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Teixeirinha Filho e Teixeirinha:
Meu velho pai, de Teixeirinha

 

22/09/2005 11:09:57
AS NOSSAS HOMENAGENS PÓSTUMAS AO AMIGO SALATIEL DINIZ!
 
Salatiel Diniz, Bete, Dona Lóca e Itajaú: Dourados-MS, 1993!
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No dia 21 de setembro de 2005, recebemos uma triste notícia. Lá de Dourados-MS, o amigo Paulinho comunicou-nos, por telefone, o passamento de seu pai Salatiel Diniz. Um grande amigo e um grande tradicionalista, que aos 93 anos de idade partiu para a Querência do Céu deixando enorme saudade. Amigo dos quatro-costados, portador de fina educação e seguidor dos princípios morais do gaúcho, como, dentre outros, os da dignidade pessoal, da palavra empenhada, da convivência hospitaleira e de amor às Tradições dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sulverdadeiros mandamentos tradicionalistas. Para nós, além de um estimado amigo, um pai: atencioso, orientador, aconselhador. Um tradicionalista como o querido amigo Salatiel Diniz só poderia partir deste plano para a Querência Celeste na Data Maior do Gaúcho: 20 de setembro. Na certeza de que, pelo legado que deixou, com exemplos de vida e de práticas aos valores humanitários, entre aqueles que tiveram o privilégio de seu salutar convívio, partiu feliz, ciente de que a sua passagem por este mundo terreno não foi em vão; deixou frutos que serão regados por seus familiares e pelo seu vasto círculo de amizades. Resta-nos, diante da inevitável emoção que nos assola neste momento, apresentar à querida amiga Emília dos Santos DinizDona Lóca - e aos digníssimos familiares as nossas condolências e sentimentos pela perda da presença física do amigo Diniz. No entanto, consolados estamos por entender que o espírito iluminado de nosso querido "Seu Diniz" estará sempre, de alguma forma, presente na vida de todos nós, olhando e zelando pelo bem de todos. Daqui desta Terra estaremos orando ao Patrão Velho para que não falte um chimarrão bem cevado e uma boa sombra, como aquela existente em frente da sua ex-morada, para que o tradicionalista Diniz possa matear recitando uma das poesias que mais gostava de declamar, intitulada “Mateando”, do grande poeta gaúcho Jayme Caetano Braun. Salatiel Diniz assim brindava-nos, ao finalizar a declamação: “É por isso, meu patrício, que não mateio solito, embora o verde bendito seja pra mim mais do que vício; é o meu último municio que não dispenso e nem largo. E peço a Deus, sem embargo da chucreza do meu canto, que no céu me guarde um Santo, parceiro pro mate-amargo!”.  Relembraremos, sempre, as viagens para o Rio Grande do Sul, os churrascos em nossas casas e os bailes no CTG Querência do Sul, de Dourados-MS, na companhia dos amigos Diniz e Lóca; das nossas reuniões nos fundos da residência do casal, para os inúmeros carteados de canastra. Apesar da tristeza, que ora nos abate, não iremos parar as músicas do sítio, como um sinal de luto, pois temos a convicção de que o nosso amigo Diniz desejaria que elas permanecessem tocando, por gostar muito da nossa música regional gaúcha. Dessa forma, por tudo o que vivenciamos e aprendemos no convívio com o estimado amigo e tradicionalista Salatiel Diniz, queremos homenageá-lo com uma Pajada de nossa marca, por título QUANDO MORRE UM TRADICIONALISTA: “Quando morre um Tradicionalista ficam os seus ideais rebrotando, ainda mais, nas sementes que plantou. Subiu, mas não nos deixou sozinhos no Movimento; saberá bem o momento de retornar a seu chão, para, na luz de um fogão, iluminar a consciência dos filhos de sua Querência ao culto da Tradição! Quando morre um Tradicionalista fica o seu amor pela Terra na voz de um touro que berra, nas verdes coxilhas do Pampa; no piu da perdiz que levanta, no grito do quero-quero; e num relincho sincero de algum pingo corcel, que cumpriu o seu papel o sustentando nos bastos, troteando junto, nos pastos, a um cusco amigo, fiel! Quando morre um Tradicionalista ficam as suas emoções gravadas nos corações e na mente de seus pares, como luzes nos altares a venerar a estrada, a direção consagrada para quem tem devoção: valorizar seu rincão, elevar a sua “aldeia”, ter correndo nas veias o “Sangue da Tradição”! Quando morre um Tradicionalista leva consigo o conforto de mesmo depois de morto continuar na sua labuta, na velha e antiga luta que travou por toda a vida: trabalhar pela guarida de todo o bem contra o mal, com força descomunal, pois o futuro é dependente do que é feito no presente por nossa riqueza cultural! Quando morre um Tradicionalista segue, pilchado, num flete de luz; e o tranco “ao passo” traduz que foi cumprida a missão; uma cuia de chimarrão receberá na porteira, na recepção hospitaleira do Capataz da Querência. São Pedro, em reverência, alcançar-lhe-á um mate cevado com os “jujos do passado” de sua colenda existência! Quando morre um Tradicionalista sempre se perde bastante; sabe-se que nesse instante é menos um nesta Terra. Porém, a partida encerra outra verdade bendita: na Estância do Céu habita, agora, mais um quera que, se preciso, não espera para, nas mãos de um gaiteiro, voltar a um baile campeiro e reviver o que era!”. Amigo Diniz! Que tu sejas tão feliz no plano espiritual quanto fostes na tua existência terrena! E tenhas a certeza de que o Patrão Velho das Alturas já reservou, na Querência Celeste, um Santo Gaúcho parceiro para o teu mate-amargo! Do teu sempre amigo José Itajaú Oleques Teixeira.

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01/09/2008 16:14:41 vilmar rodrigues - sapiranga / RS - Brasil
Olá, amigos tradicionalistas do meu querido Mato Grosso! Eu sou do Grupo Alma Fronteira, de POA. Preciso encontrar o senhor Miltom Sousa de Oliveira ``Demiciano´´. Ele é músico do Grupo Raízes da Terra; preciso a informação do tel. ou endereço dele, ou algums nomes de grupos musiais, pra que eu possa me informar com eles. Ok?Meu fone é (51)99873494 ou (54)32229894, Gravadora Vertical ou Gmail. Obrigado!
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