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César Passarinho:
Que homens são esses?,
de Francisco Castilho
e Carlos Rodrigues

 

14/05/2008 15:09:50
A MERCANTILIZAÇÃO DA CULTURA GAUCHESCA DO RIO GRANDE!
 
A Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS
e a Identidade Cultural Regionalista-tradicional
dos Gaúchos Brasileiros!
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A mercantilização ocorre tanto nas atividades normais de comércio e na política partidária, como também na Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros, pela ação da indústria do entretenimento. O Cirque du Soleil, que se apresenta em várias praças do país quase todos os anos, é um dos exemplos dessa visível distorção havida entre a captação de recursos públicos, advindos de tributos devidos a um Estado governado pelos representantes do povo. Cifras essas que poderiam estar sendo melhor aplicadas nas precárias áreas da saúde e da educação. Entretanto, o que o dinheiro do povo alavanca é a oferta de serviços culturais deficientes e muitas vezes ofensivos aos próprios fins a que se destinam. O Cirque du Soleil, do ex-engolidor de fogo Guy Laliberté, um dos homens mais ricos do mundo, fora criado em 1984, transformando-se em uma organização de 1.2 bilhão de dólares, com faturamento anual de U$$ 600 milhões. A empresa está associada também à indústria do jogo, por meio de parcerias com a MGM Mirage INC, corporações de hotéis e cassinos, ou seja, atividades que longe estão do espírito circense. Mas o que mais impressiona é que para se apresentar no Brasil, em 2008, a companhia contou com o incentivo fiscal concedido pela Lei Rouanet ao Banco Bradesco, o qual investiu R$ 9.4 milhões no espetáculo. No entanto, na estréia ocorrida em 14.05.2008, na Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros, Porto Alegre-RS, os ingressos para o espetáculo foram cobrados com valores que iam de R$ 100,00 a R$ 400,00. Com tamanha captação de recursos, os quais poderiam reverter em benefícios sociais ao seu proprietário, o povo, poder-se-ia dizer que a democracia da cultura está sendo exercitada, quando considerável parcela da população - também patrocinadora desse tipo de evento - esteve alijada de ver esse acontecimento cultural? No que se refere à mercantilização da Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul, esta oriunda dos antepassados gaúchos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, algo semelhante também ocorre. Eventos culturais regionalistas servem-se de recursos captados dos tributos que deveriam reverter para a valorização do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do RS e do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense, mas que vão atender aos fins político-partidários e econômico-financeiros de alguns, comprometendo, assim, o culto, a preservação, a retransmisão e a correta divulgação das antigas e autênticas Tradições Gaúchas Sul-brasileiras. Além disso, muitos desses Eventos Regionalistas Gaúchos servem, ainda, para patrocinar outros acontecimentos paralelos e essencialmente comerciais. E como no caso do Cirque du Soleil, tais interesses parecem estar associados a outros setores, como os dos mercados country-texa-sertanejo, comercial-nativista, tchesista-urbano, mercosurista-crioulista do comércio de cavalos crioulos do Brasil, do Chile, e outros importados; e do musical, com suas Bandas e modas sem fronteiras, em sintonia com os demais citados, todos preocupados apenas com suas atividades mercantis e sem qualquer comprometimento com o culto, o zelo, a preservação, a retranmissão e a adequada divulgação, para o Brasil e o mundo, da antiga Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. E nem precisa dizer que eles não respeitam, quando no interior do MTG Brasileiro, os Fins Culturais e a Filosofia de Atuação desse Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. E pelo que transparece das suas atuações, os organizadores de tais eventos municipais, estaduais, privados, estão em perfeita parceria com o agora terceirizante MTG Brasileiro organizado, órgão essencialmente cultural e responsável pela preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - fundado na região da Pampa Sul-brasileiro-, do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do RS, da Filosofia Tradicionalista de sua Carta de Princípios e da aplicação, aonde quer que atue, sem qualquer fim político-partidário ou lucrativo, dos seus Postulados Iniciais de Instituição Cultural responsável pela preservação da Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Evidentemente que não pode haver Tradicionalismo nessa promiscuidade com interesses mercadistas e eleitoreiros. Dúvidas não há de que essa miscelânea (integração, fusão) propiciada pela exploração do MTG Brasileiro, em função de uma indústria eleitoreira e comercialista, lotará, e cada vez mais, certos Rodeios Políticos e Internacionais, meramente sul-rio-grandenses ou brasileiros, mas não gaúchos da antiga e regional Tradição do Rio Grande. Entretanto, esses e outros eventos não passam de um condenável mau uso do Tradicionalismo e seus Fins Culturais, e da autêntica Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira. Esses deturpados e ecléticos eventos culturais não passam de uma desprezível politização e de uma nefasta mercantilização da Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros! (Fonte das informações referentes ao Cirque du Soleil no Brasil: www.culturaemercado.com.br)

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