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Wilson Paim:
Bugio Nativista, de
Salvador Ferrando Lamberty
e Wilson Paim

 

24/03/2008 12:08:59
NEM TODA A MÚSICA REGIONAL GAÚCHA É TRADICIONAL DO RS!
 
Não há Tradicionalismo sem a preservação da típica Música
Regionalista-tradicional e da autêntica Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra
do Rio Grande do Sul!
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Um dos Fins Culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é o da preservação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul, representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares. Por consequência, o referido Movimento Cultural Regionalista-tradicional Gaúcho Sul-brasileiro objetiva resguardar, também, a tradicional moralidade dos homens e mulheres interioranos do Pampa Sul-rio-grandense. Augusto Comte, na Sociologia, ensinou-nos que esta é o conjunto das ciências que tratam do homem na sociedade, isto é, sob o aspecto moral, cultural, jurídico, político, econômico, etc. Partindo-se da premissa de que Tradição Gaúcha Brasileira é o conjunto das coisas boas do passado, retransmitidas de pais para filhos, pelo tempo, às novas e futuras gerações, de forma preservada, espontânea e contínua, constatamos que ao antigo Patrimônio Sociológico-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense inclusos estão, necessariamente, os princípios morais e os bons costumes dos antepassados interioranos da região do Pampa do Rio Grande do Sul. Diante destas simples constatações, podemos afirmar que nem toda a Música Regionalista Gaúcha Brasileiracomercial-nativista, mercosur-crioulista, tchesista-urbana, sul-rio-grandense-sertanejista, todas elas sem fronteiras - é Música da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. E quando há composições com conteúdos não tradicionais nos ambientes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, mesmo que apresentem ritmos e compassos compatíveis com a antiga Tradição do RS, é porque o referido Movimento Cultural se tornou palco para os interesses econômico-financeiros, os objetivos comerciais dos mercados da música e os fins eleitoreiros, para os quais tudo deve ser flexibilizado em prol do comércio de seus financiadores e do capital eleitoreiro de seus patrocinados. É atendendo a esses interesses que Entidades de Culto e Preservação da Antiga Tradição do Rio Grande há muito corrompem a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira. Muitos desses Santuários da Tradição dos Antepassados Pampeanos do Rio Grande - CTGs e Sociedades Culturais filiadas ao MTG Brasileiro organizado -, há muito que já se esqueceram dos princípios que fundamentam as suas próprias existências, para atender às pretensões de candidatos a cargos públicos eletivos, do mercado musical-artístico e dos comercialistas de todo o tipo de produtos - cavalos, máquinas agrícolas, grifes importadas, etc. - todos alheios aos verdadeiros Fins Culturais de um Tradicionalismo explorado, subjugado, reduzido, apossado e corrompido por esses Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense e das estruturas físicas do MTG Brasileiro. Será que poderíamos afirmar que, diante desse contexto, as duplas, as bandas nacionais e os artistas gauchistas que se apresentam hoje no meio tradicionalista portando chapéus claros, chaparral, countries, sem a tradicional, típica e oficial Pilcha Gaúcha de Honra do RS, com cores pretas, contrastantes, fortes, berrantes, chocantes; as calças corridas, justas, com bolsos traseiros e alças no cós para as cintas urbanas, as rastras platinas e as guaiacas porchetão freio de ouro; os coletes texanos, os lencitos estampados, pretos, diminutos, folclóricos, por fora da gola da camisa, exagerados, com pontas triangulares, ou virados à moda Jacques Leclair; e tocando músicas não tradicionais do Rio Grande do Sul, são verdadeiramente Tradicionalistas Gaúchos a tal ponto de poderem ser contratadas ou aceitas pelo Tradicionalismo e suas Entidades Tradicionalistas filiadas? Será que poderíamos rotular de tradicionais gaúchas do Rio Grande as músicas que, embora utilizem algum ritmo gauchesco, estão a explorar fatos sociológicos relacionados com aqueles que se desenvolveram nas zonas do meretrício e com o uso de terminologias imorais, como as que são utilizadas na composição Pra Bailar de Cola Atada, letra de Anomar Danúbio Vieira e melodia de Juliano Gomes, gravada pela dupla César Oliveira e Rogério Melo? Na referida letra a palavra percanta é originária do lunfardo, a gíria marginal portenha (região portuária) que até hoje sobrevive no tango, uma música popular surgida nos prostíbulos da periferia de Buenos Aires, cujo significado é meretriz, termo incorporado no vocabulário fronteiriço sul-rio-grandense com a mesma acepção, ou seja, com o significado de china de vida fácil, e que originou outro termo, o percanterio, isto é, o puteiro, a casa de chinaredo. É de se perguntar, ainda: embora gauchesca, poderia ser Tradicionalista e ser executada no MTG Brasileiro uma música cuja letra induz, aos que se encontram presentes em um ambiente tradicionalista, a falsa idéia de que nos tempos presentes os homens não mais gostam de mulher, como naqueles tempos dos Bailes de Cola Atada, aonde o ambiente era o das casas de prostituição, dos surungos, dos bailes da baixa classe? Poderia essa composição musicada ser representativa do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional - e, portanto, moral -, do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul? Evidentemente que não, como igualmente não são Tradicionalistas os artistas meramente sul-rio-grandenses, brasileiros ou estrangeiros, que não respeitam a regional Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, os ritmos, os compassos musicais e os conteúdos da tradicional moralidade dos antepassados gaúchos do Pampa Sul-brasileiro, por motivos pessoais, de ordem comercial ou eleitoreira. E o que dizer, então, do vídeo do YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=RGG-ZG2V0Do), que mostra um Conjunto Musical dentro de um Centro das Tradições Gaúchas oriundas dos Antepassados Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul cantando O Pau que dá cavaco, uma composição de Tio Nanato, gravada por João Luiz Corrêa! Será que uma Entidade Tradicionalista, institucional e estatutariamente responsável pelos atos de culto, zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação da Antiga e Regional Tradição do Rio Grande, forjada na moralidade, nos princípios morais dos Antepassados Gaúchos Pampeanos Sul-rio-grandenses, poderia compactuar com letras bagaceiras que reproduzem os ambientes das tascas, dos chinaredos, dos surungos e bailecos de corredor, os quais revelam até atos sexuais e os seus desdobramentos? Ora, se um causo bagaceira não deve ser contado no ambiente familiar de um CTG, se uma poesia que relata situações amorais não deve ser declamada no meio tradicionalista gaúcho, sabidamente familiar, também uma Música Regionalista Gaúcha Não Tradicional, seja no conteúdo como no ritmo ou no compasso musical, composta e gravada com fins meramente comerciais, e que por esse motivo pode ser apresentada, apenas, nos Bailões Comerciais das Barracas, dos Lonões Barretanos da Cerveja, jamais deveria ser executada dentro das Entidades Culturais filiadas ao MTG Brasileiro organizado. É de bom alvitre, portanto, que a Filosofia de Atuação Cultural do Tradicionalismo, trazida na sua Carta de Princípiosnos seus Estatutos Sociais, Regulamentos e Diretrizes Culturais Tradicionalistas, venha a ser, efetivamente, observada no MTG, especialmente no que se refere à música e à indumentária típica e tradicional, antiga, dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil. Do contrário, não haverá nem transmissão às novas e futuras gerações das coisas boas do passado nem a preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado na região do Pampa Sul-brasileiroE menos, ainda, a conservação do Patrimônio Sociológico-tradicional pertencente ao Estado do Rio Grande do Sul, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro. Pois, a imperar essas formas de Corrupção Cultural, o que passará a vigorar no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, ao contrário do que a sua Carta de Princípios institui, serão as falsas e dissimuladas virtudes, a hipocrisia e um profundo desrespeito à autenticidade das Antigas e Regionais Tradições dos Gaúchos Brasileiros!
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06/09/2013 22:05:46 João G. Maidel - Mafra / SC - Brasil
Eu procurava na internet o significado de "bailar de cola atada", e não fazia ideia que se tratava de algo ... chulo...
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