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A evolução me entristece, de Baitaca

 

17/08/2011 08:48:08
OS FALSOS CTGs DE UM FALSO MTG!
 
Um Centro de Tradições Gaúchas do MTG Brasileiro
não é Entidade Comercial ou Eleitoreira nem seus Fandangos
são boates ou palco para os espetáculos mercadistas!
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A Identidade Cultural dos Gaúchos Brasileiros deve continuar sendo preservada pelos Centros de Tradições Gaúchas e demais Entidades Tradicionalistas filiadas ao Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil. Contudo, devido às alegadas dificuldades de administrar as finanças dessas Sociedades Tradicionalistas, em geral vota-se para patrão em algum sócio que tenha tido sucesso como administrador de uma empresa própria ou gerenciado com sucesso um comércio. Desta maneira acreditam que o CTG irá enxugar as finanças e sair do vermelho. Lembramos, no entanto, que um CTG não tem fim lucrativo, isto é, não fora criado com a intenção de buscar os pilas. Todo o patrão, em alguns casos, se vê apurado para pagar as contas no fim do mês. Porém, aqueles que têm nas veias a marca tradicionalista sabem que não podem buscar receitas vendendo o que é mais caro para suas Entidades Culturais: a autenticidade da Tradição dos Gaúchos do Rio Grande! Entretanto, não é isto o que acontece na maioria dos CTGs que estão capitaneados por pessoas que não conhecem nem entendem da nossa cultura gaúcha e do que é mais caro para o tradicionalista: a manutenção dos usos e costumes dos gaúchos sul-rio-grandenses de antanho. Pessoas como essas aceitam cargos no MTG por vaidade ou conveniência pessoal. E com ou sem conhecimento vão, pouco a pouco, dilapidando nossa cultura gauchesca a tal ponto que hoje muitos falsos CTGs não passam de Clubes Sociais, os quais só usam a sigla CTG, isto é, usam e abusam! Basta ver nas Bailantas promovidas por eles. Ali poucos são Tradicionalistas ou têm qualquer compromisso com o culto, a preservação e a adequada divulgação da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul. Em alguns CTGs, somente a Patronagem encontra-se pilchada! A gurizada das Invernadas Artísticas - considerada a vitrine do CTG - geralmente usam a autêntica Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense somente quando estão convocados para uma apresentação. Como se o CTG fosse um simples Clube Social, as mulheres ali vão com vestidos colados, saias curtas ou calças leggins, quando não estão com decotes exagerados, indumentárias estas pouco condizentes com eventos tradicionalistas de um Centro das Tradições dos Gaúchos do Interior do Rio Grande do Sul. E no palco, alguns conjuntos de figurões da Star Music, que outrora foram representantes da genuína Música Tradicional Gaúcha do Rio Grande, hoje só tocam o que agrada à juventude, com letras sem o menor decoro ou procedência campeira, misturando qualquer ritmo que faça um bom balanço. Tocam até músicas de boates, dentro de um CTG! Mas o patrão empresário e os integrantes da Patronagem, muitos deles ligados aos políticos locais, estão satisfeitos. Afinal, o salão está cheio, a guaiaca recheada e os futuros eleitores bem encaminhados. Mas a que preço? Um CTG não é uma empresa comercial nem um ente eleitoreiro! Portanto, a sua principal meta não é a caça aos pilas e aos votos, a qualquer custo. É preciso que um CTG tenha amor pela antiga, campeira e regional Tradição do RS e cumpra a sua finalidade de Guardião desse Patrimônio Gaúcho Sul-brasileiro. Aqui, em Santa Catarina, já se tornou normal CTGs venderem o rodeio para empresas alheias à Tradição do RS e ao Tradicionalismo, sem quaisquer responsabilidades com a preservação da  História e da Cultura Gaúcha Sul-rio-grandense. Essas empresas, especializadas em eventos, compram a festa e passam a inserir qualquer modalidade que venha a agradar o público e a resultar em lucro. Contratam expoentes da famigerada tchê music para tocarem o maxixe, tornando os Bailes dos Rodeios - aonde deveria haver um Fandango Campeiro - numa legítima Boate. Na parte campeira não exigem a Pilcha Gaúcha adequada aos competidores. Afinal, se alguém for barrado é menos uma in$crição! E o que dizer das touradas? O MTG/SC já liberou essa estranha modalidade nos Rodeios Crioulos da Tradição do Rio Grande? Ao que parece, sim, já que no sítio do próprio MTG é vista a divulgação de Rodeios Gaúchos aonde as touradas são permitidas.  Ou será que o presidente Tio Preto não está sabendo disso? E se a CBTG também não sabe desse fato, é só acessar o endereço eletrônico do MTG/SC ou procurar seus eventos no tal de Google. Desses bailes bagaceiras de Rodeios, não crioulos da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, lembro-me de um, durante um Rodeio em Itajaí, do CTG Independentes da Querência, na época capitaneado pelo patrão Luis, o qual, tomando as rédeas do beiçudo nas mãos, parou o baile de soco e acabou com o maxixe, mandando os malacaras que estavam no palco tomarem tento. Aliás, esse é um dos poucos CTGs que mantêm o Rodeio Crioulo com o respeito que a coisa merece: dentro do pátio da Entidade Tradicionalista, somente a música gaúcha! Quem não gostar, que vá procurar sua turma! Um CTG é um Palanque das Tradições dos Gaúchos Campeiros de antanho. Por isso, não deve ser administrado visando apenas os pilas. É preciso preservar a essência do Tradicionalismo e agregar os Tradicionalistas e afins. Naturalmente que não é possível agradar a todos. Então, os que quiserem ouvir outro tipo de música ou que não gostarem da bombacha ou do vestido de prenda, que esses evitem frequentar um CTG! Algumas bandas da tchê music alegam que o ritmo gaúcho precisa ter mais pegada, para poderem conquistar o resto do Brasil; e que por isso eles tocam hoje uma espécie de Gaúcho Universitário. Mas, então, por que não são eles convidados para tocar nas grandes festas no eixo Rio-São Paulo? E por que eles nunca foram convidados para tocar no carnaval da Bahia? Não vão lá porque os baianos são bairristas. E embora lancem todos os anos um ritmo novo, sempre convidam baianos para animarem suas festas. E por causa dessa miscelânea de ritmos, que os tchês executam, eles perderam a identidade. E além de não conquistarem o país, perderam os CTGs! Portanto, todos devem estar cientes, especialmente os integrantes e frequentadores do MTG Brasileiro, que é a Identidade Cultural Gauchesca Sul-rio-grandense que deve ser o principal motivo da existência de um CTG! (do colaborador do BL e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil: Ademir Canabarro – um Missioneiro!)

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05/09/2011 15:16:42 Alamir Longo - Quaraí / RS - Brasil
Parabéns, Sr. Ademir, pelo texto. Realmente é isso que está acontecendo. Têm grupos de mal intencionados que usam e abusam de siglas tradicionalistas para simplesmente ganharem dinheiro. Cambada de irresponsáveis jogando nossos valores no lixo. Estão tocando até forró em entidades tidas como "tradicionalistas". Se me permite, vou usar esse magnifico texto em palestras nas escolas em que fui convidado, com os devidos créditos, é claro. Um forte e pampeano abraço.
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18/08/2011 14:37:50 Luciano - Brasilia / DF - Brasil
Parabéns!
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