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Os Fazendeiros:
Chinoca no Fandango

 

17/02/2009 13:27:52
A CHINOCA DA TRADIÇÃO DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE!
 
China, Prenda ou Chinoca são expressões carinhosas da Tradição do RS,
destinadas às mulheres dos gaúchos brasileiros!
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O termo chinoca é muito utilizado, hoje, nas composições poéticas e literárias alusivas à Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Brasileira. A expressão, originalmente, significa china pequena, pinguancha, correspondente à mulher jovem com as características que lembram as mulheres indígenas. Atualmente, no entanto, chinoca é sinônimo de china, no sentido de esposa, companheira ou mulher gaúcha brasileira, seja qual for a idade, a característica étnica ou física. Para as meninas gaúchas tradicionalistas a designação mais adequada é prendinha ou, na condição de sinônimo, chinoquinha. Naturalmente que no passado china também serviu para denominar as mulheres de vida fácil. Mas isso não pertence à Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, uma vez que esta encontra-se baseada unicamente na moral e nos bons costumes das famílias interioranas do Estado Sulino, e não nesses fatos sociológicos, regionalistas, pontuais, não retransmitidos de pais para filhos, de forma preservada, contínua e espontânea, pelos tempos, até os dias de hoje. O que pertence à Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, recebida, mantida e preservada até os dias atuais, são, a exemplo de Prenda Gaúcha, os termos carinhosos china e chinoca, a designarem, na Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul, as mulheres gaúchas sul-brasileiras. Assim, ao ouvir-se expressões gaúchas como, por exemplo, mais assanhada que chinoca em festa, o que ela expressa é apenas o fato normal, natural, de que moças e meninas portam-se mais descontraidamente nas reuniões festeiras. E o ditado china de se apresentar pra mãe representa que a mulher, jovem ou não, é linda, formosa, distinta, prendada. Na sua composição Chinoca, Menina Flor, assim Adair de Freitas expressa-se ao tratar do tema: morena da querência minha, tu és a rainha que eu quero pra mim. E Jayme Caetano Braun, na poesia China, dessa forma a retrata: bendita China Gaúcha, que és a Rainha do Pampa e tens na divina estampa um quê de nobre e altivo; és perfume, és lenitivo que nos encanta e suaviza, e num instante escraviza o índio mais primitivo. Embora os termos china ou chinoca não estejam mais restritos à tez morena, indígena, da mulher gaúcha sul-rio-grandense, mas a qualquer tipo étnico das mulheres gaúchas brasileiras, em homenagem a um dos troncos formadores do gaúcho sul-rio-grandense, ao lado do português-açoriano e do negro, fazemos alusão à primitiva china gaúcha, à original chinoca do Rio Grande, à mulher sul-rio-grandense com as características das indígenas do Estado Garrão-sul do Brasil, nos versos que se seguem: Chinoca, mulher gaúcha, cabocla, índia, morena, teu olhar me envenena, me engambela e me puxa; a tua mão pequerrucha, o teu beijo, o teu afago, são esteios que eu trago nesta vida candongueira. Tu és, chinoca faceira, Prenda linda do meu Pago! (José Itajaú Oleques Teixeira)

 

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08/03/2009 16:11:42 sonia giltrindade- Chinoca CTG Chama Nativa - Esteio / RS - Brasil
Muito obrigado pela matéria. Será bem usada em meus arquivos. Quando tiver o chasque pronto, mandarei para vcs. Um abraço cinchado!
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Listado 1 Comentário!
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