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Cristiano Quevedo:
Orgulho de um povo, de Sílvio Aymone Genro
e Duca Duarte-Música-tema da
Semana Farroupilha 2008

 

18/09/2008 12:38:40
A MÚSICA DA SEMANA FARROUPILHA 2008, A UFANIA E A REALIDADE!
 
Preservar a típica, a tradicional, a autêntica Pilcha Gaúcha Oficial
do Rio Grande do Sul deveria ser um orgulho
para todos os que se dizem gaúchos brasileiros!
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A música-tema da Semana Farroupilha de 2008 foi a composição Orgulho de um Povo. Com letra do poeta Silvio Aymone Genro, música de Duca Duarte e a interpretação de Cristiano Quevedo, ela foi escolhida no dia 14 de março de 2008, durante a Festa Campeira do Rio Grande do Sul, na cidade de Gravataí-RS. Concorrendo com outras dez canções, a composição foi selecionada por uma Comissão Avaliadora formada por Ivo Ladislau, Diretor Técnico do IGTF, Paulinho Pires, compositor, Ivo Benfatto, Diretor Cultural do MTG, Roberto Araújo, Diretor do Departamento de Música do MTG, e Vinícius Brum, Coordenador de Tradição e Folclore da SMC/POA. A música-tema da Semana Farroupilha de 2008 está em consonância com a proposta do evento, a qual enaltece Nossos símbolos: nosso Orgulho. Esta, conforme a intenção dos organizadores, visa a valorização dos símbolos oficiais do Estado, tornando-os mais conhecidos perante a população sul-rio-grandense. Bandeira, Hino, Armas, planta Erva-mate, ave Quero-Quero, flor Brinco-de-princesa, Cavalo Crioulo, planta medicinal Macela, bebida Chimarrão e o prato típico do gaúcho brasileiro, o Churrasco, são os símbolos previstos na legislação estadual. Outros, no entanto, poderão ser também valorizados, o que sempre deixa margem para as infelizes incoerências gaúchas sul-rio-grandenses e as lamentáveis impropriedades tradicionalistas brasileiras. Sílvio Genro, ao atender à temática da Semana Farroupilha 2008, assim expressou-se na sua criação literária: Eu sinto orgulho desse sotaque sulino... de um povo que canta o Hino com respeito e devoção! Dessa Bandeira, amado pano sagrado... do mapa do nosso Estado, em forma de coração! Eu tenho orgulho das nossas Rodas de Mate e na paz que se reparte nesse gesto de oferenda; da cor alegre de um Brinco-de-Princesa, flor que enfeita com beleza as tranças das nossas prendas! Eu sinto orgulho do entono dos centauros, no trono dos seus  cavalos, preservando Tradições! Eu tenho orgulho dessa Alma Farroupilha, Chama Crioula que brilha no sacrário dos Galpões! Eu sinto orgulho desse meu sangue Farrapo... Brasão de Armas dos guapos, que nos traz tanta emoção! Dessa heróica bravura dos quero-queros, feito caudilhos austeros defendendo nosso chão! Eu tenho orgulho dum churrasquito nas brasas... cordeona pedindo vaza, e a gauchada contente! Eu sinto orgulho dessa fé que se revela num simples chá de macela, curando os males da gente! Eu sinto orgulho do entono dos centauros, no trono dos seus  cavalos, preservando Tradições! Eu tenho orgulho dessa Alma Farroupilha, Chama Crioula que brilha no sacrário dos Galpões! Como se pode constatar, na referida música-tema não há os atentados históricos, as incoerências regionalista-tradicionais e as impropriedades tradicionalistas ocorridas em anos anteriores, provocadas pela sanha comercial do mercado turístico, público e privado. Este, naturalmente que continuará a buscar o seu intento no âmbito de seus Desfiles Temáticos baseados nas paradas norte-americanas, obscurecendo os fins da Lei Estadual Nr. 4.850, que oficializando as comemorações da Semana Farroupilha no Estado manda o Rio Grande do Sul render homenagens às figuras e à memória de nossos Heróis Farrapos, fim este prejudicado e muitas vezes totalmente descumprido no Dia Maior do Gaúcho, também estabelecido na legislação estadual sul-rio-grandense (Lei Nr. 9.405, de 25.10.91). E se há incoerências decorrentes da confrontação dessa ufana e até utópica criação literária com a realidade vivenciada hoje, a culpa não é do poeta compositor. Certamente que as cores correlatas às da flor Brinco-de-princesa, assim como as escuras e as de tons fortes, agressivos, berrantes, importadas de outras culturas e adicionadas indevidamente na atual indumentária usada nas avenidas e nos CTGs, em desrespeito à Oficial, típica, tradicional, autêntica Pilcha Gaúcha de Honra do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul, são as impostas pelas modas dos mercados musical, mercosurista-crioulista, comercial-nativista, country-sertanejista, tchesista-urbano, suas grifes e seus estilos, desfilados por certos artistas gaúchos do Rio Grande que usam calças estreitas com alças no cós, cintas urbanas e rastras platinas no lugar da gauchesca e sul-rio-grandense guaiaca, e lencitos estampados e de cores escuras, em nada tradicionais do Rio Grande. Que a ausência de flores nas tranças e nos cabelos das mulheres gaúchas, já sem seus tradicionais vestidos de prenda, masculinizadas pelos altos interesses do mercado, que tudo vende e a todos compra; que os peões montados nos seus cavalos em cima de selas sem pelego, com cordas, aperos e apetrechos coloridos importados, sem a postura dos Centauros das Coxilhas do Rio Grande, curvados, subjugados por seus comerciais algozes, com boinas coloridas e de procedências estranhas ao Rio Grande, com chapéus claros, chaparral, abas viradas, copa alta e desabados nos olhos, da moda vendida por outros artistas tchesistas e outros gaúchos sem fronteiras; camisas pretas, vermelhas e de outros tons contrastantes, destoantes da verdadeira Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense; que os termos alienígenas, estranhos ao vocabulário regionalista gaúcho brasileiro, como sanfona, moleque, arenakids, é nóis, etc., e compassos, ritmos e conteúdos musicais em nada representativos da cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-brasileira, a embalarem tradicionalistas, no interior dos recintos cobertos, fechados, com chapéus e boinas à cabeçanos ambientes do MTG Brasileiro; que há falta de caudilhos austeros que preservem o que é próprio e nativo do nosso chão; que há fartura de Calaveiras da Tradição e Tradicionalistas de Oca$ião comprando, com o erário, eventos culturais "tradicionalistas" para venderem, com fins essencialmente pessoais, a nossa cultura regionalista gaúcha sul-rio-grandense aos que praticam esse grave genocídio cultural verificado, hoje, junto ao Patrimônico Sociológico-tradicional dos Gaúchos Brasileiros, dentro e fora do Rio Grande; que os que deixam de cumprir seus deveres estatutários, institucionais, para permitir, coadunar-se ou incentivar os incontáveis desvios de finalidade praticados por instituições culturais responsáveis pela defesa e preservação do Patrimônio Tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, especialmente nos locais sagrados e dignos de veneração dessa riqueza cultural gaúcha sul-brasileira, os Centros de Tradições Gaúchas e demais espaços do Tradicionalismo organizado; que todas essas aberrações culturais regionalistas e impropriedades tradicionalistas brasileiras têm as suas razões econômico-financeiras, comerciais e eleitoreiras, podendo-se muito bem delimitar os seus responsáveis, todos nós, os Gaúchos do Brasil, temos conhecimento disso. A esses, naturalmente, não podemos reverenciar ou por eles sentir qualquer sentimento de orgulho. Tal qual o autor Sílvio Genro, na letra da música-tema da Semana Farroupilha de 2008sentimos, também, muito orgulho dos usos e costumes tradicionais autênticos de nossa Terra Gaúcha Brasileira; da nativa Cultura Regionalista-tradicional Gaucha Sul-rio-grandense; do Patrimônio Sociológico-tradicional Gaúcho Brasileiro. Mas dessas deturpações, dessas desnaturações, desses Assassinatos da Tradição Regional Sul-rio-grandense e dessa Corrupção Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira, implementados pelas ações dos que indevidamente corrompem o que é da propriedade do Estado Sulino, do Povo do Rio Grande, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, deles e dos seus lesivos promotores não podemos sentir orgulho algum. O que esses e as suas atrocidades culturais poderão receber dos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros é tão-somente o devido repúdio e o justo desprezo, diante dos seus criminosos atos de lesa-cultura gaúcha sul-brasileira, dos seus hediondos crimes praticados conta a autenticidade das Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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18/09/2008 23:11:04 antonio b. m. sena - torres / RS - Brasil
Quero parabenizar este piquete pela beleza da matéria montada, de muito bom gosto e originalidade ao verdadeiro estilo gaudério, difundindo e ensinando o tradicionalismo autêntico. Parabéns e um abraço!
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