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Os Filhos do Rio Grande:
Ninguém mata esta vanera

 

12/03/2010 11:32:36
QUEM TEM MEDO DA PILCHA DOS CAMPEIROS DO RIO GRANDE?
 
Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro: respeito aos antigos e autênticos
usos e costumes tradicionais dos Antepassados
Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
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Os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros devem usar a autêntica Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, como forma de identificação cultural regionalista. Isso é o mínimo que se espera deles, já que devem ser os preservadores dos usos e costumes dos antigos gaúchos campeiros da região pampeira do Estado Sulino. Entretanto, não é o que se tem visto na maioria das Entidades Culturais filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. E essas incoerências gaúchas sul-rio-grandenses e impropriedades tradicionalistas ocorrem, inclusive, no próprio Rio Grande do Sul, o Estado-berço do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil. Está cada vez mais raro ver-se no Estado Sulino e nos seus ambientes tradicionalistas um chiru pilchado à preceito, conforme a antiga Tradição dos Interioranos Sul-rio-grandenses. E não raras vezes, dentro dos sagrados interiores dos Centros de Tradições Gaúchas, observa-se que o uso da nossa gloriosa e típica indumentária gaúcha sul-brasileira dá-se, apenas, e não em todos os casos, pelos membros das Patronagens. A grande maioria dos frequentadores dos CTGs preferem o traje social, em detrimento da oficial Pilcha Gaúcha Tradicional do Estado do Rio Grande do Sul. Mas, afinal, por que isso acontece? Seria por vergonha de envergarem a Pilcha dos Gaúchos Campeiros de seu Estado, ou por medo de serem chamados de grossos? E, pasmem, gauchada, isto se dá dentro do Estado Garrão-sul do Brasil; aquele mesmo que decretou uma guerra e a sustentou por dez anos, para manter os ideais de dignidade do Povo do Rio Grande do Sul. Hoje, se algum visitante resolver ver de perto a Tradição dos Campeiros do Rio Grande, o que ele irá encontrar é uma juventude vestida como puncks, roqueiros, rappers ou caubóis texanos, todos a imitar o modo de vestir e de viver de jovens norte-americanos; e, em geral, de personagens marginais retratados no cinema. E se encontrar algum chiru pilchado, será algum taura, já de avançada idade, que ainda teima em vestir a confortável bombacha, e que não dispensa nunca o lenço de pescoço nativo de seu Estado, para mostrar a Identidade Regionalista-tradicional de sua Terra. Os jovens, exceto aqueles que pertencem a uma determinada Invernada Artística de Danças Folclóricas Gaúchas Sul-rio-grandenses, quase ninguém mais usa a Pilcha Gaúcha nos Fandangos e Eventos Tradicionalistas! Contudo, os CTGs, DTGs, PTGs, CFTGs, ou qualquer outro nome que utilizem as entidades culturais, desde que filiadas ao MTG Brasileiro, estão subordinadas aos estatutos e à Filosofia do Tradicionalismo. Por isso, devem observar a Carta de Princípios e cumprir a Função Social do MTG Brasileiro, irradiando, preservando e difundindo a Tradição Gaúcha oriunda da região do Pampa Sul-rio-grandense - o Núcleo Formador desse Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul –, revelando a indumentária típica e, principalmente, o Jeito Gaúcho de Viver dos antigos gaúchos de antanho. Afinal, este é o principal motivo da existência dos Centros de Tradições  Gaúchas! Porém, perguntamos: este objetivo estaria sendo esquecido pelos atuais dirigentes do nosso Tradicionalismo? Pode-se dizer que sim, pois lá no Estado Garrão-sul do País são poucos os patrões que usam diariamente a Pilcha Gaúcha. A maioria usam-na somente no CTG; e, muitas vezes, só em eventos tradicionalistas. Mas o que mais assusta é que na região sul do Brasil - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul -, os bailes e jantares dançantes são, geralmente, embalados pelo som de ritmos como a vaneira e o xote gaúcho. E nos Bailões, aonde ronca uma gaita gaúcha - principalmente em Santa Catarina -, a grande maioria da juventude - mais de 80% - vai ao baile pilchada; e as moças, usando vestidos de prenda, com garbo e orgulho, e mui sestrosas, vão para o bailãoBailão, mesmo! -, este sem qualquer vínculo com o Tradicionalismo Gaúcho organizado! É claro que a maioria, principalmente dos homens, usa uma pilcha incorreta - bombachinhas argentinas tão justas quanto as leggings! Encontram-se eles pilchados à sua maneira. Mas aonde deveriam esses jovens espelharem-se? No Rio Grande do Sul, cujos bons exemplos faltam, principalmente, no seio dos CTGs? O que fazer para reverter esse quadro e finalmente ver-se os CTGs novamente cheios de gente bem pilchada, de acordo com as próprias Diretrizes Tradicionalistas? Em Santa Catarina, os Cursos de Danças Gaúchas de Salão, nos seus Bailes de Formatura, costumam usar a seguinte fórmula: chirus e prendas pilchados obtém um desconto de 20% no valor do ingresso. E isso tem dado bons frutos. Tal iniciativa também poderia dar resultado nos CTGs do Rio Grande do Sul, já que lá é bem mais provável que os viventes tenham uma pilcha dentro de seus guarda-roupas. E em alguns casos poderia o CTG manter trajes para aluguel, já que sempre há visitantes que desconhecem tanto o Tradicionalismo quanto a Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, mas que gostariam de, ao menos durante um Fandango, envergar a nossa gloriosa e tradicional indumentária gaúcha sul-brasileira. Afinal, se catarinenses e paranaenses ostentam, sem receio nem vergonha, essa típica vestimenta gaúcha sul-rio-grandense, será que os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros poderiam ter medo de usar a regional, tradicional e oficial Pilcha Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul? (do colaborador do BL e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil: Ademir Canabarro - um missioneiro!)

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01/05/2011 07:14:07 ronald benitez - shenzhen / China
Tradição é tradição, ou seja, tradição é a essência de costumes, os quais nos situam como determinados elementos de um todo; definem não só as véstias, mas um conjunto de bons costumes. Por isso os judeus e os chineses são fortes e chegaram aonde estão hoje. Concordo plenamente com o sr. Ademir Canabarro. É obrigação de todo o cidadão gaúcho zelar pelos bons costumes, de lutar contra a inversão de valores, que os yankes nos empurram goela-baixo. Pois é esaa inversão de valores que gera inúmeros problemas sociais em nosso país. Infelizmente, existe uma grande falta de tradicionalismo em nosso Brasil. Mas o Sul é forte em tradição. E devemos continuar nos esforçando e a cultivar o nosso Tradicionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense. Talvez, assim, um dia o resto do Brasil desperte e passe a cultivar os bons costumes. Abracos a todos! Ronald Benitez
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30/07/2010 19:20:24 João Lawrence Ortigosa - Presidente Prudente / SP - Brasil
Parabéns pela matéria, pois tradição é o maior tesouro de um povo. Aqui em São Paulo, na década de 20/30 do século que se foi, também se usava bombacha, inclusive com outros acessórios. Mas o que se vê hoje é a absoluta americanização dos usos e costumes. Ainda no dia de ontem conversava com um conhecido de origem nordestina, e me dizia ele que o seu desejo é adquirir um lenço e uma bombacha, no que lhe indiquei o caminho da Internet, dizendo-lhe que possuo pilcha completa, adquirida direto do Sul através da Internet, via Correios. Não desistam das vossas tradições. Que Deus lhes abençõe, sobremaneira!
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15/05/2010 00:41:04 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezado Amauri. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Em resposta, respondemos-te que a bombacha (calça larga) fora usada como farda na Guerra do Paraguai, especialmente nas tropas do Gen. Osorio. Após o término da referida guerra ela fora levada pelos soldados não só para o Rio Grande do Sul, mas para Santa Catarina, Paraná, o Nordeste Brasileiro e outras regiões de nosso país. Entretanto, fora nas estâncias do Rio Grande do Sul que um grande número de soldados sul-rio-grandenses, no retorno da guerra, passou a usá-la continuamente no serviço lá de fora, uma vez que, por sua largura, essa bombacha proporcionava grande liberdade de movimentos e destreza, a cavalo e a pé, em todas as lidas de campo. Assim, foi somente lá na região do Pampa do Rio Grande do Sul que a bombacha tornou-se tradição, sendo retransmitida, espontânea e continuamente, de pais para filhos, pelo tempo, até os dias atuais, o que não aconteceu nas outras regiões do Brasil. No Paraná, assim como em São Paulo, onde a peça também era usada (antes de os texanos imporem as suas calças justas e seu comercial estilo...), a bombacha chegou muitas vezes pela mão dos tropeiros de gado e de mulas do Rio Grande do Sul; e pelos tropeiros da região do Paraná e de São Paulo (os birivas), que iam até o Rio Grande buscar tropas e que passaram a assimilar algumas pilchas regionais dos gaúchos sul-rio-grandenses, levando também para o Estado Sulino alguns dos seus costumes, como o anel do lenço, o lenço com pontas para trás ou virado, por fora da gola da camisa, os chapéus chaparral, pela influência norte-americana, usos e costumes estes que chegaram lá no Rio Grande mais fortemente na região da Serra, mas que não fazem parte da Tradição Gaúcha Brasileira, esta toda formada pelos antepassados gaúchos da região do Pampa Sul-brasileiro. Além disso, muitos gaúchos foram subindo até Santa Catarina, Paraná, São Paulo, deitando ali suas tradições, dentre estas o uso da bombacha. E em se tratando de um Centro de Tradições Gaúchas – CTG – filiado ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado - MTG, toda a tradição ali cultuada deve ser, por determinação institucional, aquela forjada no Núcleo da Formação da Tradição Sul-rio-grandense, ou seja, a originada da região do Pampa do Rio Grande do Sul, nela incluída a bombacha (calça larga), os lenços de pescoço (passando pelo pescoço!) nas suas dimensões e cores regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses, a guaiaca (o cinturão com bolsas, que não se confunde com a moda freio de ouro e suas "guaiacas porchetão"), as camisas de cores claras, amenas, neutras, as botas russilhonas, altas, e o chapéu de copa baixa, tom escuro, tapeado na testa e com barbicacho de couro. E as calças "leggings", referidas na matéria acima, usadas nos Bailões Comerciais - mas não tradicionais - de hoje, e sem vínculo algum com o Tradicionalismo, não são bombachas, mas as calças das modas vendidas a consumidores não tradicionalistas. Nos CTGs do Tradicionalismo o uso das grifes “mercosur-crioulistas”, “comercial-nativistas”, “tchesista-urbanas, "country-texa-sertanejas", vendidas pelas “Bandas” do Mercado Musical, não é o uso adequado da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul (Lei RS Nr 8.813, de 20.01.89), a indumentária típica e tradicional a ser cultuada, zelada, honrada, valorizada, respeitada, retransmitida, preservada e corretamente divulgada nas Entidades Culturais filiadas ao MTG Brasileiro. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso cinchado quebracostelas a esse prezado Vivente colaborador do Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
14/05/2010 22:55:36 amaur ipatene junior - laranjeiras do sul / PR - Brasil
sim, e`verdade que nos paranaenses usamos bombachas em nossos bailoes mais nao e para imitar os gauchos sul-rio grandenses,pois em nossa historia a bombacha tambem faz parte e nao so a bombacha mais o lenco guaiaca,bota e outras pecas da emdumentaria .nunca ouvirao falar dos birivaspois e somos nos aqui.se nossa tradicao sul-brasileira e tao rica com musicas,costumes,pratos tipicos e nosso saboroso chimarrao deve tambem ao povo de sta catarina e parana tambem,nao imitamos ninguem mais mantemos uma caracteristica nossa tambem.faco parte de um ctg aqui laco,pialo e danco como um bom sulista que sou pois nao sou farrapo mais tenho ougulho em ser ¨pica-pau¨na revolucao de 1893.desde ja um quebra cosatela a todos os gauchos sul rio grandense que conhecen da historia de nossa regiao e aos que nao conhecem que se informen antes de chamar nossas bombachas largas de leggis argentinas ass:mauri patene um bombachudo do parana.
Sítio: *****
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