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Davi Menezes Junior e Paulinho Reis:
Repartindo a Tarecama,
de Marco Nunes e Edson Vargas
- Música mais popular da 27a Coxilha Nativista,
de Cruz Alta-RS

 

05/06/2009 03:53:14
A MÚSICA GAÚCHA TRADICIONAL E A COMERCIAL NATIVISTA DO RS!
 
Nem todos os fatos sociológicos regionalistas sul-rio-grandenses
são da antiga e campeira Tradição do Rio Grande do Sul!
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Música Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul frequentemente é confundida com a Música Regionalista "Gaúcha". Esta última, por estar mais direcionada ao mercado musical sem fronteiras e aos interesses econômico-financeiros de artistas, bandas, duplas, suas gravadoras e seus patrocinadores, voltada está para os temas mais populares e desvilculados da tradicional moralidade dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Os exemplos dessa Mercantilização da Música Regionalista "Gaúcha" do Rio Grande do Sul são inúmeros e variados. Eles podem ser constatados nas Bandas da Tchê Music dos tchesistas urbanos, com seus artistas e músicos meramente sul-rio-grandenses; nos grupos comercial-nativistas, crioulista-mercosuristas e seus respectivos Festivais de Música Regional, patrocinados por entidades do comércio da música e das grifes. Seus eventos profissionais envolvem indumentárias alinhadas com a moda instituída e as preferências pessoais; instrumentos, conteúdos, ritmos e compassos musicais compatíveis com os amplos interesses mercadistas de suas empresas e demais entes comercialmente envolvidos; com os inafastáveis fins lucrativos e os inarredáveis interesses econômico-financeiros, naturais de uma economia de mercado. Tudo isso, apesar das visíveis incoerências, é considerado certo. Contudo, errado é classificar tais produtos musicais e estilos comerciais como Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense. O que não corresponde à verdade são as posturas profissionalizadas de certos comercialistas, como se elas fossem ações próprias de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros; como se seus procedimentos fizessem parte do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil. Obviamente que a maioria dessas composições musicais não integram a campeira, antiga e regional Tradição Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul, assim como a maioria de seus executantes não são nem gaúchos, por lhes faltar o espírito dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, e muito menos Tradicionalistas, por lhes faltar o respeito à preservação da centenária Tradição dos Gaúchos Sul-rio-grandenses. Por essas razões tais "trabalhos" comerciais não deveriam ser confundidos com a Música Gaúcha Tradicional do Rio Grande e muito menos apresentados no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Os Festivais Nativistas, a exemplo dos artistas do Mercado Musical em geral, não podem ser classificados como Tradicionalistas, porque eles não têm compromisso algum com os Fins Culturais da instituição responsável pelos atos de culto, defesa, zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação das antigas Tradições Regionais dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul. Incluem-se nesse contexto a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino, prevista na Lei Estadual Nr. 8.813, de 20.01.1989, e nas Diretrizes Culturais do MTG/RS; os conteúdos morais, instrumentos, ritmos e compassos musicais autênticos da antiga Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros. Evidentemente que os interesses que movem os mercadistas são bem diversos daqueles que norteiam os verdadeiros Tradicionalistas. Os objetivos dos primeiros vão na direção contrária dos interesses culturais que envolvem os segundos, isto é, seguem na valorização dos modismos, das invencionices, das importações e integrações culturais que modificam, alteram, deturpam, substituem, corrompem a autenticidade da Tradição e a Identidade Regional dos Gaúchos Brasileiros. E a título de outras exemplificações, comparemos algumas composições concorrentes dos Festivais Nativistas do Rio Grande do Sul. Repartindo a Tarecama, por exemplo, uma composição com letra de Marco Antonio Nunes e melodia de Edson Vargas, interpretada por David Menezes Júnior e Paulinho Reis, fora eleita a Música Mais Popular da 27ª Edição da Coxilha Nativista, da cidade de Cruz Alta-RS. Por ser executada no ritmo rancheira, muitos podem pensar tratar-se de uma Música Gaúcha Tradicional do Rio Grande do Sul. Contudo, em virtude do conteúdo, ela não pode ser considerada como da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, uma vez que a Música Regionalista-tradicional Gaúcha do RS deve ser entendida como aquela que retrata os atos que envolvem a retransmissão, de pais para filhos, de forma espontânea, contínua e preservada, pelo tempo, de usos e costumes regionais antigos dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e a transmissão destes para as novas e futuras gerações. Naturalmente que a partilha de bens, por ocasião da separação de um casal, apesar de sociológico e regional, é fato universal. E diante do significado do termo Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, o referido ato jamais poderá ser tido como da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Assim como a composição citada, outras, por visarem fins mais comerciais do que regionalista-tradicionais, não podem ser confundidas com aquelas que atendem aos requisitos essenciais da verdadeira, antiga e campeira Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. E ilustrando um pouco mais o nosso tema, com o fim didático de diferenciar a Música Regionalista-tradicional Gaúcha do RS da Música Gaúcha Comercial, seja ela a Nativista, a Tchesista, a Crioulista-mercosurista ou a Country-sertaneja, recordaremos, desta feita, a atuação do cantor e músico caçapavano David Menezes Jr. na 4ª Coxilha Nativista de Cruz Alta, quando acompanhado do Duo Manancial interpretou a composição intitulada Morocha, de Mauro Ferreira e Roberto Ferreira. Em tom de comicidade, o personagem da letra comparava a mulher à égua, e alertava: tu inchas o lombo, te encaroço a laço, boto os cachorros e por mim que abiche! Ao interpretá-la, David Menezes Jr. completava a humorística mensagem da composição portando um rebenque na mão. Nem é preciso dizer que as mulheres entenderam tal gesto e o conteúdo da música como formas de discriminação de gênero e de apologia à violência contra a mulher. Por conta das reações, David Menezes Jr., em algumas de suas apresentações em público, teve de segurar uma criança no colo enquanto cantava Morocha, evitando, com isso, possíveis agressões de algumas mulheres mais exaltadas. Esse fato contribui para diferenciarmos a Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense – com instrumentos, ritmos, compassos e conteúdos morais compatíveis com os bons costumes e demais usos tradicionais, antigos, dos Antepassados Gaúchos Interioranos do Pampa do Rio Grande do Sulda Música Regionalista Gaúcha mas não Tradicional do RS, como as Gaúchas Amoraiscomerciais Nativistas, Tchesista-urbanas, Crioulista-mercosuristas, Sertanejistas, todas sem compromisso algum com o culto, a preservação, a retransmissão e a adequada divulgação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Com objetivos direcionados tão-somente para as premiações e os sucessos junto ao grande público consumidor, interesses estes sem consonância alguma com a Filosofia de Atuação do MTG Brasileiro, essas são músicas mais populares, utilizando-se, por isso, dos temas por vezes chulos, engraçados, cômicos e, em alguns casos, até imorais e ofensivos aos tradicionais bons costumes dos antigos Gaúchos do Interior Pampeano do Rio Grande do Sul. Com os propósitos do Mercadismo Sem Fronteiras, essas vertentes comerciais da Música Regionalista Gaúcha Não Tradicional do RS - e por vezes meramente sul-rio-grandense - podem até representar a Música Nativa ou outra qualquer, feita ou não no RS, mas não a Música Tradicional do Estado Sulino. Portanto, pode-se imaginar que foram por esses mesmos motivos que o artista gaúcho Leonardo, aproveitando-se daquela repercussão negativa de Morocha, compôs, gravou e lançou no Mercado Musical a resposta ao quera largado que ele ouviu gritando em uma canção. Com a sua Morocha Não, Leonardo sentenciou: só mesmo um bicho do mato, criado pelas macegas, pode tratar como égua quem nos dá vida e amor. E, ainda: decerto é um desses queras, criado pelas barrancas, manunciador de potrancas, sem freio no linguajar. E baseados nesses exemplos de Músicas Comerciais Nativistas, mas não Gaúchas Tradicionais Sul-rio-grandenses, estamos publicando mais um exemplo de conteúdo musical gaúcho não vinculado à antiga Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. Com uma resposta à composição Repartindo a Tarecama, observamos a todos os prezados leitores que apesar de Regionalista Sul-rio-grandense e de ser executada em ritmo e compasso musical da Tradição Sul-rio-grandense, ela jamais deverá ser classificada como Música Gaúcha Tradicional do Rio Grande do Sul, por possuir um conteúdo mais representativo dessa crescente e contemporânea desestruturação familiar do que com um uso ou um costume tradicional dos antepassados Gaúchos Sul-brasileiros. E o músico que quiser gravar a letra, abaixo postada, deverá fazê-lo no ritmo Bugio e com a introdução do Hino do Colorado, nos termos da composição interpretada por David Menezes Jr.. Assim, o outro lado da questão, com igual jocosidade, é também abordado sem qualquer outro fim que não o de explorar, no mesmo tom burlesco, um fato social que, por ser universal, é regionalista sul-rio-grandense, é gaúcho, mas não pertencente à antiga Tradição do Rio Grande do SulJá se foram quinze anos da nossa separação, que deixei de aguentá as tua reclamação, teus xilique, teus nervoso, as tua crise mestrual. Hoje dou graças ao céu, por viver vida normal. Já faz tempo, mas me alembro do tufo que tu me deu. No acordo que fizemo quem foi logrado fui eu. Dos tareco repartido, que perdi, depois ganhei. Hoje agradeço por tudo, tenho a vida que sonhei. O Totó, que já morreu, foi amigo a vida intera, diferente do teu gato e da cocota fofoquera. E a canha que eu levei nunca mais que eu bebi, mas guardei com meu bodoque as lembrança de guri. Ainda guardo o meu pala, que ganhei do velho pai; e o meu baraio de truco de quando em vez me distrai. Mas é o óleo de capincho do que mais eu fico grato, é com ele que minha prenda massageia o meu ciato. Já não tenho nem saudade das minha fita gaúcha; hoje os bugio dos CD não enrola nem embucha. E ainda bem que tu me deu meu quadro do Colorado, pois de ver teu azulego eu já tava bem enjoado... (introdução do Hino do Colorado). Os tareco que eu perdi, naquele separamento, muito mais eu recebi no meu novo ajuntamento. E além de tudo ela é bonita e mais nova; bem ao contrário de ti, que já tá com o pé na cova. Hoje temo boa mobília, comprada na prestação; e roupa boa também, mas não deixo a tradição. Meu pelego tá no cepo, onde tomo o chimarrão com a minha china linda no cantinho do fogão. E se tu ficou solita, este coió não ficô; só segui o meu caminho, como tu mesmo mandô. Hoje tenho uma mulher, que me quer sem ter receio. Eu disse que a volta vinha, e hoje a minha volta veio! (E A VOLTA VEIO, de José Itajaú Oleques Teixeira)

 

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21/07/2010 19:25:12 José Itajaú OLeques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
2) se a Cultura é Gaúcha Sul-rio-grandense é porque ela fora forjada no Pampa do Rio Grande do Sul, e não no Pampa do Uruguai ou no Pampa da Argentin como querem fazer crer a pseudociência financiada por um mercado com interesses em alargar seus nichos comerciais. O MTG Brasileiro fora fundado com os objetivos de culto, defesa, cultivo, zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação da Tradição (antiga, caso contrário não será tradição, e não as modas atuais, as importações, as invencionices comercias hodiernas!) dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, forjada pelos fundadores do território sul-rio-grandense: portugueses, açorianos, índios regionais e negros levados como escravos para a região. O gaúcho sul-rio-grandense cultuado nos CTGs não é, como dizem por dinheiro certos comprados autores, uma imagem pré-fabricada, um estereótipo. Esse gaúcho é o real e nativo do Pago Sul-rio-grandense, o verdadeiro homem campeiro, de bombacha (calça larga); lenço maragato ou chimango; botas russilhonas; chapéu escuro, copa baixa e tapeado; indumentárias sóbrias, claras, amenas; guaica (cinto com bolsas) e colete equivalente ao da fatiota e só para festas; e não esse falso gaúcho citadino de calça, cinta urbana; chapéu branco, chaparral, "country"; bota, colete e lencito à moda texana; com cores pretas e fortes em uma pilcha que longe está de representar a típica, campeira e tradicional indumentária do Rio Grande do Sul; e com encilhas sem pelego grande, com selas, prataria e cordas de vaqueiros; nem é esse com chapéu dentro dos ambientes fechados e ao dançar, e com suas prendas de bombacha, uma pilcha tipicamente masculina, em ambientes dissociados da realização de provas campeiras. Portanto, ao “Crioulismo” do mercado de cavalos e ao “Nativismo” do mercado musical - ambos, não à toa, sem qualquer fronteira, apesar de se autorotularem de “nativos do Rio Grande” -, pode ser muito intere$$sante esse patrocinado e falacioso discurso de que a cultura do Pampa é uma só e que por isso há de haver uma “integração”, ou seja, uma fusão de culturas regionais, de tradições não idênticas de “gauchos” platinos, de origem espanhola, e gaúchos sul-brasileiros, de origem portuguesa-açoriana. Porém, o Tradicionalismo não tem – e não deveria estar tendo – tais fins lucrativos, pois seus Postulados Iniciais são aqueles contidos na sua Carta de Princípios, a desmentir a todos os exploradores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense e aos corruptores da autenticidade tradicional dos Gaúchos Brasileiros. Assim, integração no sentido de fusão, incorporação, é um engodo que mercados representantes dos interesses externos, como o “mercosur” e o “country-texa-sertanejo”, criminosamente difundem com um fim meramente comercial de vender a mesma “moda” urbana das calças com alças no cós ($ub$idiada$ pelo$ intere$$e$ texano$ que financiam a$ campanha$ eleitorai$ do$ "repre$entante$ político$" do Povo Sul-rio-grandense e Gaúcho Brasileiro!), as mesmas grifes coloridas e os mesmos apetrechos de encilha importados a todo o Cone Sul-américa. Contudo, a única integração que a Filosofia de Atuação Cultural do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro autoriza é a relacionada com a reunião salutar, familiar e hospitaleira entre as Entidades Culturais Tradicionalistas e os Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros; o que pode haver é o Intercâmbio Cultural, aonde cada povo mostra o que é seu, aplaudindo e respeitando o que é do outro, como acontece em qualquer Encontro Internacional de Culturas. Do contrário, o que haverá - tal qual acontece nos dias presentes - será apenas Corrupção Cultural e Corrupção Econômico-financeira, uma vez que tudo isso está sendo bancado com recursos públicos, com o dinheiro dos detentores da aviltada, modificada, deturpada Tradição Regional Gaúcha do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul, e não a preservação, a conservação da autenticidade da Cultura Gaúcha Sul-rio-grandense, oriunda do Pampa Sul-brasileiro. É fato que, em muitos casos, algumas Entidades Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras que se encontram sediadas por todo o país são mais fiéis aos Fins Culturais do MTG Brasileiro. Mas elas também estão a sofrer a ação de crioulistas não tradicionalistas, que exploram os seus espaços físicos, assumem suas patronagens e desvirtuam os objetivos do Tradicionalismo, alterando a autenticidade da Pilcha Gaúcha Oficial do RS, prevista em lei estadual e nas Diretrizes do MTG Brasileiro. Fora do Rio Grande também os CTGs, com a criminosa conivência de certos “tradicionali$ta$ de oca$ião”, são explorados pelo mercado musical e suas grifes importadas, como “rastras”, cintas urbanas, boinas coloridas, pilchas de cores pretas e de coloridos fortes, chapéus brancos chaparral, “country”, calças justas, botas à meia-canela, coletes texanos e lencitos estampados, virados, escondidos, folclóricos, exagerados por fora da gola da camisa, à meia-espalda, triangulares, no estilo "country'. Em muitas dessas Entidades Tradicionalistas estão os políticos locais, financiados em suas campanhas pelo poder econômico dos mercados crioulista e musical (“nativista”, sertanejo, circuito de “Rodeos”, etc.) arregimentando-as para as “suas” Associações “Tradicionalistas”, sob o manto dos recursos públicos e em prol dos seus politiqueiros e eleitoreiros interesses. Também em muitas delas lá estão as duplas sertanejas, as bandas dos tchês, que de tchês não têm nada (uma fraude!), as gineteadas comerciais importadas, com indumentárias não previstas nas Diretrizes do MTG Brasileiro, porque não nativas nem tradicionais do Rio Grande, as gineteadas em gado vacum, os narradores sertanejos, a impo$ição do mercado texa-barretano e seus modelos texanos de “Rodeo”, com palhaços, fut-boi, mesa da amargura, dança-do-cepo, foguetórios, desfiles, motos, oração à N. Senhora Aparecida, touradas, etc.; e, também, os Bailões do Lonão, da Cerveja, do Pega-cria, e tantas outras atrocidades culturais praticadas, por dinheiro, no meio tradicionalista gaúcho brasileiro. Mas se há corrompido é porque há o corruptor. Autoridades governamentais, da cultura, políticos, empresários, pseudostradicionalistas, comerciantes, mídia financiada pelos mercados musical, crioulista, “texa-country-sertanejo”, esses e outros todos são corruptos responsáveis pelo atual Assassinato da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul, pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro! Com as Saudações Tradicionalistas segue um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente colaborador do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
21/07/2010 19:02:02 José Itajaú OLeques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Mauro. Infelizmente teremos de, outra vez, nos alongar um pouco, para que outros visitantes também tenham uma noção mais aprofundada das questões levantadas por esse prezado colaborador. Para isso, por motivos de espaço, iremos dividir as respostas em duas partes: 1) em resposta, informamos-te que folcloristas como Paixão Côrtes e Barbosa Lessa, p. ex., viajaram pelo interior do Rio Grande do Sul pesquisando os fatos sociológicos, folclóricos, regionalistas, tradicionais, os contemporâneos e os mais antigos e já em desuso desde a Era da Bombacha (1870). Folclore nada mais é do que a cultura regional ampla de uma sociedade. Assim, há o Folclore Sul-rio-grandense (que muitos chamam de “gaúcho” sem o ser), que engloba tudo o que se refere ao Estado do Rio Grande do Sul, desde os regionalismos de origem campeira até os de origem citadina; e há o Folclore Gaúcho do Rio Grande do Sul, fundado no Pampa Sul-brasileiros, do qual deve se ocupar o MTG Brasileiro, porquanto oriundo do modo de vida dos antepassados pampeanos sul-rio-grandenses. As Danças Folclóricas “Gaúchas” que as Invernadas Artísticas apresentam com fim meramente informativo, demonstrativo, são, na verdade, mais sul-rio-grandenses do que propriamente gaúchas, vez que elas eram dançadas, no tempo dos antigos fandangos do Rio Grande do Sul, mais pelos que moravam nos núcleos urbanos e que se vestiam não com as indumentárias crioulas, regionais do Estado Sulino, mas conforme as modas da Europa. E nem eles dançavam com chiripá-saia ou chiripá-fralda, como falsamente informam tais Invernadas, pois esses eram trajes ou de trabalhadores sul-rio-grandenses de regiões alheias ao Pampa, ou que só eram vistos a partir dos atuais limites fronteiriços do Rio Grande com o Uruguai e a Argentina. As referidas danças foram levadas para o RS, na sua grande maioria, pelos europeus povoadores da região, em especial os portugueses e açorianos. Em algumas delas os peões dançavam utilizando-se de sapateados e as prendas de sarandeios, como nas danças Chimarrita-Balão, Tirana do Lenço, Tatu e Anu. Estas e muitas outras são de ser consideradas Danças “Folclóricas” do Rio Grande do Sul e não Tradicionais, como erroneamente são classificadas pelo MTG, porque muitas delas foram dançadas somente até meados do século XIX e outras até o final deste, nos bailes e festas da região. Portanto não devem ser elas consideramos como Danças Tradicionais do Rio Grande do Sul, pois foram tradicionais daquela época, não mais integrando a atual Tradição Gaúcha Brasileira, por não terem sido retransmitidas, de pais para filhos, até os nossos dias, pelos pampeanos do Rio Grande, como também não o foram as botas garrão-de-potro, as boleadeiras, o chiripá, o chapéu pança de burro, o lenço à meia-espalda e outros usos e costumes antigos, “folclóricos”, sul-rio-grandenses, igualmente não tradicionais porque não mais pertencentes à atual Tradição dos Gaúchos Campeiros do RS. Tanto os trajes daquela época mais antiga, anterior à Era da Bombacha (1870 até os nossos dias), como aquelas Danças “Folclóricas” Gaúchas Sul-rio-grandenses, são hoje apresentados – apenas durante um breve espaço de tempo - como uma forma de preservação, de se evitar o esquecimento daquele antigo modo de dançar e de vestir dos tempos dos antigos fandangos. Dessa forma, o MTG erra quando orienta seus filiados ao uso das Pilchas Uniformizadas, com modelos e cores únicas, e erra também ao permitir que suas Invernadas Artísticas de “Danças Gaúchas Sul-rio-grandenses” deixem de priorizar a atual Pilcha Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, para ostentar, especialmente a públicos que nada conhecem a respeito da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Brasileira, indumentárias antigas e não mais tradicionais do Estado Sulino; ou para dançarem misturando todos os tipos de pilchas, “folclóricas” e tradicionais, antigas e atuais, mais desinformando as assistências - nacionais e estrangeiras -, do que as orientando corretamente quanto aos reais usos e costumes da atual Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. São Danças Folclóricas Gaúchas do Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, as conhecidas Pezinho, Chimarrita, Caranguejo, Cana-Verde, Maçanico, Quero-Mana, Rilo, Polca-de-Relação (e não “Meia-Canha” sem canha, como quer o MTG), Rancheira de Carreirinha, Pau-de-Fita, Balaio, Chula, Tatu com Volta-no-Meio e Pericom. Os Bailes de CTGs que se vê por aí não são Bailes Tradicionalistas, ou próprios do Tradicionalismo, ou da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, mas Bailões Comerciais aonde o fim cultural não lucrativo do MTG há muito que fora substituído pelos fins econômico-financeiros das bilheterias, aliados aos interesses político-eleitoreiros,os quais a tudo permitem e a nada orientam, em prol do voto futuro. (cont...)
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18/07/2010 14:59:49 Mauro - Campos Neutrais / RS - Brasil
Seu José Itajaú Oleques Teixeira, muito obrigado pelos esclarecimentos, porém ao ler sua explicação surgiu algumas dúvidas e venho aqui te pedir para me esclarecer. 1) Paixão Cortes foi um marco na tradição gaucha, certo? Mas eu não consigo entender de onde surgiram aquelas músicas dançadas nas invernadas, como por exemplo: tatu, pezinho, e outras tantas, me desculpe mas eu não consigo aceita-lás como verdaeiras músicas do floclore gaúcho!. 2) Sabendo que os CTG's foram criados para levar "a cultura tradicionalista gaúcha" forjada no campo para as pessoas que viviam nas cidades ou em lugares que não podiam cultivar isso, este centro de tradições apenas tenta imitar o que acontece no ambiente nativo do gaúcho ( o campo). Se é para cultuar as tradições, na história sempre teve bailes de campanha, quase o mesmo que acontece nos centros de tradições gaúchas, porém, nesta cultura não existia invernadas com danças coreográfadas com passos requintados, que na maior parte inibe quem dança de modo simples, ou seja de "modo gaúcho". 3) Sabendo que a cultura Sul-Riograndense foi forjada no pampa, o estereótipo do gaúcho cultuado nos CTG's foi consequencia deste estereótipo também, por que não haver uma integração das culturas do pampa? E por último, a muito tempo assisti um programa de telivisão que mostrava os Centros de Tradições Gaúchas fora do RS e cheguei a conclusão que lá pode se dizer que cultivam a verdadeira tradições, pois aqui no garrão da pátria faz muito tempo que a maioria se entregou ao modernismo. É muito triste chegar a essa conclusão mas a tradição gaúcha é mais cultuada fora do Estado do RIo Grande do Sul do que dentro dele. Por favor me desculpe se não fui claro em algumas questões, mas espero que o senhor possa lucidar essas perguntas. Forte abraço.
Sítio: *****
13/07/2010 16:30:21 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Mauro. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, esclarecemos a esse Vivente e aos nossos demais visitantes que: 1) todos os gaúchos (e não estamos falando daqueles que são só sul-rio-grandenses) deveriam também encilhar cavalos e desfilar bem garbosos no dia 20 de Setembro, Dia do Gaúcho Brasileiro, em homenagem e memória aos Heróis Farrapos, nos termos da Lei Estadual/RS Nr. 8.715, de 11 de outubro de 1988; 2) sabe-se que o fato de alguém morar pra fora, lidar com cavalos e gado não é o suficiente para que possa ser considerado um gaúcho brasileiro (vivente com o espírito dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense) nem Tradicionalista Gaúcho (aquele que presa muito os autênticos e regionais usos e costumes tradicionais dos gaúchos do RS); 3) a música verdadeiramente “nativista” sul-rio-grandense será Música Gaúcha Tradicional do Rio Grande do Sul quando possuir conteúdo moral, ritmo e compasso tradicionais do Estado do Rio Grande do Sul, não do Uruguai, da Argentina ou outro país; se algum desses requisitos faltar, ela será tão-somente Música Comercial “Nativista” e não deverá ser executada no âmbito do MTG Brasileiro, por contrariar a autenticidade do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul; 4) se no CTG não há Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, talvez seja porque neles se encontrem apenas exploradores comerciais dessa Entidade Cultural; ou somente “Tradicionalistas de Ocasião”, que se utilizam de uma Entidade Tradicionalista como meio de vida; e se os que ali se encontram não sabem nada a respeito das lidas campeiras, esse fato é apenas mais uma prova de que ali a Filosofia de Atuação do MTG Brasileiro está sendo negligenciada em prol de interesses meramente exploratórios, como o das bilheterias, dos contratos com empresas musicais não tradicionalistas e seus eventuais percentuai$, dos comércio$ de cavalo$ e muitos outro$; 5) o próprio vocábulo bombacha significa “calça larga”, como sempre foi, por Tradição, a peça típica e tradicional do gaúcho pampeiro sul-rio-grandense; 6) a boina da grife “crioulista”, colorida, desbeiçada, oriunda da Cataluña e de outras plagas, não faz parte da antiga Tradição dos Gaúchos do Rio Grande; 7) um gaúcho pode não ser um Tradicionalista Gaúcho, seja porque desconhece a verdadeira Tradição Gaúcha Sul-brasileira seja porque sobrepõe o seu gosto pessoal, os seus modismos, baseados nas grifes das capas de discos, ao Bem Público Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, pertencente ao Estado Sulino, aos sul-rio-grandenses, aos gaúchos e Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, e a todo o Povo Brasileiro; 8) se aqueles que se encontram no interior de um Centro de Tradições Gaúchas – do Pampa Sul-brasileiro – não sabem nada de Tradição dos Campeiros do Rio Grande, então é porque há muito que ali não há a prática da necessária, imprescindível, Educação Tradicionalista; 9) muitos daqueles que tosam ovelhas, quebram queixos de cavalos, sangram bichos e vacinam gado não são nem gaúchos nem Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, mas meros sul-rio-grandenses, brasileiros, uruguaios, argentinos ou texanos; 10) muitos dos que dançam nas Invernadas Artísticas de CTGs ou que praticam provas nas Invernadas Campeiras (não essas comerciais paleteadas, esbarradas e outras importadas do Texas, com seus montes de feno...), muitos deles são gaúchos de espírito, por identificarem-se com os usos e os costumes dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense; porém, o mero fato de lá estarem não os torna, automaticamente, Tradicionalistas Gaúchos, especialmente se ostentarem a Pilcha Gaúcha de Honra e Oficial do RS - instituída pela lei estadual Nr. 8.813, de 10 de janeiro de 1989, assim considerada somente quando com autenticidade e elegância reproduzir a sobriedade da nossa indumentária histórica, conforme os ditames e as diretrizes traçadas pelo MTG -, apenas na hora das suas apresentações, para em seguida as prendas desfilarem de bombachas e outras peças não tradicionais das Mulheres Tradicionalistas Gaúchas, e peões ostentarem, em ambientes que são tradicionalistas, bermudas, bonés, boinas coloridas, chapéus branco chaparral, camisas e camisetas pretas e de cores fortes, berrantes, calças justas, botas meia-canela, “rastras” platinas, cintas, coletes, lenços estampados, virados (bem à moda estilista-decorador!), tudo baseado nos usos e nos costumes ou de texanos ou de platinos, mas não nos autênticos usos e costumes da Tradição Regional do Rio Grande do Sul, e por isso mesmo não previstos nas Diretrizes apontadas pela referida legislação estadual; 11) quem não respeita a Pilcha Gaúcha Oficial do Rio Grande do Sul está a desrespeitar tanto a legislação do Estado como as Diretrizes do MTG/RS, para o uso da Indumentária Gaúcha Típica e autêntica da Tradição Pampeira Sul-brasileira; 12) quem é “crioulista” é porque geralmente pertence ao Movimento Comercialista, de cavalos, modas e grifes; quem é “nativista” é porque geralmente pertence ao Movimento Comercialista musical; quem é “tchesista”, geralmente é porque apóia e nutre empresas com fins unicamente financeiros; quem é só sul-rio-grandense ou "gaúcho" é porque não tem qualquer compromisso com o culto, o zelo, a defesa, a valorização, a preservação e a adequada divulgação, para o mundo, das genuínas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil; 13) porém, quem é ou se diz um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro há de honrar as verdadeiras Tradições Regionais dos Gaúchos Interioranos do Pampa Sul-brasileiro, sem jamais afrouxar o garrão para os motivos meramente comerciais de segmentos ligados aos mercados “mercosur”, “country-texa-barretano” e outros, todos eles indevidamente patrocinados com os recursos públicos, com o patrimônio do povo sul-rio-grandense e brasileiro; 14) se assim agir, além de um verdadeiro gaúcho brasileiro o Vivente será, também, um legítimo Tradicionalista Gaúcho! Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebra-costelas a esse prezado colaborador do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
02/07/2010 21:39:33 Mauro - Campos Neutrais / RS - Brasil
mas não a Música Tradicional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil. Me desculpem, mas se isso for gaúcho, de longe eu sou apenas um morador da campanha do Rio Grande do Sul. Sei que "gauchinhos" muy metidos a gauchões encilham cavalos dia 20 de setembro e saem bem garbosos. Mas aqui onde moro, se anda a cavalo todo dia, volta e meia se embuçala um potro, quebra o queixo de outro, depois da um galope e ainda por cima treina mete uma corda, e no final de tudo se escuta uma musica nativista BEM GAÚCHA como Marenco e tantos outros. CTG não tem tradição, apenas uns urbanos tentando imitar vivires da campanha, se querem tanto manter a tradição aprendam o que se faz no campo primeiro. Não uso bombacha larga e so uso boina, e se isso não me faz gaucho de ctg como voces, ´pouco me importa, porque sei que amanha vo ta fazendo coisas nornal da minha vida aqui, que voces em um ctg não sabem nem como fazer. Um dia que eu ver um gaucho do CTG tosando uma ovelha, quebrando o quexo de um cavalo, sangrando algum bixo, vacinando um gado, talvez eu passe a respeitar quem participa dessa instituição. Até lá vou ficar vendo gauchinhos dançar com lencinhos em invernadas e sempre vou saber que ISSO NÃO É GAÚCHO!
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05/06/2009 20:41:11 eris - curitiba / PR - Brasil
Olá, chê! Moçada, pra mim é um prazer por demais compartilhar com vocês, na defesa do puro e simples, o tradicionalismo; ou seja, o homem do campo, sem frescura ou arranjos das .... "novedades" que existem por aí; que estão inventando e com isso saindo fora da nossa tradição. Sou campeão de gaita ponto e pianada, aqui da Primeira Região, do Sul do Paraná, e defendo as nossas tradições. Um abraço a todos, e continuem assim. Não tá morto quem peleia, chê!
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05/06/2009 18:48:22 silvano cirino - matinhos / PR - Brasil
Olá, galera, td bem? gostei muito do site! Gostraia de encontrar uma casa de pilchas. Abraços!
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