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Grupo Rodeio:
Escudos de um Taura

 

30/08/2005 21:27:21
AS VERDADEIRAS CAUSAS DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA!
 
Farroupilhas na revolução e Farrapos na guerra!
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Continuação das CAUSAS ECONÔMICAS - Outras causas econômicas importantíssimas foram o aboletamento e as requisições. No primeiro caso, um exército do Império, na guerra ou na paz, simplesmente se aboletava numa estância, sem qualquer concordância do dono e sem qualquer pagamento, carneando e churrasqueando “a la farta”. Isso era comum desde o começo. As requisições, essas eram feitas nas passagens das tropas imperiais, sem qualquer documento oficial que permitisse cobrança mais tarde. Os comandantes imperiais requisitavamad libitum” cavalos e bois para o sustento da tropa; e fosse o dono cobrar de quem? Os autores que pensavam ser autênticos marxistas - pobre Marx, que sonhou uma estrutura de Estado moderna, flexível, dinâmica e sempre atual e, sobretudo, justa e humana, e viu ditaduras genocidas e fascistas criarem em seu nome tiranias desumanas, duras e personalistas, que não sobreviveram ao século em que foram criadas! – falam sempre em rebelião de estancieiros. Claro que muitos homens notáveis do Rio Grande, ontem como hoje e sempre, são e serão fazendeiros, donos de terras e criadores de gado. Mas dizer que a Revolução Farroupilha foi feita por estancieiros ressentidos com a Corte é de um primarismo atroz. Certo, Bento Gonçalves da Silva era estancieiro também (dedicou muito mais tempo em sua vida à carreira militar que à criação de gado). David Canabarro era estancieiro, também. Antonio de Souza Neto, igualmente. Domingos José de Almeida e Gomes Jardim eram charqueadores, também, além de outras atividades. Mas que estância tinha o Padre Chagas? E Onofre Pires? E João Manoel de Lima e Silva? E Joaquim Teixeira Nunes? E Bernardo Pires? E José Mariano de Matos? E os italianos, como Zambeccari, Rosseti e Garibaldi? E o pelado Pedro Boticário, o furibumdo Marat Farroupilha? E o despilchado e falido Antonio Vicente da Fontoura? E quantos comandantes imperiais foram também estancieiros, como João da Silva Tavares? Por que eles não se “revoltarem” ao lado dos Farroupilhas...? (Nacos de História, Agenda Gaúcha 2005, de Dorotéo Fagundes)

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30/08/2012 10:44:30 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Republicação do comentário postado aos 30.08.2005: com o fim de melhor informar nossos prezados visitantes, a respeito da Revolução Farroupilha, ressaltamos que: 1) Farroupilhas não havia apenas no Rio Grande do Sul, pois essa era a denominação dos liberais exaltados, os quais desde 1831 já circulavam no Rio de Janeiro os jornais "Jurujuba dos Farroupilhas" e "Matraca dos Farroupilhas"; 2) que no mesmo período da Revolução Farroupilha eclodiram revoltas em todo o território brasileiro, com episódios liberais moderados (chimangos), restauradores (caramurus) e liberais exaltados (farroupilhas); 3) que apesar de independente o Brasil daquela época ainda sofria intensa influência dos portugueses, o que contrariava os interesses das diversas regiões brasileiras; 4) que na sua maioria os Farroupilhas do RS eram da elite econômica ligada à pecuária, ao contrário, por exemplo, da Cabanagem no Pará (1835-1840), onde negros, índios e mestiços revoltaram-se e tomaram o poder da então Província do Grão-Pará, tendo como causas a pobreza e o abandono da região pelo poder central; 5) que além das causas econômicas, que afetavam o comércio de charque, dentre todas havia a forte influência das ideias republicanas, especialmente da França, no momento em que se discutia a sociedade escravocrata vigente; portanto, aqueles que não eram ruralistas, pecuaristas, na Revolução Farroupilha, ou eram mercenários ou simpatizantes dos ideais republicanos; 6) e por Farrapos ficaram conhecidos os Farroupilhas do RS mais precisamente após a proclamação do República de Piratini, em setembro de 1836, quando a Revolução Farroupilha passa ao estágio de Guerra dos Farrapos, vez que assim passaram a ser chamados seus contingentes, diante da precariedade das vestes.
Sítio: http://www.bombachalarga.org
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