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Grupo Rodeio:
Nasceu um Bugio

 

31/07/2009 00:27:46
O PORQUÊ DA MORTE DOS BUGIOS DO RIO GRANDE!
 
Os bugios do Rio Grande merecem a proteção,
em nome do meio ambiente e da nossa antiga Tradição!
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O Bugio - ritmo musical gaúcho sul-rio-grandense - deve ser preservado e respeitado por todos os grupos, artistas e músicos, especialmente no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. O bugio bicho, diante dos desrespeitos à Lei Ambiental Brasileira, há muito que morre no Rio Grande e em outras regiões do Brasil. Reservas legais desmatadas, assoreamento de rios, riachos, sangas, e a poluição da água, são algumas das consequências desses e de outros crimes ambientais. Quanto ao ritmo gauchesco nativo do Rio Grande do Sul, o Bugio, este, então, há muito que já fora decretada a sua extinção. E o multinacional mercado musical continua a subjugar artistas e músicos - alguns deles gaúchos e outros tão-somente sul-rio-grandenses -, impingindo-lhes seus modismos sem fronteiras e tolhendo-os a liberdade de usar a típica, tradicional e oficial Pilcha Gaúcha de Honra do Rio Grande do Sul e de executar a autêntica Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense. As intervenções nos antigos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, decorrentes dos interesses meramente comerciais, como esses das gravadoras e seus artistas, não são se hoje; eles vêm desde antes de Teixeirinha, Gildo de Freitas e outros, todos eles obrigados, em determinados momentos de suas respectivas carreiras artísticas, a usarem o chapéu country, as fatiotas e as camisas pretas, vermelhas e de outros coloridos fortes, com o fim de levarem seus produtos ao Estado de São Paulo, ao resto do Brasil e ao além fronteiras. Mas as implicações comerciais promovidas no ritmo musical do Bugio Sul-rio-grandense começaram, mais efetivamente, a partir da década de 1980, quando o mesmo ainda era dançado somente na marcação 2 por 1. Mas logo surgiu aquele merchandising veiculado em um festejado programa televisivo dominical, em que um conjunto tradicional gaúcho, hoje uma Banda Nacional a executar também músicas country-sertanejas e o batidão da Tchê Music, alardeou aos quatro ventos que o Bugio era dançado de forma a lembrar o jeito de andar do macaco. Por razões meramente de mercado, reforçada estava a marcação 2 por 2 na dança desse ritmo musical gauchesco crioulo do Estado Garrão-sul do Brasil. Entretanto, se porventura alguém, algum dia e em algum lugar, resolveu dançar o Bugio de forma a imitar a maneira de andar do bicho, esse fato longe está de ser considerado como da Tradição dos Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro; e não é tradição porque o mesmo não fora retransmitido, de pais para filhos, de forma espontânea e contínua, por todo o Povo Gaúcho Pampeiro do Rio Grande do Sul, até os dias atuais. Portanto, dançar o Bugio imitando o jeito de andar dos bichos macacos pode até servir para o merchandiging comercial de empresas com fins meramente lucrativos, mas jamais poderá ser considerado como um aspecto cultural da antiga Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. Dos dançarinos espera-se que o compasso musical do Bugio seja seguido, respeitado. Por consequência, tanto faz dançá-lo na marcação 2 por 2 ou 2 por 1, a exemplo da vanera e do vanerão. Porém, todos devem saber que não há qualquer vinculação entre a forma de dançar o referido ritmo gaúcho nativo sul-rio-grandense e o suposto jeito de andar dos bugios, pois, desde sempre, dança-se conforme a música, e não conforme o andar dos bugios. Mas esse tipo de exploração mercadista continuou, de forma mais crítica, ainda, na tentativa do completo banimento do Bugio do meio artístico e tradicionalista gaúcho brasileiro. O mercado musical sem fronteirasmercosur-crioulista e country-texa-sertanejo – passou a utilizar-se de estratégias muito eficazes; afinal, o Bugio não vende nos países platenses nem no universo country-caipirano. Algumas composições, aparentemente inofensivas, passaram a ter como alvo a extinção, em especial, desse ritmo que é o mais representativo da Cultura Musical Gaúcha Sul-brasileira. Foi com esse propósito que as gravações de inúmeros Bugios passaram, inicialmente, a conceber o primata do Pago Sul-brasileiro como um bicho à toa, ladrão, índio vadio e cachaceiro, que saía do mato para entrar de carancho, dançar de esporas e pelear nos bailes de sociedade, quase sempre sendo preso ou corrido pelo atiço da cachorrada, como aquele que foi ao rio e não voltou, indo a um baile de candeeiro, onde deu rolo de facão; e o Bugio por lá ficou, certamente morto! Passaram, então, a desvirtuar seu ritmo, inventando, por exemplo, a Bugieira, uma mistura musical em que os casais de namorados, tapados de querendeira, sarandeavam, bem cinchados, entre o Bugio e a Vaneira. E o assassinato do ritmo essencialmente gaúcho sul-rio-grandense continuou em inúmeras outras composições, patrocinadas pelo referido mercado musical sem quaisquer fronteiras e, também, sem quaisquer escrúpulos. Chegaram a mandar o Bugio deitar o toso do Fandango, com a justificativa de que ele ficava muito mais bonito na copa dos pinheiros, possivelmente para morrer em paz, junto ao outro e também já condenado bicho do mato; e com o falso argumento de mais bugio no mato, o que pediam, na verdade, era menos Bugio no salão. E vieram, a seguir, as danças do ritmo que criavam um Bugio diferente, mais aproximado do xaxado nordestino, para balançar a nossa gente. E com elas surgiu o Bugio Maxixeiro, um Bugio irreverente de se dançar lá no Bailão, com batucada baiana, compasso da tchê music e interpretações melosas, urbanas e desvinculadas da antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. No rastro das intenções do mercado, apareceram as gingas de Bugio, que reclamavam que o ritmo dos Bugios Gaúchos Sul-rio-grandenses atrapalhavam o namoro, acolherado com a percanta – que no vocabulário gauchesco é mulher de vida fácil – pra dançar bem justinho na bombacha e bem cinchado no Bugio. Aí o alerta já era bem mais contundente, antevendo ao público que a coisa iria ficar preta com a invenção do Bugio de Proveta e a sua iminente chegada nos Fandangos Gaúchos; um bugio tri-legal, com o qual os da campanha iriam se dar mal; um Bugio Rockeiro, de brinco e beiço pintado. Pelo menos, os promotores de toda essa deturpação ameaçavam, naquela época, passar a xerenga no bicho, acaso o mesmo virasse gay; hoje, ao que tudo indica, pelo que se tem visto no meio musical gaúcho, essa proposta, não sem razão, parece que há muito já se encontra também morta e supultada, em defesa da causa própria de muitos deles. Enfim, os motivos do aumento das mortes dos bugios bichos, que nem a febre amarela transmitem para o Homem, já são do conhecimento público. Mas é o porquê da verdadeira motivação desse crime de lesa-cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, é o real objetivo dos assassinatos desse ritmo genuinamente gaúcho do Estado Sulino, o Bugio, que deve ser mais bem esclarecido ao Povo Gaúcho Brasileiro. Afinal, o Bugio do Rio Grande não vende na Argentina, no Uruguai ou em São Paulo; afinal, aos mercadistas mais rentável é trocar o Bugio pelo Xote Nordestino do universo dos mui cultos e educados universitários! O Bugio do Rio Grande é apenas mais uma vítima da Nova Ordem Mundial, que levou nossos principais Conjuntos Gaúchos para os EUA e os corrompeu com seus dólares; que implantou e patrocinou os Movimentos Comerciais Nativista e Crioulista, suas grifes e seus importados estilos. É somente com esse conhecimento, portanto, que os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros poderão reagir e efetivamente cultuar, zelar, preservar, corretamente divulgar e retransmitir para as novas e futuras gerações as autênticas, as antigas Tradições Regionais e o verdadeiro Patrimônio Musical Gaúcho Sul-rio-grandense, constituído também pelo ritmo do Bugio, essa Herança Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha, Nativa e Crioula do Estado do Rio Grande do Sul, recebida do gaiteiro Neneca Gomes e ainda valorizada por alguns Grupos, Músicos e Artistas verdadeiramente Gaúchos Brasileiros!

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31/07/2013 09:14:50 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Ao Raimundo. de Sinop/MT, e a todos os prezados visitantes deste sítio tradicionalista gaúcho brasileiro esclarecemos que a seguinte composição "Seu bugio foi ao rio, foi ao rio e não voltou. Seu bugio foi num baile e o bugio por lá ficou. Era um baile de candeeiro que deu rolo de facão . No entrevero morreu gente e o bugio por lá ficou", citada na presente matéria, tem por título SEU BUGIO e foi gravada também pelo então Conjunto Gaúcho Os Farrapos. Um abraço a todos!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
06/05/2012 21:22:35 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Raimundo. O sítio Bombacha Larga agradece as tuas honrosas visitas e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, informamos-te que em virtude da perda de parte do material arquivado neste sítio estamos com certa dificuldade de encontrar o nome da referida música. Entretanto, continuaremos a procurá-la e assim que tivermos a informação a repassaremos a esse prezado Vivente. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebracostelas cinchado a esse prezado xiru!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
04/05/2012 10:40:49 RAIMUNDO - SINOP / MT - Brasil
VCS CITAM UM TRECHO DE UMA MÚSICA QUE EU GOSTARIA DE SABER O NOME: " seu bugio foi ao rio e não voltou... o Bugio por lá ficou". Se puder colocar o nome da música, agradeço.
Sítio: *****
Listados 3 Comentários!
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