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Joca Martins:
Estrela Guia, de Cândido Borges
e Diego Garcia

 

22/12/2010 03:50:02
VENCEREMOS A CORRUPÇÃO DAS TRADIÇÕES DO RIO GRANDE!?!
 
Corrupção é o ato ou o efeito de corromper; é decompor, putrefazer, depravar,
perverter, desmoralizar, falsificar, modificar, desnaturar, viciar, devassar,
seduzir, subornar.
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Quando o tema é corrupção, o cenário no Brasil é sombrio, nebuloso, obscuro. E enquanto alguns ou muitos se locupletam com esse crime, ao proprietário da res publica, o povo, pouco ou quase nada resta a fazer, já que o problema é cultural. Porém, ao cidadão cabe a fiscalização de seus representantes e a exigência de mais respeito àquilo que é seu, de seu Estado e de seu País. Um exemplo desse exercício de cidadania ocorreu em Brasília-DF, na manhã do dia 12 de dezembro de 2010. Em homenagem ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU, comemorado em todo o mundo na data de 9 de dezembro, inúmeras Organizações Não-Governamentais organizaram na Esplanada dos Ministérios a 1ª  Corrida Venceremos a Corrupção. É evidente que os mil e duzentos participantes daquele evento não esperam que a corrupção venha a ser erradicada em nosso país. Mas todos os esforços empreendidos para fomentar a sua redução se fazem necessários e urgentes. Especialmente após a divulgação da versão 2010 do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), pela ONG Transparência Internacional. Classificado em 45º lugar, num universo de 180 países, o Brasil obteve, numa escala de 0 a 10, a nota 3,7. O Chile, por exemplo, manteve uma média de 7,22 pontos nos últimos dez anos da pesquisa, continuando com um baixo grau de corrupção. Como as coisas andam, a política nada mais é que corrupção, já dizia o escritor irlandês Jonathan Swift. E se Mário Covas estivesse entre nós, talvez reiterasse, por oportuno, a sua antiga constatação de que a corrupção na administração pública agora é organizada, quase partidarizada. Uma barbaridade inaceitável. Mas não é só na política partidária, na administração pública, no campo estatal do turismo e da cultura que a corrupção brasileira mostra as suas afiadas garras. Também nas instituições civis sem fins lucrativos e responsáveis pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Entretanto, nas instâncias governamentais dos três poderes da República e nas instituições culturais do país a corrupção da Lei Maior, da legislação infraconstitucional e dos estatutos sociais, regulamentos e diretrizes procedimentais já não causa qualquer estranheza. O Barão de Montesquieu sabiamente afirmava que raramente começa a corrupção pelo povo. O mau exemplo dela vem de cima para baixo, da parte daqueles que legalmente deveriam agir com a constitucional e obrigatória probidade. Mas o que se lê, se escuta e se vê, no entanto, são mais e mais notícias de propinas, licitações fraudulentas, superfaturamento de preços, favorecimentos ilícitos, corrupção de finalidades culturais, desvirtuamentos de filosofias de atuação, enfim, maracutaias e fraudes de toda a ordem. De um lado os vorazes interesses de poder; do outro os insaciáveis fins mercadistas. O já citado Montesquieu não errou ao dizer que: a corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. E o ex-magistrado italiano Gherardo Colombo bem enfatizou que a sociedade consumista favorece a corrupção. Por qualquer vantagem permite-se desvios de conduta, escândalos, rombos e sangrias no âmbito do Patrimônio Público. O filósofo Douglas Odegard, na mesma linha, afirmou que a corrupção, em certo sentido, é produto da forma de vida de uma sociedade aquisitiva, onde domina o dinheiro e onde as pessoas são julgadas pelo que possuem e não pelo que são. Dessa forma, diante do Bem Público é o fim privado que prevalece, motivado por interesses de índole pessoal e patrocinado pelos objetivos de poder, de mercado ou econômico-financeiros. E assim vamos, há décadas, regredindo ou patinando no referido IPC, sem qualquer perspectiva de avanço no combate a essa marca brasileira registrada: a corrupção - geral, ampla, irrestrita. O economista Ladislau Dowbor bem alertava que a corrupção, a partir de certo nível, exige que todos sejam corruptos. Quem se recusa é alvo de pressões insustentáveis. É um processo de seleção negativo. O filósofo e político francês Louis Bonald acentuou que a pior das corrupções não é aquela que desafia as leis, mas a que se corrompe a ela própria. Naturalmente que não será uma corrida ou uma caminhada que modificará, de uma hora para outra, um povo que elege o quesito honestidade em 10º lugar nas pesquisas de opinião. Contudo, é preciso estimular, de alguma forma, a cidadania. O nosso Marquês de Maricá, com sua festejada jocosidade, já brincava ao dizer que um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto. E que a impunidade é segura quando a cumplicidade é geral. Este espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro há mais de cinco anos que iniciou a sua I Corrida Virtual Venceremos a Corrupção da Tradição Gaúcha do Rio Grande. E como os verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, este sítio não se limita a procurar a sua extraviada Tradição Regional na altura do seu chapéu, que não é e nunca será o importado dos mercados sem fronteiras. O seu olhar firmado está é lá em cima, na Estrela Guia que ilumina esse ofuscado panorama e orienta a nossa Recorrida Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira!

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