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Xirú Missioneiro:
Destino de Estância

 

03/09/2010 00:24:27
EXPOINTER: UM RURALISMO SEM AS TRADIÇÕES DO RIO GRANDE!
 
Práticas comerciais e indumentárias importadas em 1993 não são
da antiga e regional Tradição dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul!
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A última tropa da Cultura Gauchesca Brasileira parece estar partindo, de vez, para o matadouro. E a estância, onde os gaúchos – e não se confunda estes com os sul-rio-grandenses! – a engordavam, há muito que já se encontra em fase adiantada de abandono. Contudo, se tradição é a transmissão preservada, de pais para filhos, dos antigos usos e costumes de um povo; se é a comunicação de notícias, composições literárias, doutrinas, memórias, recordações, ritos, idéias, com base nos valores morais e repassados, de geração em geração, pelo tempo, o Estado do Rio Grande do Sul deve – ou deveria - ser o campo fértil da criação regionalista-tradicional gaúcha sul-brasileira. No entanto, contrariando a antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, a Nova Ordem Mundial, sua globalização, seus mercados sem fronteiras e seus financiados governantes continuam - e pelo que se pode supor, todos em um só conluio - a patrocinar os interesses de mercadistaspolíticos com os recursos públicos, isto é, com o dinheiro do povo. O resultado disso é que sul-rio-grandenses, brasileiros e turistas estrangeiros são fraudados por notícias veiculadas na mídia, ou de forma direta, a respeito da Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários – EXPOINTER –, realizada entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro de 2010, por constatarem ali muito comércio mas nenhuma Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul. A feira, realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil - PEEAB, localizado no município de Esteio-RS, é promovida anualmente pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio do RS – SEAPPA. Na referida edição a EXPOINTER teve como seus co-promotores a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul - FARSUL, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAG, a Organização das Cooperativas do RS - OCERGS e a Prefeitura Municipal de Esteio. Essencialmente comercial e de âmbito internacional, sua Exposição de Animais teve a colaboração da Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares, da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos – ARCO, da Federação Brasileira das Associações de Criadores – FEBRAC e do Sindicato dos Leiloeiros do Rio Grande do Sul. Expositores como a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos – ABCCC, o Núcleo Gaúcho dos Criadores de Cavalos Árabes, o Núcleo Regional Sul de Criadores de Cavalo Appaloosa (norte-americano!), o Núcleo de Criadores de cavalo Mangalarga do RGS, a Associação dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador do RGS, a Associação Núcleo Sul de Cavalos Quarto de Milha e o XXVIII Concurso Freio de Ouro Prova Flávio e Roberto Bastos Tellechea, organizado pela ABCCC, cumpriram a finalidade do evento de expor e comercializar reprodutores das diferentes espécies de animais domésticos, bem como máquinas, produtos, equipamentos e implementos relacionados com a agropecuária. A EXPOINTER, embora sendo da responsabilidade do Estado do RS, como se pode verificar, não é um evento regional, mas internacional. Com provas equinas da raça norte-americana Paint Horse, concursos com cavalos das raças Morgan, Percheron, Lusitano, Crioulo do Chile, e provas de pastoreio com cães da raça Border Collie; o XVI Encontro de Jovens Crioulistas (leia-se comerciantes de cavalos crioulos de toda a Sul-América, sem pilchas gaúchas oficiais do Estado Sulino, previstas na legislação sul-rio-grandense, e com práticas campeiras não crioulas da antiga Tradição do Rio Grande do Sul!), apresentações de grupos da Tchê Music e de artistas do segmento comercial mercosurista-crioulista e comercial-nativista de outras bandas, com as modas de seus respectivos mercados internacionais, a Feira utilizou-se de argumentos como amigos do campo, pró-saúde, pró-trânsito seguro, pró-caminhos da "intergração", etc, e canta o Hino do Estado nos seus "desfiles". Porém, de temas Amigos da Antiga Tradição dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense e Pró-cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, nada! E não se diga que uma Invernada Artística poderia suprir essa necessidade de mostrar ao mundo a Cultura Popular do Estado, especialmente diante de uma Cultura Comercial imposta e suas indumentárias modistas, com calças no lugar das bombachas, cintas urbanas e rastras platinas no lugar da guaiaca sul-rio-grandense, lenços de pescoço nos estilos texano e platino, estampados, pretos, virados, escondidos, folclóricos, exagerados, por fora da gola da camisa, à meia-espalda, triangulares; boinas coloridas alienígenas e chapéus chaparral claros, no lugar do chapéu escuro, tapeado na testa e de copa baixa do gaúcho pampeiro do Sul do Brasil; camisas pretas e de coloridos fortes, em detrimento daquelas sóbrias, com cores amenas, neutras e claras dos interioranos sul-brasileiros que forjaram nossa Tradição Regional Gaúcha do Rio Grande do Sul; posturas e práticas campeiras importadas, como paleteadas, esbarradas, tudo isso sem qualquer base regional na verdadeira e antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul. Ou seja, culturas de toda a parte são vistas na EXPOINTER; mas de Cultura Regional Gaúcha, nativa e tradicional do Rio Grande, nada! E enquanto isso ocorre, ano após ano, a Constituição Brasileira, a Constituição Estadual do Estado Sulino, a Lei da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul – Lei Nr. 8.813, de 10 de janeiro de 1989 – são solenemente infringidas diante dessa indevida, por ilegal, Globalização Cultural em eventos vinculados também ao campo sul-rio-grandense, com a infeliz ausência da Tradição Gaúcha nele forjada. Não sem motivos é que tentam, com o apoio de alguns pseudostradicionalistas e Tradicionalista$ de Oca$ião, acabar com o MTG Brasileiro organizado, cuja Filosofia de Atuação não cede aos interesses políticos e mercadistas dos Usurpadores de um Bem Público chamado Tradição Gaúcha Brasileira. O que eles fazem nada mais é do que corromper o destino das Estâncias que invernam a antiga Tradição dos Gaúchos Pampeanos Sul-rio-grandenses, as quais são – ou deveriam ser – o Estado do Rio Grande do Sul, por meio de seus governantes e seus órgãos estatais, e o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, por meio de seus Centros de Tradições Gaúchas Sul-rio-grandenses e demais Entidades Tradicionalistas filiadas. O que se vê hoje, entretanto, são as cercas do Regionalismo Gaúcho Brasileiro caídas, atiradas ao chão; o galpão do MTG apodrecendo e desabando; os gaúchos globalizados charqueando a Cultura Regionalista-tradicional dos Sulistas do Brasil; e um Estado do Rio Grande do Sul entorpecido pela droga ilegal dessa Corrupção Globalizante. Por tudo isso, diante de todo esse lamentável estado de coisas, parafraseando Xirú Missioneiro, somos obrigados a objetar: como é triste ver partir a última tropa da Cultura Gaúcha Brasileira, suas Estâncias abandonadas e seus verdadeiros donos chorando esse criminoso descaso!

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