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Walther Morais:
Rio Grande Bagual

 

04/09/2009 11:27:13
A CORROMPIDA CULTURA DE UM DIVIDIDO RIO GRANDE!
 
Tradição Gaúcha dos Antepassados Pampeanos do Rio Grande do Sul:
Patrimônio Cultural do Estado Sulino, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro!
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O Rio Grande do Sul deve apresentar sua antiga Tradição Regional de forma genuína e conservada, jamais deturpada, corrompida, explorada. É consenso geral que a cultura de um povo deve ser preservada e divulgada para o restante do mundo com a autenticidade regionalista-tradicional que a caracteriza. É dessa forma que ela poderá ser diferenciada em meio à diversidade cultural resultante do conjunto de patrimônios peculiares dos demais povos. É assim que uma Identidade Cultural Regionalista manterá sua autonomia e poderá informar às outras culturas a respeito de suas particularidades locais e históricas. No entanto, na prática nem sempre essa teórica constatação desenvolve-se da forma como deveria. É o que se pode observar, por exemplo, na Expointer do RS - Exposição Internacional de Animais. Considerado como a Maior Exposição Agropecuária da América Latina esse evento globalizado não mais se encontra adstrito aos produtos do Rio Grande do Sul. Seja financiada com recursos públicos, do povo do Estado, ou terceirizada para os grandes grupos econômicos, o que se pode verificar naquela Feira Internacional é que a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense não é adequadamente valorizada e corretamente exposta. As culturas comerciais e importadas dos comerciantes de cavalos, os crioulistas, e os modismos de outras culturas alienígenas é que vigoram nessa suposta Exposição do Rio Grande. Outro caso que se pode citar, de práticas dissociadas dos conceitos teóricos, refere-se à realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil. Como é cediço, em 2014 Porto Alegre será uma das capitais que sediará o evento. Por consequência, provavelmente com objetivos mais comerciais que propriamente culturais, determinados setores ligados ao MTG-RS já revelaram a sua preocupação com a forma de atendimento das Entidades Tradicionalistas aos turistas que visitarão aquela Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros. Infelizmente, no entanto, questões como essa ficam só nos fins turísticos, econômicos, financeiros, comerciais. Os visitantes de Porto Alegre, em 2014, tais como aqueles que terão a oportunidade de ver o Desfile Farroupilha naquela capital, em determinado momento poderão pensar que o Rio Grande do Sul é um dos países platinos, de origem espanhola; e em outro, que esse Estado Brasileiro tem a cultura regional do Texas, como há muito acontece com o Estado de São Paulo. Essa confusão dos turistas poderá aumentar ainda mais quando virem nas Entidades Tradicionalistas uma Pilcha Gaúcha oficial, típica e tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul – prevista nas Diretrizes Culturais do MTG e na legislação sul-rio-grandense (Lei RS n. 8.813/89) – misturada a outras indumentárias estranhas ao Estado Sul-brasileiro. Ao verem os Gaúchos do Rio Grande como genuínos gauchos uruguaios, argentinos, ou como sertanejos texanizados, uma dúvida cruel certamente que surgirá no raciocínio dos visitantes do Pago Sulino: afinal, qual é a verdadeira cultura regionalista-tradicional desta Terra Sul-brasileira? O que tipifica, verdadeiramente, a antiga Tradição deste Rio Grande do Sul do Brasil: as cores sóbrias e claras de seus trajes; o chapéu de cor escura, aba larga, copa baixa e tapeado na testa; o vestido de prenda das antigas mulheres do séc. XIX; a guaiaca; a bombacha de largura compatível com seu nome e a História da Terra Sul-rio-grandense; a música regionalista-tradicional gaúcha que o conjunto tipicamente pilchado tocou no Centro de Tradições Gaúchas; as práticas campeiras tradicionais, antigas, verdadeiramente crioulas do Estado? Ou as camisas pretas, vermelhas e de cores fortes; os lenços estampados, pretos, finos, pequenos, virados, escondidos, folclóricos, exagerados, triangulares, por fora da gola da camisa, à meia-espalda; as calças justas com alças no cós; os chapéus chaparral, brancos, countries, de copa alta e aba frontal caída, na cabeça de "gaúchos" e até de "prendas", nos desfiles oficiais, dentro dos salões cobertos e até no ato de dançar; as boinas coloridas de outras plagas; as "rastras" platinas com florões, as "guaiacas porchetão freio de ouro", as cintas urbanas, os fivelões; as botas à meia-canela; as músicas sertanejas, os forrós, os xaxados, os batidões, as letras erotizadas de bandas despilchadas, mal pilchadas; as danças de pares colados, próprias dos Bailões Comerciais; o ambiente não familiar; os trajes sumários, indecentes; as prendas masculinizadas com calças justas em vez da oficial Pilcha Gaúcha Feminina de Honra do RS, o Vestido de Prenda, ou seja, a verdadeira vestimenta tradicional das mulheres pampeanas do Rio Grande do Sul do séc XIX; as provas comerciais trazidas do universo country-texano, a partir de 1993? Afinal, perguntamos nós: qual Rio Grande esteve sendo mostrado aos visitantes da Expointer, dos eventos de Porto Alegre e do interior do Estado? Qual a Tradição a ser apresentada aos turistas que chegarão à Cidade Porto dos Casais, em 2014? Um Rio Grande do Sul com a sua antiga, campeira, autêntica Tradição Regional, ou um Rio Grande vítima de outras culturas e dividido em dois: um crioulista-mercosurista-texano das modas importadas por comerciantes de cavalos e do Mercado Mercosur; e um outro sertanejo-country-texano do Mercado dos Rodeos de Barretos. Não há dúvida alguma de que o ideal, o culturalmente correto, seria que o Estado do Rio Grande do Sul, os Sul-rio-grandenses e os Gaúchos do Brasil mostrassem àqueles que hoje visitam e aos que no futuro visitarão a Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros, Porto Alegre, e também o interior do Estado Garrão-sul do Brasil, a integridade da sua verdadeira Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense; as autênticas, as antigas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, divulgadas para o mundo como um Patrimônio Sociológico-tradicional respeitado, valorizado e preservado por todos aqueles que o detém. De nossa parte, esperamos que um único Rio Grande do Sul seja apresentado a todos, nacionais e estrangeiros, em todos os eventos culturais gauchescos, com a sua antiga, regional e campeira Tradição: autêntica, genuínanão mercantilmente deturpada, integrada; nativanão globalizadamente corrompida; conservada, não comercialmente explorada!

 

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21/09/2009 12:03:00 Dieter Kempf - Cachoeirinha / RS - Brasil
As mesmas elites locais, entre as quais incluo a maioria dos "terratenientes" que, inclusive, vestem a bombacha e pensam estar "cultuando as tradições", são os primeiros defensores da hegemonia industrial, financeira e comercial de outros centros de poder (NY, SP, RJ, etc.). Por suposto, adotam, encampam e aplicam as doutrinas e os valores culturais, também importados destes centros... nem poderia ser diferente. A massa gaúcha nem frequenta as expointers, a não ser alguns anônimos empregados encarregados da higiene dos super-animais, motivo de orgulho do empresário rural, nosso "bom patrão", gauchesco na aparência, multinacional na alma. Mas se são eles que detêm a voz...
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