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Pedro Ortaça:
Touros Roceiros, de Salvador Lamberty

 

13/10/2008 15:11:33
A FARRA CAPITALISTA E AS CRISES DE CONFIANÇA NO MTG!
 
O touro da antiga Tradição dos Gaúchos Pampeanos Sul-rio-grandenses
e um dos touros roceiros que invadem a Cultura Regionalista-tradicional
do Rio Grande do Sul!
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Poderia alguém dizer que confia, plenamente, no atual Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado? Com o fim de auxiliar os prezados visitantes, eventualmente indecisos, traçaremos um paralelo entre os críticos momentos vivenciados recentemente nos mercados financeiros internacionais e os obervados no atual MTG do Brasil. Ambos, pelo que se pode aferir, originaram-se da farra dos capitalistas e desembocaram, por consequência, nas suas respectivas e vigentes crises de confiança. As causas de tais descréditos estão, supostamente, na omissão daqueles que têm o dever de gerir, controlar e fiscalizar as ações econômicas de uns e as atividades culturais tradicionalistas de outros; na inação de determinados governos, no campo da economia, e de certos dirigentes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. No mundo econômico houve crescimentos insustentáveis em uma economia irreal; a farra dos bancos, a especulação exagerada e a sua consequente elevação de preços, empréstimos podres a insolventes financiados, papéis transformados em pó. No meio tradicionalista gaúcho há muito que se percebe a proliferação dos interesses econômico-financeiros, a farra dos mercados musical, turístico, texa-crioulista-mercosurista, comercial-nativista, tchesista-urbano, country-sertanejista e a imposição de seus modismos comerciais, com efeitos altamente prejudiciais à preservação da antiga Tradição Gaúcha oriunda do Pampa do Rio Grande do Sul, e os patrocínios de um poder econômico advindo de grupos empresariais e político-partidários mediante recursos públicos, com os fins culturais e a filosofia de atuação do MTG reduzidos a letras mortas de sonegados Estatutos Sociais. Como resultado de tudo isso tivemos, de um lado, a recessão econômica, a falta de liquidez, o descrédito no sistema financeiro, a derrocada do estratégico discurso neoliberal da não-intervenção do Estado nos mercados, o uso do patrimônio público na solução de problemas provocados por interesses privados. Do outro, a decadência da cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-brasileira, o déficit da coerência regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense e da consciência tradicionalista gaúcha brasileira; a depreciação dos objetivos e dos Fins Culturais do Tradicionalismo; a proliferação de argumentos estratégicos, como o da flexibilização da Filosofia Tradicionalista e o da profissionalização das ações do Tradicionalismo, em benefício dos mercados sem fronterias, do turismo, dos interesses políticos financiados e de outros setores, públicos e privados; e a utilização de um Patrimônio Cultural Público, porque de todo o Povo Brasileiroem prol dos interesses de empresários dos mercados da música, do entretenimento, da moda e do agronegócio, dentre eles country-sertanejo e o texa-mercosur-crioulista. E como disse o então presidente estadunidense Ronald Regan, nos anos 80, ao afirmar que na crise atual, o governo não é a solução para os nossos problemas; o governo é o problema, a questão da crise instalada no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, pelo que se constata, também fora causada por ele mesmo. E tão pouco ele poderá ser apontado como seu próprio sanador, porquanto aonde o interesse da Nova Ordem Muncial se instala presente estará, sempre, a ganância, a corrupção de valores, o desvirtuamento de filosofias, doutrinas, princípios e postulados culturais básicos. E as consequentes crises de confiança decorrem das suas farras, seus abusossuas especulações ambiciosas, oriundos dos interesses gananciosos dos adeptos da Mão Invisível de um Estado - que a cada crise é obrigado a usar o que é do contribuinte para socorrer aos oportunistas; ou do mau uso de Entidades Culturais, como as Tradicionalistas, para o locupletamento econômico-financeiro de uns e eleitoreiros de outros, redundando em gigantescos prejuízos às atividades de preservação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional e da Identidade Cultural Regionalista do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. As crises de confiança geradas no sistema financeiro internacional e no meio tradicionalista gaúcho brasileiro organizado, portanto, são ambas decorrentes dessa farra capitalista que se apropria do público com fins essencialmente privados, causando esses e outros graves danos tanto à economia mundial quanto à aplicação da Filosofia do MTG Brasileiro, à conservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - fundado na região do Pampa Sul-brasileiro -, à preservação das autênticas, das antigas e regionais Tradições herdadas dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul. Há quem não mais confie - e com razão - nesse sistema capitalista selvagem. E no MTG Brasileiro organizado? Com seus Rodeos Countries e suas touradas, gineteadas comerciais "garupas sureñas", "basto aberto" e outras importações e criações mercadistas alheias à verdadeira, antiga, Tradição Gaúcha do RS, com montarias em gado vacum e até em ovelhas; corridas de cachorros; seus espetáculos meramente comerciais, com as importadas orações à Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira dos Ginetes Texanos do Mercado de Barretos; sua crescente platinização da cultura regionalista-tradicional gaúcha do Rio Grande do Sul, com chacareiras, rasguidos dobles, milongas arrabaleras, malambos, nada disso verdadeiramente tradicional do Estado Sulino; seus chapéus claros, chaparral, cowboy; seus importados bonés e boinas coloridas de outras plagas, à cabeça em seus Rodeios "Gaúchos" e em seus Bailões essencialmente comerciais, com composições sertanejas e tchê music, com ritmos, compassos e temas musicais chulos, imorais, amorais, não tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; suas indumentárias de cores pretas, fortes, berrantes; suas rastras platinas, cintas urbanas, guaiacas porchetão freio de ouro e suas calças justas com alças no cós e bolsos traseiros, botinhas a meia canela, seus coletes texanos, lencitos estampados, pretos, virados, folclóricos, triangulares, texanos, exagerados, por fora da gola da camisa, à meia-espaldasuas cavaleiras travestidas de peão e outras tantas atrocidades, regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses e tradicionalistas gaúchas brasileiras, a atender aos interesses essencialmente mercadistas e eleitoreiros, poderia alguém, ainda, dizer que confia nesse atual sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado?

 

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