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Os Farrapos e Iedo Silva:
Garrão do Pampa

 

24/09/2005 16:07:05
OUTRAS LAMENTÁVEIS IMPROPRIEDADES TRADICIONAIS GAÚCHAS DO RS
 
Desfile Farroupilha de 2005, em Porto Alegre-RS:
no Dia Maior do Gaúcho Brasileiro, um chapéu de caubói
para o Povo do Estado do Rio Grande do Sul!?!
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O Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado tem a obrigação moral e o dever estatutário de preservar a antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Entretanto, no Brasil, a prática das obrigações, dos deveres, da missão maior, não é considerada comum na grande maioria dos segmentos sociais. Aqui, ao contrário de muitos países, tudo se resolve na base da politicagem e da propina. E é nessa seara que as impropriedades campeiam soltas e sem nenhum controle daqueles que possuem o dever de evitá-las e/ou corrigi-las. O resultado não poderia ser outro: desorganização, incompetência, negligências, confusão, incoerências, desnaturação, desastre. Mas na hora de angariar fundos para eventos culturais e de prestar contas da aplicação dos recursos públicos neles empregados, as organizações são, certamente, competentíssimas. O que podemos pensar, por exemplo, da imagem publicada acima? Uma doação da então e encomendada novela América? Uma gentil contribuição do Circuito Nacional de Rodeos? Resta-nos, apenas, uma certeza: chapéu típico da antiga Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul é que não é! Já o episódio acontecido em Pelotas, onde a Região Tradicionalista local tentou barrar do Desfile Farroupilha de 20 de Setembro de 2005 aqueles que não se encontravam adequadamente pilchados e com cavalos em bom estado, configura bem esse lamentável estado de coisas. A população rebelou-se em favor dos barrados. Primeiramente, é preciso salientar que a referida RT estava cumprindo o seu papel de órgão fiscalizador, função esta, por sinal, pouco exercida por aqueles que têm esse dever tradicionalista institucional. No entanto, nota-se que não houve um planejamento prévio, anterior, com a ampla divulgação dentre os candidatos ao Desfile das regras e das penalidades para aqueles que viessem a descumprir os requisitos mínimos exigidos para aquele evento cívico gauchesco sul-rio-grandense. Quanto à população, o seu posicionamento diante do fato é até compreensível, por não dispor a mesma de um mínimo de conhecimento das regras, dos regulamentos e da Filosofia de Atuação Cultural do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, como é bem próprio do povo brasileiro, infelizmente. Direitos, todos; deveres, nenhum! Saberia a população assistente do Dia 20 de Setembro de 2005, na cidade de Pelotas, se não ignorasse alguns aspectos da Cultura Regionalista-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, que a Prenda Gaúcha só poderia usar a bombacha (a calça larga, e não a calça justa que o mercado texa-crioulista lhes impõe com a infeliz conivência do MTG!) nas provas campeiras de rodeios, tudo em nome da preservação da feminilidade e da adequada divulgação da vestimenta representativa da verdadeira Pilcha Gaúcha das Antepassadas Mulheres Pampeanas Sul-rio-grandenses do séc XIX, na época da Era da Bombacha. Saberia o povo que defendeu os barrados no Desfile Farroupilha de 2005, na cidade de Pelotas, que é o Vestido de Prenda a indumentária feminina prevista na Lei Estadual N. 8.813, de 20.01.89, como Traje Oficial e de Honra da Mulher Gaúcha do Rio Grande do Sul; e que é a guaiaca o cinturão da antiga Tradição dos Gaúchos do Rio Grande, a ser usado nos Desfiles Farroupilhas; que toco de lenço no pescoço, estampado, virado, escondido, não faz parte da tradicional Pilcha Gaúcha do Rio Grande do Sul, assim como toco de pelego ou a ausência dele na encilha tradicional dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense; que a calça estreita não é a bombacha da Tradição Gaúcha do Estado, mas a peça do uso dos citadinos, dos urbanos cola-finas, de texanos ou de sertanejistas; que a encilha do cavalo tem de representar o arreamento tradicional, portanto antigo, dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul, e não o do Texas, da Austrália, da Argentina, do Uruguai ou o dos country-sertanejos de Barretos; que o chapéu claro, chaparral, copa alta, desabado, é do uso destes últimos - já texanos -, mas não dos Gaúchos do Sul do Brasil; que o cavalo tem de estar em bom estado, já que o evento deve mostrar, para o mundo, as autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense; que, portanto, todos devem - gaúchos, prendas, animais e apetrechos - ser apresentados no Desfile Farroupilha de maneira adequada, compatível e coerente com a genuína Cultura Regionalista-tradional, antiga, do Rio Grande do Sul. Assim, não fosse a ignorância, no bom sentido do termo, pois ignora quem não conhece, aquela parcela do público de Pelotas teria dado razão aos dirigentes do Movimento Tradicionalista Gaúcho local, por estarem estes apenas exercendo um dever estatutário: o de fiscalizar e defender a autenticidade das Antigas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Enfim, houve impropriedades e continuará havendo muitas. Cabe ao MTG-RS cumprir o seu dever institucional, o seu Fim Cultural Maior, e praticar a efetiva preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado no Pampa Sul-brasileiro, do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do RS, e da Filosofia Tradicionalista ditada em sua Carta de Princípios, ainda que os politiqueiros e os mercadistas tentem, com fins eleitoreiros e comerciais, inviabilizar, neutralizar ou corromper o seu mister cultural. Sabe-se que Política, desde Aristóteles, é algo inerente à condição do ser humano; e que a política partidária faz parte do proceso domocrático. Mas a politicagem, esta é nociva e, por isso mesmo, não deve estar presente nos atos dos senhores dirigentes tradicionalistas nem nas ações dos políticos representantes do povo brasileiro. Caso contrário, correremos o risco - e há muito que já o corremos - de trocarmos a nossa Identidade de Gaúchos Sul-brasileiros por aquela que é imposta pelos Exploradores da Cultura Regional Gauchesca Sul-rio-grandense a esse cobiçado e grande mercado sul-brasileiro. Os Cidadãos verdadeiramente Tradicionalistas devem defender esse Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. Agindo dessa forma, todos estão contribuindo para que as autênticas, as antigas Tradições Gaúchas Sul-rio-grandenses sejam eficazmente preservadas, defendidas e divulgadas por aqueles que detêm a obrigação moral e o dever estatutário de bem o fazê-lo, pois estas são práticas que devem ser efetivamente exercitadas, sob pena de se transformarem tais incumbências culturais em meras e abstratas previsões estatutárias, em letras mortas de esquecidos, desconhecidos, sonegados, desrespeitados, corrompidos preceitos filosóficos de um, por muitas vezes designado de ineficiente, inoperante ou conluiado Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado!

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14/07/2008 15:16:22 PALOMA - PIEDADE / SP - Brasil
EU ACHO QUE TEM QUE TER MAIS IMAGENS.
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24/09/2005 12:19:29 Gabriel Roos
Concordo plenamemte. Nós, de Sapucaia do Sul, lutamos pela tradição e pelos ideais do povo gaúcho. E sempre estaremos lutando. Conte com o nosso apoio!
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Listados 2 Comentários!
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