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Clóvis Frozza:
Façanhas por ideais de Farroupilhas Imortais,
letra de Albeni Carmo de Oliveira
e música de Francisco Carlos Fighera e Clóvis Frozza - Música-tema da Sem Farroupilha 2009

 

19/09/2009 00:21:14
A HOMENAGEM CÍVICA AOS FARRAPOS E OS IDEAIS MERCADISTAS!
 
As Diretrizes Tradicionalistas para o uso da Pilcha Gaúcha
Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul recomendam camisas sóbrias
com cores claras, amenas ou neutras, evitando-se as agressivas, contrastantes,
fortes, vivas, intensas, berrantes!!!
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A música-tema da Semana Farroupilha de 2009 foi Façanhas por ideais de Farroupilhas Imortais. Com letra de Albeni Carmo de Oliveira e música de Francisco Fighera e Clóvis Frozza, a composição foi a vencedora do concurso, disputando na fase final com outras nove concorrentes. A obra foi escolhida por uma Comissão Julgadora composta pelo presidente do IGTF e ex-presidente do MTG/RS Manoelito Savaris, pelo cantor Valdomiro Maicá, o repentista Volmir Martins e um representante da cidade de Santo Augusto-RS. Como acontece desde o ano de 2004, nas comemorações da Revolução Farroupilha de 2009 houve o Desfile Temático. O tema Os Farroupilhas e suas façanhas foi abordado em dez atos e apresentado no dia 19 de setembro, a partir das 20:00h. A Comissão responsável pela organização dos Festejos Farroupilhas na Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros, Porto Alegre, e no interior do Estado, é composta pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, pelo Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, pela Brigada Militar e pelas secretarias da Cultura, da Educação e do Turismo, Esporte e Lazer, embora a Lei Estadual do RS, Nr. 8.715, de 11 de outubro de 1988, faça previsão apenas à Secretaria da Educação do Estado. A referida lei, que oficializou a Semana Farroupilha no Rio Grande como um Evento Cívico a ser comemorado de 14 a 20 de setembro de cada ano, também determina que tais festejos sejam realizados em homenagem aos heróis farrapos, nos termos do seu art. 1º. No entanto, embora a música-tema esteja atendendo ao fim a que ela se destina, o tema geral do desfile de 2009 referiu-se a fatos e a personagens do Decênio Heróico do Rio Grande na forma de um relato histórico. Agumas homenagens diretas e outras indiretas estiveram a contemplar alguns dos Heróis Farrapos. De tudo o que se pode depreender desses Desfiles Temáticos é que desde o início deles os interesses turísticos estiveram a suplantar os fins culturais desse importante Evento Cívico do Povo Sul-rio-grandense. Na considerada a Maior Festa Popular do Rio Grande do Sul, a Comissão Organizadora da Semana Farroupilha de 2009 apresentou em 2009 mais uma novidade em Porto Alegre: a venda de camarotes, por intermédio de agências de viagens, ao preço de R$ 1.500,00; e ao lado deles 500 lugares em arquibancadas, ao valor de R$ 10,00 cada. O que se pode concluir dessas decisões é que a elitização não se configura apenas na instituição de uma segunda divisão na categoria de Danças Folclóricas Gaúchas Sul-rio-grandenses, no ENART; que a carnavalização instituída na Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul, com os espetáculos dos desfiles e seus bonecos de gaúchos em meio a gaúchos de carne e osso, nitidamente decorre dos interesses meramente comerciais do setor de turismo; que após a distribuição dos chapéus brancos chaparral ao público, há alguns anos ocorrendo, e agora da promoção da Oração à Nossa Senhora Aparecida na programação campeira do evento, no estilo dos Rodeios Texanos de Barretos,  e da venda de camarotes e arquibancadas à assistência de um Evento Cívico-popular do Estado Sulino, só resta aos senhores organizadores da Semana Farroupilha de Porto Alegre nomear o local dos desfiles de Farroupódromo e contratar carnavalescos e estilistas para dar mais cor ao Espetáculo Farroupilha da Capital e de inúmeras outras cidades do Rio Grande do Sul, atendendo aos gostos dos turistas consumidores dessa onerosa prestação cultural, com calças justas, cintas urbanas, rastras platinas, guaicas porchetão Freio de Ouro, boinas importadas e chapéus claros, copa alta e desabados, botas à meia-canela, coletes texanos, lenços de pescoço estampados, pretos, por fora da gola da camisa, virados, triangulares, folclóricos não tradicionais, e o matiz vermelho, azulão, verdão, amarelãopreto, nas indumentárias gaúchas sul-rio-grandenses, em total contrariedade à legislação estadual e, portanto, às Diretrizes Culturais do MTG Brasileiro; em um flagrante ato de corrupção da autenticidade da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino, oriunda da antiga Tradição Regional dos Antepassados Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Infelizmente, dessa evidente e nociva mercantilização da Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense decorre a exploração comercial de um Evento Histórico e Cívico do Estado Garrão-sul do Brasil e de todos os Gaúchos Brasileiros. Contudo, relegados ou não, os aspectos da Identidade Cultural do Povo  Gaúcho Sul-brasileiro e os Heróis Farrapos continuarão, para sempre, imortais na História, na literatura nacional e na mente de todos os Gaúchos do Brasil, porquanto a autenticidade daqueles e os nomes e feitos destes últimos continuarão sendo preservados por muitos, pois são eles exemplos para toda a Humanidade!

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