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Nossa vanera,
de Elizeu Vargas Capim

 

13/01/2007 11:15:39
O CADERNO DE ESTUDOS DO CTG MEU PAGO, DE SÃO PAULO!
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A Invernada Cultural do CTG Meu Pago, de São Paulo, com a organização de uma apostila tradicionalistas destinada ao estudo de seus candidatos aos diversos cargos internos, serve, também, para a implementação da necessária formação tradicionalista de todo o Quadro Social do CTG, servindo de exemplo às demais Entidades Tradicionalistas filiadas ao Movimento Tradicionalista organizado: ... Este “Caderno de Estudo”, assim nomeado devido ao seu emprego, é o resultado de pesquisa à livros, à sites da Internet e à editais de cume Cultural e Tradicionalista Gaúcho, tendo o intuito de fornecer material genérico englobando temas da Cultura Gaúcha a fim ajudar pais “das categorias de base (mirim e juvenil)” e os demais candidatos a prepararem-se para o Concurso de Prendas e Peões Tradicionalistas, Interno, do Centro de Tradições Gaúchas “Meu Pago”. Vale a pena lembrar aos candidatos que esta edição é referência, sendo necessário a busca de outras fontes de conhecimento afim de acrescentar conteúdo ao candidato. Piantavini, Alessandro ... OBSERVAÇÕES DO SÍTIO BOMBACHA LARGA: a iniciativa do CTG Meu Pago, de São Paulo, é muito importante para quem deseja estudar ou conhecer as peculiaridades da cultura regional gaúcha brasileira. Entretanto, contribuindo para o aperfeiçoamento desse relevante trabalho, estamos apontando algumas correções, as quais devem ser recebidas como críticas construtivas, consideradas como EQUÍVOCOS HISTÓRICO-CULTURAIS, a seguir expostas: 1) é de se observar, no Capítulo 5º - que trata do Tradicionalismo Gaúcho (página 20) que, em sendo o Movimento Tradicionalismo Gaúcho organizado uma instituição cultural com fins de preservar o núcleo da formação gaúcha no Estado do Rio Grande do Sul, a História desse Tradicionalismo deve ser abordada no âmbito desse movimento brasileiro; portanto, vinculá-la à fundação da associação uruguaia “La Criolla” não é correta, pois esta fora criada após o início do Movimento Tradicionalista Brasileiro e com o fim estrito de defender os valores culturais dos “gauchos” do Uruguai, não do Sul do Brasil; portanto, a citada associação pode ter sido o “primeiro marco do Tradicionalismo Gaúcho” Uruguaio, mas não um marco do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, do qual faz parte o CTG Meu Pago e todas as demais Entidades Tradicionalista Gaúchas filiadas ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado; é de se observar, ainda, que o trabalho desenvolvido pelo Patrono do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, João Cezimbra Jacques, fora desenvolvido em decorrência do seu grande sentimento nativista de amor pelo seu Pago Sulino Brasileiro, sua Terra Gaúcha Sul-brasileira, e não pelo simples fato de haver tomado conhecimento do trabalho de Elias Regules, no Uruguai; até porque muito antes da fundação da referida associação uruguaia, em 1894, já havia Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro em ação, como a Sociedade Sul-Riograndense, fundada em 1958, na cidade do Rio de Janeiro, por Antônio Pereira Coruja e outros intelectuais preocupados com a valorização e a preservação do folclore gaúcho sul-rio-grandense; e dentro do próprio Rio Grande do Sul, já em 1860 era fundado um outro embrião do Tradicionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense na figura do Partido Liberal Histórico, por Gaspar Silveira Martins, Pinheiro Machado, Osório e Félix da Cunha; e em 1868 também era criada, por um grupo de jovens estudantes, a Sociedades Partenon Literário, com a mesma preocupação de culto, preservação, defesa e transmissão pelo tempo das Tradições dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul; ali Apolinário Porto Alegre publicou o romance O Vaqueano, em 1872, semeando a semente da literatura regionalista sul-brasileira; ali Caldre e Fião – o Patriarca das Letras Gaúchas – destacou-se com as obras A Divina Pastora e O Corsário, nesta última abordando a Revolução Farroupilha; ali Bibliotecas foram organizadas, aulas e palestras ministradas, lendas gaúchas sul-rio-grandenses levantadas e registradas, comemorações de datas históricas promovidas e preconceitos contra a mulher gaúcha combatidos; portanto, antes do citado evento uruguaio de 1894 também Júlio de Castilhos, em 1887, já defendia, no Jornal A Federação, do Partido Republicano Sul-riograndense, a comemoração do Dia 20 de Setembro como o Dia do Gaúcho (referindo-se, naturalmente, ao gaúcho do Rio Grande do Sul); só depois de todas essas manifestação tradicionalistas é que vieram as fundações dos Grêmios Gaúchos, iniciado pelo fundação do Grêmio de Porto Alegre, em 1898; dessa forma, a História do Tradicionalismo Gaúcho, ao contrário do que informa o Caderno de Estudos do CTG Meu Pago, de São Paulo, não está vinculada ao fato de os primeiros gaúchos, uma vez na cidade, e devido o sentimento de saudade, terem procurado lá reviver a Tradição Campeira dos Sul-rio-grandenses; não; a História do Tradicionalimo Gaúcho começa com as iniciativas de gaúchos que, embora tivessem nascido ou se criado no campo, eram citadinos intelectuais conscientes do valor do patrimônio cultural-regional e da identidade cultural do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense e comprometidos com a preservação, proteção, defesa, conservação e culto das manifestações cultural-regionalistas dos gaúchos interioranos do Rio Grande do Sul; 2) é de se observar que, no Capítulo 6º, que trata da Cultura Gaúcha, esta é muito abrangente, abarcando a todas as manifestações dos sul-rio-grandenses, gaúchos ou não, tradicionalistas ou não; mas a Cultura Gaúcha que interessa ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é a Cultura Regional Gaúcha, com o sentido de caracterizar os aspectos culturais originários do modo de vida dos gaúchos campeiros, do interior, decorrentes das lidas com o gado, os cavalos, o campo; donde se conclui que a cultura urbana e seus modismos não fazem parte das Tradições dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande; não está incluída na Cultura Regional do Estado Garrão do Brasil; não significativa da Cultura Gaúcha Regionalista, Tradicionalista, mas de uma Cultura chamada de Gaúcha, mais como referência ao RS do que para significar alguma relação com as Tradições Campeiras do Estado; ou seja, tudo que é do RS faz parte da chamada Cultura “Gaúcha” (na maioria das vezes só sul-rio-grandense), o que não significa dizer que essa cultura será regionalista, gauchista, nativista ou tradicionalista; 3) as provas campeiras relacionadas com o chamado Freio de Ouro, trazidas nas páginas 49 e 50, não são provas do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, ou seja, não são provas previstas nos Regulamentos Campeiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho, pois são modalidades de um movimento comercial vinculado ao Cavalo Crioulo mas que, na verdade, estão a comercializar cavalos norte-americanos e outros, tais como Appaloosa e Paint Horse; essas provas dos chamados Crioulismos (Cavalo Crioulo) e Freio de Ouro não fazem parte da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul; pois paletiadas, esbarradas, só se justificam diante dos interesses comerciais de tais movimentos, não sendo uma representação da prática campeira dos Sulistas do Brasil; na página 53, com referência à encilha, o laço ou “sovel”, diga-se, por oportuno, que laço é a corda trançada, de tiras de couro cru, cujo comprimento vai de 8 a 18 braças (17 a 40m, aproximadamente), constituído de argola, ilhapa, corpo do laço e presilha; já o SOVÉU (não sovel) é um laço grosseiro, rústico, muito forte, feito com duas ou três tiras de couro, torcidas, utilizado para serviços rudes e caseiros. Assim, em colaboração com a Invernada Cultural do CTG Meu Pago, de São Paulo, julgamos necessárias tais observações, uma vez que muitos tradicionalistas estarão, via Internet, bebendo nessa fonte tradicionalista, o que, sem dúvida, deve se dar com a mais fidedigna coerência cultural-regional-tradicionalista possível. Com as ressalvas apontadas, parabenizamos a Invernada Cultural do CTG Meu Pago e desejamos um bom estudo a todos os interessados ao uso do referido Caderno de Estudos...
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