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Pedro Ortaça:
Companheira, de Pedro Ortaça
e Carlos Cardinal

 

03/06/2010 10:24:33
AS EXPLORAÇÕES DA ALMA E DAS TRADIÇÕES DA GAÚCHA QUERÊNCIA!
 
Tradição Gaúcha Brasileira: usos e costumes antigos dos Antepassados
Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
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Nos dias atuais, salvo algumas honrosas exceções, as integrantes das Entidades Culturais filiadas ao MTG Brasileiro não mais cultuam, zelam, defendem, preservam e corretamente divulgam os autênticos usos e costumes das antigas mulheres interioranas da região do Pampa Sul-rio-grandense. Dançarinas, logo após as apresentações, rapidamente retiram a indumentária tradicional das mulheres gaúchas do Rio Grande e voltam ao uso das suas calças justas – peças que só representariam a masculina bombacha da Tradição dos Gaúchos Campeiros Sul-rio-grandenses se respeitassem a centenária calça larga dos antepassados pampeanos do Rio Grande do Sul -, das calças leggins, bermudas, shorts e camisetas com motivos não regionais; dos chapéus chaparral, claros, das modas country-texa-sertanejas. Sem o espírito das antigas campeiras sulinas, sem a coerência regionalista-tradicional sul-rio-grandense e sem a consciência tradicionalista gaúcha brasileira, o que vemos são artistas, não Tradicionalistas. Mas, se tudo isso se revela incompatível com os Fins Culturais do MTG Brasileiro é de se perguntar, então: por que o próprio Tradicionalismo estaria a fomentar esses e outros desvios procedimentais, com alterações contrárias à sua própria Filosofia de Atuação Tradicionalista? A resposta é: porque alguns de seus órgãos, por meio de certos dirigentes, atendem aos apelos dos mercados indevidamente conveniados, fazendo, em vez de Tradição Regional do Rio Grande (retransmissão, de forma preservada, às novas e futuras gerações, dos autênticos usos e costumes dos antepassados gaúchos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense) e da Prática Tradicionalista, uma nociva e criminosa Corrupção Cultural dos fins do MTG Brasileiro e do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Naturalmente que esse marketing comercial não afeta só as mulheres gaúchas, mas as crianças, os adolescentes e os peões, especialmente aqueles que formação tradicionalista alguma tiveram nos seus Centros das Tradições Gaúchas dos Campeiros Antepassados do Pampa Sul-brasileiro. E se alguém, igualmente, perguntar: seriam as mulheres exploradas somente no MTG? A resposta é: logicamente que não! Os maus exemplos não estão restritos ao ambiente do Tradicionalismo! Personalidades governamentais das áreas da cultura e da política, folcloristas, operadores da mídia, e muitos outros, em prol dos interesses mercadistas sem qualquer fronteira cultural, todos influenciaram, influenciam e continuarão a influenciar, negativamente, a maneira tradicional de vestir e de cultuar, tanto de jovens como de adultospeões ou prendasdo MTG Brasileiro organizado. Tal como aconteceu com a indústria do fumo e suas propagandas fraudulentas a partir dos anos 20 do século passado, também hoje as Prendas Gaúchas são iludidas, enganadas pelos interesses de mercados como o musical, o mercosur-crioulista, o country-texa-sertanejo, o comercial-nativista, o thesista-urbano e suas grifes sem fronteiras tradicionais. Se nos tempos de antanho as propagandas persuasivas da indústria do tabaco faziam uso de ídolos do cinema, da música e do esporte, e artifícios fraudulentos eram associados ao glamour, ao charme, ao fascínio de fumar imposto pela moda junto a temas como família, guerra ou sucesso, visando convencer as mulheres de que o cigarro com sabor de menta fazia bem à garganta; se as artimanhas comerciais dessa exploração se utilizaram das pesquisas pseudocientíficas e do criminoso uso de profissionais da saúde, como dentistas, médicos e enfermeiros; se essa enganação toda ainda recomendava não ser o tabaco indicado para menores de seis anos de idade, é de se esperar que os mercados de hoje, com a aética conivência de alguns integrantes do Tradicionalismo, tentarão dissuadir as gaúchas brasileiras de que a bombacha - a calça larga masculina da Tradição dos Gaúchos Brasileiros - é a Pilcha Gaúcha Feminina do Rio Grande do Sul, prevista em lei estadual; que as indumentárias e as provas comerciais dos crioulistas do mercado de cavalos, importadas a partir de 1993 do universo texano, fazem parte da antiga e regional Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense; que os modismos urbanos que as bandas e os artistas gaúchos trazem nas capas de seus CDs e DVDs, por imposição contratual, são próprios da antiga e campeira Tradição dos Gaúchos do Rio Grande. Entretanto, esses mercados e seus patrocinados corruptos, diante da História e da farta bibliografia regional do Rio Grande do Sul, poderão enganar, por algum tempo, alguns incautos, mas não todos os sul-rio-grandenses e gaúchos brasileiros. Dessa forma, com o correto conhecimento regionalista-tradicional gaúcho sul-rio-grandense e a devida consciência tradicionalista gaúcha brasileira, a autenticidade das centenárias Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro não mais estará submetida a essa exploração comercial; e a mulher gaúcha, adequadamente pilchada com o seu vestido tradicional, continuará sendo a Flor Gaúcha e a Alma da Querência do nosso grande Rio Grande do Sul! 

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21/07/2010 11:56:46 Glauco D'Elia Branco - Sorocaba / SP - Brasil
Eu sou exemplo vivo desses impedimentos. Mesmo tendo sido um dos idealizadores do CTG Fronteira Aberta, de Sorocaba-SP, tive que me afastar, por várias vezes, devido aos desvios de conduta e do estatuto da entidade. Nas sextas-feiras, que era o nosso dia de praticar esportes de tradição gauchesca, como bocha, tava, cinco marias, etc., trocaram por sextaneja, com um monte de duplas sertanejas lá se apresentando. Bá! Aí não dá, tchê! Vamos nos mobilizar, para manter o CTG como foi criado. "Tradições" - o Secretário de Turismo do Rio Grande do Sul foi muito feliz no ano passado, quando em entrevista à imprensa, antes da Semana Farroupilha, respondeu uma pergunta de um repórter: - você não acha que o CTGs têm que se modernizar? Resposta: - Bem, desde que não altere o Tradiocionalismo, tudo bem! Até temos que discutir o que cabe ou não nos CTGs! Mas isto é outra história. Em 2008 estive em Porto Alegre, com um grupo grande de estrangeiros. Aí resolví levá-los à churrascaria do Parque da Harmonia. Bá, levei um baita susto! As prendas estavam só de Chiripá, e com as pernas de fora. E os peões bailarinos eram uma afronta à virilidade masculina gaúcha do Rio Grande; eram totalmente desmunhucados! Pô, tchê, fiquei desmoralizado; os gringos ficaram me cobrando e eu não sabia como sair daquela enrrascada...
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