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Manoel Camaquã:
Hino Tradicionalista, de Barbosa Lessa

 

10/09/2005 16:21:17
SETEMBRO DE 1835!
 
As Herdeiras da Tradição do Rio Grande do Sul, de SantAna do Livramento!
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20 de setembro de 1835 – A patrulha de vigilância revolucionária, comandada pelo Capitão Antônio Vieira da Rocha, o famoso Cabo Rocha, herói da campanha da Cisplatina, tinha destacado sete sentinelas sobre a ponte. Esses homens viram já de perto uma força que se aproximava, vinda da cidade: um destacamento de Permanentes, a cavalo, com uns sessenta homens, e deram o alarme. Eram três filas e bem na frente, distanciado, vinha Camamu, com dois Permanentes ao seu lado, de pistolas na mão. Um farroupilha reconheceu o comandante legalista Major Visconde de Camamu e carregou de lança contra ele, ferindo-o na coxa. Camamu e seus dois companheiros disparam as pistolas. E quando o major é ferido, se voltam à toda brida para procurar os companheiros que vinham logo. Estes ao vê-los assim, fugindo, entram em pânico, supondo-se atacados por um exército inteiro, fugindo espavoridos em todas as direções. Nesse reencontro, o tenente Prosódia (intrigante-mór do Palácio, jornalista, adulador) é ferido, cai no riacho e termina morrendo, aparentemente porque não quis se entregar. Ao todo, quatro legalistas foram feridos à lança. 20 – De madrugada, o Major Camamu apareceu no Palácio, ferido, desarmado e sem barretina. E só, sem a tropa. Diante dessa cena, o Presidente Fernandes Braga se apavorou e embarcou com familiares e auxiliares na escuna de guerra Rio-grandense e fugiu para o porto de Rio Grande, levando os tesouros da Província. Camamu havia declarado que os Liberais eram mais de 1000! Pela manhã, os revolucionários entraram em Porto Alegre, sem qualquer resistência. 21 – Bento Gonçalves da Silva, triunfalmente entra em Porto Alegre vindo de Pedras Brancas. E, tendo fugido o Presidente, o primeiro, o segundo e o terceiro vice-presidentes, os revolucionários empossam na Presidência da Província o quarto vice-presidente, o Dr. Marciano Pereira Ribeiro. Vê-se que os revoltosos queriam mostrar conformidade com a política administrativa do Império: só queriam substituir no governo as pessoas que lhes eram inimigas e que os perseguiam. 22 – O coronel uruguaio Rafael Verdum, amigo de Bento Gonçalves, ataca no Herval, acompanhado de uma pequena força em que predominam cidadãos orientais, o Coronel legalista João da Silva Tavares, mas é derrotado e ferido à lança. Há vários mortos e feridos. É o primeiro combate do Decênio Heróico. 25 – Bento Gonçalves da Silva dirige um manifesto aos rio-grandenses explicando o movimento, assegurando fidelidade ao jovem Imperador. 28 – O governo fujão chega ao porto de Rio Grande, tendo o Presidente deposto Fernandes Braga apelado à reunião de forças para resistir, convocando até estrangeiros platinos, mas o Movimento Revolucionário ganha força inclusive no interior. 30 – Bento Gonçalves da Silva vai a Rio Pardo, onde legalistas e revolucionários estão prontos para um enfrentamento violento, mas a presença do chefe liberal alcança o reconhecimento do Dr. Marciano Ribeiro... (Nacos de História, Agenda Gaúcha 2005, de Dorotéo Fagundes)

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