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Noel Guarany:
Fandango na Fronteira

 

25/10/2005 05:01:06
UM TIRO PELA CULATRA!
 
A defesa de bens juridicamente protegidos, como a própria vida,
a de familiares e a de terceiros
é um direito a ser garantido a todos os cidadãos brasileiros!
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A quem interessaria ver o povo brasileiro inteiramente prostrado aos pés dos bandidos de hoje e das ameaças, nunca descartadas, de eventuais sistemas autoritários do amanhã? O direito à vida é um Direito Natural que já nasce com o ser humano. É a vida o maior bem do Homem, cuja proteção cabe ao Estadoa terceiros e ao próprio cidadão, nos casos de perigo iminente. Com o resultado do Referendo realizado no Brasil em 2005, negando vigência ao disposto no art. 35 da Lei Nr 10.826, de 22.12.2003 (Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei), ganhou a cidadania brasileira e perderam os interesses dissimulados e atentatórios à soberania do povo brasileiro, oriundos da Nova Ordem Mundial. Sem autonomia para gerir interesses cruciais para o próprio país, a classe governante não escapa, muitas vezes, da fúria especulativa desses poderosos grupos econômicos internacionais. Como já disse um ex-Presidente da República, com o costado de Weber: "a ética na política é diferente!". No entanto, é de se enfatizar: "a ética na política, hoje, frente a um avassalador e globalizado poder econômico, é inexistente!". Será que esses interesses, diante do maior mercado da América do Sul, tentariam abocanhar a cobiçada fatia da segurança privada sem a conivência de setores estratégicos da sociedade brasileira? Alguns destes há muito que já deram o seu velado apoio ao desmonte do patrimônio nacional brasileiro. Contudo, desta vez o tiro saiu pela culatra! Em que pese as tentativas de condução do processo de decisão dos cidadãos eleitores - os principais atores nessa modalidade de democracia direta do Referendo -, no sentido de induzir-lhes o voto pela proibição da comercialização de armas e munições no país, obteve-se a expressiva votação no sentido contrário. E não obstante a utilização de expedientes pouco recomendáveis para um país cujo sistema se diz democrático, por parte de uma das redes de televisão que operam no Brasil, prevaleceu o direito à propriedade e à autodefesa do cidadão. Como os demais brasileiros, o povo sul-rio-grandense demonstrou, de forma expressiva, que não se deixa influenciar por argumentos falaciosos, tendenciosos, e propostas restritivas de seus direitos. Permitir que alguns privilegiados pudessem continuar a ter o direito de defender o seu bem maior, que é a vida, enquanto à imensa maioria do povo restaria tão-somente o direito ao inevitável silêncio fúnebre da paz eterna, seria um enorme absurdo e uma afronta ao princípio da igualdade. Felizmente, os brasileiros exerceram magnificamente a sua cidadania naquele momento histórico. Todos, por soberana vontade da maioria, continuarão a ter o direito de poder defender o seu pelego, a integridade física própria e de seus entes queridos, ou de qualquer outra pessoa necessitada, diante da ausência, da ineficiência, da inoperância do Estado, pois a vida, essa Dádiva Divina - embora as insistentes tentativas da sua relativização continuem partindo desse mesmo poder mundial - sempre foi, é e será o Maior Bem do Homem, um Direito Humano a ser defendido por todos: o Estado, os governos que representam o Povo Brasileiro e os Cidadãos que mantêm as estruturas governamentais e institucionais da República Federativa do Brasil, com seus esforços, seu trabalho e seus pesados tributos! Nota superveniente, de 25.10.2010: se a lei brasileira Nr. 10.826, de 22.12.2003, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Armas-SINARM, as condições para o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo e munição já estabelece os requisitos necessários e limitativos para a aquisição de armas de fogo e os crimes a que responderão aqueles que vierem a infringir seus dispositivos legais; se o Estado é incompetente na sua política pública de segurança e na proteção do cidadão, o qual se encontra a mercê dos delinquentes e de suas armas traficadas, sofisticadas, importadas, qual seria o real motivo do ressurgimento, cinco anos após o Referendo de 2005, da proposta estatal de um novo e total desarmamento da já há muito indefesa e desprotegida população brasileira? Qual seria o verdadeiro interesse em se deixar o povo brasileiro totalmente refém de bandidos bem armados e de eventuais e sempre possíveis políticas futuras e em nada comprometidas com o regime democrático? A quem interessaria ver o povo brasileiro inteiramente prostrado aos pés dos bandidos de hoje e das ameaças, nunca descartadas, de eventuais sistemas autoritários do amanhã? 

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