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João Luiz Corrêa:
Mesclas de Gaúcho

 

02/08/2008 09:12:01
PILCHA COM ESTILO GRINGO!
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Lamentavelmente, patrões e integrantes de Patronagens de algumas "Entidades Tradicionalistas Gaúchas" não conhecem ou não querem observar a Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro a que pertencem, os seus fins culturais e as suas Diretrizes Tradicionalistas Gaúchas Sul-rio-grandenses; praticidade e preferências pessoais jamais podem alterar, deturpar, corromper ou assassinar os usos e costumes regionais-tradicionais dos gaúchos sul-brasileiros, a Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul; a "parintisação" do Desfile Farroupilha pode atender aos interesses políticos do Estado, como os do mercado do turismo, mas colocar cavalos de isopor na avenida enquando centenas de excelentes animais estão presentes no próprio Desfile Farroupilha é algo que extrapola o senso comum; da mesma forma os instrumentos musicais, as cuias de chimarrão, as pilchas, os bonecos, quando gaúchos e gaúchas podem ostentar, de forma muito mais "didática", a desejada autenticidade na demonstração prática desses usos e costumes tradicionais, no próprio ambiente do Desfile Farroupilha; essa "carnavalização" toda tem permitido impropriedades outras que ofendem a simplicidade característica da tradi~ção dos gaúchos campeiros do Rio Grande, além de suplantar o cumprimento dos fins legais dos festejos da Semana Farroupilha, previstos na Lei Estadual-RS Nr 8.715, de 11.10.88, a qual estabelece, no seu art. 1., que a SEMANA FARROUPILHA deve ser comemorada em HOMENAGEM E MEMÓRIA AOS HERÓIS FARRAPOS, o que pouco ou quase nada se verifica diante desses interesses, inalcançáveis, de se "nacionalizar" esse evento cultural-regional-sul-rio-grandense, no Estado do Rio Grande do Sul, por meio dos turísticos Desfiles Temáticos, dos quais se utilizam os citados mercados para expandir os seus produtos em nada típicos e tradicionais do nosso Estado Sulino Brasileiro, como os já "tradicionais" chapéus brancos chaparral distribuídos ao público sul-rio-grandense da assistência do Desfile, com o escamoteado pretexto de protegê-los do sol, enquanto sabemos todos que o que querem é subverter a Tradição Regional do Rio Grande para venderem aos "tradicionalistas gaúchos brasileiros" os referidos chapéus e outras importações, o que caracteriza um crime cultural grave diante do direito garantido aos gaúchos brasileiros de cultuar, manter, defender, preservar e divulgar o seu Patrimônio Cultural-regional-tradicional, por ser este um Direito Humano que lhe assiste; o Rio Grande do Sul tem o seu regionalismo próprio, os seus usos e costumes locais, as suas indumentárias peculiares de cada uma das suas regiões internas, que, por Tradição (transmissão, de pais para filhos, e pelo tempo, dos usos e costumes regionais enraizados em todo o povo sul-rio-grandense, de forma autônoma e contínua...), foram adquiridos, por herança, por todo o povo gaúcho brasileiro; portanto, importar pilchas do Uruguai, da Argentina, da Espanha, do Texas ou de Barretos pode interessar muito aos mercados do "Mercosur" - que para vender mais quer nivelar usos e costumes regionais diversos - e Texano-barretano-sertanejo-cowboy - que quer sedimentar o processo iniciado no pós-Segunda Guerra Mundial, que taxava de grosso o gaúcho que usava o traje de sua Terra, mas não os caipiras texanos e suas vestimentas interioranas -, mas não interessa - ou não deveria interessar - aos detentores dessa riqueza cultural sul-brasileira: as Tradições do Rio Grande do Sul, Patrimônio Cultural pertencente a todo o Povo Gaúcho Brasileiro...
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