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Os Tiranos:
Canto Aporreado, de Ângelo Marques,
Ricardo Marques e Lauro C. Simões

 

30/09/2009 22:24:04
INCOERÊNCIAS REGIONAIS E IMPROPRIEDADES TRADICIONALISTAS!
 
Nem as Diretrizes do MTG Brasileiro nem a Sociologia Regionalista-tradicional
Sul-rio-grandense sustentam o uso do chapéu pela Prenda Gaúcha Brasileira!
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A Tradição Gaúcha Brasileira é um Bem Público do Brasil e de todos os brasileiros. E um dos Fins Culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho é o de preservar esse Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. No entanto, o que há muito se constata é que os responsáveis por essa preservação mais interessados estão na exploração comercial das estruturas tradicionalistas que ocupam, do que propriamente Fazer Tradição dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil. Lenientes aos interesses comerciais; submissos aos interesses político-partidários e eleitoreiros; flexíveis aos ininterruptos intentos globalizados sem fronteiras de integração (fusão) da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense com outros e incompatíveis nichos de mercado, Órgãos e Entidades mais Comercialistas do que Tradicionalistas descomprometem-se, cada vez mais, com a Filosofia de Atuação Cultural do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro que integram, para atender aos interesses econômico-financeiros, pessoais, institucionais e, até, lamentavelmente, estatais. Alguns palcos de preservação da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro transformaram-se, indevidamente, em locais de exploração comercial e eleitoreira; o Tradicionalismo, em muitas das suas ações, transformado está em palco para os modismos comerciais dos mercados. O resultado dos desvios de finalidade tradicionalista são as atuais e criminosas liberalidades e as interesseiras e corruptas flexibilizações da Filosofia Tradicionalista contida na Carta de Princípios do MTG Brasileiro, que a todos, institucional, estatutária e moralmente, obriga a uma real e efetiva preservação dos antigos e regionais usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Estado Garrão-sul do Brasil. Como exemplo negativo desse descompasso existente entre o Fim Maior do Tradicionalismo e a prática revelada por suas Entidades Culturais filiadas pode-se citar a notícia que o nosso colaborador Ademir Canabarro trouxe na sua coluna publicada no sítio Coxixo Gaúcho, com o título Pilcha ou Traje Social?, na qual ele faz uma crítica construtiva à maleável e não tradicionalista liberação do uso de calças legging no interior de um Centro de Tradições Gaúchas de São Borja-RS. Fina e muito justa, essa peça do vestuário acaba por promover uma extrema valorização do corpo feminino, o que, decididamente, não condiz com qualquer ambiente que se diga verdadeiramente tradicionalista gaúcho. Não é por outro motivo que a indumentária tradicional da mulher gaúcha sul-rio-grandense, a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, o Vestido de Prenda, inclui uma bombachinha, cuja finalidade é justamente a de resguardar as pernas das tradicionalistas que cultuam a Tradição dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Com toda a razão, portanto, Ademir Canabarro. Os CTGs não se comparam aos clubes, às boates, aos bailões comerciais da cerveja, aonde as modas vendidas nas novelas globais são, compreensivelmente, desfiladas; nem a Entidade Tradicionalista tem por fim o lucro, a ponto de liberar trajes incompatíveis com uma antiga Tradição Gaúcha de origem campeira, regrada e fundada na moralidade e nos bons costumes, como é a dos interioranos do Pampa do Rio Grande do Sul. Infelizmente, no entanto, essas e outras inconveniências tradicionalistas proliferaram junto a outro grande número de incoerências regionalistas gaúchas sul-rio-grandenses e impropriedades tradicionalistas gaúchas brasileiras, nas atividades culturais desenvolvidas durante a Semana Farroupilha de 2009, no Estado do Rio Grande do Sul. Ginetes desfilando com camisas e camisetas pretas, vermelhas, azulão e outras cores fortes, contrastantes; uniformizados, como se fossem militares ou coisa que o valha (!?!); portando chapéus claros, chaparral, countries, desabados; bonés, boinas coloridas importadas, desbeiçadas; lenços texanos virados, pretos, estampados, por fora da gola da camisa, exagerados, triangulares, folclóricos, à meia-espalda; calças justas com alças no cós, com cintas urbanas, guaiacas porchetão freio de ouro e rastras platinas; apetrechos de encilha importados, coloridos, com cordas, selas em vez do lombilho gaúcho sul-rio-grandense (basto, serigote), sem pelegos ou com peleguitos curtos, e cincha no sovaco do cavalo; e prendas gaúchas travestidas de peão em Porto Alegre, Pelotas e em quase todas as cidades do Estado, uma imposição mercadista que afronta a legislação e a Pilcha Gaúcha Oficial do Rio Grande do Sul; guris de CTG laçando vaca-parada em praça pública com cordas texanas em vez do laço de couro trançado da Tradição do Rio Grande, em Frederico Westphalen; peões em Salões de CTGs portanto boinas e chapéus à cabeça, inclusive ao dançar, em profundo desrespeito aos verdadeiros usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil; Invernadas Artísticas com prendas de chapéue a liberação nos CTGs de trajes impróprios perante a Tradição Regional e os Fins Culturais Preservacionistas do MTG Brasileiro, mais apropriados aos interesses daqueles que sem qualquer comprometimento com a causa cultural que abraçaram, ou que fizeram crer que abraçariam, pensam mais nas arrecadações do que na missão cultural conservadorista, à qual estão vinculados. E não seria nenhum disparate afirmar-se, diante das suas notórias ações, que por detrás de toda essa criminosa deturpação, financiando interesses pessoais, comprando antigas consciências tradicionalistas e bancando as novas, brandas, subservientes, frouxas e interesseiras posturas de muitos gaúchos brasileiros - a grande maioria deles apenas sul-rio-grandenses e pseudostradicionalistas - estão os mercados musical, crioulista-mercosurista e texa-country-sertanejo. Pelo que se pode observar, é de supor-se que ao patrocinarem pretensões políticas em troca das famigeradas flexibilizações tradicionalistas, os referidos e sem fronteiras mercados corrompem, assim, Órgãos, Entidades e seus integrantes Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. E enquanto aqueles que detêm o dever institucional, estatutário e moral de proteger, zelar, defender, preservar e corretamente divulgar, para o mundo, a autenticidade das Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul estiverem suscetíveis a esses e outros supostos interesses estritamente comerciais e eleitoreiros, cada vez menos se terá preservado o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul; cada vez menos ver-se-ão prendas altivas portanto o Traje Típico e Oficial da Mulher Gaúcha Sul-rio-grandense, e gaúchos altaneiros, adequadamente vestidos à caráter, com a autêntica Pilcha Oficial e de Honra do Estado-berço da Tradição Gaúcha BrasileiraE cada vez mais se verá essa perniciosa Corrupção Cultural no âmbito do próprio MTG Brasileiro,  instituição cultural encarregada da proteção e da preservação de um Patrimônio Sociológico-tradicional de propriedade do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro, constituído pela antiga, centenária e campeira Tradição dos Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul!

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23/12/2009 09:58:25 Andrea Rodrigues - São Paulo / SP - Brasil
Perfeito, em todos os sentidos. Claro que muitos, seguramente, dirão que é abuso e injustificavél cobrar a conduta daqueles que frequentam o CTG, isso referindo-se à vestimenta. Mas, àquele que se dispõe a frequentar um devido lugar, cujas tradições e a divulgação da "cultura" são princípios e fundamento, também tem de estar disposto a enquadrar-se dentro do referido contexto, isso em qualquer situação, seja no CTG ou não. Particulamente, acho isso inapropriado e uma falta de respeito, não somente às pessoas que lá estão e lutam para que sejam mantidos os costumes, mas também à sua própria identidade cultural. Sim, de fato somos livres. Porém, respeito e bom senso cabem em qualquer situação e lugar.
Sítio: http://fronteiras.ning.com/
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