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Os Serranos:
Aos Domingos, de Gaspar Machado e Walther Morais

 

25/03/2012 08:26:56
SERTANEJO NÃO É A MARCA DO RIO GRANDE!
 
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Hoje eu levantei cedo e cevei o meu amargo e camperiei, sem embargo, sonidos na recorrida; num upa dei a saída e galopei na Internet, campeando de mete e mete as rádios mais conhecidas. (Acabei frenando o pingo, de sofrenão, e apeei. Então já desencilhei, pois não quero esse desmande; não quero ouvir o desande que há muito tempo eu vejo, pois sonido sertanejo não é a marca do Rio Grande!). Sorvendo um bom chimarrão fui pros lados do Alegrete, onde ainda há ginete bem gaúcho e de bombacha, onde também se racha bem no meio o alheio e o regional tá no freio e enfrenado bem se acha. Foi só bolear a perna e já cheguei lá na Nativa, onde ouvi versão ofensiva à Definição do Grito; saí bem ao tranquito e me bandeie pra Sentinela, para também ouvir nela um regional não gauchito. Saltei no lombo do pingo pra fugir do meu calvário, dei de rédas pra Rosário e esbarrei na Marajá. Sem demora encontrei lá o merchandising Aparecida. Mas nossa buena lida, com o Morais, tava por lá. Sem demora me toquei lá para a São Gabriel e logo ouvi o tropel do country Freio de Ouro; vi indo pro matadouro a nossa antiga tradição; de mango e rédea na mão, montei de novo no mouro. Dei uma volta lá na Serra e encontrei a Web Campeira e ouvi uma canseira lá na terra caxiense: um rio-grandense dueto sertanejista; e vi que perdi de vista o patrimônio gauchense. Saí chispado no lombo do meu parceiro cavalo, pra ouvir um outro esparro lá na Vozes do Porteira, que tocava bem faceira a Gaita-tchê dos Monarcas; já baixei o mango na marca e me toquei numa carreira. Acabei com os meus encontros lá em Getúlio Vargas, onde me foram amargas as ondas da Sideral. Gauchismo e coisa e tal e meta forró sertanejo; enojado, num lampejo, comecei a passar mal. Alcei a perna no estribo e dei de rumo pra Santiago e o som campeiro do Pago veio na orelha do pingo. Fui ouvindo os respingos de um tema tradicional, era a voz desse bagual Walter Morais: Aos Domingos. Dei uma outra volteada e acabei em Passo Fundo, onde ía para o mundo A Volta do Tropeiro Velho. Sempre que eu emparelho o Teixeirinha na Planalto, ouço-o ali cantando alto seu regional evangelho. Depois saí ao trote para as bandas de Pelotas, para ouvir umas lorotas lá na Pátria Gaúcha. Barbaridade, que-pucha! Mas que lenga-lenga braba; de gauchesca nada, só rio-grandense é bucha! No meu Rio Grande cinchado pela globalização se vê que a corrupção planta mais que saraquá, a manear e a explorar o gauchismo brasileiro pelo poder do dinheiro sem fronteira do jabá! (RECORRIDA, de José Itajaú Oleques Teixeira)

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