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Mano Lima:
Minha Terra, de Mano Lima

 

15/08/2012 23:48:24
O GAÚCHO BRASILEIRO NÃO MORREU!
 
Nem a Nova Ordem Mundial e seus financiados mercadistas
nem os falsos tradicionalistas matarão o Gaúcho Campeiro do Sul do Brasil!
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O gaúcho brasileiro não é o gaucho argentino ou uruguaio, como querem aqueles que visam obter vantagens com essa inverdade. Acho bastante natural que os gaúchos que moram na fronteira com a Argentina ou o Uruguai usem, muitas vezes, boinas ou rastras, por causa da convivência fronteiriça. Mas esses dois objetos não são representativos da Pilcha, da indumentária tradicional dos gaúchos sul-brasileiros. E os gaúchos tradicionalistas sabem disso. Porém, vez por outra surge alguém com um discurso cisplatino, querendo fazer um caldo cultural e misturar tudo numa gamela só! Ficam afirmando que o gaúcho brasileiro não existe, ao mesmo tempo dizem que o gaúcho brasileiro é de procedência platina. Mas o que mais me admira é que alguns queras conhecidos como tradicionalistas, como defensores da Tradição do Rio Grande, imediatamente boleiam a perna para defender essas teses mercosuristasque não respeitam nem a Tradição Regional nem a Identidade Cultural do Rio Grande do Sul. Com o devido respeito, pergunto: e o gaúcho serrano, ele também deveria trajar-se como o gaucho argentino ou uruguaio? É claro que não! O gaúcho do Brasil tem outra procedência. Esses discursos se apegam contra as regras do MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, afirmando que exigir o uso das cores e do tamanho dos lenços de pescoço é errado. Será que para esses viventes qualquer pedaço de pano ou tira no pescoço, de qualquer tamanho ou cor, identifica um gaúcho sul-rio-grandense? E os tais lencinhos feitos com sobras de tecidos de cuecas? Isto faz parte da antiga tradição dos gaúchos do Rio Grande? As cores de nossos lenços tradicionais eu posso defender porque conheço a história! E será que as bombachas que os argentinos modernos usam - las bombachitas -, mais apertadas do que rato em guampa, fazem parte da indumentária tradicional do gaúcho sul-brasileiro? Te garanto que não. E nem da tradição gaucha argentina ou uruguaia elas são, pois por lá também estão os malacaras se infiltrando que nem caruncho, e tentando corroer a antiga tradição dos gauchos campeiros platinos. Até mesmo porque a palavra bombacha quer dizer calça larga, o que não se pode dizer das bombachitas que os mercados patrocinam, aqui e no além fronteiras. Para os que teimam em afirmar que somos todos da mesma gamela, que os gaúchos são iguais, novamente eu pergunto: - então, por que neste vasto continente somente nós falamos o idioma português? E com a resposta nasce a raiz do gaúcho brasileiro! Fomos colonizados por Portugal; os outros, pela Espanha! O reino de Portugal é que colonizou o Brasil, e não o reino de Castilla (Espanha), cujos integrantes, por essa razão, são chamados de castelhanos! Ou será que o povo português não tinha identidade cultural? Tinha e tem! E é essa a herança que corre nas veias dos gaúchos brasileiros. Posso até considerar os outros gauchos como irmãos, mas não nascemos no mesmo berço! E como afirmar que os gaúchos das três fronteiras são iguais, se fomos forjados na têmpera de batalhas diferentes? As pelejas em que o gaúcho brasileiro lutou, por certo, são diferentes das pelejas dos de lá. Então como dizer que temos a mesma têmpera, se fomos forjados em batalhas diversas? Trazemos nas veias a chama dos heróis do nosso passado, um passado que fez vingar a honra de nossa descendência. E é um dever de todo o gaúcho que realmente ama a Tradição dos Campeiros do Rio Grande levar esta bandeira por diante, sem nunca esquecer nosso passado e as nossas glórias. Os que querem bolear a perna e descambar para a miscigenação cultural podem fazê-lo, pois é o direito de qualquer vivente. Mas não venham me dizer que são tradicionalistas gaúchos, porque o Tradicionalismo não aceita modificações! Sou gaúcho brasileiro, descendo de Bento Gonçalves, Garibaldi, Neto e Canabarro, dentre outros que pelejaram para manter este chão. E garanto eu estou vivo e não pretendo esquecer minha descendência sul-rio-grandense! E para os que apenas se fingem de tradicionalistas, cito o cantor missioneiro Mano Lima: é que os homens mudaram, se acadelaram, e eu não os acompanhei! (do colaborador do BL e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil, Ademir Canabarro - um missioneiro!)

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