Usuário:
 
  Senha:
 
 

Pedro Ortaça:
Licença para um missioneiro, de Pedro Ortaça

 

16/04/2012 22:54:17
OS FESTIVAIS GAÚCHOS E OS MÚSICOS INTELECTUAIS!
 
A Música Regionalista-tradicional Gaúcha e Nativa do Rio Grande do Sul!
............................................................................

Desde há muito que nossos Festivais de Música Gaúcha do Rio Grande do Sul descambaram e perderam sua essência. Muitos daqueles que nasceram dentro de galpões de CTGs, para descobrirem novos cantores e compositores gaúchos, perderam o fundamento e também o ritmo musical gauchesco. E já são poucos os Festivais de Música realmente Gauchesca do RS. O que existe é muito festival nativista sem bandeira e sem a essência gaúcha sul-rio-grandense! São festivais sem qualquer comprometimento com o patrimônio dos antigos campeiros do Rio Grande do Sul. Tornou-se difícil encontrar nesses festivais gaúchos vaneiras, chotes, milongas, bugios, chamames, valsas ou rancheiras. O que mais se vê e se ouve são ritmos importados e a toada, talvez por esta precisar de uma rima mais fácil ou de nenhuma rima! E qualquer cantor pode interpretá-la, basta para isto ir espichando as palavras, assim como um lamento ou um gemido. Nada tenho contra a toada ou qualquer outro ritmo, apenas penso que este tipo de música não tem a marca do gauchismo sul-brasileiro. Os próprios festivais descobriram muitos talentos, os quais são hoje grandes e aplaudidos músicos. Eles foram desenvolvendo grandes habilidades com seus instrumentos musicais, por serem donos de muita técnica, mas sem o compromisso com a música campeira dos gaúchos do Rio Grande. Respeitando cada um desses viventes, acredito que eles são a corda que puxa esse desvirtuamento dos nossos festivais. Com suas melodias cheias de prespontos e de grande efeito instrumental, vão pouco a pouco matando a pureza dos festivais gaúchos. E como são grandes nomes, e os organizadores pensando nos pilas, se esquecem dos ritmos gauchescos e vão permitindo que suas músicas concorram sem a Identidade Gauchesca do Rio Grande. Os jurados, que nem sempre conhecem nossos ritmos, por se tratarem de grandes músicos, são condescendentes, se achicam e votam nesses viventes! Assim, os músicos intelectuais vão matando a nossa essência! E diante de tudo isso, temos grandes cantores que venceram festivais com música gaúcha, campeira, e que hoje se tornaram adeptos da toada melosa e enjoativa. Alguns alcançaram a fama cantando sucessos gaúchos autênticos. Porém, hoje se pode ouvir um CD inteiro desses viventes que parece que estamos ouvindo a mesma música. Os músicos intelectuais gaúchos raramente vestem a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, pois não querem ser identificados como gaúchos! E quando fazem de conta que a usam, é com uma calça justa que mal dá pra dobrar um joelho. E não raro usam tal peça com uma bata do tempo dos hippies! Os organizadores dos festivais gaúchos devem definir a identidade das músicas que competirão e escolher jurados comprometidos com a autenticidade musical regionalista-tradicional sul-rio-grandense. Ah! É claro que os músicos intelectuais são bem-vindos, desde que suas composições insiram-se no contexto regional, isto é, que tragam a identidade dos ritmos musicais do Rio Grande do Sul(do colaborador do BL e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil: Ademir Canabarro - um Missioneiro!)

............................................................................
 
 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
NENHUM COMENTÁRIO ATÉ O PRESENTE MOMENTO!
Untitled Document