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Os Filhos do Rio Grande:
Cheiro do Rio Grande,
de Darci Lopes

 

06/04/2008 16:10:56
SEMANA CRIOULA INTERNACIONAL DE BAGÉ: UMA FESTA DO MERCOSUL!
 
Se há Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é de haver Coerência Cultural
Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense!
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As Festas do MERCOSUL têm, necessariamente, o cheiro da Argentina, do Uruguai e, qualquer dia destes, até da Venezuela. Mas será que o cheiro do Rio Grande está sendo fielmente apresentado naqueles eventos sem fronteiras? Ou os interesses de mercado estão soterrando, também ali, o Regionalismo Gaúcho Sul-brasileiro? No período de 2 a 6 de abril de 2008, por exemplo, na cidade Rainha da Fronteira do Rio Grandeaconteceu a 29ª Semana Crioula Internacional de Bagé. Em parceria com Entidades Culturais filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, a Associação e Sindicato Rural de Bagé, instituição promotora do evento, considerou aquele acontecimento como a Festa mais Campeira do Mercosul. Teoricamente, a Semana Crioula Internacional de Bagé deveria portar-se como um Evento Tradicionalista, diante da sua proposta de reverenciar a riqueza cultural-regionalista e de valorizar a tradição do homem do campo do Rio Grande do Sul. Entretanto, na prática, o alegado Tradicionalismo figurou apenas como um coadjuvante na realização de mais uma Festa do Mercosul. Tal como há muito acontece no Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, percebe-se que os seus interesses comerciais ultrapassam, em muito, os culturais regionalista-tradicionais e tradicionalistas gaúchos brasileiros. Como ressaltou Roberto Ribeiro, um de seus organizadores, ao comentar o desinteresse das mulheres tradicionalistas e suas Entidades - CTGs, DTGs, etc. - de participarem do concurso para as Prendas do evento, restou evidente que a Semana Crioula Internacional de Bagé não se desenvolveu como um Evento do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Caso contrário, as Sociedades Culturais do MTG e suas prendas gaúchas certamente que teriam demonstrado maior interesse em concorrer ao citado cargo, muito embora no próprio Tradicionalismo organizado já venha, de algum tempo, ocorrendo um movimento no sentido de se desestimular a mulher gaúcha ao uso do seu tradicional Vestido de Prenda, indumentária esta indispensável para quem pretenda representar, em qualquer lugar, a Antepassada Mulher Gaúcha do Pampa do Rio Grande do Sul. Mas hoje, nesses Eventos Tradicionalistas, afora as prendas oficiais, difícil é se ver mulheres gaúchas trajadas conforme a antiga Tradição do Estado. O que é preciso que se esclareça é que muitos dos organizadores e dos que exploram comercialmente tais eventos não são e jamais se tornarão Tradicionalistas Gaúchos, porque estes últimos gastam seus pilas para Fazer Tradição do Rio Grande, enquanto aqueles querem é ganhar dinheiro integrando a Tradição dos Gaúchos Brasileiros à tradição peculiar de outras plagas. O resultado disso é que aquela Semana Crioula deixa de ser crioula de Bagé e do Rio Grande do Sul para ser uma Festa Comercial Sem Fronteiras, crioulista do mercado de cavalos, comercialista, de negócios, mas não de culto, zelo, defesa, preservação e correta divulgação das Antigas e Regionais Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Por isso não podem ser considerados Tradicionalistas Gaúchos muitos dos participantes, dentre eles os integrantes do Núcleo Sudeste de Criadores de Cavalos Crioulos, realizador, no referido evento, de um Remate com martelo, conduzido pela empresa Trajano Silva, pois não estão eles nem vinculados à Filosofia Tradicionalista de preservação do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul nem às orientações culturais do MTG Brasileiro para o uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino, prevista na lei estadual do RS Nr. 8.813, de 20.01.1989. Afinal, usar lencito estampado, preto, rastra platina, cinta urbana, guaiaca porchetão freio de ouro, calça justa com alças no cós e bolsos traseiros, camisas pretas, vermelhas e de outras cores fortes, bonés, boinas coloridas importadas, chapéus de vaqueiros, coletes texanos e outros modismos ditados pelos mercados crioulista-mercosurista, comercial-nativista, tchesista-urbano e country-texa-sertanejo não são ações que possam ser consideradas como Tradicionalistas ou do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro; e muito menos de culto, preservação e adequada divulgação dos usos e costumes regionalsita-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Assim a corrida de cachorros, realizada durante o evento, prática comum no Rodeo Country dos texanos, por não ser parte da antiga Tradição dos Gaúchos Interioranos do Sul do Brasil, pois a única corrida a ser promovida no Tradicionalismo é a carreira ou a penca de cavalos. Estas, sim, são da Tradição dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, são verdadeiramente crioulas do Rio Grande, por representarem práticas reiteradas na vida dos antigos campeiros do Estado Sul-brasileiro. Tão pouco a música dos artistas, duplas e bandas sem fronteiras alinhados com o MTB - Movimento Tchê Brasil e os Nativistas do Rio Grande, que cantam em espanhol e se vestem como platinos, pode ser confundida com a verdadeira Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, pois os conteúdos, ritmos e compassos daquela não correspondem aos da Música Gaúcha Tradicional do Rio Grande. No mesmo sentido as gineteadas em basto aberto e garupa sureña, pois estas modalidades não estão previstas nos Regulamentos Campeiros do Estado Sulino e do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, cuja gineteada a ser valorizada é a em pelo, que não fere os animais pelo uso de sedéns e por ser a representativa da antiga Tradição dos Gaúchos Sul-rio-grandenses e suas lidas desenvolvidas na arte regional da doma de baguais. Por tudo isso, resta muito claro que de Tradicionalista não poderia ser designada essa Festa mais Campeira do Mercosul. E pelo fato de ser considerada internacional, estendendo-se aos interesses comerciais atrelados às demais culturas regionalistas dos países integrantes do Mercosul, igualmente não poderá ela ser tida como crioula nem de Bagé nem do Rio Grande, pois muito do que ali é mostrado é crioulo do Uruguai, da Argentina, mas não do Estado Garrão-sul Brasileiro. Portanto, por uma questão de honestidade intelectual, o melhor que os organizadores daquela Festa Mercosurista, Crioulista, Mercadista-internacional podem fazer é deixarem de vinculá-la ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, passando a designar o referido evento não tradicionalista como Semana Crioula do Mercosul. Assim agindo, os turistas e visitantes daquela Festa mais Campeira do Mercosul não mais serão iludidos e fraudados ao observarem nela certas práticas que não são nem crioulas e muito menos tem o cheiro da verdadeira, da antiga, da autêntica Tradição Regional dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul!

 

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09/04/2008 16:46:29 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Ivan. O sítio Bombacha Larga agradece as tuas importantes participações. E, com o fim de melhor esclarecer ao público visitante deste espaço cultural tradicionalista gaúcho, quanto às questões levantadas no teu último comentário, respondemos o seguinte: 1) não temos qualquer dúvida quanto às razões que motivam o momento delicado pelo qual passa o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro; se há poluição cultural, esta se dá por meio das ações oportunistas de politiqueiros e comercialistas, e com a criminosa conivência dos pseudostradicionalistas que terceirizam àqueles um serviço cultural que é da responsabibilidade dos Órgãos e das Entidades Tradicionalistas, diante dos seus deveres institucionais e das suas obrigações culturais e morais; 2) a responsabilidade deste sítio não deve ser equiparada à do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, ou seja, da CBTG, seus MTGs e Entidades Tradicionalistas filiadas, estes, sim, Órgãos e Entidades Culturais Tradicionalistas com Estatutos e Filosofia Tradicionalista comum a cumprir; a esses é que cabe explicar aos seus integrantes que nativismo é um sentimento que faz parte do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e que o chamado "Movimento Nativista” não passou de um expediente de mercado, objetivando atender aos interesses dos músicos e das suas gravadoras multinacionais, cuja esmagadora maioria jamais foi e jamais poderá vir a ser considerada como de Tradicionalistas Gaúchos, diante dos seus fins comercialistas, explicação esta já abordada por este sítio, em algumas das suas matérias publicadas, com o objetivo de melhor esclarecer essa e outras confusões – algumas delas propositais – veiculadas na mídia e até no âmbito do próprio Tradicionalismo Gaúcho organizado; 3) se este espaço é cultural tradicionalista gaúcho, ele, obrigatoriamente, deve estar sintonizado com a Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e com a sua Carta de Princípios, cujos postulados fazem parte de todos os Estatutos e Regulamentos do Tradicionalismo; é somente por essa Filosofia Tradicionalista que será possível “dar continuação aos verdadeiros valores da tradição, dos costumes, indumentárias e todas as outras expressões do gaúcho Sul-rio-grandense”; sem a observância dessa Filosofia Tradicionalista da Carta de Princípios do MTG – não sem motivo relegada a último plano, dentro do próprio Tradicionalismo organizado – o que continuará a haver é a deturpação da Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros e a ocorrência das graves contradições entre os fins essenciais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro e as ações em nada tradicionalistas de alguns dos seus dirigentes e do seu público interno; 4) quanto à proposta do Bombacha Larga, igualmente insistimos: temos plena consciência de que ela tem sido completada satisfatoriamente, pois com senso crítico e informação tradicionalista este espaço cultural, desde o ano de 2005, vem peleando pela preservação das autênticas e antigas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro; e se há divisões culturais dentro do Movimento Tradicionalista, isso é mais uma prova de que os interesses econômico-financeiroe e político-partidários estão, indevidamente, sobrepondo-se ao seu verdadeiro fim cultural tradicionalista gaúcho brasileiro, que é, essencialmente, cultuar, preservar, retransmitir e corretamente divulgar as antigas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e não, por conveniência comercial, o regionalismo dos "gauchos" platinos e dos texanos, com seus coletes, suas calças, suas botinhas, seus chapéus claros chaparral, seus coloridos fortes, suas provas "campeiras" comerciais e suas cordas e seus globalizados apetrechos sem fronteiras; se há divisão, ela deve ser combatida, pois a Filosofia Tradicionalista destina-se a todos os integrantes do sistema MTG Brasileiro organizado; 5) o que se pergunta é: para que serve o Código de Ética Tradicionalista, se ele não se aplica aos atos que afrontam os princípios conservadoristas, preservacionistas, do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil; para que servem os Estatutos e os Regulamentos do MTG Brasileiro, se eles são violentamente rasgados dentro do próprio sistema Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro "organizado"? Será que eles foram aprovados para sustentar as ações contrárias aos Fins Tradicionalistas, ou o foram para evitar as deturpações decorrentes desses interesses politiqueiros e comerciais? Se as atuais ações vigentes no Tradicionalismo de hoje são essencialmente comerciais e politiqueiras, e longe estão de serem consideradas verdadeiramente tradicionalistas, no que elas se fundamentam? Acreditamos que não é na Filosofia Tradicionalista da Carta de Princípios do MTG, a qual orienta a todos os que militam no Tradicionalismo que não deve haver promiscuidade entre os interesses culturais, regionalistas, tradicionalistas, com os político-partidários, econômico-financeiros e comerciais, o que há muito vem acontecendo no meio tradicionalista gaúcho brasileiro; 6) assim, já que no Tradicionalismo, atualmente, o pano de fundo tem sido a educação ambiental, em detrimento da educação e da formação tradicionalistas, só podemos entender que quem manda hoje nesse inepto Tradicionalismo organizado são os interesses do mercado e dos políticos locais, e não os interesses culturais tradicionalistas contidos na sua própria Filosofia de Atuação; 7) diante disso, acreditamos que só no ato de revelarmos ao público visitante o conteúdo da esquecida, escondida, sonegada Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, já atingimos o nosso objetivo, que é o de conscientizar aos tradicionalistas e demais visitantes dos reais Fins Culturais desse cada vez mais explorado MTG Brasileiro, pois qualquer piazito ou prendinha mirim que leia aquele Documento Básico do Tradicionalismo saberá, de pronto, quem é e quem não é Tradicionalista Gaúcho; quem está agindo corretamente e quem não está, nas ações praticadas dentro de suas respectivas Entidades Tradicionalistas Gaúchas; nas decisões tomadas dentro das Entidades Federativas e Confederativas do MTG Brasileiro organizado, uma vez que não haverá dificuldade alguma em se cotejar os estatutários, regulamentares, filosóficos Fins do Tradicionalismo com o que está sendo realizado na prática, nos dias atuais; se está havendo coerência ou assassinato cultural; tradição ou deturpação, exploração; tradicionalismo ou modismo; profilaxia cultural ou hipocrisia comercial; exaltação do antigo patrimônio tradicional sul-rio-grandense gaúcho-campeiro ou palco politiqueiro; 8) portanto, Ivan, o caso é de Cidadania Tradicionalista, pois a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul é propriedade de todos: do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, os quais, como donos desse antigo Patrimônio Cultural Brasileiro, cabe exigir dos responsáveis por essas ações de deterioração, desnaturação, adulteração, corrupção cultural regionalista-tradicional, esse assassinato dos antigos usos e costumes tradicionais típicos dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, o devido respeito ao ordenamento jurídico nacional e aos fins estatutários do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro; nem que para isso seja necessário usar das vias judiciais para exigir a devida reparação ao Estado do RS e ao Povo Brasileiro, diante dos prejuízos perpetrados contra sua Cultura da Raiz, sua Identidade Cultural Regionalista-tradicional herdada dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul, cujo direito de repassá-la às novas e futuras gerações está garantido nas legislações brasileira e internacional, devendo ser a mesma protegida e preservada como um Bem Público, e não aniquilada, modificada, "integrada", corrompida e manipulada por interesses meramente político-partidários e comerciais, como vem acontecendo com a antiga Tradição Gaúcha Sul-brasileira, especialmente dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil. Aos exploradores, politiqueiros e comercialistas, sabemos todos que a palavra “flexibilização” será sempre muito bem-vinda. Aos verdadeiros Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, frente às ações criminosas e irresponsáveis desses inescrupulosos “assassinos culturais”, a palavra mais adequada é “responsabilização”! Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente colaborador do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas, antigas, regionais Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
09/04/2008 14:00:57 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Saudações há todos desse florão de tradição! Venho agradecer ao site por ter respondido, concordado e descordado também da opinião desse gaúcho de Santa Cruz do Sul. Espaço democrático é isso! Deve-se sempre debater para que surjam idéias e rumos para o bem Tradicional e Cultural do Rio Grande do Sul. Acho que é desejo de todos envolvidos ou não, por essa causa (pois não há como negar que enfrentamos um momento delicado para o tradicionalismo) que seja exposta toda a mazela criada por oportunistas de plantão. Esperávamos um espaço assim para darmos os primeiros passos nesta causa. Xirú José Itajaú Oleques Teixeira esse Sítio é referência para quem busca informação e um caminho para quem realmente almeja seguir o sistema de tradição com moral e altives. Mas cuidado com os discursos com apontamentos sempre direcionados para a parte comercial e política de um problema bem mais complexo de poluição Cultural. Pesa a responsabilidade desse sítio de sempre rever (e muito) os conceitos de Nativismo e Tradicionalismo que é difundido hoje pelos meios de comunicação (a mídia em geral como sempre) sem qualquer responsabilidade e discernimentos de linguagem cultural, provocando confusão nos que acompanham ou querem ingressar no mundo do Tradicionalismo Gaúcho. Acho que um dos desafios é buscar hoje uma maneira de se criar uma identificação maior desses dois meios Culturais e plantar uma aceitação com a identidade correta sem contradições aos mais jovens (que vão dar continuação aos verdadeiros valores da tradição) dos costumes, indumentárias e todas as outras expressões do gaúcho Sul Riograndense. Peço desculpas se por mais de uma vez pareço insistir que esse Sítio não se completa na sua proposta. Não é verdade! Mais que levantar com saudosismo nosso passado histórico (que nos deu toda a base para o presente), e atuar como sentinela dos que ainda preservam a tradição Riograndense, acredito sim que esse Sítio pode ser mais incisivo na questão da divisão Cultural que atinge hoje o Movimento Tradicionalista Riograndense e seus representantes no País a fora. Muito obrigado a esse Sítio pelo espaço e espero que esse entrevero que aqui começamos possa trazer o questionamento com resultados construtivos e positivos na causa que abraçamos. Aquele quebra costela.
Sítio: *****
08/04/2008 19:24:24 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Ivan. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, o comentário postado e os elogios proferidos a este espaço cultural tradicionalista gaúcho. Quanto às críticas formuladas, como espaço democrático que é, o Bombacha Larga as recebe, embora se permita de algumas delas discordar, especialmente quanto à recomendada "flexibilidade", à forma “sem didática” e às “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”, atribuídas ao trabalho desenvolvido neste sítio. Por primeiro, prezado Ivan, se o Tradicionalismo chegou ao ponto em que se encontra foi justamente pela prática da tal “flexibilidade” que os comercialistas e os políticos almejam impor, em benefício próprio, ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado; por segundo, didática há que terem os Posteiros Culturais, as Primeiras Prendas, os senhores "Tradicionalistas" das Patronagens, os quais têm o dever institucional-estatutário e a obrigação moral de formar as consciências culturais regionalista-tradicionais e tradicionalistas entre os jovens e os adultos chegados ao Tradicionalismo, e não o fazem; por terceiro, se cobrar a devida coerência entre as ações “tradicionalistas” e os ditames morais, culturais, sociais e filosóficos da Carta de Princípios do MTG - a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira - é para esse xiru velho “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”, podemos considerar que aí, sim, há uma grave contradição. Perguntamos-te: como poderemos evitar que a Chama da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense venha a se apagar, definitivamente, se não cobrarmos de todos os que integram o MTG Brasileiro organizado as suas responsabilidades para com os fins do Movimento Cultural a que pertencem? Consentir e compactuar com as ações dos "Calaveiras da Tradição", que há muito exploram o Tradicionalismo com fins politiqueiros, econômico-financeiros e comerciais, flexibilizando tudo em prol dos votos e do mercado e seus lucros, seria bom para a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul ou para os interesses daqueles que manipulam e alteram o Patrimônio Sociológico-tradicional dos Sul-brasileiros em prol dos seus mercantilismos sem escrúpulos e sem fronteiras? Infelizmente, não podemos concordar com esse prezado visitante. Podes chamar do que for, até de “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”. Porém, no confronto com um poder econômico e politiqueiro que corrompe a Riqueza Regional Gaúcha Sul-rio-grandense os verdadeiros Tradicionalistas não devem ou não deveriam se achicar, mas lutar com as armas da verdade, nua e crua. Pelo menos aqui estamos informando e conscientizando aos atuais e futuros Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, algo que, naturalmente, não interessa a um grande número de "Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul"; desses que se agarram aos cargos do Tradicionalismo organizado para se locupletarem, contribuindo apenas para a desnaturação dos usos e dos costumes gaúchos tradicionais e a corrupção dos valores morais dos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Se há quem permita, incentive e compactue com a Corrupção Cultural da Pilcha Gaúcha de Honra e Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, com indumentárias de coloridos fortes, pretas, calças, cintas urbanas, “guaiacas porchetão freio de ouro”, “rastras” platinas, coletes e lencitos atexanizados, virados, botinhas à meia-canela, chapéus chaparral, claros, copa alta, aba caída, “countries”, e boinas coloridas importadas à cabeça dentro dos recintos cobertos e ao dançar; a masculinização comercial das Prendas Gaúchas; o maxixe, a "tchê music", a música sertaneja, o forró, a montaria em bois, as touradas, as mesas da amargura, o futboi, as gineteadas e as provas comerciais crioulistas importadas do “universo texano” e outros assassinatos culturais regionalista-tradicionais gaúchos brasileiros, que contrariam aos próprios fins do Tradicionalismo, essas atitudes certamente que não podem ser tratadas como “ações tradicionalistas" de Instituições e indivíduos “Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros”! Não, pois isso é um crime praticado contra um Bem Público pertencente a todo o Povo Brasileiro; um crime cultural bárbaro; uma grave violação à Constituição do Estado do RS, à Constituição Federal do Brasil e a todos os documentos básicos do Sistema Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Por isso, Ivan, acreditamos que “choques de ego” são próprios daqueles que juraram perante a Bandeira Farrapa do Rio Grande do Sul cuidar, zelar, preservar e corretamente divulgar as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e depois cederam aos interesses econômico-financeiros dos mercados - musical e modista - "Country-texa-sertanejo", "Mercosurista-crioulista" e "Comercial-nativista", todos motivados sabemos muito bem por qual "$entimento cultural". Esses, sim, estão a massagear seus egos com o produto criminoso de suas ações lesa-cultura regional gaúcha sul-brasileira; esses não querem educação tradicionalista dentro dos CTGs, já que fantasiados de tradicionalistas estão a agir como raposas a cuidar de um galinheiro que, na verdade, diante das incoerências praticadas - culturais, regionalista-tradicionais e tradicionalistas - pode estar repleto de "modistas", mas não de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. E o Tradicionalismo, por não visar lucro e perseguir fins essencialmente culturais, não é palco para os alegados "profissionalismos", mas para ações desvinculadas dos objetivos econômico-financeiros daqueles que dele se utilizam para auferir vantagens ilícitas, de ordem mafiosa, setorial ou particular. Portanto, agradecemos as palavras elogiosas proferidas a este espaço cultural tradicionalista gaúcho, recebemos as tuas críticas e as respeitamos. No entanto, com o mesmo direito democrático, não podemos concordar com elas, pelos motivos acima expostos. Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
08/04/2008 18:39:43 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Saudações a todos do Site Bombacha Larga e seus freqüentadores. Todas as matérias noticiadas (com muitas verdades que incomodam), suas críticas e elogios há todas as formas e entidades Tradicionalistas, são um alento para quem estava cansado de ver, ouvir e engulir verdadeiras ofensas a Tradição e Memória dos Antepassados do nosso povo Gaúcho. O melhor é que vocês abriram espaço para uma discussão que a muito já deveria de existir. Que rumo vai tomar nossas tradições? Como resgatar a essência já perdida? Como apresentar as novas gerações a expressão correta da nossa cultura? Como unir todas as entidades Tradicionalistas numa sólida, coerente e principalmente competente Forma Cultural? Se muitos erros são cometidos ou negligenciados no âmago do Coração das Tradições (C.T.Gs do Rio Grande do Sul) o que se esperar de outras entidades no País afora? Essas e outras perguntas pulsão no peito daqueles que viveram com muita emoção tempos de glória dos C.T.Gs, quando pediram com lágrimas de orgulho; “Não deixem a chama apagar gurizada! ’’ Elogio vocês pela idéia inovadora de utilizar essa ferramenta de comunicação, mas também tenho minhas críticas. Não podemos somente levantar bandeiras e montar vigilância contra tudo aquilo que julgamos depreciador e incoerente com os ensinamentos passados da Tradição Sul Rio Grandense. A cobrança e os apontamentos deve existir sim! Mas sem deixar de ser flexíveis quando assim necessitar, e não ser de forma disciplinadora sem didática. Sempre achei que objetivo do rapasse das Tradições era despertar todos (Gaúchos ou não) para as coisas que realmente brotam da origem e fazem sentido a nossa vida. E não fazer nossas mentes e corações viverem sempre uma eterna contradição. Nisso vocês pecam e muito ao usarem do conhecimento que possuem, em pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego. Isso é muito pequeno diante dos desafios que surgem nessa evolução sem abrir mão da Tradição. Agradeço muito o espaço aqui nesse florão de tradição e espero sinceramente que se atinja o objetivo que vocês traçaram com essa rica idéia. E que todos aqueles que se sintam donos do que chamamos de Centros de Tradição Gaúchas, saibam: Não existe mais espaço para amadorismo! Um forte abraço a todos.
Sítio: *****
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