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Tio Nanato:
Último Surungo, de Tio Nanato

 

19/03/2008 17:16:00
BAGACEIRISMO NÃO É TRADIÇÃO DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE!
 
Chapéu à cabeça nos ambientes cobertos já é uma clara demonstração
de que o bailão não é de respeito e o surungo não se confunde
com o Fandango da Antiga Tradição dos Antepassados
Gaúchos Campeiros do Pampa do RS!
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Bagaceirices, é certo, não integram os antigos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Estes últimos foram perpetuados, por Tradição, pelas reiteradas e espontâneas ações de entrega, de retransmissão de pais para filhos, até os dias atuais. A Tradição Gaúcha Brasileira não deve jamais ser confundida com costumes amorais, vícios imorais e maus procedimentos praticados em ambientes não familiares. Estes são desvios representativos de fatos sociológicos e regionalistas sul-rio-grandenses, mas não do acervo sociológico-tradicional herdado dos respeitadores, sérios e recatados antepassados gaúchos interioranos do Pampa Sul-rio-grandense. Portanto, a ocorrência da execução de músicas com conteúdos relacionados aos ambientes das tascas, aos surungos de chinaredo, aos bailes de baixa classe no interior dos Centros de Tradições Gaúchas e dos Eventos Culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é uma grande incoerência regionalista-tradicional sul-rio-grandense e uma grave impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira. A reprodução de procedimentos dissociados da tradicional moralidade dos gaúchos pampeanos de antanho, formadores da Tradição do Rio Grande do Sul, pode até ser objeto de inspiração poética, de registros históricos ou pretensões comerciais, para compositores, artistas e grupos do mercado musical. No entanto, essas composições musicais com letras impróprias e ofensivas à moral e aos bons costumes tradicionais da família gaúcha interiorana do Pampa do Rio Grande do Sul não devem – ou não deveriam - ser executadas no interior dos Centros de Tradições Gaúchas ou de quaisquer outros recintos ou eventos do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Tais atos contrariam os Fins Culturais de todas as Sociedades Tradicionalistas filiadas ao MTG do Brasil, voltadas para o culto, a preservação, o zelo, a defesa, a retransmissão e adequada divulgação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul. Assim, com a razão Paulo Guimarães, ao levantar a questão no seu Galpão Virtual Chasque Pampeano (http://www.chasquepampeano.com.br/noticia.php?id=1090), expondo a abalizada opinião do professor José Aldomar de Castro a respeito do real sentido da expressão Baile de Cola Atada. Os conteúdos de composições musicais e as danças que porventura venham a explorar costumes sociológicos não tradicionais como aquele, restritos aos bailecos de baixa classe, jamais estendidos a todo o Povo Gaúcho do Pampa do Rio Grande do Sul, em hipótese alguma podem ser apontados, perante crianças, jovens e famílias em salutar convivência dentro dos Palanques da Antiga, Campeira e Regional Tradição dos Gaúchos Brasileiros - as Entidades Tradicionalistas Gaúchas -, como parte da Tradição do Rio Grande do Sul. Da mesma forma, por exemplo, devem ser evitadas nos ambientes tradicionalistas as composições Pra Bailar de Cola Atada, de Anomar Danúbio Vieira e Juliano Gomes, gravada pela dupla César Oliveira e Rogério Melo, aonde fica explícito que o peão desejava levar logo a pinguancha (mulher de vida fácil) para o ninho, sugerindo, ainda, que no tempo presente não mais haveria homens que gostem de mulher; Baile de Cola Atada, de Pedro Ortaça, aonde o peão sente o calor da gruta da raparigaça; Baile nas Cabritas, de Vaine Darde e Talo Pereira, defendida por Bagre Fagundes na XIX Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, aonde, lá pela tantas, o chinaredo ergue os panos; Dentro do Bailão, gravada pela Banda Nacional Tchê Barbaridade, aonde o Baile Gaúcho seria o lugar para se maxixar; Minha Nega, do mesmo grupo, aonde a prenda rebola e o peão rebola também; ou, ainda, Vício Campeiro, gravada pelo Grupo Galpão e outros, aonde o peão é coroado o Rei do Meretrício. Naturalmente que as práticas viciosas de alguns peões de fazenda de antigamente e algumas das indecências exploradas pela Tchê Music de hoje podem até ser consideradas como históricas ou nativistas, uma vez que são passagens vinculadas ao Patrimônio Sociológico-regionalista do Estado Garrão-sul do Brasil. Porém, esses são fatos que ocorrem em qualquer lugar do mundo, não integrando a Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, enquanto retransmissão às novas e futuras gerações dos usos, costumes, e valores morais tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, feita de pais para filhos, pelo tempo, de geração em geração, de forma contínua, espontânea e preservada. Certamente que não será um ritmo bailável ou tradicional que fará com que composições artísticas desse naipe se transformem em Música Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul. Dessa forma, tais conteúdos musicais não devem fazer parte dos ambientes familiares dos CTGs; nem o Tradicionalismo pode abarcar danças praticadas no passado por percantas e peões em recintos de má fama, em xixos nada familiares e com práticas em nada compatíveis com a seriedade, a moralidade e a dignidade da população gaúcha residente na Campanha do Estado Sulino, nos tempos da formação da Tradição do Rio Grande. Assim, executar músicas como Baile de Cola Atada e recitar poesias do tipo no interior de um Centro das Tradições Gaúchas dos Antigos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro é uma enorme impropriedade tradicionalista praticada por aqueles que têm o dever institucional-estatutário e a obrigação moral de promover, no meio do nosso povo, uma retomada de consciência dos valores morais do gaúcho e de evitar atitudes pessoais ou coletivas que deslustrem e venham em detrimento dos princípios da formação moral do gaúcho (itens III e XIV da Carta de Princípios do MTG Brasileiro). É de se concluir, portanto, que letras que falem de fivela lustrada, dança apertada, com poncho, esporas, chapéu à cabeça, armas à cintura, em bailes de cola atada, surungos de passo, freges de corredor e outros ambientes não representativos dos fandangos familiares dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense não devem ser executadas no MTG Brasileiro. Essas são práticas bagaceiras que jamais podem ser confundidas e comercialmente impostas no Tradicionalismo como se fossem parte da verdadeira, da genuína, da autêntica e regional Tradição do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul!

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18/04/2008 13:25:29 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezada Danielze. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, informamos-te que o Regionalismo Sul-brasileiro abarca a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, um Patrimônio Sociológico-tradicional a ser preservado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Se pretendes abordar aspectos regionalista-tradicionais dos Gaúchos Sul-brasileiros, sugerimos que consultes obras literárias nas Bibliotecas Públicas e Privadas, o que facilitará a posterior indicação das fontes, no teu trabalho. Além disso, sugerimos-te as seguintes consultas: 1) Constituição do Estado do RS - arts. 220-231: http://www.al.rs.gov.br/prop/Legislacao/Constituicao/constituicao.htm#T07C02S02 ; 2) Secretaria de Estado da Cultura do RS: http://www.sedac.rs.gov.br/principal.php?inc=artigos_secretario&cod=40 ; 3) Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore-IGTF: http://www.igtf.rs.gov.br/historia/noticias.php ; Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha-CBTG: http://www.cbtg.com.br/paginas/Regulamentos/CBTG_Estatuto.doc ; 4) Movimento Tradicionalista Gaúcho do RS - MTG-RS: http://www.mtg.org.br/conceituacoes.html . Desejamos-te, desde já, os votos de sucesso e pleno êxito no referido trabalho. Com as Saudações Gauchescas segue o nosso fraterno abraço a essa prezada Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
18/04/2008 11:05:02 danielze soares - indiaroba / SE - Brasil
Gostaria de saber quais os objetos que representam a região Sul e se vocês possuem algum ritual característico nessa região, pois estou fazendo um trabalho para a Universidade e gostaria ele fosse o mais autêntico possível.
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