nacionais e internacionais. Aproveitamos o ensejo para parabenizá-lo pelo importante trabalho social desenvolvido. Ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro cabe, como objetivo maior, preservar a antiga Tradição Gaúcha Sul-brasileira, podendo realizar, em segundo plano, as ações sociais previstas na sua filosofia básica de atuação. Ações sociais individuais ou de organizações não-governamentais utilizando-se da Tradição Gaúcha é procedimento elogiável, podendo ser implementadas pelo Estado e qualquer cidadão. Mas, temos que ser enfáticos e realistas: quem fizer uso da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense deve, por uma questão de ética, utilizá-la conforme a sua autenticidade histórico-cultural e regionalista-tradicional. Só assim essa poderá ser tida como uma ação oriunda de um verdadeiramente Tradicionalista Gaúcho. E caso um dos teus assistidos quiser vir a ser um Tradicionalista Gaúcho, peço-te que o apresentes à Carta de Princípios do MTG Brasileiro. Ele certamente não estará obrigado a segui-la. Mas, pelo menos a conhecerá e saberá quais são os aspectos éticos, cívicos, culturais, estruturais e filosóficos trazidos por ela, para a preservação da rica Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil! Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado!
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25/02/2008 10:18:10 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Caro José Itajaú Oleques Teixeira, agradeço sua interpretação de minhas poucas palavras anteriores, contudo demagógicamente falando e sem pretenções de modificar nenhum hábito ou cultura percebo certa hostilidade de sua parte a possibilidade de integração aos costumes que por ventura irão somar positivamente em nossa tradição. Pouco importa se parte da indumentária gaúcha é sobra de guerras, afinal após muitas décadas esta incorporada aos costumes tradicionais, relevando o fato de que um "brasileiro" mesmo que viva próximo a fronteira continua sendo brasileiro e se caso for um tradicionalista. Não defendo os oportunistas voltados ao capitalismo dispostos a tudo para lucrar, até mesmo desvirtuando anos de cultura e tradição. Mas quando me refiro a evolução posso lhe garantir que hoje em dia os tecidos utilizados na confecção dos kimonos ou kiltes não são mais desenvolvidos em teares manuais, pois algum capitalista já está ganhando dinheiro os confeccionando os mesmo em grandes quantidades nas fábricas textíl. Sobre dógma, volto a dizer que é um absurdo a falta de bom senso, para não dizer coisas piores, então vou pular esta parte pois não pretendo criar nenhum tipo de constrangimento. Voltando a tradição que é o que realmente importa, caro josé Itajaú, venho desenvolvendo a 07 anos um trabalho voltado a tradição e cultura gaúcha em regiões com jovens em situação de risco social, levando um pouco de tradição a estes jovens vejo como é poderosa nossa cultura, agregada a valores fundamentais e importantíssimos, chegando a cativar pessoas que não possuem histórico familiar gaúcho, contudo se apaixonam pela tradição ao ponto de adotar os valores tradicionalistas como objetivo de vida. Por tanto cabe ressaltar que o tradicionalismo está de portas abertas ao novo, pelo menos enquanto eu tiver forças para divilga-lo, onde o que mais importa é o ser humano, vejo jovens pedindo ao "Papai Noel" uma bombacha de presente ao invés de um briquedo, isso me comove profundamente e faz com que cada vez mais eu acredite no poder da tradição voltada a educação, para mim pouco importa se é uma bombacha chilena, de pregas ou favos, mas o vedadeiro valor de poder retirar das ruas jovens que poderiam estar perdidos no lado escuro da vida e trazê-los para uma roda de chimarrão iluminados por um fogo de chão, ouvindo histórias antigas e novas sobre como é bom ser gaúcho, mesmo que adotivo na tradição.
Sítio: *****
20/02/2008 20:13:15 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante Juarez Mombelli. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Tens toda a razão. A educação há de estar presente em todas as ações humanas. E os Tradicionalistas Gaúchos são homens, mulheres, jovens e crianças normais, que respeitam e admiram outras culturas. A diferença é que quem não é Tradicionalista Gaúcho Brasileiro não tem qualquer compromisso com a preservação da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul. Já os Tradicionalistas, estes, sim, se assim se consideram, têm de ser coerentes comm os Fins Culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e praticarem o culto, o zelo, a preservação, a defesa e a correta divulgação dos antigos e autênticos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. É como disse recentemente Fidel Castro, ao citar Oscar Niemeyer: “se deve ser consequente até o final”. Quanto à “rastra”, como a própria palavra revela, trata-se de um cinto platino com prataria característica do povo espanhol, sem as tradicionais guaiacas do cinturão da tradição dos gaúchos sul-rio-grandenses, de origem português-açoriana. Por isso, a “rastra” é peça da indumentária tradicional dos “gauchos” uruguaios e argentinos, mas não dos gaúchos do Rio Grande do Sul, com exceção de alguns situados nos limites da Fronteira, o que se justifica diante da natural e recíproca influência existente na região. Preservar raízes é próprio de quem preserva a antiga tradição repassada dos mais antigos para os mais novos, pelo tempo. Invenção, imitação, importação, modismos urbanos de mercado hodiernos, nada disso pode ser Tradição: antiga, campeira, regional. Não é pelo fato de estarmos vivendo na contemporaneidade que os japoneses irão alterar seus milenares costumes tradicionais; que as mulheres japoneses irão importar outros tipos de quimonos, mais curtos ou com zíper em vez de faixa; nem os escoceses irão encompridar seus “kilts” ou mudar seus tecidos de quadriculados para lisos. O que não podemos esquecer é que nestes tempos de capitalismo selvagem o que há, na verdade, são gigantescos interesses comerciais: globalizados, sem fronteiras, “integracionistas” de culturas regionais de formação diversa. Ou não seria, por acaso, muito mais interessante para os exploradores do mercado “mercosur” uma única indumentária para todos os povos que habitam o Cone Sul-américa? E o que se vê, em nome do lucro deles, é uma Cultura Regionalista-tradicional do povo local, garantida no Ordenamento Jurídico Nacional e reconhecida nos Organismos Internacionais como um direito a ser preservado, sendo assassinada, modificada, alterada, substituída, “integrada”, fundida, mesmo sendo ela um Bem Público e não um bem particular, pessoal ou de um grupo de comercialistas. Quanto ao dogma da Igreja Católica, se é dogma é princípio antigo que não está em discussão. Qualquer religião têm seus dogmas. O que o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro tem é Doutrina Institucional e Filosofia de Atuação Cultural, a cumprir e a fazer cumprir. Ou a Carta de Princípios do MTG está redigida e incorporada nos Estatutos do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro apenas para inglês ver? Será que para atender aos interesses dos que pretendem lucrar, teremos de alterar os Princípios Tradicionalistas nela contidos? Podemos considerar educados aqueles que não seguem princípio algum, nenhuma norma, nenhuma regra de conduta? Tradicionalistas são, obrigatoriamente, preservacionistas; são os homens, as mulheres, os jovens e as crianças que prezam muito e conservam a antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e não do Pampa do Uruguai ou do Pampa da Argentina. E essa Tradição Gaúcha Sul-brasileira é composta de História Regional Sul-rio-grandense, memórias, recordações, símbolos; conjunto de usos, idéias e valores do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, retransmitidos, de pais para filhos, para as novas e futuras gerações. A Tradição que o MTG Brasileiro deve cultuar, preservar e adequadamente divulgar, para o mundo, é do Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com a sua doutrina e os antigos usos e costumes regionalista-tradicionais do Pampa do RS, conservados num povo por transmissão de pais para filhos, no decorrer dos tempos, ao sucederem-se as gerações. Tradição é ato de transmitir e entregar. Por isso, prezado Juarez, a “rastra” platina não pode ser tida como uma peça da tradicional Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, com previsão em lei do Estado, pois o Povo Gaúcho do Pampa Sul-rio-grandense nunca a usou de forma espontânea e contínua, pelo tempo, nem a retransmitiu de pai para filho, de geração a geração, até os dias de hoje, desde o início da Formação Gaúcha Sul-brasileira. Os “gauchos” platinos a produziram, usaram e a mantiveram ao longo do tempo, embora com ela tenham substituído, com iguais interesses mercadistas, o seu antigo e tradicional “tirador”: o cinturão largo e sem bolsas. No Rio Grande do Sul, ao contrário do Uruguai e da Argentina, o cinturão que permite, mesmo que simbolicamente, carregar o relógio de bolso em uma guaiaca (bolsa), a munição, o dinheiro em papel e em metal, e o coldre, aonde os antepassados portavam o seu revólver, utilizado em todas as lidas de campo, sempre foi, é e continuará sendo aquele conhecido por Guaiaca, que não é cinto liso nem cinta urbana nem “rastra” platina. Agora, nos últimos 15 anos, é o mercado musical, por meio das capas dos trabalhos de seus patrocinados artistas “gaúchos do Rio Grande”, que tenta substituir a Guaiaca pela “Rastra” ou pela cinta texana, impondo-as como se fossem da Tradição dos Antigos Gaúchos Interioranos do Rio Grande, o que nunca foi, não é e nunca será. Assim fazem com as calças justas, que jamais serão bombachas; com as cores pretas (só para luto, na Tradição do RS) e fortes, contrastantes, berrantes; com os chapéus de copa alta, claros, chaparral, countries; com as boinas coloridas importadas, os lencitos virados, as botinhas e os coletes texanos. Porém, nada disso é nem será Tradição dos Antigos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, por falta de fundamentação histórica, cultural regionalista-tradicional; por não fazer parte da oficial, típica e tradicional Pilcha Gaúcha de Honra do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul, nos termos da Lei Estadual do RS Nr. 8.813, de 20.01.1989. Essa é apenas mais uma das tentativas do mercado “Mercosur”, sob o controle do mercado texano. É claro que isso não é e nunca será ensinado nos CTGs porque a Educação nunca existiu da forma que deveria, em um Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, que pelo que se pode notar das alterações promovidas nos seus “regulamentos tradicionalistas”, está a atender os intentos desses e outros tantos mercados, aliados aos interesses eleitoreiros de seus financiados políticos. Os motivos da ausência dessa omissa Educação Tradicionalista parecem bem óbvios: não interessa aos mercados e seus fins comerciais nem aos políticos por eles financiados, da mesma forma que também não interessa à política partidária que a cidadania se concretize, que o indivíduo esteja consciente de seus direitos, dentre estes a preservação da Cultura Regionalista-tradicional de sua “aldeia”, de seu Pago, de sua Querência. Alienados são mais facilmente manipulados, explorados, enganados. Por isso o nosso país se encontra nas últimas colocações no mundo, em matéria de educação. Por isso não podemos dizer que a maioria daqueles que integram uma Entidade Cultural filiada ao MTG Brasileiro organizado sejam Tradicionalistas Gaúchos, pois ninguém pode cultuar, defender e preservar adequada e corretamente aquilo que não conhece, que não entende, que não sabe. Enquanto isso, alguns poucos continuam a ganhar muito, enquanto a Identidade Cultural Regionalista-tradicional do Povo Gaúcho Sul-brasileiro é criminosamente dizimada em nome de uma inverdade chamada "integração cultural", a qual não passa de uma porta aberta para produtos de outras culturas e para os votos buscados pelos politiqueiros locais. Esse e quaisquer outros pretextos para dilubriar aos incautos, aos donos dessa Riqueza Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul, continuarão, lamentavelmente, sendo usados dentro de um corrompido Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e protagonizados por pseudostradicionalistas, travestidos de Gaúchos Brasileiros, os quais não preservam nem prezam muito a antiga Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul! Obrigado pela importante participação! Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado visitante e colaborador!
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19/02/2008 23:11:08 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ao ler esta matéria pensei estar por um momento cometendo algum erro em meus princípios tradicinalista, contudo ao novamente interpretar o texto percebi um alto grau de regionalismo em seu conteúdo, sendo assim me permito comentar tais afirmações segundo minhas opiniões. Primeiramente ressalto que concordo com a necessidade de uma liderânça firme, exigente aos costumes tradicionais, vindos de pessoas como meu avô Guido Mombelli ou meu pai Juarez Mombelli, que me ensinaram desde muito jovem valores da tradição. Lembro de uma vez em que estava sentado ao lado de Paixão Côrtes e Barbosa Lessa na cidade de Bento Gonçalves onde muito pequeno fazia parte de uma roda de chimarão a beira do fogo de chão ouvindo causos e debatendo assuntos ligados a cultura, quando subitamente entra no galpão um violeiro cantarolando uma música popular brasileira, imediatamente os ali presentes interromperam o falatório e passaram a ouvir o rapaz, para resumir, educação e cultura andam juntas, quem sabe as pessoas que tanto reclamam do desvirtuamento da tradição, ao invés de somente criticar passarem a colaborar na educação geral, mostrando principalmente que os verdadeiros tradicionalistas são pessoas respeitadoras e dignas de respeito, estas pessoas que tomam chimarrão, assam churrasco, dançam, laçam ou gineteiam, tem bom gosto e apreciam a boa música, boas festas e bons costumes. Hoje em dia neste mundo moderno existe lugar para a tradição, muito embora respeitando seu regionalismo, este garante que a "rastra" é tão tradicionalista quanto a "guaiaca" ou será que até neste ponto os tais críticos irão descordar. Quem sabe então seria melhor simplismente pedir para todos os tradicionalistas não mais se encontrarem, fazendo assim que deixe de haver discórdia. Para mim o verdadeiro tradicionalista é aquele que preserva suas raízes e as perpetua, lembrando que a vida soma cultura e tradição a todos os indivíduos e burrice é acreditar que somente os valores dos mais antigos são os certos, ou quem sabe a tradição se abraça a igreja católica que em pleno 2008 defende fervorosamente o "não uso da camisinha". Muito obrigado.
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