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Érlon Pérciles, de Érlon Pérciles e Duca Duarte:
Cantando nossas raízes

 

19/09/2011 13:25:55
CANTANDO NOSSAS RAÍZES SUL-RIO-GRANDENSES!
 
Fidelidade aos nossos usos e costumes gaúchos sul-rio-grandenses
autênticos, é um dever cultural e uma obrigação moral de todos os
Gaúchos Brasileiros!
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As nossas raízes gaúchas encontram-se em meio às raízes da formação do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul. Porém, as raízes gaúchas brasileiras são específicas do meio de vida dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense e não se confundem com as origens históricas de todo o povo sul-rio-grandense e de todo o Estado do Rio Grande do Sul. Sabemos que por questões de política comercial e eleitoreira tudo isso deve fundir-se em uma coisa só, resultando lucros e votos àqueles que continuam, ano a ano, distorcendo a História e a Formação verdadeiramente Gaúcha Sul-rio-grandense. É nesse contexto de deformação histórica que há muito se encontram as Músicas-tema da Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul. A canção selecionada em 2011, dentre as doze composições inscritas no concurso, foi Cantando nossas raízes. Com letra e música de Érlon Péricles e Duca Duarte, a sua escolha ficou a critério da Comissão Julgadora formada pelos integrantes do IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore – Terson Praxedes, Marco Araújo e Duca Godolfin. A milonga Cantando nossas raízes, diferentemente de alguns anos anteriores, encontra-se com ritmo e compasso compatível com a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. No que se refere à Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul, esta é promovida pelo Governo do Estado e coordenada pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, formada pela Secretaria da Cultura, IGTFSecretaria do Turismo (incluída pelo Dec. Nr. 36.158, de 30.08.1995), Brigada MilitarMovimento Tradicionalista GaúchoSecretaria do Esporte e do LazerFamurs – Federação de Municípios do Rio Grande do Sul, estas duas últimas sem previsão legal. A comemoração da Semana Farroupilha, de acordo com o Decreto Nr. 33.224, de 22.06.89, que regulamenta a Lei Nr. 8.715, de 11.10.88, estende-se a todo o RS. No interior do Estado, nos termos da referida legislação sul-rio-grandense, a organização da programação da Semana Farroupilha deve ser feita pelas Delegacias Regionais da Secretaria de Educação, Unidades da Brigada Militar e Coordenadorias do Movimento Tradicionalista Gaúcho, com o apoio da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, devendo as Prefeituras Municipais serem obrigatoriamente convidadas a participar do evento. Mas o que se tem visto em muitos municípios do interior é o total desrespeito à lei, uma vez que são os interesses político-eleitoreiros das administrações municipais que coordenam, decidem, organizam e executam a programação da Semana Farroupilha. O resultado é a sobreposição dos objetivos comerciais frente aos fins culturais, educativos, histórico-regionais. Com essa ilegalidade, quem dá o tom da Semana Farroupilha são os mercados patrocinadores das campanhas políticas de alguns mandatários municipais. Nessa seara político-comercial, também à Música-tema dos Festejos Farroupilhas de 2011 interessa induzir aos brasileiros que a região missioneira, seus jesuítas da Companhia de Jesus e os índios guaranis levados do Paraguai para aqueles terras de Espanha é que formaram o Povo do Rio Grande do Sul, e não o contrário, isto é, que o Povo do Rio Grande do Sul, através da conquista dos territórios espanhóis, é que formou a identidade sul-rio-grandense e as raízes sócio-culturais brasileiras daquelas populações, incorporadas ao Brasil somente em 1801. E ao público em geral, com a estratégica confusão entre os termos gaúcho e sul-rio-grandense, restam incoerências históricas e impropriedades tradicionais. O mercado crioulista, por exemplo, certamente que continuará a levar para as avenidas, como fez em 2010, suas calças justas, camisas pretas e de coloridos fortes, cintas urbanas, rastras platinas, guaiacas porchetão Freio de Ouro, coletes, chapéus claros desabados e boinas alienígenas, lencitos floreados e pretos por fora da gola da camisa, triangulares, virados, folclóricos não tradicionais, e paleteadas importadas a partir de 1993, como se tudo isso fizesse parte da antiga, campeira e regional Tradição dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul. No entanto, as nossas raízes sul-rio-grandenses, geograficamente amplas, não devem ser confundidas com as nossas raízes gauchescas provenientes do Pampa Sul-brasileiro. E as raízes tradicionais do Rio Grande do Sul não devem - ou não deveriam - contemplar importações mercadistas levadas para as temáticas paradas turísticas e para os Desfiles Farroupilhas, organizados por aqueles que afrontam a História e as previsões legais do Estado Garrão-sul do Brasil!

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