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Jayme Caetano Braun:
Negrinho do Pastoreio

 

05/10/2007 08:41:36
SINTO VERGONHA...
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Paulista de São Joaquim da Barra, Rolando Boldrin foi o pioneiro na realização de programas televisivos dedicados à música brasileira autêntica, de inspiração regional, diferenciada da música sertaneja de consumo: Som Brasil (TV Globo), Empório Brasil (TV Bandeirantes) e Empório Brasileiro (SBT). O brasileiro Boldrin certamente que não agrada aos exploradores da cultura regional brasileira. A poeta e ex-professora Cleide Canton é natural de Assis-SP e defensora dos valores pessoais e sociais básicos, como a franqueza, a dignidade, humildade, caridade, perseverança. E o grande jurista brasileiro Rui Barbosa já dizia: “os povos vivem da sua tradição; e, quando perdem, com a memória o respeito dela, a sua continuidade histórica, está condenado a desaparecer”. Eu, também, sinto vergonha: da falta de respeito ao patrimônio cultural do bravo Povo Gaúcho brasileiro; da destruição daqueles ideais dos “moços de 47”; da promiscuidade existente, hoje, entre a Filosofia Tradicionalista e a dos modistas, mercadistas e exibicionistas. Sinto vergonha de um Movimento que se corrompeu e se deixa corromper; que abriga mais exploradores da cultura gaúcha que cultores, defensores e divulgadores da autenticidade da Tradição Gaúcha; das peculiaridades regionais de um povo diferenciado pela sua História, sua Cultura, seus usos e costumes próprios, sua Identidade Cultural autônoma. Sinto vergonha dos politiqueiros e interesseiros, que em prol de seus interesses pessoais, particulares, assassinam um bem que é público e pertencente a todo o Povo Gaúcho do Brasil. Sinto, igualmente, vergonha de mim, por não conseguir conscientizar aos detentores dessa riqueza cultural dos Sulistas Brasileiros; por não conseguir demonstrar que o sistema imediatista em vigor nos dias atuais entorpece potenciais e incautos consumidores, priorizando as preferências pessoais diante de um bem superior a ser respeitado, valorizado, defendido, preservado na sua essência interior e na sua aparência externa: o Patrimônio Cultural dos Gaúchos Campeiros do Brasil. Sinto vergonha de ver a Lei Moral Maior do Tradicionalismo, a sua Carta de Princípios, ser criminosamente diminuída, alijada, escondida no interior do próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho; que isso aconteça sendo ela, a Carta de Princípios do MTG, a base da próprio Filosofia daquele Órgão Tradicionalista; o suporte que o legitima a cumprir a sua destinação cultural: a preservação de todo o patrimônio sociológico do Rio Grande do Sul. Enfim, também sinto vergonha dos “tradicionalistas” e das “Entidades da Tradição” que se desvirtuam frente aos interesses econômico-financeiros, mesmo contendo em seus estatutos sociais os fins de sociedades culturais sem fins lucrativos; de todas essas "nulidades" no âmbito de um Movimento Tradicionalista Gaúcho, cujo objetivo é congregar os Centros de Tradições Gaúchas e entidades afins, e preservar o núcleo da formação gaúcha e a filosofia do movimento tradicionalista, decorrente da sua Carta de Princípios. Eu sinto vergonha! Mas, ainda, tenho esperanças na ação daqueles que valorizam, por dever, aquilo que é seu, por direito: os verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos que honram as suas origens e as genuínas Tradições dos Sentinelas das Coxilhas do Garrão Sul-brasileiro!
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