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Cordeona Véia

 

03/05/2008 13:11:37
TRAMPEIROS E CALAVEIRAS DA TRADIÇÃO DO RIO GRANDE!
 
Cordeona: a Gaita Velha da antiga Tradição
dos Pampeanos do Rio Grande!
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Texanos de chapéu, batendo bota no chão, com dedo enfiado na cinta em cima do fivelão; de camisa bem vermelha e um jeito de fanfarrão, no salão de um CTG com passinhos no bailão. Vitimados do mercado, com modas e importação, mas não venham me dizê que isso é a nossa Tradição! Ambiente não familiar, embalado pelo trago; maxixe e esfregação, no arreglo do afago. Batuqueiros sem a pilcha no palco fazem um estrago, atropelando o compasso na luz, fumaça, eu indago: poderia ser gaúcho o que é mal agauchado? Será que vão me dizê que esse é o Fandango do Pago? Ginetes de calça estreita a cavalo em terneiros, com cintas, boinas estranhas, vão se esvaindo em berreiros, com coloridos estilos, platinos e sertanejos, em rodeos de outros pagos, próprios de certos vaqueiros. Tudo isso é mercadismo que visa só o dinheiro, e ainda querem me dizê que isso é do nosso campeiro! Essencialmente políticos e também comercialistas enganam o povo gaúcho se dizendo nativistas. Eventos globalizados, em nada regionalistas, suplantam o fim cultural do MTG e suas conquistas. Eles são os calaveiras, os falsários, os modistas, só faltam vir me dizê que são Tradicionalistas! O arroz com carne fresca, que é de graça e enche o bucho, servem como carreteiro: prato campeiro sem luxo. Até paella da Espanha, isso nos dá até um chucho, dizem gaudéria, do Pago, por isso eu desembucho: pra defender o que é nosso eu aguento o repuxo, e não venham me dizê que isso é prato de gaúcho! O vocabulário campeiro, crioulo da nossa vivência, querem que mude à força e assimile a incoerência. Guri e piá já é moleque, tamanha é a ingerência; chamam de sanfona a gaita, sem o povo dar anuência. Corrompendo o Rio Grande tentam tirar sua essência, mas nunca vão intervertê a Cordiona da Querência! O som não tradicional, que nos CTGs se expande, não é da nossa querência nem que o comércio demande. Os Centros de Tradições devem evitar que desande nossa música regional frente ao que o mercado mande; se não têm fins lucrativos, que essa exploração se abrande. E nem venham me dizê que esse é o Som do Rio Grande! (Trampeiros da Tradição, de José Itajaú Oleques Teixeira)

 

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