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Mano Lima:
Espantando Bagual

 

12/05/2008 09:07:35
OS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE E A CULTURA GAÚCHA DO RS!
 
Gineteadas vacum, ovina e pilchas coloridas com calças não pertencem
à antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do RS!
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Os Rodeios Gaúchos Crioulos da Antiga Tradição do Rio Grande do Sul, a princípio, são realizados com o fim de culto, preservação, retransmissão e adequada divulgação dos usos e costumes tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Entretanto, diante da imagem postada na presente matéria, formulamos aos gaúchos tradicionalistas organizadores do 12º e 13º Rodeio Internacional do Mercosul, de Gravataí-RS, realizados nos anos de 2006 e 2007, respectivamente, a seguinte crítica construtiva: a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO, em 27.01.1978, fora subscrita pelo Brasil e estabelece que todo o animal tem o direito a ser respeitado (Art. 1º); nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis (art. 3º); nenhum animal deve ser explorado para divertimento do Homem (art. 10º); os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental. A Constituição Federal do Brasil, no art. 225 e seu parágrafo único, dispõe que incumbe ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar, para as presentes e futuras gerações, um meio ambiente ecologicamente equilibrado e uma sadia qualidade de vida, o que redunda, também, na proteção da fauna, vedando, por consequência, as práticas que coloquem em risco a função ecológica dos animais ou que os submetam à crueldade. A Lei de Crimes Ambientais Brasileira, número 9.605, de 12.02.1998, no seu artigo 2º faz a seguinte previsão: Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei incide nas penas a estas cominadas, na medida da sua culpabilidade (...); Parágrafo Único – A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autores, co-autores ou partícipes do mesmo fato. E, no art. 32, com relação a um dos crimes cometidos contra os animais, a Lei assim o tipifica: Art. 32 – Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena – detenção de três meses a um ano, e multa. Portanto, diante desse despropósito cultural tradicionalista praticado na cidade de Gravataí-RS, resta-nos perguntar aos organizadores dos referidos Rodeios Internacionais: poderiam ser considerados tradicionalistas esses Rodeios do Mercosul, já que o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado está vinculado, necessariamente, às antigas tradições dos antepassados gaúchos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul? Os organizadores desses Rodeios Internacionais estão, de alguma forma, vinculados ao Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul? Esse e outros crimes ambientais, como os que vêm sendo praticados nas montarias em gado vacum e nas gineteadas comerciais platinas garupa sureña, basto aberto e outras, dentro de Rodeios Crioulos da Tradição dos Gaúchos do Rio Grande do Sul, serão enquadrados, algum dia, na citada legislação brasileira, ou os órgãos responsáveis continuarão a prevaricar com suas condutas passivas e não menos criminosas? O Poder Público, ao participar da organização dessas práticas delituosas, estaria cumprindo a legislação ambiental brasileira? Ovelha poderia vir a ser considerado um animal de montaria, na antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro? Essa prática é tradicional, ou seja, reiterada pelo uso contínuo e espontâneo, repassada de pais para filhos, pelas gerações, no ambiente campeiro do Pampa Sul-rio-grandense? Se não é, o que faz ela, então, em um Rodeio que se diz representativo dos antigos usos e costumes tradicionais dos gaúchos interioranos do Estado Garrão-sul Brasileiro? Incoerências regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses e impropriedades tradicionalistas gaúchas brasileiras como essa talvez interessem muito aos propósitos político-eleitoreiros e comercial-financeiros de pseudosgaúchos e falsos tradicionalistas, mas não ao culto, ao zelo, à preservação, à retransmissão e à correta divulgação, para ao mundo, das antigas e autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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12/05/2009 14:10:55 Jose Vanoci Alvarez Marques - Cmaquã / RS - Brasil
Isso é falta de respeito com os animais indefesos, e garanto que ainda tem quem fique rindo e achando bonito esse desprezo pela tradição e pelo animal!
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12/05/2008 19:29:37 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Xiru Neandro. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o importante comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Tens toda a razão quando afirmas que estamos defendendo a preservação da Tradição Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul. E esta, por ser de origem essencialmente pastoril, estando vinculada à lida bruta dos pampeanos sul-rio-grandenses com o gado, o campo e os cavalos, não poderá ser ela cultuada sem as atividades típicas dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Portanto, não haverá Tradição Gaúcha sem demonstração da doma tradicional de potros xucros ou da destreza do gaúcho campeiro na arte de laçar uma rês, nas canchas de um Rodeio Crioulo da Antiga Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense. Sem essas demonstrações práticas não haverá nem o culto nem a preservação nem a divulgação da Tradição Gaúcha Sul-brasileira. Mas nessas práticas tradicionais há certos limites a serem observados, pelo menos no Estado Sulino. A Lei Estadual do RS Nr. 12.567, de 13.07.2006, que alterou a Lei Nr. 11.719, de 07.01.2002, a qual instituiu oficialmente o Rodeio Crioulo como um dos componentes da Cultura Popular Sul-rio-grandense, estabelece que: "Art. 1º... Parágrafo único - Entende-se como Rodeio Crioulo o evento que envolve animais nas atividades de montaria, provas de laço, gineteadas, pealo, chasque, cura de terneiro, provas de rédeas e outras provas típicas da tradição gaúcha nas quais são avaliadas a habilidade do homem e o desempenho do animal". Por isso, são crimes culturais - por não serem práticas típicas da Antiga Tradição do Rio Grande do Sul - e crimes ambientais - por se utilizarem de sedém que aperta o animal para que ele corcoveie - a montaria em touro, boi, vaca ou terneiro; e as gineteadas em basto aberto, "garupa sureña" e outras comerciais importadas; e, pela evidência das impropriedades culturais, regionalistas, sul-rio-grandenses, tradicionais, tradicionalistas, e em virtude dos evidentes maus tratos, a gineteada em ovelha também é um crime, tanto ambiental como cultural, pois invenção não é tradição e ação oportunista como essa não deve ensejar cultos tradicionalistas. A referida Lei prevê, ainda: "Art. 1º-B - Caberá à entidade promotora do Rodeio, ou aos participantes, conforme o caso, às suas expensas, prover: I - infra-estrutura completa para atendimento médico, com ambulância de plantão e equipe de primeiros socorros, com presença obrigatória de clínico-geral; II - médico veterinário habilitado, responsável pela garantia da boa condição física e sanitária dos animais e pelo cumprimento das normas disciplinadoras, impedindo maus tratos e injúrias de qualquer ordem; III - transporte dos animais em veículos apropriados e instalação de infra-estrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodações e alimentação; e IV - cancha das competições e bretes cercados com material resistente e com piso de areia ou grama; Art. 1º-C - A encilha e demais peças utilizadas nas montarias, bem como as características do arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais, devendo-se observar as diretrizes do Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG -, obedecer às regras internacionalmente aceitas e respeitar a tradição gaúcha; § 1º - As cintas, as cilhas e as barrigueiras deverão ser confeccionadas em lã natural ou em couro, com dimensões adequadas para garantir o conforto dos animais; § 2º - Fica expressamente proibido o uso de esporas com rosetas pontiagudas, nazarenas, ou qualquer outro instrumento que cause ferimento nos animais, incluindo aparelhos que provoquem choques elétricos; § 3º - Os laços utilizados deverão ser confeccionados em couro trançado, sendo proibido o ato de soquear o animal laçado; § 4º - Nas provas do pealo e da cura de terneiro, a derrubada do animal deverá ser feita nas formas tradicionais, evitando-se ferimento nos animais; Art. 1º-D - A entidade promotora do rodeio deverá comunicar a realização das provas ao MTG com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias, bem como à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, indicando o médico veterinário responsável; Parágrafo único - A liberação das pistas para laço e demais provas campeiras dependerão do Certificado de Adequação Técnica emitido pelo MTG, que será conferido após avaliação geral de infra-estrutura e de segurança para os participantes e para os animais, inclusive no que tange ao fornecimento de água e ao cercamento das mangueiras e das pistas de provas; Art. 1º-E - Os organizadores de Rodeio ficam obrigados a contratar seguro pessoal de vida e invalidez permanente ou temporária, em favor das pessoas envolvidas diretamente com as provas campeiras, que incluem laçadores, ginetes, amadrinhadores, breteiros, juízes e narradores; Art. 1º-F - O descumprimento do disposto nesta Lei implicará aos infratores sanções que vierem a ser estabelecidas em regulamento." Portanto, Xiru Neandro, defendemos não só a necessária preservação da Tradição Gaúcha Sul-brasileira (ato de transmitir às novas gerações, de pais para filhos, preservados, ao longo do tempo, os usos e os costumes regionais dos antepassados gaúchos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul) como a devida observância da legislação pátria nessas atividades relacionadas às lidas campeiras que representam parte do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional e da Identidade Cultural dos Gaúchos do Sul do Brasil. E nem se diga que se o evento não trouxer no nome Rodeio Crioulo não precisa respeitar a legislação estadual do RS e a federal de proteção ao meio-ambiente. Dessa forma, com bom senso e respeito à lei, os gaúchos brasileiros continuarão a preservar suas antigas Tradições Campeiras. Portanto, não teremos que terminar com as gineteadas gaúchas em pelo; mas, as chamadas gineteadas de "basto aberto" e "garupa sureña", estas nem deveriam estar dentro dos Rodeios Crioulos da Antiga Tradição do Rio Grande, no Tradicionalismo, pois além de não serem tradicionais do RS também não respeitam a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado, prevista na legislsção sul-rio-grandense (Lei n. 8.813, de 20.01.1989) e a nossa Lei de Proteção aos Animais de Rodeios Crioulos, pois se utilizam de sedéns como forma de forçar o cavalo a corcovear. Quanto aos eventuais crimes citados, cometidos por alguns, estes deverão ser responsabilizados por eles, uma vez que a lei se destina, principalmente, aos que estão diretamente envolvidos nessas atividades demonstrativas dos Rodeios. Assim, não estamos incentivando o fim das tradições gaúchas sul-rio-grandenses. Pelo contrário, estamos valorizando a sua preservação como forma de mantê-las, para as próximas e futuras gerações, sem os desvirtuamentos de ordem politiqueira e comercial que as desnaturam nos dias de hoje. Nisso é que precisamos, realmente, pensar: o que podemos fazer para preservar a Antiga Tradição Regional Gaúcha do Rio Grande do Sul da sanha dos mercadistas e dos políticos que estão a explorar esse antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, deturpando-o em prol de seus fins eleitoreiros e econômico-financeiros! Aos criminosos o devido enquadramento nas penas da legislação brasileira, a propósito, extremamente branda, com penas de multas de irrisórios dois mil reais, e no RS, para o notório benefício dos criminosos, ainda sem as regulamentações necessárias previstas em lei. Porém, apesar de tudo, aos que já observam as normas de proteção aos animais e defendem a autenticidade da Antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, os nossos respeitosos cumprimentos! Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente colaborador do Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
12/05/2008 18:33:00 NEANDRO DA SILVA MULLER - ROLANTE / RS - Brasil
BOA NOITE PELO QUE ENTENDI, VOCÊS ESTÂO DEFENDENDO A PRESERVAÇÂO DA TRADIÇÂO GAUCHA, FAZENDO UMA CRITICA CONSTRUTIVA CONTRA OS MAUS TRATOS DE ANIMAIS, VOCÊS ME DESCULPEM MAS SENDO EU UM TRADICIONALISTA E PARTICIPANDO DE RODEIOS DESDE MEUS 7 ANOS DE IDADE, SEI EU BEM QUE OS VERDADEIROS RODEIOS GAUCHOS CRIOULOS MAL TRATAM OS ANIMAIS. UM EXEMPLO É A GINETEADA QUE MESMO NÂO SE USANDO ESPORAS NAZARENAS, QUE SÂO PROIBIDAS EM TODOS OS RODEIOS, OUTRAS ESPORAS ACABAM MACHUCANDO OS CAVALOS. QUANTAS VEZES VI CAVALOS IREM PARA O PALAMQUE SEM UM UNICO ARRANHÂO, E AO CHEGAREM NO FIM DA CANCHA DEPOIS DA GINETEADA O SANGUE PINGAVA NO CHÂO DEVIDO AS ESPORAS, ENTÂO PERGUNTO A VOCÊS, SERÁ QUE TEREMOS QUE TERMINAR COM AS GINETEADAS GAUCHAS TAMBÉM? SEM FALAR DO GADO QUE DURANTE DIAS COME POUCO, PERDE MUITO PESO, É MACHUCADO POR GUIZOS PARA QUE SE MOVIMENTEM RÁPIDO DENTRO DOS BRETES, QUANDO NÃO ACONTECE DE ALGUMA REZ DEPOIS DE LAÇADA CAIR DEVIDO A UM GOLPE DO LAÇO E SE QUEBRA MORRENDO ALI NA CANCHA. POR ISSO PERGUNTO A VOCÊS DO SITE NOVAMENTE, SERÁ QUE ISSO NÂO É CRIME TAMBÉM? POR TANTO NÃO ESTÁRIAM VOCÊS SEM QUERER INCENTIVANDO O FIM DAS TRADIÇÔES GAUCHAS? PENSEM NISSO. DESDE JÁ MUITO OBRIGADO E AQUELE QUEBRA COSTELAS.
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