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Francisco Vargas:
Tropeiro dos Pampas

 

05/09/2008 11:49:57
MANECO PEDROSO E A FORMAÇÃO TERRITORIAL DO RS!
 
O Rio Grande do Sul tem as suas fronteiras
territoriais, regionalistas, folclóricas e culturais próprias!
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Manoel dos Santos Pedroso, conhecido por Maneco Pedroso, foi um dos valorosos caudilhos gaúchos responsáveis pela formação do atual território sul-rio-grandenseA patas de cavalo, pontas de lança e espada, esse luso-brasileiro e paulista-gaúcho ajudou a conquistar a região Oeste do atual Estado do Rio Grande do Sulpertencente aos espanhóis desde o Tratado de Tordesilhas, fazendo aumentar em um terço o território do Continente de São Pedro. Por isso o Largo Maneco Pedrosolocalizado no caminho para o Distrito de Boca do Monte, no município de Santa Maria-RS, onde são promovidos inúmeros atos cívicos, homenageia e reverencia esse bravo gaúcho brasileiro. Naquela região central do Estado, no atual município do São Martinho da Serra, o Forte de São Martinho representava, no século XVIII, o extremo mais avançado dos Sete Povos das Missões, sob o domínio da Colônia Espanhola. Em 1776, Rafael Pinto Bandeira - outro heróico e lendário vaqueano do Rio Grande - retomava esse baluarte para o território português. Contudo, um ano depois, pelo Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, a linha divisória entre as terras de Espanha e Portugal, que demarcava a fronteira entre os dois reinos, passou a estabelecer os limites territoriais naquela fortaleza. A sua retomada, em definitivo para a Coroa Portuguesa, veio a ocorrer no ano de 1801, quando Manuel dos Santos Pedroso, junto a Sebastião da Veiga Cabral, Governador do RS, Cel Manuel Marques de Souza, Ten Cel Patrício Corrêa da Câmara, José Borges do Canto, José Castro Morais, e outros, invade os Sete Povos das Missõesexpulsando os espanhóis a 13 de agosto e tomando São Miguel, a antiga capital das Missões OrientaisTudo isso se deu porque naquele ano de 1801 Espanha e França declararam guerra a Portugal, aliado da Inglaterra. Por esse motivo, colonos portugueses e luso-brasileiros começaram a atacar as povoações em poder dos espanhóis e a afirmar um sentimento nativista em relação ao território disputadoEm meio a essas incursões guerreiras - as califórnias -, a região das Missões foi sendo conquistada para Portugaltendo sido o Forte de São Martinho retomado pela ação do então Cabo Miliciano e fazendeiro Manoel dos Santos Pedroso e sua tropa, em conjunto com José Borges do Canto e Gabriel Vicente de Almeida. Maneco Pedrosoconforme Antonio Augusto Fagundes, in Cartilha da História do Rio Grande do Sul, Martins Livreiro Ed., 1986, p. 62, tinha campos entre as Missões de São Luiz e São Borja. A assinatura da paz ocorreu aos 18 de dezembro de 1801, decorrendo desse ato uma ampliação territorial do Continente de São Pedro para os limites que o Rio Grande do Sul detém hoje. Como prêmio, Portugal ofertou a Maneco Pedroso a Estância de São Pedro, vendida em 1815 ao paraense Manoel Antônio TeixeiraConhecida, atualmente, como Fazenda Sarandi, situada no distrito de Xiniguá, a referida propriedade rural encontra-se em terras do Campo de Instrução de Santa Maria, pertencendo, portanto, ao Exército Brasileiro. A contribuição de Maneco Pedroso estendeu-se, ainda, à formação da atual Fronteira Gaúcha Sul-brasileiraCom a sua tropa armada defendeu o território sul-rio-grandense ao ocupar o Cerro do Jarau, em Quarai, na fronteira com o Uruguai. Ali construiu as primeiras mangueiras de pedra da Estância do Jarau, localizada na base do cerro. Santos Pedroso, como Tenente de Milícias, morreu em 1816, quando ia invadir, outra vez, o Uruguai. Os restos mortais desse herói militar gaúcho foram depositados na Igreja Matriz de Santo Amaro do Sul, centro turístico do município de General Câmara, um significativo marco da imigração açoriana. Assim, foi com a luta de bravos gaúchos como o caudilho Manoel dos Santos Pedroso que o então Continente de São Pedro se fez português, luso-açoriano e brasileiro, e se expandiu até as fronteiras atuais do Estado Garrão-sul do Brasil: o Rio Grande do Sul!

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08/12/2011 14:54:52 fernando chiarelli - ribeirao preto sp / SP - Brasil
O BRASIL É BRASIL TAMBÉM POR CAUSA DE TI, CAUDILHO VALOROSO.
Sítio: *****
05/09/2011 00:29:14 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Darci Brondani. O sítio Bombacha Larga agradece as tuas honrosas visitas e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, informamos-te que a matéria acima publicada foi organizada para atender a alguns visitantes deste sítio e está baseada em várias fontes, quais sejam: 1) Fagundes, Antonio Augusto. Cartilha da História do Rio Grande do Sul, Martins Livreiro Ed., 1986, p. 62; 2) UM FILHO DE CANGUÇU NAS REVOLUÇÕES DE 1893 e 1923 - SARAIVA, Antonio. Joaquim Antônio Saraiva, um bravo republicano. Pelotas. Ed. UFPEL, 2005 - Análise pelo Cel Cláudio Moreira Bento; 3) História de São Pedro do Sul, “in” santamariatur.com.br; 4) A estância na consolidação da fronteira Brasil-Uruguai. UFSM, “in” cori.unicamp.br/jornadas/completos/UFSM/A%20ESTANCIA%20NA%20CONSOLIDACAO%20DA%20FRONTEIRA%20BRASIL%20URUGUAI.doc; 5) São Martinho da Serra, “in” pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Martinho_da_Serra; 6) Estância Velha do Jarau, UFSM, “in” http://www.ufsm.br/lepa/usrdocs/frames/jarau.htm . Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
26/08/2011 15:49:59 Darci M Brondani - Santa Maria RGS / RS - Brasil
Gostaria de saber qual a fonte de onde saiu este artigo. Muitas coisas relatadas ali não conferem com documentos que tenho. Gostaria de ajudar a rever este texto. Obigado pela atençao.
Sítio: *****
18/08/2009 16:57:30 Anderson R. Pedrozo / Geferson R. Pedrozo - Campo Bom - / RS - Brasil
Olá!! Como alguém pode denominar um homem, que com sangue, suor e pólvora lutou com bravos companheiros, em prol da igualdade e de delimitações justas das terras Riograndenses??? Por mais que seja verídica a situação de não ser nomeado oficialmente com patente militar, ele teve a iniciativa e a coragem que muitos até hoje não têm... pois caregava consigo a honra de levar adiante a palavra e as atitudes de um homem. Se nos dias de hoje existissem apenas alguns homens como aqueles, não viveríamos em um país injusto. E eles viam os seus irmãos sendo enforcados e as mulheres estrupadas, tendo seus animais e utensílios roubados e propriedades queimadas. Manoel do Santos Pedrozo teve um término infeliz, em virtude de negócios mal feitos e problemas com bebida... pois quando se tem de degolar e atravessar pessoas com espadas, por um ideal, muitas vezes as pessoas que, na época, nem sonhavam, já é caso para a tal de depressão. Pois eu afirmo... sua morte ocorreu nas proximidades de São miguel do Oeste-SC, onde até hoje se tem relatos de pessoas idôneas, q residem na região, e que afirmam que Manoel sempre foi um homem digno de respeito e afeto! Pois quando podia, sempre auxíliou quem lhe solicitava... Eu, como Tatarasobrinho, tenho o orgulho de ter parentesco e de termos na família seus freios de prata, usados nas encilhas do bravo homem conquistador da igualdade e nosso território, junto com muitos companheiros dignos de respeito. Obs: estes freios vieram às nossas mãos por virtude de conhecimentos de pessoas que lhe conheceram e haviam ganho de presente, as mesmas que nos cederam.
Sítio: *****
10/09/2008 00:38:22 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante Pedro Mandic Ferres. O sítio Bombacha Larga, democraticamente, recebe e respeita a tua opinião pessoal e agradece a tua participação. Porém, com ela não poderá concordar. É natural que por detrás de interpretações diversas de um mesmo fato histórico estejam certos e não menos naturais interesses contrapostos. Apenas perguntamos a esse prezado visitante: por acaso os espanhóis da mesma época, inclusive os militares vestidos de padres da Companhia de Jesus, cujo objetivo era controlar toda a América, não agiam da mesma forma? Será que pelo fato de morrer falido os feitos de um herói que ajudou a formar o atual território do “nosso” Estado, chamado Maneco Pedroso, é motivo para que a sua figura seja diminuída na História do Rio Grande do Sul? Que materialismo exacerbado é esse que exige que um Herói morra, necessariamente, em cima de uma fortuna, que na maioria dos casos supostamente teria sido formada mediante as mesmas práticas que esse missivista condena? E Rafael Pinto Bandeira, citado como “mercenário falido da Coroa Portuguesa”, foi homem nascido em Rio Grande e que defendia a sua Corte, que por acaso era a Portuguesa, não a Espanhola; e é aquele mesmo que conquistou e arrasou Santa Tecla, em Bagé, em 1776, contra os espanhóis; e aquele mesmo que ficou conhecido em todo o Cone Sul-américa como O Terror dos Castelhanos; o filho do lagunista e Coronel de Dragões Francisco Pinto Bandeira, o segundo estancieiro a se estabelecer no Rio Grande de São Pedro, por acaso pertencente à Coroa Portuguesa, pelo idos de 1733, nas terras da atual Sapucaia do Sul, e que foi, também, o primeiro Comandante da 1ª Companhia Organizada do Regimento de Dragões do Rio Pardo. Além de tudo isso, muitos portugueses e paulistas eram, sim, gaúchos de espírito, como são muitos dos que hoje não nasceram e nunca pisaram no Rio Grande, mas que são muito mais gaúchos e tradicionalistas do que certos sul-rio-grandenses que nutrem vergonha pela Tradição Regional de seu Estado e, em vez de valorizar o que é seu e da sua Terra, preferem o que é dos outros e o que é próprio dos que nada fizeram pelo chão onde esses “gaúchos” vieram ao mundo. E, ainda, se portugueses pilharam plantações de erva-mate nas Missões é porque viviam em constante guerra pelo território, o que não é de estranhar em uma época aonde os interesses políticos é que justificam todas as demais ações dos atores dessa fase histórica sul-rio-grandense. O importante, para nós, é valorizar os feitos daqueles que ajudaram a formar o nosso chão. Quanto ao achincalhe público do Pós-graduado em História do Rio Grande do Sul e Mestre em Antropologia Social, Antonio Augusto Fagundes, podemos até discordar de algumas das suas posturas tradicionalistas, mas desmerecer os seus méritos acadêmicos seria muita pretensão da nossa parte. Assim sendo, essa e quaisquer outras opiniões contrárias serão sempre respeitadas por este sítio, o que não quer dizer que não possam vir a ser contestadas ou refutadas, com o fim de melhor informar aos demais visitantes deste espaço cultural tradicionalista gaúcho, a respeito de questões relacionadas às verdadeiras Tradições dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, aos fins culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado e à História da Formação Territorial do atual Estado Garrão-sul do Brasil: o nosso grande Rio Grande do Sul! Com as Saudações Tradicionalistas segue um quebra-costelas cinchado do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
09/09/2008 22:51:23 Pedro Mandic Ferres - Santa Maria / RS - Brasil
Luso –brasileiro-paulista-gaúcho = ???? Rafael Pinto Bandeira = mercenário falido da Coroa Portuguesa. Manuel Marques de Souza, Patrício Corrêia da Câmera, José Borges do Canto, José Castro Morais e outros = Líderes e membros das falidas bandeiras paulistas, sem ordem direta da coroa Portuguesa pilham gado e destroem o comércio de erva mate das missões muito antes da declaração de guerra da França e Espanha contra Portugal. O motivo então seria pagamento de dividas com a Coroa Portuguesa que se beneficia belicamente desses mercenários. Colonos portugueses e luso-brasileiros = Escravos, mercenários, latrocídas das antigas bandeiras, Índios e um exército de sub desnutridos e desnudos. Sentimento Nativista = $$$ Cabo Miliciano e fazendeiro Manuel dos Santos Pedroso = ???? A coroa portuguesa não ordenava oficialmente título militar a Miliciano ou mercenários por entender que ordem militar de representatividade era estendida apenas a cidadãos que prestaram serviços no corpo militar da coroa ou na marinha real. Não é o caso de Maneco Pedroso (invasor de terras e estancieiro escravocrata por vocação). Antonio Augusto Fagundes = Escritor e historiador ultrapassado pois o conceito histórico defendido em tese por esse senhor não é revisto desde o final da década de 80. Ex = Cartilha da História do Rio Grande do Sul, Editora Martins Livreiro, 1986. Maneco Pedroso = Morreu em 1817, na fronteira do Uruguai, falido e endividado.
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