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Os Farrapos:
Marca do Pampa,
de Calico Ribeiro e Iedo Silva

 

07/04/2009 07:27:02
O TRADICIONALISMO E AS REGRAS DO MTG!
 
Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é culto, preservação,
retransmissão e correta divulgação dos antigos usos
e costumes dos Antepassados Gaúchos Campeiros
do Pampa do Rio Grande do Sul!
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Quando o grupo de oito rapazes do Julinho indignou-se com a invasão cultural e os descasos com o nosso Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, por certo que seus integrantes não tinham a noção das proporções que o ato deles tomaria. Mas este contribuiu, sem dúvida alguma, para uma grande retomada de consciência e de amor pelas nossas coisas gaúchas tradicionais. E, assim, com a criação do Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre-RS, fora dado o primeiro passo para a valorização da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul e a retomada do orgulho por esse nosso Patrimônio Cultural Sul-brasileiro! Entretanto, há mais de um século e meio, aos 8 de novembro de 1857, já havia sido fundada a SOCIEDADE RIOGRANDENSE BENEFICENTE E HUMANITÁRIA, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império.  Essa instituição cultural visava a ajudar os gaúchos desgarrados do pago, sociedade esta existente até os dias de hoje, contando, inclusive, com um CTG. Porém, foi a partir de 1947, quando o Grupo dos Oito promoveu uma vigília à espera dos despojos do herói farroupilha David Canabarro, que os Tradicionalistas Gaúchos do Rio Grande do Sul começaram, realmente, a se organizar. E com a criação do 35CTG – Centro de Tradições Gaúchas -, na capital do Rio Grande do Sul, deu-se, no ano de 1948, início a um Movimento Cultural Regionalista em prol dos atos de culto, zelo, preservação, defesa e divulgação da Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Ali começara um Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, cuja criação não objetivou a ajudar os gaúchos brasileiros, mas a manter acesa a Chama da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense e a preservar os usos e os costumes dos gaúchos sul-brasileiros, recebidos dos campeiros de antanho e, por isso mesmo, regionais, antigos, tradicionais. E foi em junho de 1961, no VIII Congresso Tradicionalista Gaúcho, que Glaucus Saraiva apresentou a Carta de Princípios do MTG, tendo sido aprovada e tornada Pétrea, ou seja, sem possibilidades de vir a ser modificada, investindo-se o documento, a partir daquele instante, na Carta Magna do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil. Mas foi somente em 1966 que fora criado, em Porto Alegre, o MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado do Rio Grande do Sul. O Órgão Tradicionalista Federativo surgiu com o objetivo de agregar os Centros de Tradições Gaúchas e demais Entidades Tradicionalistas filiadas, com o fim de zelar a Filosofia do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, cumprir e fazer cumprir, em todos os seus Eventos Tradicionalistas, Órgãos e Entidades filiadas, as Diretrizes Culturais constantes de sua Carta de Princípios. E é com base nessa Carta Tradicionalista que foram criados todos os Estatutos que regem o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Mais tarde, em 1987, a CBTG - Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha fora fundada com o intuito de agregar os MTGs regionais. Como sabemos, o grande detentor e guardião da Filosofia de Atuação e das Regras Tradicionalistas Básicas é o Sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, por meio de sua Confederação (CBTG), seus Órgãos Tradicionalistas Federativos (MTGs), suas Entidades Tradicionalistas filiadas (CTGs e outras), e seus cidadãos integrantes, gaúchos e gaúchas tradicionalistas. Todos, Sociedades e Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, têm por missão zelar as regras do MTG Brasileiro, para que as mesmas venham a ser observadas e cumpridas; para que o Tradicionalismo possa cultuar, preservar e adequadamente divulgar, para o Brasil e o mundo, os usos e os costumes tradicionais dos antepassados gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. E se o Tradicionalismo, ainda hoje, é forte, certamente o é por causa das regras que o regem; não fossem elas, provavelmente esse Movimento Cultural já teria desaparecido, como aconteceu, por exemplo, com a música sertaneja de raiz, hoje com raros expoentes no cenário musical do país. No caso do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, preservadas estão as Danças Folclóricas Gaúchas do Rio Grande do Sul, dos tempos de antanho, resgatadas, quase que na sua totalidade, pelo folclorista Paixão Côrtes. Quanto às Danças Gaúchas Tradicionais de Salão, ainda dançamos, hoje, uma música gravada pela primeira vez há mais de 50 anos: O Casamento da Doralícia, dos Irmãos Bertussi. Isso, sim, é Tradição Gaúcha do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul!  Portanto, mister é que as comissões que emergem dentro do MTG, designadas para esta ou aquela função, não se esqueçam jamais das regras maiores que regem o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro; e, também, não tomem atitudes que venham a se opor aos usos e costumes tradicionais dos nossos antepassados gaúchos do Pampa Sul-rio-grandense. As comissões, tanto da área Artística como da Campeira, devem abalizar-se nas regras que o MTG e a Carta de Princípios determinam, lembrando que nem sempre o que não se encontra escrito pode ser, por este motivo, desrespeitado! Afinal, seria quase impossível reunir todas as regras culturais regionalista-tradicionais gaúchas sul-rio-grandenses e tradicionalistas gaúchas brasileiras, vinculadas ao Patrimônio Tradicional dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Algumas delas derivam da correta interpretação da própria Carta de Princípios do MTG; outras não se encontram escritas em regulamentos porque são consuetudinárias. Essas comissões, mesmo as compostas por jovens da mais tenra idade, não devem esquecer que é o passado tradicional da nossa gente que cultivamos; que o exemplo histórico dos jovens do Julinho, em 1947, combatendo o que era alheio ao Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul, é algo que pode ser seguido e que só eleva a nossa Consciência Regionalista e o nosso amor pelo que é nativo e tradicional da nossa Terra; e que modernismo não combina com Tradicionalismo! (do colaborador e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil, Ademir Canabarro: um Missioneiro!)

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