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Alma do Rio Grande, de
Márcio Paulo Paiano Nunes

 

22/09/2010 17:52:17
O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE E AS ILEGALIDADES PRATICADAS NO RS
 
A Pilcha Gaúcha Tradicional e Oficial do Rio Grande do Sul
é a indumentária antiga, comedida e simples
dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro!
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O que é, é! Se o Dia é do Gaúcho Brasileiro, não pode ser ele do vaqueiro texano, do sertanejo barretano ou do gaucho platino. Se é do Rio Grande, é do Brasil! Se é do Brasil, não é do Texas nem de Barretos nem do Pampa Uruguaio ou Argentino. Caso contrário, o que haverá não é identidade, mas contradição. Uma coisa ou é ou não é. Ou é Tradição Gaúcha do Pampa do Rio Grande do Sul, ou é tradição de outros povos e de outros lugares. Se há uma indumentária regionalista-tradicional gaúcha do Estado Sulino prevista em lei, nem esta é de outras plagas nem as indumentárias de outros são do Gaúcho Campeiro Sul-rio-grandense. É assim, também, no Direito. Não há direito contra direito! Nem que 2 ou 20 milhões de pessoas, mesmo que com as melhores intenções, venham a propor a quebra de princípios básicos constitucionais de um país que se diz democrático, estes deverão continuar vigorando acima das leis e das interpretações e a orientar legisladores e os aplicadores das normas jurídicas nacionais. A menos que condutas morais e profissionais passem, por questões de política – pessoal, partidária, governamental –, mediante interesses contrários à Ordem Jurídica Nacional, a macular tais princípios basilares do Direito. Nesse caso, a democracia estaria, visivelmente, caminhando a passos largos para a implantação de um regime totalitário. No Brasil, por exemplo, a lei é irretroativa, obrigatória, e não pode o cidadão alegar o seu desconhecimento, pois só dessa forma pode haver segurança jurídica. No Estado do Rio Grande do Sul, a Lei Nr. 8.813, de 10 de janeiro de 1989, oficializa como o Traje de Honra de Uso Preferencial no Estado, para ambos os sexos, a indumentária denominada Pilcha Gaúcha. Esta só poderá ser assim considerada se reproduzir, com autenticidade, elegância e sobriedade a indumentária histórica do Estado, em vigor desde 1870, conforme as previsões contidas nas Diretrizes Culturais Gauchescas do MTG do Rio Grande do Sul. A atual Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense, prevista nos regulamentos do referido MTG, poderá substituir o traje convencional (à rigor e outros) em todos os atos oficiais públicos ou privados realizados no Estado Sulino. Portanto, ao cidadão em geral, desvinculado do MTG Brasileiro, a ele está facultado o uso da Pilcha Gaúcha de Honra do RS. Porém, aos integrantes do MTG e aos órgãos governamentais do Rio Grande do Sul, na organização dos eventos cívicos e oficiais do Estado, os quais envolvam a Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, a referida legislação há de ser observada, sob pena de se estar praticando uma ilegalidade. Diante dessa previsão legal lícito não é que Centros de Tradições Gaúchas filiados ao MTG/RS venham a desfilar na Data Magna do Estado do RS - a Maior Festa Popular do Estado e o Dia do Gaúcho Brasileiro - com indumentárias não previstas nas Diretrizes para o Uso Tradicionalmente Correto da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense e longe de serem tidas como Tradicionais dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. O Regulamento do MTG/RS, por exemplo, honrando a antiga tradição dos comedidos interioranos do Pampa do Rio Grande do Sul, estabelece que a camisa tradicional do peão gaúcho do Estado deve apresentar-se sóbria e com cores claras, o que significa que seus coloridos devem ser amenos ou neutros. Portanto, as camisas, camisetas e os indevidos uniformes nas cores vermelha, preta, azul, verde, amarela, laranja, lilás, verde-limão e outras fortes, berrantes, contrastantes, não são tradicionais e, por isso, não pertencem à antiga Tradição dos Gaúchos do Rio Grande. Assim as calças justas com alças no cós e bolsos traseiros, as rastras platinas, as cintas urbanas e as guaicas crioulistas porchetão Freio de Ouroas botas à meia canela; os lenços de pescoço estampados, pretos, virados, diminutos, escondidos, folclóricos, exagerados, triangulares, por fora da gola da camisa, à meia-espalda; os chapéus countries, claros, chaparral, desabados nos olhos, de abas laterais viradas, copa alta, os coletes no estilo texano, destoantes da cor das bombachasnada disso está de acordo com a citada legislação do Estado Sulino, nada disso é da Tradição dos Gaúchos Campeiros do RS, pois nada disso fora retransmitido de pais para filhos, por todo o Povo Gaúcho Sul-rio-grandense, de forma espontânea e pelo tempo. Esses são modismos comerciais impostos pelos mercados que hoje assumiram o Tradicionalimo e preferências pessoais que não representam as peças legítimas da tradicional Pilcha Gaúcha de Honra dos Sul-rio-grandenses, a ser apresentada ao mundo no Dia Maior do Gaúcho Brasileiro. O que é, é! Se é o Dia do Gaúcho do Rio Grande do Sul, então a indumentária a ser levada para o Desfile Farroupilha deve ser a antiga, a regional, a verdadeira Pilcha da Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro!

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