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João de Almeida Neto:
Vozes Rurais, de João de Almeida Neto

 

30/05/2008 23:55:55
O “TCHÊ” DA MAIOR FEIRA DE CULTURA GAÚCHA FORA DO RS!
 
A música gaúcha dos Chês do Rio Grande do Sul
não é a sul-rio-grandense urbana nem a sertaneja
do globalizado mercado musical sem fronteiras!
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O vocábulo chê – erroneamente grafado com a pronúncia espanhola tchê – é um pronome regionalista do Rio Grande do Sul que tem sua origem na língua tupi-guarani. O termo significa meu, minha, e é utilizado também como vocativo para interpelar ou chamar alguém, ou como interjeição para exprimir sentimentos como os de alegria, advertência, chamamento e espanto, dentre outros. Chê, portanto, é do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, ou seja, é palavra originária do vocabulário regionalista-tradicional dos gaúchos interioranos do Pampa do Rio Grande do Sul, e está associado à Cultura Regional Gauchesca Sul-brasileira. Dessa forma, o termo tchê utilizado pela empresa Rome Feiras e Promoções - a responsável pelo planejamento, organização, montagem, comercialização e mídia da EXPOTCHÊ BRASÍLIA, promovida no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, simboliza a Cultura Regionalista-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul e, por consequência, a Tradição Gaúcha estampada no logotipo da Feira. Porém, nem tudo ali é do Rio Grande e nem tudo é gaúcho, pois muito do que ali é exposto é apenas sul-rio-grandense, paranaense, paulista, mineiro, fluminense. Alguns artistas contratados, por exemplo, conforme indicou a programação do palco principal do evento realizado em 2008, não representaram a Cultura Chê dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, mas tão-somente a sul-rio-grandense. E esta, praticamente, é a mesma de todo o Brasil. Com efeito, apresentaram-se no palco principal da 16a EXPOTCHÊ: Luis Fernando Veríssimo e o seu Jazz norte-americano; Kleiton e Kledir e a sua MPB; Papas da Língua e a sua música pop; Nenhum de Nós e o seu rock, em atendimento à diversificada programação cultural do evento. Por outro lado, a Maior Feira de Cultura Gaúcha fora do Rio Grande do Sul, em decorrência da nova parceria feita com o programa televisivo Pampa & Cerrado, o qual foi o responsável pela programação musical dos seis dias de apresentações no palco principal, certamente que possibilitou aos gaúchos residentes no Distrito Federal um reencontro com suas raízes, um dos objetivos daquele evento comercial. Contudo, sem qualquer sintonia com o Tchê do logotipo da Feira, estiveram se apresentando naquele palco os artistas Régis Torres e Amélia Pinheiro, com seus belos repertórios de MPB; a dupla Márcio Texano & Gabriel e seus hits sertanejos; as duplas sertanejas Cláudio César & Carlos Augusto e Pedro Paulo & Mateus; a cantora Rosemaria, com suas interpretações de clássicos do samba; Murilu Timo e Banda Grande Circular; Clayton Cello, com seu novo country; os dois legítimos representantes da Tchê Music, Gabriel & Jorge Webber; Beto Calango, com o que ele batizou de ska de viola, e com passeios pelo reggae, pela MPB e pelo Ska; a dupla sertaneja formada pelos irmãos gêmeos Ronivan e Ronivaldo; o cantor Carmos Triacca, com seus sucessos da MPB; e, muito provavelmente, alguns cantores nativistas e crioulistas com pilchas, músicas e estilos não tradicionais do Rio Grande do Sul. Junto a todo esse esforço desenvolvido pela EXPOTCHÊ para trazer ao coração do Brasil o melhor do Rio Grande do Sul, o seu logotipo continua a ostentar um autêntico gaúcho de chapéu preto, lenço vermelho no pescoço e a bandeira do Rio Grande ao fundo. E como parte das homenagens à colonização luso-açorina no Estado do RS, houve, ainda, muito bombo leguero nos palcos da 16ª Feira de Exposição Tchê, de Brasília. É de se perguntar: será que a EXPOTCHÊ, diante da programação musical desenvolvida no seu palco principal, esteve, realmente, oferecendo a seus visitantes a Cultura Regional vinculada ao tchê de sua designação e à Tradição Gaúcha vendida pela imagem de seu logotipo? A expressiva participação da música sertaneja nos palcos da EXPOTCHÊ não estaria a caracterizar um dano moral coletivo, diante da desnaturação da Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros em uma Feira Comercial que explora o Regionalismo Gaúcho do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul; do vício na qualidade do serviço oferecido e da disparidade existente entre a publicidade e a sua oferta; de uma eventual impropriedade na prestação do serviçoa ser consumido por quem acreditou na proposta do nome e na imagem comercial do evento? A música sertaneja poderia estar incluída no Tchê da Maior Feira de Cultura Gaúcha fora do Rio Grande do Sul?

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31/05/2009 22:03:56 José Itajaú Oleques Teixeira - Taguatinga / DF - Brasil
Prezada Mônica. Agradecemos a tua participação neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Quanto ao ponto, acho que aos divulgadores do evento é que cabe a informação mais fidedigna a respeito daqueles que lá se apresentam, especialmente nas suas mensagens eletrônicas encaminhadas ao público alvo. Sendo assim, não temos motivos para duvidar do teor da comunicação abaixo reproduzida. Em resposta à pergunta formulada, informamos-te que o fato de já haver escutado anteriormente o Gabriel, no galpão crioulo do CTG Estância Gaúcha do Planalto, em nada tem a ver com a possibilidade de o referido músico vir a executar um outro ritmo musical em um evento comercial, como é a Expotchê, por exemplo. Afinal, a quase totalidade dos músicos não são tradicionalistas gaúchos exatamente por almejarem essa liberdade, no desenvolvimento das suas atividades profissionais com fins econômico-financeiros, diferentemente dos fins do Tradicionalismo e suas Entidades Tradicionalistas filiadas, instituições culturais estas sem fins lucrativos. Além disso, particularmente, prefiro a música gaúcha mais regionalista-tradicional, mais tradicionalista sul-rio-grandense; e também algumas músicas "nativistas" e bem nativas do Rio Grande do Sul. Já quanto a determinados e ecléticos artistas gaúchos, classificados como "nativistas", mas que, por motivos de mercado, há muito que deixaram de lado o seu compromisso com os aspectos culturais realmente nativos do Estado do Rio Grande do Sul, nas suas músicas "nativistas" e não mais "nativas do Rio Grande", a esses eu prefiro, por uma questão de foro íntimo, continuar não escutando, em respeito à Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros! Saudações Tradicionalistas e um fraterno abraço a essa prezada Prenda Gaúcha!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
31/05/2009 19:41:40 Monica - Campo Grande / MS - Brasil
Também não concordo que Jorge e Gabriel Webber toquem Tchê Music. É nativismo. Já escutou eles tocarem?
Sítio: *****
09/06/2008 20:24:05 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezada Cristiane. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, informamos-te que as informações publicadas foram enviadas a este sítio pela Assessoria de Imprensa Objeto Sim, conforme mensagem eletrônica encaminhada em 20.05.2008 - 20:19h, cujo teor, em parte, reproduzimos a seguir: "Assunto: 16ª EXPOTCHÊ - BRASÍLIA - PROGRAMAÇÃO PALCO PRINCIPAL... 6/6, sexta – Pampa & Cerrado - Murilu Timo e Banda Grande Circular, Clayton Cello e Gabriel e Jorge Webber - Jovem músico de Brasília, Murilu Timo apresenta-se ao lado da Banda Grande Circular, Clayton Cello (ex-Clayton e Cristiano) apresenta o novo country agora no começo de sua carreira solo. E a noite encerra com dois legítimos representantes da tchê music, Gabriel e Jorge Webber - 7/6, sábado – Pampa & Cerrado - Beto calango, Ronivan & Ronivaldo e Carmos Triacca - Cantor e compositor brasiliense, Beto Calango abre a noite tocando o que ele batizou de “ska de viola”, com passeios pelo reggae, pela MPB e pelo Ska. Em seguida, sobem ao palco os irmãos gêmeos Ronivan e Ronivaldo, de Santa Catarina e radicados em Brasília desde 2003. Eles despontam como uma das mais cultuadas bandas sertanejas da atualidade. E a noite fecha com o cantor Carmos Triacca, interpretando sucessos da MPB - Planejamento, organização, montagem, comercialização e mídia da feira: inteira e exclusiva responsabilidade da Rome Feiras e Promoções - Tels: (61) 3225 0161/ 3039-8114 - Assessoria de imprensa: Objeto Sim – (61) 3443. 8891 e 3242. 9805 - Carmem Moretzsohn: (61) 8142. 0111 - Gioconda Caputo: (61) 8142. 0112 - Maria Alice Monteiro: (61) 9831. 5090 - www.objetosim.com.br - objetosim@terra.com.br". Um abraço!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
09/06/2008 18:20:22 Cristiane - Brasília / DF - Brasil
Só algumas correções: Carmos Triacca canta música gaúcha e não MPB, inclusive sempre concorre em nossos festivais tradicionalistas. E certamente o senhor conhece o Gabriel e Jorge Webber e sabe que eles não cantam tchê music, pelo contrário.
Sítio: *****
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