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O Doce Amargo do Amor, de Leonardo

 

13/12/2010 06:58:02
A VERDADE DA VIDA DE UM GAÚCHO DO RIO GRANDE!
 
Jesus Cristo: o Mestre dos Mestres, o Grande Avatar!
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Tibúrcio, peão novo e afoito, achegou-se ao galpão mais cedo que de costume. Abichornado, foi logo pedindo ao caseiro: - tchê! Me dá um mate-amargo, antes que eu afogue as minhas penas numa garrafa de canha. Nicácio, estranhando o comportamento do índio, perguntou: - Mas o que foi que te aconteceu, chê? Levantou de ovo virado? Nada disso! A coisa é muito mais séria! A minha Lucrécia foi embora, me trocou por um lacaio da cidade. Antes mesmo que Nicácio dissesse alguma coisa, um hóspede do galpão aproximou-se, bateu amigavelmente no ombro de Tibúrcio e, palmeando uma cuia de chimarrão, perguntou-lhe: - aceitas um mate, vivente? O mocito, olhando-o de cima a baixo, respondeu: - mas é claro que aceito, tchê! Tô seco por um amargo! Abancou-se, em seguida, num cepo ao pé do fogo de chão, sorveu um longo gole e depois indagou: - tchê! Chegaste quando por estas bandas, que eu nunca te vi antes por aqui? O andante respondeu-lhe que estava só de passagem; que pedira pouso por uma noite, apenas, e que pela manhã já estaria novamente na estrada. Sentando-se ao lado do peão, instigou Tibúrcio a falar do problema que o estava atormentando. O relato do jovem peão revelou-lhe algumas de suas queixas. Uma delas era o fato de os seus companheiros o chamarem de corno e outros adjetivos do gênero. E, por conta disso, já havia pensado em ir embora, sem rumo, pelo motivo de sua ex-companheira ter se mostrado volúvel, sem que ele tivesse desconfiado. Porém, com muito tato, entre uma cuia e outra de chimarrão, o estranho foi explicando ao rude peão de estância que nem tudo era como ele imaginava ou como o faziam crer que fosse. Demonstrando sabedoria, o homem de barbas e cabelos longos foi fazendo ver ao peão que os seres humanos jamais deveriam agir como donos de uma outra pessoa. A natureza, com o propósito de manter a espécie, é que aproxima os viventes. Depois que ela atinge o seu fim, homem e mulher nem sempre se encontram preparados para enfrentar os desafios que surgem da administração da rotina e dos problemas advindos do término da fase inicial do amor cego e eterno, sem defeitos, sem contradições, e das armadilhas arquitetadas pelo especial e primordial fim de preservação da espécie humana. Disse, ainda, que não há bem que não se acabe nem mal que sempre dure. Mas que ele não se preocupasse demasiadamente com a sua honra, pois se alguém a perdeu, verdadeiramente, foi a sua ex-companheira; que a honra pessoal dele continuava intacta, imaculada, intangível. Após estes esclarecimentos, o jovem e renovado Tibúrcio foi levado pelo desejo de saber qual o nome daquele que caridosa e sabiamente o amparava em momento tão difícil de sua vida. A resposta que ouviu, antes de o homem de barbas e cabelos longos calçar o pé no estribo, montar o seu cavalo e voltar a cortar os campos do Pampa Sul-brasileiro, foi esta: - Meu nome é Salvador; eu sou o caminho, a verdade, e a vida!

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