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Os Tiranos:
Canto Aporreado, de Ângelo Marques,
Ricardo Marques e Lauro C. Simões

 

15/08/2008 11:27:57
OS CAMINHOS DO ENART!
 
Simplicidade é a essência mais crioula da Cultura Regionalista-tradicional
dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro!
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O Encontro de Artes e Tradição Gaúcha – Enart -, do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, durante muito tempo premiou grupos com indumentárias muito elaboradas e com adereços cada vez mais sofisticados e mais caros. Isso se deu, naturalmente, devido ao deslumbre de alguns avaliadores, que se esqueceram de observar o fundamento principal da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul: a simplicidade dos gaúchos interioranos, a qual deveria estar refletida nas nossas Danças Folclóricas Sul-rio-grandenses. É claro que nos últimos anos só venceram as Invernadas dos grandes Centros de Tradições Gaúchas - CTGs.  A simplicidade dos gaúchos campeiros foi, visivelmente, deixada de lado para premiar grupos com um maior poder aquisitivo e melhores condições para investir em cenários caros e excessivamente elaborados. Essa força econômica se fez prevalecer sobre a sobriedade e a simplicidade daqueles que originaram os usos e os costumes da Tradição dos Gaúchos Campeiros e simples do Pampa Sul-brasileiro, a ser cultuada e apresentada naquele Encontro Cultural Artístico-tradicionalista Gaúcho Sul-rio-grandense. Com isso muitas Invernadas Artísticas se profissionalizaram, ainda que de forma extra-oficial. A força dos pilas na guaiaca trouxe profissionais das artes coreográficas do mais alto gabarito, esmagando a simplicidade própria da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, representada no trabalho das Invernadas de outros CTGs. Estas, inferiorizadas, impossibilitadas ficaram de concorrer, em igualdade de condições, com aquelas cada vez mais poderosas Invernadas Artísticas e seus potenciais financeiros! Enquanto os dançarinos, coreógrafos e instrutores delas desfrutam desses privilégios econômicos, dedicando-se mais aos ensaios, as outras Entidades Tradicionalistas coadjuvantes precisam contar com a prata da casa; com pessoas que muitas vezes enfrentam jornada dupla de trabalho, que depois de um dia cansativo adentram no CTG para ensaiar uma garotada também cansada. Alguns desses Grupos de Danças Folclóricas Sul-rio-grandenses treinam até às 24:00 hs, todos os dias, e ainda têm de garimpar verbas para comprar indumentárias e contratar músicos. Ensaiam com dedicação, já sabendo que jamais chegarão entre os primeiros no Enart, não pela falta de qualidade na execução das danças, mas em virtude do efeito visual que enfeitiça tanto aos “tradicionalistas” avaliadores; aquela pantomima toda, que só o dinheiro pode promover. Não é preciso dizer que a consequência de tudo isso é o esvaziamento das Invernadas Artísticas dos CTGs menores e mais simples, pois estes não se submetem a ver seus jovens participando de Eventos Tradicionalistas sem a mínima chance de lutar pelas primeiras classificações, de igual para igual, com os “profissionalizados”. Todo esse luxo empregado por uns vai redundar no afastamento dos mais simples, embora, muitas vezes, igualmente ou até mais tradicionais. Em algumas Regiões Tradicionalistas já sobram vagas. E nas classificatórias todas aquelas Invernadas já estão, de antemão, classificadas. Agora, para que não se termine o Enart, contando com poucos concorrentes, criou-se, como no futebol, a Segunda Divisão, uma espécie de consolo! Os dirigentes, ao invés de retomarem os caminhos originais do Tradicionalismo Gaúcho, resgatando a simplicidade peculiar dos gaúchos campeiros sul-rio-grandenses, resolveram separar os pobres dos ricos, esquecendo-se da essência da Tradição Gaúcha Sul-brasileira! E a continuar assim, em breve teremos a Terceira Divisão!  Para os observadores mais atentos, a citada divisão há muito já existia. Os medalhões - dançarinos e dançarinas das grandes Invernadas patrocinadas pelos mercados que visam modificar a Tradição dos Gaúchos Brasileiros - não conversavam com os componentes das mais pobres, nem para uma prosa nem para tomar um chimarrão! E continuam não se misturando! Talvez porque, para eles, pobreza esteja equiparada a uma doença contagiosa! Desfilam em grupos, narizinhos empinados, olhando com desdém para a plebe: peões e prendas gaúchos, seres humanos e legítimos representantes da simplicidade tradicional dos Interioranos do Pampa Sul-brasileiro; Tradicionalistas Gaúchos fazendo antiga, campeira e verdadeira Tradição, nesses Encontros Culturais Regionalista-tradicionais Gaúchos Sul-rio-grandenses: os Enarts, promovidos pelo MTG do Estado do Rio Grande do Sul! (do colaborador do BL e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil: Ademir Canabarro - um Missioneiro!)

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