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Edson Otto:
Herança, de Telmo de Lima Freitas

 

20/02/2008 17:51:07
NOSSOS SÍMBOLOS: NOSSO ORGULHO!
 
Originalidade da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul:
riqueza cultural regionalista-tradicional a ser preservada por todos!
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Quem se orgulha da História e da Tradição do Estado do Rio Grande do Sul, há de valorizar os seus verdadeiros símbolos regionais. Nossos símbolos: nosso orgulho foi o tema da Semana Farroupilha de 2008, no Estado Sulino. Além dos seus três símbolos oficiais – a Bandeira, o Hino e as Armas, regulamentados pela Lei Estadual Nr 5.213, de 5 de janeiro de 1966 -, outras simbologias igualmente previstas em lei fizeram parte da referida temática, como a erva-mate, o quero-quero, a flor brinco-de-princesa, a macela, o cavalo crioulo, o churrasco e o chimarrão. Com exceção da flor (politicamente imposta como flor símbolo do RS!), todos os demais símbolos estão ligados à Tradição Regional Gaúcha do Estado Sulino, oriunda do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense: o Pampa Sul-brasileiro. Na continuidade da já enraizada parintisação dos Desfiles Temáticos Farroupilhas do Rio Grande do Sul, com os seus interesses turísticos intrínsecos, a Comissão Estadual da Semana Farroupilha, mais uma vez, ampliou a possibilidade de exploração do citado tema anual. No ano de 2008 os organizadores das comemorações do início da Revolução Farroupilha e do Dia do Gaúcho possibilitaram que outros símbolos, a critério dos organizadores regionais, pudessem ser explorados nos Desfiles Farroupilhas de todo o Estado. Não é difícil imaginar, no entanto, que essa abertura possibilitou ao público, em alguns casos, especialmente aos de fora do Estado, uma falsa noção da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, pois nem tudo o que se mostrou representa aquele Regionalismo Gaúcho que identifica e tipifica, nacional e mundialmente, a Cultura Regionalista-tradicional forjada pelos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Imagens e fotos estiveram sendo veiculadas, no mundo virtual, com informações não fidedignas do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul. Alguns símbolos, na verdade, estão restritos a uma determinada e particular cultura local, não sendo representivos de todo o Povo Sul-rio-grandense. Dessa forma, mais política que cultural, abertas foram as portas para os desfiles das incoerências. Já constatou-se em Desfiles Farroupilhas anteriores, por exemplo, mesas de sinuca em cima de caminhões, sob a organização de Entidades Tradicionalistas filiadas ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, passando para o mundo a falsa idéia de que aquele seria um jogo tradicional dos antigos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. E assim como já o fizeram antes, certas Entidades Tradicionalistas Gaúchas, quando expuseram na entrada de seus salões de baile e em outros eventos culturais tradicionalistas os bonecos de manequins pilchados e sem cabeças, como se nos seus Fandangos Gaúchos e Eventos Tradicionalistas não houvesse peões e prendas portando a tradicional Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, determinados Desfiles Farroupilhas, de forma semelhante, já revelaram aos quatro cantos do mundo os seus bonecos de isopor, representativos de gaúchos, prendas, instrumentos musicais típicos, cavalos, carretas, cuias, bombas de chimarrão, chaleiras e outros tantos utensílios tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil, em lugar de os mostrarem com a devida originalidade, conduzidos por gaúchos e gaúchas de verdade - de carne e osso -, presentes naquelas comemorações cívicas, regionalista-tradicionais, históricas, culturais. E além de toda essa exploração comercial, promovida na Data Maior do Gaúcho Brasileiro, o sentido maior do Desfile do Dia 20 de Setembro continua sendo relegado a um segundo plano. Os Heróis Farroupilhas e os seus bravos feitos, nessa carnavalização toda, bem no estilo das paradas norte-americanas, continuam desconhecidos da maioria da população sul-rio-grandense assistente desses Desfiles Temáticos; e do público externo, que recebe notícias do evento pelos diversos meios de comunicação. Assim, as escolhas particulares, comercial-turísticas e políticas ostentadas, publicamente, no Desfile Farroupilha de 2008, no Estado Sulino, como sendo verdadeiros símbolos de todo o Estado do Rio Grande do Sul e da sua Cultura Regionalista-tradicional devem ser entendidas mais como incoerências regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses e impropriedades tradicionalistas gaúchas brasileiras do que como uma simbologia representativa da Cultura Regional dos Gaúchos Brasileiros. Porém, o que se espera nesses cívicos eventos é que a originalidade vença a carnavalização e que a coerência tradicional sul-rio-grandense venha a superar os visíveis interesses comerciais, especialmente no Estado Berço da Tradição Gaúcha Brasileira, o Rio Grande do Sul, em nome dos objetivos legais da Semana Farroupilha, que são os de homenagem e memória aos heróis farrapos (Art. 1º da Lei-RS Nr. 8.715, de 11.10.88), e do orgulho que o Povo Gaúcho Brasileiro nutre por sua antiga e rica Tradição Regional, herdada dos antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul! 

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22/02/2008 13:26:08 sergiojosegroff - brasilia / DF - Brasil
Parabéns, pela matéria. Gostei, e concordo. Devemos preservar e mostrar somente o que realmente é nosso, o verdadeiro. Senão vamos desvirtuar as nossas tradições. E, por falar nisso, estive no 27. Festival Internacional. Não sei se é da Vacaria ou de Vacaria. Gostei, onde ainda se pode respirar as tradições de nosso povo. Parabens! Obrigado...
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